segunda-feira, 31 de julho de 2006

Sintam a minha ausência...


... que vou para a Póvoa, uns dias. Virei mais moreno e mais cheio de mar e de areia. Detesto praia e confusão, mas também detesto estar sempre no mesmo sítio. Até lá. Boas férias e/ou bom trabalho.

O Bobo da Madeira

O País corre para algum lado, para o "abismo" diz João Jardim, que não dá espaço de manobra a nenhum primeiro-ministro, nem aos da sua cor. Corre antes a Madeira numa indefinição arcaica, presa a um cacique tropical com tiques de ditador e de salvador dos outros, dos "maricas", dos de "calças em baixo". Agora, só a Madeira pode salvar o país da desgraça, do desmoronamento dos valores e das posses. Dali, da terra das bananas e dos túneis, da riqueza de poucos, da desgraça de muitos, do excesso e da espetada, virá a cruzada messiânica para este continente perdido...
Perdida e adiada vai a Ilha e os que lá moram, os tantos que de lá fogem. Só restam os pobres de espírito, os príncipes de pequenas coisas, a admirar as pirâmides e o faraó balôfo, o rei e o bobo. Se tanto não se querem incomodar connosco, que se independentealizem, que referendem a determinação, sem o nosso dinheiro e sobretudo sem a nossa paciência. Temos mais que nos preocupar do que com gorilas ingratos e tucanos insultuosos. Os madeirenses que me perdoem.

domingo, 30 de julho de 2006

Não... Por este andar...

... não há mundo equilibrado que resista a tremenda confusão. Seja, ou não, algo que se registe devidamente, a verdade é que lentamente se vão definindo os eixos. E espante-se, com alguma ou nenhuma surpresa, a recente e aparente aliança de Teerão com Caracas (aqui). Uma irmandade insólita que só se encontra justificação num ódio mútuo a George W. Bush.
Nestes termos, legitimanente se arrisca em apostas numa Terceira Guerra em muitos blogs (e obrigado ao Bradiencefalia pela referência). Eminente ou em curso, espasmem-se os civilizados e os modernos, mas não há uma década de descanso, não há ninguém que aprenda, é um ciclo de barulho, de discórdia. Por uma ou outra teimosia, por um ou outro capricho vendem-se as almas de milhões por um punhado de orgulho e já nada sem pensa em sossego.

sábado, 29 de julho de 2006

Noitada da Senhora dos Remédios no Arco

Faltam 36 dias

Roberto Leal e Função Públika Confirmados!!!
(programa completo afixado por aí)

sexta-feira, 28 de julho de 2006

A Patente de Deus

Nunca se ouviu falar tanto, nem tanto se informou e se propagandeou, nesta demasia, sobre uma guerra e sobre inimigos e conspirações. O mundo vive agora numa espiral de guerra desde a infâmia de Setembro de 2001. Tal como depois de Pearl Harbor, os pilares simbólicos do poder económico dos Estados Unidos fizeram ruir com eles a frágil sustentabilidade de um ocidente democrático mas que vinha agudizando, dentro e fora de si num quadro de aparente prosperidade, o fosso da desigualdade entre pobres e ricos. Não se nota, nem nota, uma classe média emergente, mas efémera, que se endivida na hipnose de Estados (aparentemente) Sociais que vêm vendendo, mais ou menos disfarçada e progressivamente às Multinacionais, o seu dever e papel para com a Sociedade civil.

Neste momento, não importa a opinião nem a discussão dos eleitores e tão pouco dos parlamentos e senados, onde se vão encontrando uns ou outros eleitos preocupados. Interessa antes, fazer suceder governos, mais ou menos iguais e cúmplices de uma gestão de prejuízo, esvaindo-se assim a esperança de mudança que morre no comodismo e atordoamento das pessoas. Veja-se recentemente nos Estados Unidos, onde um Presidente de Bíblia num braço, num moralismo cínico de alcoólatra, vetou uma Lei quase acordada por unanimidade entre Democratas e Republicanos, pela investigação médica em embriões humanos, que de qualquer maneira iriam ser deitados ao lixo, adiando assim avanços na terapêutica. Isto claro, se as Farmacêuticas não privassem as descobertas, na clausura de exorbitâncias, da grande parte da Humanidade, lembre-se!

