domingo, 31 de dezembro de 2006

Boas Entradas!!!

[o melhor 2007]

sábado, 30 de dezembro de 2006

O 2006 dos que partiram


Homens e mulheres das artes e da política, ditadores e democratas, do terrorismo e da liberdade, do desporto e do jornalismo... Efémeros...

Triste...

... nisto se mostra a hipocrisia de qualquer Estado de Direito, quando se pune a morte com a morte. É perturbador e é medieval. É medo. E o medo é tudo menos democracia.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Perpendiculares ao Confuso

O começo de 2007 vai surgir em Arco de Baúlhe com uma certeza: vai haver variante à Nacional 210! Ou 206... Bem, de momento não me recordo. De qualquer modo é à estrada Nacional que, do Nó Viário ou d'A Rotunda (finalmente oficializada como tal), liga qualquer vila e lugarejo de Cabeceiras, Celorico ou que seja, à auto-estrada que dá acesso ao Litoral e a Espanha - el desarrollo por supuesto.

E de onde vem a necessidade que obrigou tal engenho apendicular de betão, viadutos e asfalto?
Vem da confusão e das filas que se acumulam em horas de ponta (é verdade, há-las por cá) e doutros tantos perigos e inconvenientes derivados de tal pára-arranca e fusíveis queimados de paciência esgotada: "leva-se mais tempo do cruzamento para Refojos às Portagens, que das últimas a Fafe", diz o povo em parábola ou hipérbole, ou em qualquer outra figura de estilo entretanto desarrumada no armário empoeirado da memória.
Eu esperimentei-a hoje. Mas não se resolve o problema de mais nem de menos com uma simples variante que, a desfigurar paisagem, só escoa carros de São Nicolau e Refojos à Faia e Santa Senhorinha, e claro, os camiões da Industria montada no eixo Lameiros-Olela. Que é daqueles que vêm de Cavez, Pedraça e Lugares a Este, se por ventura esbarrarem com Festas e manifestações outras da dinâmica fisiológica da arcoensalidade? Continuam a emperrar em paredes de gente e o basqueiro de Carnavais e Procissões na transitória transformação pedonal do Nó Viário?
Ora, serão urgentes outras alternativas que escoem os irritados condutores e restantes desejos expansionistas da expeculação imobiliária para quem a Avenida Cap. Elísio de Azevedo, a principal artéria da vila - e com aterosclerose acrescente-se - é de momento a única e estreita opção. É urgente que se abram novos arruamentos e que se cumpra mais cedo possível o Plano de Urbanização, será urgente então a sonhada Alameda e a Rua Nova que lhe finda os pés e que será uma (outra) variante ao nó viário, para que se possa seguir por ali, directo de este para oeste e daqui virado a norte e ao outro extremo da Variante maior.

27 de Dezembro de 1981: um dos dias mais trágicos em Cabeceiras de Basto


terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Yo, Brotha!!!


O resto do mundo pode achar absurdo, na sua hipocrisia inconsciente, mas a verdade é que Ramos Horta foi original e sobretudo coerente na sua mensagem de Natal, promovida pela BBC. Apelou a consciência de Bin Laden, chamou-o de "irmão filho do mesmo Deus" - o de cristãos, judeus e muçulmanos e sabe Ele de quem mais - e apelou à sua compaixão, ao diálogo e, de certo modo, à mudança. Pode ser polémico, mas o Nobel da Paz expressou-se tal como qualquer cristão de filosofia se expressaria: esperançoso, misericordioso, ciente da condição humana e sobretudo, apaziguador.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

"Era capaz de andar por Setúbal a lutar contra a Co-Incineração"

E também até eras capaz de falar de Futebol, se te esforçasses um bocadinho.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

De Arco de Baúlhe para o Mundo:


BOAS FESTAS
[foto de telemóvel captada na rua de arco de baúlhe]

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Notas de Invernia III

Com o Natal e a formiguice que se tornam os centros comerciais, como quem vê de cima, vem também o frio e a constatação de um país sem edredon, enrodilhado em cobertas e cobertores mofentos, lençois de flanela.
A somar ao giasco, os preços dos apartamentos, inflacionados como se não fossem pilhas de caixotes permeáveis à negatividade celsia [muito se inventa na neologia]. Que digam os que aquirem t3's e t4's e outras tipologias de apartamento em Vilas de Cabeceiras de Basto: Refojos de Basto, Arco de Baúlhe e não se esqueça Cavez; onde se compram varandas e assoalhadas precárias com o preço de quem paga a paisagem à volta, o oxigénio e o sossego (se é que ele ainda existe). O resto é mesmo assim, um tremendo mau gosto e uma irritante incompetência na construção. É como se fosse a granel. Nem por fora nem por dentro se encontra o mínimo de qualidade que justifique preços maiores que os praticados em Braga e Porto. Vendem-se celeiros forrados a frinchas e assentes uns em cima dos outros. Em Refojos é os cogumelos, no Arco é a gestão do lucro e o investimento na desfiguração, cresce devagar e torto.

domingo, 17 de dezembro de 2006

Le Verdadeiro Amour

Quem nunca foi bairrista que atire a primeira pedra, mas esta pérola tirada do YouTube é qualquer coisa que esmaga quaisquer tentativas de expressão de amor à terrinha. No vídeo vê-se o melhor e o mais belo da freguesia dos péres au Portugal, incluindo a maison para passar e gozar o Agosto e a retréte, a casa dos vizinhos e a rua inclinada do Mirante, fotos tiradas do site da junta e outras que enfim... Até o bloco de apartamentos onde eu moro e o código postal(?).

