quinta-feira, 30 de novembro de 2006


sexta-feira, 24 de novembro de 2006

E porque não dar-lhes nome?


Já desde algum tempo para cá que se têm assistido a estas dramáticas chatices climatéricas. A verdade, é que vêm se tornando comuns estas amostras de furacão (até que se mostrem em poderio) a ameaçar a integridade do território nacional [ e eu acabei de repetir a ideia...].
Mas pleonasmos à parte, porque não começar baptizar estas depressões com o nome de personalidades deprimentes e extremamente irritantes (que já se esvaíam em chuva), e que insistem em aparecer na sua entediante grandeza anti-ciclónica na vida nacional?
Sei lá, podiamos chamar a esta mais recente: Depressão Santana, ou então depressão Carvalho da Silva... Enfim... Qualquer coisa... Pedem-se sugestões... Melhores se calhar....

A Feira da Ladra

... o "desconhecido" presidente da Câmara de Lisboa, lembrou-se na 4a feira, junto com o seu executivo, aprovar um loteamento em Marvila e consequentemente uma mais que provável indemnização aos construtores em cerca de 60 milhões de euros, directamente retirados dos cofres do Estado e de todos nós. Pois por ali, e como era de conhecimento de todos, deverá passar o troço para Madrid da faraónica obra de Sócrates: o TGV.

O "técnico" Carmona Rodrigues, o mais inerte Presidente de Câmara do País, é o espelho, feio diga-se, da confusão que reina na Capital. E aqui nem o PS, atordoado da campanha pela Sua Anormalidade Real M. M. Carrilho e na oposição, nem PCP valem a Lisboa. Só Sá Fernandes (do BE) se vai importando enquanto a cidade se vai degradando na indefinição. Carmona abre os "nossos" cordões à bolsa. E ri-se...

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Notas de Invernia II

Devem estar a pensar no motivo que os impele, os leitores deste blog, que frustrados vem cá ter todos dias, ou pontualmente, e procuram saber de novidades deste meu mundo, e “que será que ele diz ou deixa de dizer” acerca disto ou daquilo, do mal-estar entre aparelhos políticos e presidentes da república, de ministros assassinados no país do cedro, de 2 anos de Durão, ou mesmo do atentado urbanístico em plena Rua do Arco [ainda me pergunto como se aprovam e se pensam barbáries daquelas]. Mas não, de momento não me importa nada, nem da praga de mosquitos que invade Braga, e qualquer canto de sossego, vindos sei lá de onde -do rio Este talvez - embalados por este Inverno de trópicos que admira que junto com os insectos não cresçam palmeiras e árvores de floresta húmida por entre a zumbideira de vizinhos incómodos e gritos de praxe a altas horas. Não há paciência, nem a chuva os sacode das ruas...
Não, só me incomoda que não possa dormir de madrugada e até altas horas da manhã, tantas que são as solicitações de comparência, desta inapropriada lógica de submeter, na desleixada e remendeira vida académica portuguesa, um Processo de Bolonha com exigências e folhas de presença em aulas amorfas e descontextualizadas. Foi um cortar na carne para alguns cursos , na carne intelectual claro está, no curriculum acentuo. Mas não no meu, hoje ou ontem ainda se riram alguns quando alguém, Artur Santos Silva diga-se, gabou a técnica de ensino americana, do case-study e das aulas em dialogo com o professor, pré-preparadas pelos alunos, e que "em Portugal não se faz". Ora os risos foram da plateia que a experimenta todos os dias e todo o ano, num autêntico choque de stress à americana quase que incompatível com relaxamento português, sobretudo da classe estudante, que prefere estudar as interações sociais, discutir a desgraça nacional, bradar gargalhadas e gritos de golo e de insersão durante a noite. Não admira que sejamos um antro de diplomatas. Entretanto, o país atraiu outra depressão.

sábado, 18 de novembro de 2006


sexta-feira, 17 de novembro de 2006

CineMaior recomenda...