Entretanto dura, há 5 anos, a crescente espiral de violência de uma “Terceira Guerra Mundial” ainda não denominada convenientemente, com o receio de um devido pânico e de uma precipitação generalizada. E na região mais cicatrizada e de feridas abertas, de remendos em cima de rasgões e rupturas eminentes, não sobrevive paz nem democracia. Sobrevive antes um ódio perante crianças mortas e na loucura imparável uma resposta e contra-resposta teimosa, de insanos a invocar Deus a cada assassínio. É a teimosia que impõe o preço da carne. E a troco de dois reféns israelitas e umas centenas de palestinianos presos sem acusação eterniza-se um conflito de cães a mostrar os dentes, e vão morrendo centenas de pessoas sem culpa e de esperança minguante.

No berço da civilização, e na era da Modernidade, paira a ameaça e a vergonha de um confronto final, de um presidente americano a querer arranjar o bode expiatório para lançar uma bomba nuclear sobre um Irão radicalizado, de modo sublinhar de negro a sua assinatura na História. Com isto, desmoronarão as conquistas e os valores de centenas de anos perante um perturbante motivo da Idade Média, a luta por uma supremacia de culto e de cultura, por uma Patente de Deus.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

CineMaior foi ver...IX

Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest de Gore Verbinski





Nota: Um filme p'ra pipocas e para fãs do Johnny Depp. Já agora, não querendo estragar a película a ninguém, cheirou a Senhor dos Anéis e portanto só deve acabar no próximo.

OBRAS NO BLOG

ESTE BLOG PASSA A TER COMENTÁRIOS MODERADOS
[se preferir, mande mail para malmaior@gmail.com devidamente identificado. Eu tratarei de publicar a sua opinião]

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Tradição e Debilidade Mental

Aproveito a deixa do Bradiencefalia para opinar sobre o mesmo. E a verdade é que a tradição portuguesa, com o muito de bom que tem, permanece borratada por um espectáculo de horrores em que bestas se confrontam por entre os guinchos de gargantas e trompetas. No teatro de decadência e de debilidade mental, continuam os olheiros de sempre a mirar a enormidade de ver touros espicaçados a jorrar sangue pelo cachaço e a molhar a terra de saliva e dor. Os diminuídos riem alto, bradam gritos e apupos, enquanto uma besta empinada num cavalo ergue ao alto o tricórnio e as vestes garridas de cores e cinzentas de pensamento. As televisões e as câmaras promovem as corridas e amnistiam uma tragédia intelectual. Entretem-se e alimenta-se a ignorância do povo com Touradas. Triste!
Tanto de bom que a nossa cultura tem para mostrar e para se despegar da aglutinação cultural de Espanha e por aqui ainda há os que defendem a morte na arena e o desfile de monstruosidades. Não terão os homens mais que se preocupar, e com que se entreter, do que com a morte e o sofrimento dos outros, pessoas ou animais? Não admira que as cornadas justas do touro venham ganhando mais adeptos...

domingo, 23 de julho de 2006

"Let's start a Nuclear war...

...at a Gay Bar."

Esta pérola, encontrada no YouTube, é um bom condimento de humor para a actual crise no Médio Oriente e que ironicamente revela a impassividade do Eixo Washington-Londres e do cinismo de Blair e Bush. Essa dupla, ou par, que insiste em dar música ao resto do mundo...

terça-feira, 18 de julho de 2006

Lido o Livro

Venha agora o Filme. O trailer do site oficial de O Perfume, promete...

Adenda (a A Praia Pluvial)

