segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Um Óptimo Festival...

...e sem dúvida, o melhor de sempre, o deste ano, em Arco de Baúlhe. Bom ambiente e muitos parabéns à organização, pelo cartaz e pela quantidade de gente, mesmo sem aqueles insatisfeitos do desdenho, que passam o ano a queixar-se que nada se faz por cá, e quando se faz não alacam pé nem traseiro da esplanada ferrugenta de todos os fins de semana. Bem hajam! Um abraço daqui para os meus amigos sUBMARINe (na imagem).

sábado, 26 de agosto de 2006

É a Peixeirada!!!

Ora neste país de pescadores, são mais as vendedeiras que os que vão ao mar, e no Bolhão do Futebol mostra-se ao mundo a vergonha do compadrio das instituições. Já dei razão a gregos e a troianos, que me perdoem o Pedro Morgado e o Teles, mas realmente só pés metidos na poça. Os culpados e os inocentes confundem-se na javardice. O Presidente do Gil defende o Valentim, o Madaíl e o Cunha Leal apontam o dedo à Liga, a FIFA surge na sua esfinge dominadora do Futebol e dos Estados. E na bagunçada da interesseirice e da briga das comadres mancham-se as instituições judiciais e vergam-se as políticas. Os deputados e os presidentes, ministros e líderes de palanque calam-se e escondem-se, e nem um palavra para a defesa da soberania da Nação face ao "Vaticano" da bola. Estes de Lisboa ao Porto, de Chaves ao Funchal, vergam-se a Genebra e ao Papa Blatter...

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Leixões na Primeira Liga já!!!

Muita razão tem a FIFA, apesar dos tiques de Corporação, quando adverte da ineficácia dos Tribunais e dos Órgãos Jurídicos Portugueses. Infelizmente, tanto os códigos civis como as intenções em Portugal são boas, mas logo tudo se emaranha numa rede de interesses e de influências que resulta num vergonhoso impasse. E depois nada ajuda. É o “Apito Dourado” e os encobrimentos, a sensação incómoda e habitual de ver que tudo vai ficar em águas de bacalhau, o mesmo que os barões tratam de comer entre gargalhadas e prostitutas sentadas nos joelhos. Luís Filipe Vieira é outro que prova do mesmo veneno, insulta e acusa o polvo que lhe é familiar e ao qual conhece os tentáculos e o fim das ventosas. E daí que se atrapalha quando o acusam deste ou daquele suposto desfalque, tão estranho quanto suspeitamente oportuno. Só surgem notícias destas quando o Benfica está bem lançado ou está numa moral reforçada, como por exemplo agora, depois de confirmada a entrada na Liga dos Campeões.

[Mas nada se estranha nesta cultura e media desengonçados, onde se dá mais crédito ao pior, à chalaça e à paranóia inquisitoide. Os mesmos que nos contemplam com 8 horas de novelas e mau gosto, concertos de Toni Carreira a meio da tarde. Não há sossego neste País.]
E sim, deviam ir Belenenses e Gil Vicente para a segunda. O primeiro porque não merece estar na primeira, e o segundo porque violou os regulamentos que subscreveu. Haja coerência e humildade nas decisões que se tomam e que se devem acatar. Neste sentido, é o Leixões na Primeira Liga, já!

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

O Triângulo de São Vicente ou o Cabo das Dúvidas

Já estranharíamos todos, os gritos de inocência dos dois irmãos franceses naufragados, que afinal não o são, enquanto que no trimarã virado do avesso, de onde se salvaram, jazia um homem de pés e mão atados e amarrado a um cinto de chumbo. Mas inocência de quê e em que medida? Estranho seria acreditar nela, mas agora surge um taxista marítimo que alega ter levado mais uma pessoa a bordo, uma mulher. E acrescenta, que com o sexagenário morto estavam mais 2 pessoas... Que é feito delas então? É tão intrigante este argumento como o de Twin Peaks ou do Lost... To be continued...