The Departed, Entre Inimigos de Matin Scorcese







CineMaior recomenda...

Children of Men: Os Filhos do Homem de Alfonso Cuarón



Na confusão se confunde a esquerda


E se desfiguram quaisquer propósitos ideológicos pelos objectivos eleitorais em si. O PS francês ataca fogo com fogo, e entre Sarkozy e Ségoléne Royal, não se distingue muito mais para além do género e da insígnia. É o mais recente exemplo do paradigmático clubismo político, e a França vai ter de escolher entre dois conservadore com passado e presente de preconceito religioso e racial, de uma moral puritana à europeia, fruto destes tempos de desconfiança. Le Pen é apenas uma anedota um bocadinho maior.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

(re)Descoberta

Slowdive - Catch the Breeze

Já há muito que não desabafaba nestas linhas quanto me faz mover em rodopio, todas as entranhas do corpo, este ou aquele filme, esta ou aquela canção... Nisto, num dia tão inconstante quanto as caras que o céu faz, peguei em meia dúzia de canções perdidas no espólio digital de tanta coisa que deixo de ouvir, ou simplesmente nunca oiço, e deixei-me levar na brisa destes melodiosos Slowdive, que num mergulho em câmara-lenta nos devolvem em acordes uma nostalgia adolescente que atordoa por tão fresca e tão distante que parece estar em memória.

sábado, 11 de novembro de 2006

Variantes e Perspectivas Variáveis


Os resultados são claros e inequívocos, quase que vinculativos, mas a verdade é que, somados os (parcos 17) votos e percentagens, 76% dos participantes nesta mega consulta são contra a construção da variante entre o nó da auto-estrada e a zona industrial de Lameiros, em Refojos. Mais, destes 76%, cerca de 53% preferiam que se concretizasse finalmente o Plano de Urbanização de Arco de Baúlhe, que poderia, por ventura, descongestionar por si só, com novos arruamentos e uma verdadeira avenida (finalmente!!!), o tal trânsito que chega em enxurrada do nó da auto-estrada, escoando-o para as restantes freguesias do concelho.
Mas não. A verdade é que, apenas para servir uma zona industrial (ok, também para a construção do novo centro de emprego e Palácio da Justiça), o concelho de Cabeceiras recebeu uma soma enorme do PIDDAC que se vão traduzir em grande parte numa variante que vai rasgar para além da paisagem em si, partes de Arco de Baúlhe, Faia e Santa Senhorinha, cruzando a estrada nacional 206 e outras municipais de alguma importância, sem servir estas freguesias nos seus lugares mais importantes.É o mesmo que dizer que uma nova perspectiva de mobilidade e de desenvolvimento lhes passa à frente do horizonte e pior, lhe estorva a vista.
No entanto diga-se, ironias com resultados em amostras de sondagem à parte, a verdade é que o processo de Urbanização de Arco de Baúlhe cujo o Presidente da Junta tanto anseia na entrevista que deu a um dos Jornais locais, será um importante, senão o passo marcante, no desenvolvimento harmonioso e descentralizado do concelho. E diga-se porquê: é que não adianta encher de equipamentos importantes (Piscina, Biblioteca e outros edifícios públicos e comunitários) uma freguesia estenosada- este termo é muito médico- ou mesmo garroteada sem perspectivas de expansão. Só a abertura de novos arruamentos, bairros e espaços públicos será o verdadeiro balão de oxigénio para uma atrofiada e limitada perspectiva de crescimento e justificará os investimentos referidos atrás e que foram entretanto feitos. Qualquer jogador mediano de SimCity 4 sabe isso...
Variantes adiante, lanço outra questão, mais ao gosto de toda a gente: Devem as Câmaras Municipais financiar os clubes de futebol locais?
Eu, pelo menos, opino que Não!

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

O Diabo veste Prada

Por momentos até pensei que fosse o primeiro filme biográfico do Papa Ratzinger, mas não... Enganei-me... Mas aqueles sapatinhos (vermelhos, valha-me Deus!!!) são mesmo dessa marca de luxo...

