sábado, 30 de setembro de 2006

O meu quê de Nostradamus

Ora em Abril deste ano, comentava a então proposta, de responsabilização dos vitivinicultores pela prevenção de acidentes rodoviários resultantes do consumo de álcool, pela mente criativa de Ascenso Simões, o Secretário de Estado modelo. Mas não é que a União Europeia quer colocar os rótulos de alerta para a saúde nas bebidas etílicas? Eu até que tinha proposto um desses rótulos. Ia lá julgar...

Para quem não viu na RTP...

... a reportagem sobre o Curso de Medicina da U. Minho, onde frequento o 3º ano de Licenciatura.

via Bradiencefalia

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Visto o Projecto em Exposição...

... jubilo-me com a modernidade da requalificação do Edifício da Casa do Povo. A sala de espectáculos e os restantes espaços. Só espero que a sede do Desportivo, a explorar, não se torne um antro de jogadores de quino e fumo de cigarro. Boa ideia seria o aproveitamento do espaço, à concessão pelo DAB, a alguém que explorasse o espaço com algo alternativo e diferente, na envolvência da rua antiga. E mais, surpreendeu-me o novo centro de Emprego, e a piscina ao ar livre. Animam a alma, confesso...

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

...

Não pode haver medo de fundamentalismo que penhore a liberdade do pensamento e das artes. Abdicar da ousadia e irreverência europeia é uma derrota face ao medievalismo de radicais. A Europa já exorcisou os fantasmas da falsa moral e do conservadorismo hipócrita há muito. Não há politicamente correcto no teatro, esse é último reduto de liberdade.

sábado, 23 de setembro de 2006

A Discussão Pública que se Impõe

O recente burburinho e expectativa criado com as obras de reconstrução do que restou, para lá da fachada, do Edifício da Casa do Povo só demonstra a importância que tal intervenção tem na vida dos arcoenses. Se um edifício de tão boas memórias não rescuscitar num explendor maior e mais moderno e adaptado à fome cultural e ao dinamismo adormecido de uma comunidade de tantos talentos, tornar-se-á numa frustração de oportunidade perdida.
É neste sentido que apelo à população e autarcas de maior e menor responsabilidade do concelho e da freguesia, que não se reduzam a uma gestão de picardias rotineiras e de conversa de circunstância e disponham o Projecto de Recuperação da Casa do Povo à Discussão Pública, para que aquilo não se torne um amontoado de gabinetes de associações e de autarquias, mas antes a casa de cultura e de artes tão bem centralizada e enquadrada que reanime a alma e encha de orgulho e vontade as gentes desta vila. E com uma sala de espetáculos ou um café concerto digno da freguesia e do próprio concelho. Que não se perca a oportunidade pela ninharia de mais um remendo, para não causar aquele desconforto como alguns equipamentos (piscina, biblioteca e pavilhão gimnodesportivo) que construídos parecem palácios abandonados no meio de mato e acessos de cabra.
Haja bom senso e que se invista também no enquadramento: jardins, estacionamento e acessos largos, modernos e iluminados; ou então não se admirem que tão bons e caros investimentos permaneçam esquecidos por de trás do silveiredo e silenciados por zumbidos de mosca, porque é o movimento e a animação criados pela dinamização destes espaços que justificam os votos, não os elefantes brancos e a politização do associativismo.

Enfim...

... o que vale é que eu sou um gajo culto (modéstia à parte), o suficiente, para me distrair com outras coisas.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

RTP na ECSaúde da Universidade do Minho...

... esta 5ª feira para revelar ao País os segredos desta recente licenciatura em Medicina que se tornou, este ano, o curso com a maior média de acesso ao Ensino Superior.

O Furacão Gordon...

... aproxima-se dos Açores mas, no resto do País, não há Furacão Mateus que limpe o sujo edifício de falsidades do futebol.

domingo, 17 de setembro de 2006

O Exagero dos Protestos...


... parece subscrever a palavras ousadas do Papa. Não que o Islão seja violência mas há muçulmanos que insistem em manchar de sangue todos os valores de paz que dizem inscritos no Corão.
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É nesta chantagem que não me revejo, neste terror de tabu, de que há coisas que não se podem dizer nem desenhar, nomes intocáveis que não se podem referir se não em risco de cair em blasfémia. O meu mundo não tem palavras proibidas, nem assuntos limitados, nem modos de vida superiores ou inferiores, não há nem pode haver normas castradoras na manifestação da liberdade e no pensamento individual. Há respeito pela singularidade de cada vida humana. Não pode haver hipocrisia nem alheamento dos problemas dos outros. Há uma forma não violenta de condenação deste ou daquele atropelo de dignidade, de qualquer ridicularização. Há justiça, há um bem comum, há um princípio de democracia, de compreensão, de uma confortável aceitação.
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sábado, 16 de setembro de 2006

E bem vistas as coisas...