P'ró raio que o parta

Raio atinge estábulo e mata mais de 50 vacas na Ucrânia. Morreram electrocutadas quando a estrutura metálica que as abrigava se tornou uma imensa cadeira eléctrica... Essa mesma tempestade que gerou outro relâmpago que deitou abaixo o avião russo com 170 pessoas... É do caneco...
Em Anexo: Por cá a única coisa que foi abaixo foi o executivo de Setúbal. A bem ou a mal... Carlos Sousa saiu a bem, com ou sem razão, respeitou os compromissos com o partido que o elegeu... E diga-se, que, embora magoado, tem o bom senso e o bom espírito de não se aproveitar da zaragata e erguer-se numa fígura anti-sistemóide como os tristes colegas de Felgueiras, Gondomar e Oeiras. É político de serviço e não politiqueiro oportunista...

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

A Reconstrução dos Sonhos


Poderia bem ser uma expressão de desgraça no lusco-fusco da destruição pelas bombas do exército israelita. Mas não. É só o meu primo a ensair-se na tela do que resta do Centro de Emprego/Casa do Povo de Arco de Baúlhe, consumido por um incêndio no início do ano. Agora, faz-se a sua reconstrução tendo em vista o apoio para as colectividades locais. Fala-se numa sala de espectáculos incluída. Era, sem dúvida, um equipamento bem-vindo.

A Tontura

Quem diria que um comentador de discurso articulado, tão insidioso como aparentemente artificial, se iria tornar um primeiro-ministro que, revelando uma subtil capa de austeridade e autoridade, vai perturbando a homeostasia da oposição. O PSD, por exemplo, está confuso e aos pedaços, onde não há almoço ou jantar concorrido que esconda as divisões e o atordoamento. Assemelha-se a um cano furado a perder água, a esvair-se na panóplia de vozes discordantes em que, muitas vezes, o candidato derrotado à presidência se confunde com o vencedor na hora de lançar as farpas tímidas à esfinge inabalável de Sócrates. O partido laranja, mesmo na míngua, é demasiado grande para Marques Mendes, o que também não era difícil, diga-se...
Entretanto, ninguém sabe ao certo por onde anda a Direita e onde acaba e começa a Esquerda. Neste bazar de bugigangas, restam os caciques da mal-educação. E é ridículo, quanto a própria figura, o regateio de Alberto João, a apelar a Cavaco Silva, silencioso e apático, que ajude o País e a Madeira, como quem pede a Afonso Henriques que ressuscite. Como se o Primeiro Rei fosse fazer alguma coisa com espada e o peso da malha de chumbo. Cada um no seu tempo… E Alberto, o seu tempo já lá vai!

De resto nem nada ou pouco se aproveita… O CDS confunde-se como PP e o PP com o CDS, e até Manuel Monteiro se vê interessado numa fusão à direita, num BD, uma alternativa “moderna”, “sexy” (?) e conservadora ao Bloco de Esquerda se calhar. Esse, que com a outra esquerda da esquerda, fraqueja no discurso, tonta com tantos números e powerpoints, e com os próprios tiros no pé, quando se pronuncia por guerras alheias e acena a vozes de fanáticos e tiranos. Entretanto vão ganhando terreno as Frentes Nacionais e o neofascismo…
Nesta tontura generalizada, o Governo de Sócrates revela-se uma MTV da política, um palco montado de Madonnas e bailarinas exóticas desnudadas e no entanto cinzento como um Conselho de Primavera Marcelista. É nesta ondulação que se vão hipnotizando todos, à direita e à esquerda, que fartos de uma porta giratória em São Bento, lhe vão dando o apoio e tolerando os desaires. E nisto tem tido fortuna, até Constâncio ajuda, mais que qualquer sopro de boa conjuntura, passou de profeta da desgraça a Anjo do advento, dessa prosperidade que tarda... Virão aí os bons tempos?

domingo, 20 de agosto de 2006

Paredes molhadas e Gigantes da Chuva

O festival seria um bocadinho melhor se não tivesse de contar a roupa seca. A garganta é que não se calou nos concertos que assisti. Era uma orgia de braços e pernas descontrolados ao ritmo de golpes de guitarra e bateria, pelo contorcionismo dessas personagens em êxtase e quase no limiar da inatingibilidade. Um deles foi Morrissey, ali tão perto e tão distante. E tão altivo a dar a esmola da sua presença a umas centenas de adictos e a uns milhares de admiradores, a lançar a camisa impregnada de perfume a 7 punhados de leões, sobrou-me um pedaço da manga, e que feliz me deixou aquela magna míngua.... Prolongou-se o atordoamento e a bebedeira da música e dos seus rodopios e jogos de mão, de poses de sevilhana e do serpentear da cauda do microfone. Diferente pelo menos… Um privilégio para mim.