Vendo que pelos vistos sou capaz de causar mais incómodo a pessoas fora da minha esfera política, que propriamente dentro, sempre que abordo algum problema que deve ser resolvido, quero sossegar os tão ilustres e incomodados visitantes. Sim, procurei informar-me, ao contrário de outros que se preocupam mais em pendurar os quadros de Cavaco Silva nas sedes das Juntas de Freguesia.
Ora, e não é que todas as praias fluviais, e S.Nicolau não é excepção afinal, estão "impróprias para o fim a a que se destinam", de Bucos até Gafes. Então, vendo bem, há aqui um problema orgânico e sobretudo da cultura de quem faz da agricultura, ou do seu modus vivendi, entulhar o rio com a porcaria que emana da cloaca da sua criação.
Entretanto, a origem do problema não se detecta, mas não seremos todos afinal? Provavelmente com uma alimentação fibrosa e vegetariana, se reduzia a produção animal e muito provavelmente os rios correriam límpidos e cristalinos (Atenção: Ironia). E talvez também, se utilizássemos menos os carros, e mais os transportes públicos, se reciclássemos e separássemos o lixinho, em vez de o atirar da janela para a rua, provavelmente o Mundo seria muito melhor... Sem efeito de estufa e com ruas limpas, cheirosas e, sobretudo, seguras!... (ironia outra vez)
Já agora, se tanto se preocupam com a terra onde vivem, juntem-se para fazer coisas boas por ela, e não só quando a selecção joga e se pode beber e fazer lixeira, ou então para falar mal dos outros, inventar enredos e conspirações. Meus caros: as pessoas devem aprender a viver em comunidade, a trabalhar pelo bem de todos e sem esperar que o Poder Local lhes faça os favores e a papa toda...

segunda-feira, 17 de julho de 2006

A Praia Pluvial


Não que se imponham outras coisas de maior importância, mas de qualquer forma é difícil querer refrescar-se da infernália de 40º C e outros males do calor, se a única praia fluvial que se tem por perto, a metros de caminho, é banhada por águas impróprias, turvas de algas e coliformes fecais.
Ora neste contexto, faço minhas as palavras e a contestação de todos, jovens e menos jovens, que aborrecidos e sobretudo a transpirar a tineira e a falta de resolução do problema, estendem a toalha na areia que todos os anos teimam em largar pela margem do Rio Ouro, no Lugar do Caneiro. Esta areia, diga-se, é dispensável se os problemas se mantiverem de resolução adiada, enquanto pouco ou nada se faz para estancar a origem do problema, uma pocilga algures em Gandarela ou outra coisa qualquer.
E nestas condições, até se podem erguer mais do que um varandim ilegal sobre esta praia fluvial, que já foi das melhores e mais concorridas da Região. Que se lixe afinal! Nestes modos também de nada serve dizer que se amplia a área. Poupa-se dinheiro e paciência. Invistam-se antes em autocarros que nos levem até S. Nicolau ou alguma praia de águas menos cinzentas…

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Do Médio ao Extremo Oriente


Este Mundo ainda continua a brincar às guerrinhas... Os edifícios e as armas evoluem. Evoluem as mentalidades e as leis, evoluem as tecnologias e as máquinas, as letras e as outras artes. A Humanidade, essa, permanece na mesma, envenenada de ódio e de líderes impregnados de cobiça. Enfartada de homens ignorantes influenciados por crenças em deuses, mais ou menos humanos, superiores uns aos outros e cuja soberania continua a custar o sangue e a liberdade de muitos e sobretudo a condicionar a prazo a presença da espécie neste planeta. Os insectos e os vermes repugnantes, na Natureza e na Humanidade, parecem estar eternamente presentes...
Vejam-se e revejam-se os homens: aqui, aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Jangada de Brasas

Finda-se o Mundial e nesta península, dividida em 2 metades e vários quintos de terras e línguas, logo se descobre que fazer e em que pensar. Recolhem-se as bandeiras, e na ressaca de uma desilusão, não é preciso o Verão dar ar de si que não há termómetro nem floresta que aguente, o fogo que se acumula nas vísceras deste povo, parte carne desta jangada em brasa.
Ainda nestes dias, levantaram-se as labaredas em Famalicão da Serra e levaram 6 bombeiras numa repentina guinada louca.
E se as tragédias se seguem à hipnose de jogos de futebol, nem Espanha escapa do drama de ver comboios descarrilados e contar dezenas de mortos enquanto chega de avião o enviado de Roma, de olha castrador a enviar penitências a cada malabarismo de mão. Está quase por lá o homem no dia da catástrofe, numa coincidência que lhe permite benzer o lugar da infâmia. Entretanto zanga-se com o Ateísmo de Espanha, mas esconde-o em homilias disfarçadas de implícito.