... o Papa Bento XVI vem-se perfilando como o Capelão da ofensiva imperialista americana, como quem paga o encobrimento da admnistração Bush nos sucessivos escândalos de pedofilia da Igreja católica nos Estados Unidos.

O "Pecado" e o Arrependimento

As recentes declarações polémicas do Papa Bento XVI revelaram-se mais como uma conservadora tentativa de superiorização do catolicismo face ao aparente carácter de agressão do Islão. O inquilino do Vaticano só poderia estar ciente da indignação que iria provocar no mundo ao citar um erudito que classificou o Corão como um acrescento violento e belicista ao Antigo e Novo Testamento. Para Bento XVI a jihad é como que a expressão visível desse carácter da fé muçulmana e "em contraste com a natureza de Deus e a natureza da alma". Agora é o acto de contrição, a desolação e o arrependimento por palavras mal interpretadas, como se a irracionalidade humana fosse exclusiva desta ou daquela fé, como se a legitimação divina fosse patente de Meca ou de Roma.
Esquece-se a Igreja Católica, e mais uma vez não pede desculpa, da história de violência que carrega na sua cronologia, muitas vezes em contradição com os ensinamentos que apregoava. Uma amnésia, que persiste, das cruzadas à caça às bruxas, da Inquisição às mais recentes tentativas de limitar as legítimas liberdades pessoais e de pensamento e que são certamente mais humanas e cristãs que este recente golpe no Ecumenismo, nessa herança positiva do pontificado de João Paulo II, o diálogo e no respeito entre as religiões por um bem comum, se calhar o grande desafio divino que se colocou aos Homens.

Sofisma

Se quiséssemos avaliar o que se diz e que se escreve de uma maneira deapaixonada e cinzentamente neutra, sem nos deixarmos enveludar por causas, valores e ideias que defendemos, provavelmente a blogosfera deixava de ser um diário de inquietações e mudanças de humor, de tonteria e de liberdade pessoal, de uns e de outros pontos de vista e perdia-se este alternativo antro de liberdade à outra imprensa mais regrada e monótona.
Mas a escrita a quente não nos livra de erros de pensamento, de algum desfazamento ou desvio em relação a coisas que nos acontecem. E se não sou livre de errar perde-se a beleza do acto, da estupefacção e do murro no estômago, daquela enjoativa descida à Terra.
Esse processo que muita gente tende a ignorar nas suas responsabilidades cívicas e nas ambições. Nestes actos que se confundem e que confundem todos, quando este ou aquele dedo apontado se torna na mais medieval e menos digna maneira de querer destornar os eleitos e a vida das pessoas. Neste veneno que, por esta terra entre a Cabreira e o Marão, corre nas levadas e nas artérias dos homens.

MÉDIA PARA MEDICINA

Braga (18,3o) maior que o Porto (18,15)

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

A Mecânica da Laranja

A recente e inesperada, como de certo modo ridícula, mediatização de um alegado acto de ilegalidade praticado por Joaquim Barreto na sua função de Presidente da Cãmara de Cabeceiras de Basto, só vem demonstrar a inoperância e incapacidade da Oposição local do PSD em lidar com a sua acefalia política e o seu vazio de ideias e de propostas. E quando assim é, movem-se os cordelinhos e ajoelha-se até ao tamanho político de Marques Mendes para incentivar um processo de decapitação, tão absurdo como injusto, movendo-se as influências nacionais da máquina laranja no círculo jornalístico para denegrir um executivo de um concelho rural moderno, mas pequeno, e sem grande influência no mapa de cores das noites eleitorais...

E tudo isto porque o presidente social-democrata, tão hipócrita e cinicamente como completamente alheado da prestação estupurosa e quase comatosa (sim de coma...) da sua representação local, foi interpelado para responder em tribunal por insultos e insinuações contra Joaquim Barreto aquando da sua visita, de frete, a Cabeceiras de Basto num comício do PSD nas ultímas eleições locais. Sim, Marques Mendes, o mesmo que responde e age com silêncio, quando o seu cacique madeirense abre a boca em verborreia escatológica, porque sabe que se perder o processo em Cabeceiras, não perde nada que lhe seja particularmente especial e afaga o choro de alguns birrentos “companheiros” cabeceirenses... Mas quando se trata de toda uma região de atordoados, Mendes engole o sapo por umas centenas de milhares de votos tão azedos quanto certos...