Nos outros dias foi a chuva e os bocanhos, aquelas pausas entre os aguaceiros, as novidades e as novas vagas até que tudo culminou num último dia, em que os velhos deuses se tornaram sopro de juventude, de novidade, de uma loucura que julgava exclusivo de carnes frescas. Mas não, fiquei antes embevecido de uma tontura louca, da insanidade de um inconformismo com os ditos da madureza, admirado comigo, como tantas vezes posso ser apático e imóvel, como muitas vezes o somos, nós, príncipes da geração perra, à espera que alguém se lance ao futuro por nós. Os The Cramps mostraram-me o contrário. E Bauhaus arrepiaram-me como me fizeram estender os braços aos céus e à chuva. De Paredes de Coura saí molhado e satisfeito, mas sobretudo engrandecido...
[Fotos "roubadas" no blog da Antena3]

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Uh uh!!!


Até Sexta!!!

domingo, 13 de agosto de 2006

Postais da Póvoa

E se por Cuba e nas t-shirts de comunistas de McDonald se exibem as feições de um outro ícone, na Póvoa do Varzim as ideologias são outras, assim como as referências pintadas na porta. Ora de mar calmo ou com a praia varrida pela nortada: "Viva El Bento" em bom castelhano, esse invulgar herói... da baliza!...


sábado, 12 de agosto de 2006

Festival de Música Moderna de Arco de Baúlhe 2006

The Vicious Five
Submarine
Smartini
Slang
26 de Agosto

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

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Entramos na Era do Desassossego...

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

O Rescaldo

Regressado que estou, temporariamente, à bela interioridade, sobra-me o alívio do cheiro a resina e a folhas de carvalho para reflectir sobre toda a acendalha da convivência humana consigo e com a natureza. Bastou dias antes de Agosto, uma análise positiva (mas cuidada diga-se) sobre a época de fogos que parecia aparentemente adormecida, que a “besta” de imediato arregalou os olhos à arrogância dos optimistas. Neste mundo não há lugar para optimismo quando se apanha um sol vermelho de fumo na Póvoa e a maresia se substitui por uma brisa de eucalipto queimado.
É entretanto uma metáfora menos dramática que a do Sol libanês e de toda aquela encruzilhada de dramas humanos. Por lá não há música nem corpos estendidos ao sol. Antes cadáveres em plástico, bairros e quotidianos destruídos. Mais uma democracia, a do Líbano, que livre da influência Síria, que vai perdendo a força com a raiva de uma Israel acossada e a gargalhada maquiavélica de Ahmadinejad, o presidente iraniano, que financia a indumentária de um Hezbollah de guerrilha atípica, camaleónica, que se disfarça entre os civis e que agride com uma balística sofisticadas.

Já nem sei para onde oriento a minha opinião. Parece-me tudo menos divina e muito menos humana a esta guerra. Não encontro no rescaldo de mortos e de pontes caídas um fio de verdade, ou de uma certeza de razão. Não vejo espírito de sacrifício, nem muito menos esforço em lançar outras pontes assentes pontos comuns. Vejo antes um mundo sem conserto, onde neste país aparentemente sossegado no Atlântico se vive a serrania e a praia com as mesmas tragédias de sempre, que resolvidas a remendo, são pequenos nadas comparados com todo um terramoto de ódio e tamanha falta de respeito pela vida e pela diversidade humana aqui tão perto. Coisas do Homem ou dos homens…Mais hormonal que racional! Fálico, diria Freud provavelmente … Quantas vezes penso de como seria se isto fosse tudo tratado entre mulheres…