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Desinteria Intelectual...

Saibam os assíduos e ocasionais leitores deste blog que o autor de momento se encontra numa semana de exame. E daí que, no meu deserto de opinião, tudo se explica por um sentimento de remorso quando se trocam 4 minutos de estudo por outros tantos de postagem neste blog. A isto se soma o medo de ler ou de ver algo para além da matéria para avaliação, não vão conceitos de política e de sociedade, de espanto e de constatação de que muito não muda grande coisa, confurdir-se com conceitos da Biopatologia e da Genética. Não vá eu, portanto, falar de um cancro de Washington ( G.W. Bush metafóricamente) em vez de Doença de Hungtinton ou mesmo misturar Sócrates com Hipócrates, Benfica e Mística com Fibrose Quística... Enfim! No entanto não me escapa sequer que fique minimamente contente quando, pelos USA, Democratas (a esquerda possível nas terras da Miss Liberty) ganham, desde já, o Congressoa norte-americano, arreando de lá a maioria Republicana que sustentava a dangerosidade do Presidente.

Por cá é o paleio do costume e em tempos de discussão do orçamento de Estado, tenho pena de não perder uma tarde inteira em frente do televisor a ver a berraria, as palma e o "muito bem!!!" do teatro de S.Bento, esse antro do bom humor e da aparente boa vontade, mas sobretudo da lata, como a de Alberto J.J. a chamar de malcriado, na sua altivez moral, ao PM. Bem, eu até havia de ignorar falar de tal personagem. Mas há estuporismo partidário que me dá aquela irritante comichão de quem não suporta ver tanto interesseirismo e sorriso amarelo, tanta cumplicidade no insulto e na arrogância, tanto suporte à prepotência, em troca de uma lealdade de votos... Haja pachorra!


Ah! E agora os Bancos. O PM decidiu meter a banca no esforço de sacrifício de toda esta Nação, para que a minha e restantes gerações que aí venham (esperando eu que o mundo não se esgote tão cedo) não tenham de trabalhar a vida inteira (e até aos 65 pelo menos) para pagar a dívida de um Estado que vem suportando classes e carreiras impregnadas de coronéis e trepadores automáticos de escalão, de uma máquina velha e enferrujada que não tem eficiência com o excesso de combustível financeiro que consome. Na admnistração Pública e nos serviços do Estado, da Saúde à Educação, da Justiça à Solidariedade (e é tão cliché falar), falta trocar o motor velho por um novo (quem sabe híbrido), que seja de baixo consumo, que mesmo caro, como são as lâmpadas fluorescentes (ou de halogénio), poupam mais a longo prazo que as baratas lâmpadas que além de consumirem mais, iluminam menos e fundem de mês a mês.


Ideias luminosas as minhas, ou não, são liberdades de opinião. Até 6a!!!

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Estrelas verdes e Alentejanos de Molho

Não se apercebem, neste norte molhado, que o caricato de alentejanos com àgua pelos joelhos é a expressão jocosa de uma metereologia de extremos, essa que se vem herdando de sucessivas negligências, a cada ano, de que qualquer palha que se mexa se possa tornar um redemoínho de catástrofe. Tão alarmante quanto desprezável pelo confiado modus vivendi desta estirpe ocidental da espécie humana, mais preocupada com a muita comida e o entretenimento. E daí que talvez só se vão apercebendo alguns, dos que de muito contribuiram para um basqueiral de conflitos da Sérvia ao Afeganistão e outros territórios de médio a extremo-oriente, que lhes caiba a eles puxar as rédeas à cavalgada da irreversibilidade do abuso dos recursos do Planeta: Foi Al-Gore, recém assessor do Governo Inglês, e claro, Blair que vai querer deixar a Downing Street como mais a mais recente estrela verde, deste ambientalismo pop, um dos novos paradigmas políticos do Socialismo Democrático em reestruturação.