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A Cidade e o Rio

Não é propriamente necessário referir o sem número de lugares e pessoas que fazem do Porto uma cidade ímpar e carismática. Basta só olhá-la do Jardim do Morro. A verdade é que, de rosto renovado e cinzento, onde os jardins foram sacrificados a uma conversão europeísta e cosmopolita de espaços amplos e abertos, a singularidade e o rosto de pedra limpa da Invícta fica condicionado por um executivo castrador e populista que impede a normal fisiologia cultural da cidade. Segundo Rui Rio, "não há dinheiro para a Cultura enquanto houver gente com fome na cidade", e assim se vai construindo e reconstruindo um Porto de demagogia e sobretudo hipócrita que só se afunda nos seus preconceitos e complexos de inferioridade em relação a Lisboa. Do edil portuense, só lhe louvo a afronta que fez a um outro "poder" do Porto, o do futebol, que prontamente se empenhou a descartar nas suas balbúridias e estapafurdas cumplícidades.
De resto, encobre-se uma pseudosegurança na cidade com atentados à liberdade de pensamento e de vida. Tenta-se retirar a possibilidade de que alguém "chateie" as reuniões camarárias com problemas pessoais relacionados com a actividade do executivo e do restante aparelho da câmara, e mais recentemente, retira-se o apoio logístico a quem queira filmar o Porto com um olhar que não seja apreciativo e, por ventura, glorificador desta Pax Rui Riana, que tanto tem feito os portuenses olhar de inveja para outra margem. Entretanto vai-se silenciando a cidade e a alma sob a rebeldia das gaivotas, as únicas que Rio (ainda) não calou..

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

O Apito Dourado Soa Em Arco de Baúlhe(?)

"
Outro caso: Gandarela-Arco de Baúlhe, para os quartos-de-final da Taça da Associação de Futebol de Braga, época 2003/2004. No intervalo do jogo, o árbitro, Vasco Vilela, disse a um elemento da direcção do Arco de Baúlhe que aconselhou os avançados da equipa a procurarem o contacto físico com o adversário: "Ó pá, tens que te enrolar com ele, caralho! Não é encostares-te a ele e deitares-te." Chegou a dizer que anulou deliberadamente um ataque do Gandarela, assinalando fora-de-jogo: "Foi na horinha certa, pá! Pronto... Vamos ver o resto, na segunda parte." Apesar de tudo, o Gandarela venceu o jogo por 1-0. E no final, Vasco Vilela desabafou com o mesmo dirigente: "Doze minutos que dei [período de compensação]. Nem assim."
"
Surpresa?
Artigo completo pode ser lido inteiro na edição on-line do Diário de Notícias de Hoje: AQUI

Um Outro Setembro

Fica aqui a primeira parte de um documentário ("Loose Change") exibido na 6ª feira pela RTP, que dá uma visão alternativa e intrigante sobre os ataques de 11 de Setembro: a de uma conspiração dentro do Governo e da Admnistração Bush... Fica a vosso critério.

Segunda parte aqui

domingo, 10 de setembro de 2006

Ide Jogar Pau C'os Ursos...

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(tal como na primeira jornada, o Benfica voltou a não jogar)

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Caso se fique sem Futebol...

... há sempre esta "alternativa" barrosã para as transmissões televisivas.

Mais Franganito que Galo

O medo e o aperto de certas saídas do corpo levam a esta indefinição. Neste País, por muito que se levante a crista, todos parecem sucumbir ao interesse público. Em Barcelos, o "interesse público" fechou a maternidade e mandou o Clube para a Liga de Honra.
E no caso do Futebol, é o interesse em continuar o teatro dos patetas, o palanque das marionetas, dos corruptíveis e intocáveis, a distracção. É um absurdo que incomoda... É terceiro mundista, é irritante e é lamentável que tudo isto se enrede em discussões de comadre, de quem "vai com os da feira e vem com os do mercado".
Mas percebe-se o medo com o sentido de responsabilidade, por muitas paixões que se inflamem.: o afundamento do Gil arrasta jogadores para o desemprego, sem salário e sem alternativa de trabalho.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Adeus Tony