Por cá, ensaiam-se novas vontades e orgulhos, fala-se menos de selecção e mais de impostos , de economia e da isenção. (Não queriam mais nada...) Enterram-se os bombeiros mortos e inventam-se desculpas. A desculpa de uma floresta desfigurada, pintada do mesmo, de um verde australiano com largas mancha cinza e pretas. Manchas essas que ameaçam alargar durante os meses que se aproximam, a testar a paciência com um calor dos diabos que intriga quem julga este pedaço de terra, para cá dos Pirinéus, o mais protegido pela Providência. Não fosse estar por cá o representante de Deus na Terra… Ou de quem quer que seja...

terça-feira, 11 de julho de 2006

10 faixas para pensar em ti



1. Problema de Expressão – Clã
2. In a manner of speaking – Nouvelle Vague
3. Hand in Glove – The Smiths
4. Trash – Suede
5. Let me kiss you - Morrissey
6. Without you I’m Nothing - Placebo
7. Far Away – Jay Jay Johanson
8. Face in the Crowd - Perry Blake
9. Letting the Cables Sleep – Bush
10. Ouvi dizer – Ornatos Violeta

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Cooperativa Cultural

Já há muito que, reunidos em conversa de café, eu e uns amigos temos reflectido sobre a necessidade que há de se criar um espaço alternativo e aberto às artes e expressões urbanas trazidas por tantos de nós, jovens de Cabeceiras e restante Região de Basto, que estudamos ou trabalhamos fora.

Ora, não há melhor maneira de enriquecer cultural e socialmente uma terra, que tantas vezes parece adormecida nas mesmas rotinas, do que criar uma dinâmica cooperativa, à semelhança de tantas outras que se vêm em Braga e Porto, e onde se promovem concertos, exposições, se experimentam e se divulgam novos sons e novos olhares.
Para isto, é só juntarmos esforços e encontrar um espaço rústico e mal aproveitado, numa zona mais antiga e tradicional de uma das zonas mais urbanas do concelho, Refojos ou Arco de Baúlhe. Aí poderiamos lançar as bases de um concelho melhor e mais diversificado, com espaços de debate e de expressão cultural.
Desde já, lanço o repto e juntem-se na cooperação!
Mandem mail para: malmaior@gmail.com

Esti(l)o

E porque o Mal Maior é tipo Morangos com Açúcar, chequem (como dizem os brasileiros...) as novidades na Edição de Verão.
Agora com algum tempo a mais, muitas intervenções e outros artigos se esperam. Já agora caros leitores, se quiserem participar, é mandar as suas opiniões e outras coisas para o mail: malmaior@gmail.com.

Hoje...

... ergueu-se o Pau da Bandeira em Arco de Baúlhe. Uma tradição recuperada há poucos anos e que junta o melhor das pessoas da vila em torno de um desfile digno de se ver. Agora, é esperar pelas festas no primeiro fim-de-semana de Setembro.

domingo, 9 de julho de 2006

Não é que tenha sido mau...


... mas há golos que fazem pensar se não poderia ter sido melhor...

quinta-feira, 6 de julho de 2006

O Galo do Costume...

... este francês, que tricromático acaba sempre por bater com golos esquissos o galo multicolor luso. Este que incomoda os maiores do galinheiro se levanta a crista em demasia. Antes tivessem vindo os Tucanos...

sábado, 1 de julho de 2006

The "Queen" is dead


FORÇA!!!
PORTUGAL MEReChE.

No dia da Ressaca...

... da saída de Freitas do Amaral, do Governo, que surpreendentemente (ou não...) causou mais incómodo à Esquerda que à Direita porque Sócrates deixou de ter no seu Staff uma voz pelo Direito Internacional contra o intervencionismo unilateral e providencialoide americano, Portugal preocupa-se mais com o Jogo desta tarde contra a Inglaterra. Ora, é simplesmente o país com o qual o hino português se adapta na perfeição cantado com as ganas de todas as vezes, não fosse esse o grito republicano português contra o Ultimato Inglês de 11 de Janeiro de 1890, que exigia que Portugal desocupasse o território entre Angola e Moçambique, o chamado Mapa Cor-de-Rosa.
Hoje que se cante contra os Tablóides e arrogância inglesa de sempre. Portugal, triste ou mais eufórico, há-de sobreviver concerteza, como tem sobrevivido em mais de 850 anos como Nação independente e soberana e,. apesar de pequena, uma das mais influentes da História.