Tudo isto polvilhado com a guitarra sevilhanóide e a voz de menino sem tempo de Tony Carreira. "Só penso em ti aonde estou, (...) aonde eu vou"; melhor que o site do Super Braga, melhor que a pronúncia do norte e acima de qualquer bolsa de valores no Porto. Obrigado Arcoensa, com "A" no fim, fizeste-me, por momentos, orgulhoso e bem-disposto, aqui no Portugal, aué!

Até pó ano na Festa da Senhora dos Remédios, se Deus quiser...

sábado, 16 de dezembro de 2006

Será que é desta vez...

... que os caciques da currupção são expoliados das regalias e da cumplicidade irritante da massa adepta demente pela clubite ?
... que este País se torna finalmente um porto atlântico de modernidade e de justiça?
... que eu consigo lançar uma pedra de assentamento neste pedaço de terra, nesta ou noutra cidade, com a certeza que vivo no melhor dos países e falo a mais bela das línguas?
Há olhares que me confortam, mais que quaisquer reformas ou propaganda de governo, que me renovam as vontandes. Eu vou tendo esperança...

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

The Smiths "morreram" Há 20 Anos

Último concerto na Brixton Academy, a 12 de Dezembro 1986

[Aqui no YouTube]

domingo, 10 de dezembro de 2006

Morreu Impune

Augusto Pinochet
(1915-2006)
... o executor, a mando de Kissinger ( o mais vergonhoso Nobel da Paz), de um outro 11 de Setembro, com assassinato de Salvador Allende, esquecido pela força da política estratégica norte-americana, na paranóia da Guerra Fria.

sábado, 9 de dezembro de 2006

A Pouca Vergonha e a Irritante Indiferença




Não se percebe como neste país se gastam 3 jornais desportivos e toneladas de horas diárias e conversas de café a discutir um jogo viciado.

A entrevista e o livro desta ex-"acompanhante" de Pinto da Costa é o relatório assutador da teia de interesses e da desesperança. As olheiras e o rosto pesado de Carolina Salgado é a face do medo e da visão do Inferno. Neste Norte deprimido - deste país macrocéfalo, com uma capital que absorve a riqueza de um país inteiro - o peixe graúdo engorda da decadência e do desespero, agudiza-se a corrupção e demais crimes económicos, os presidentes de câmara das cidades distrito são autistas e padrinhos, ou do serventilismo ou da esquizofrenia paranóide e demagógica.

Tudo se transforma numa imensa máquina de lavar, como quem esfrega parvoíce na cara de toda a gente, e os atordoados convertidos aplaudem tão altas e admiráveis figuras, em bustos e efígies de santos do alheio, observam o rodopio, absortos Os portugueses, e sobretudo do Mondego para cima, tornam-se marionetas estupidamente conformadas. E não digo por tique de sarcasmo ou aparente inantigibilidade. É um estado endémico e generalizado. Digo para que se reaja do nojo, de vivermos num país de justiça emperrada e onde os seus agentes parecem em parte, pactuar no sistema de adiamento e de impunidade, de uma culpa crónicamente solteira.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Fumos de Abundância

Felizes os convidados para a destribuição do pão da economia nacional! O Primeiro-Ministro, qual filho pródigo do Presidente (da ala neutrofílica) e da Primeira-Dama - de esquerda moderna e adaptativa ou pragmática, esquerda esquerda, ou centro esquerda, ou qualquer coisa que se diga de bonito e que faça cair o queixo... - orientou a subida do ordenado mínimo para o maná dos 500 euros. Ora ora, que se para muitos é para aumentar, numa concordância de aumento real com a a inflação, a verdade irónica é que todo se gasta em imposto sobre tabaco, a 5 euros o maço em 2011 de certeza - esse escape social da deprimente realidade percária do trabalho português.

Não fumo e era bom e menos aborrecido se ninguém fumasse, mas com tanta chuva e vento, frentes frias e depressões, até 1000 euros se esfumariam em tragos de cigarro, se a tal me dispusesse, mas a roupa fica com um cheiro insuportável e, com esta intempérie, custa a secar da lavagem.

[descoberta]

Há gente de talento nestas terras:
David Guimarães
(fotografia)
[aqui]

domingo, 3 de dezembro de 2006

[semana de exame]

[Hieronymus Bosch]

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

"Não passarão!"

Contra quaisquer iberismos interesseiristas, que se festeje hoje a restauração dessa fronteira de língua e de território, por muito ténue que se tenha tornado. Mas hoje marco, a negrito, a diferença de personalidade e de cultura, homens e de ideias. Prefiro-me português cáustico, irónico e fatalista- sobretudo romântico - a iberista amordaçado. Não nesta Ibéria, onde o castelhano e o castelhanismo, prepotente e arrogante, o mesmo que tentou obrigar o Prestige a largar o crude na nossa nossa costa, se faz dominar sobre a diversidade de lugares e de idiomas da península, onde ser-se português é, sobretudo, ser-se diferente.