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E permitam-me que refira o post: "Terceira porta à Direita, se faz favor... ", publicado por mim a 6 de Maio deste ano onde já se suspeitava da saída permatura de Blair, tal como Thatcher, sob pressão do próprio partido. Aliás, quantos não faziam já a comparação entre este e a Dama de Ferro quanto às políticas neoliberais e de mercado dos seus executivos. Embora melhorando substancialmente os serviços públicos na àrea da Educação e no Serviço Nacional de Saúde gratuito, foram dados passos muito mais ousados na privatização, nomeadamente na livre concorrência dos correios e outros sectores intocáveis no tempo da líder conservadora. É certo que o Reino Unido melhorou e cresceu económicamente, mas foi no campo externo que Blair falhou, a tornar a Inglaterra um alvo para terroristas e a alimentar a tensão racial no país, e foi também por aí que os Labour se dividiram entre as várias facções da 1ª à 3a Via. Dentro de um ano, o amigo de Bush deve entregar o Governo de Sua Magestade a Gordon Brown, o sucessor natural, e que muitas vezes moeu a paciência de Tony, mas que não deixa de ser um dos ministros das finanças mais competentes dos últimos anos.
...

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Num mês...

... Portugal perdeu abrupta e tragicamente duas mentes brilhantes no Brasil: André Bordalo (aluno destacado do IST) assassinado em Copacabana e Vanessa Sequeira( investigadora de assuntos ambientais) morta na Amazónia.

Às vezes pergunto-me...

... como é que o Carl Kent consegue esconder que é o Super Homem por trás de uns óculos de massa?

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

A 8 dias de mais um 11 de Setembro...

... há coisas que ainda não mudaram com desmoronamento das torres. Neste país em brasas de tédio, não pode haver o mínimo de calor a aborrecer as tardes de dois ou dez incendiários sentados na tineira do café, que logo eles vão de mota, e cada vez mais jovens, imolar o mato e o pinhal. Ainda hoje, a percorrer os 17 Km de A7 entre Arco de Baúlhe e Fafe, parecia que atravessava um imenso campo de guerra. De todo o lado se avistavam colunas de fumo, a erguerem-se do Marão à Lameira e outras serras no limiar do horizonte. Entristece como irrita, este quase cancerígeno tique de cultura que já parece parte de todo o imaginário português desta época.
E irrita da mesma maneira como, supreendentemente ou não, o Fermil Rock (do passado Sábado) tenha decorrido com muita adesão com um cartaz que não era tão bom quanto o do Arco que para ter um público digno de ver Vicious Five e outros obriga a Organização a mobilizar esforços no dobro da paciência. Isto porque a cultura cabeceirense parece mais de conversa de comadre e regateirice no antro de todas as semanas, que de qualquer outra boa e saudável alternativa forma de divertimento. Preze-se o bom espírito dos vizinhos de Celorico, Mondim e Ribeira de Pena.
Entretanto, passou-se o fim-de-semana de festas nesta vila nascida na encruzilhada de estradas de diligências, comerciantes e artistas de circo. E com a anestesia do barulho e do que se bebe, alheia-se do resto do país e do mundo, onde o dinheiro da FIFA condiciona o interesse público e perpetua a má gestão e o polvo de incompetentes das Instituições futebolísticas, onde, neste quadrado de terra queimada, as liberalizações das energias só trazem preços inflacionados, onde a confusão de trazer à luz portugueses em hospitais espanhóis já impederiam que um casal de imigrantes moldavos em Elvas, trabalhadores e pagadores de impostos, pudessem registar o seu filho como cidadão português e usufruir dos serviços a que têm direito. Talvez na confusão nem valha a pena exigir sequer a educação ao Estado, é que a nossa culta comunidade eslava, já deu conta que não vale a pena pôr a prole no cativeiro escolar português. Para isso já há escolas russas em Portugal, onde os alunos aprendem com exigência e onde os professores são respeitados por todos... Oásis de qualidade que se irão traduzir em cidadãos portugueses de feições pálidas e olhos claros a enriquecer a multiculturalidade e o tesouro intelectual do país.

domingo, 3 de setembro de 2006

Senhora dos Remédios



Party People...

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Furacão Mateus

É irónico que no ano em que Portugal se podia gabar de ter 3 equipas na tal Liga dos Milhões, de repente se vá tornar um país de campeonato tão importante quanto o das Ilhas Faroé. E na enxorrada da vergonha, deve ir Madaíl e Valentim (esse que já ia de caminho) e restante manada. Um atestado de incompetência que se vai tornar sem dúvida tão fatídico quanto o Katrina, o Jonh e o Ernesto. Tudo em torno da espiral de Mateus que com tão ventos fortes tem abanado a consciência para a tragédia do laisser-faire à Portuguesa. E o futebol, é só um exemplo...