Adenda: Tudo verdade, à excepção do "vale mais um mês aqui do que um ano inteiro lá..."
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Diário do Países Baixos mas com alguns muito altos VII
1: Corri-lhe para as entranhas outra vez. Queria vê-la de dia. Amsterdão é uma espécie de Veneza perfeita, um híbrido da cidade italiana com Nova Iorque - que seria Nova Amsterdão, não tivessem os holandeses trocado o território norte americano pelo Suriname. Os canais surgem emaranhados por entre os bairros, traçados a régua e esquadro e as casas a lembrar os quarteirões nova-iorquinos. As bicicletas são uma espécie de hemácias no suceder de pontes e entroncamentos. Surgem do nada por entre as casas. Trilintam frenéticas aos turistas que lhes ocupam as vias.2: Há sempre os museus. Vi Van Gogh e mais uns e outros quadros de Rembrandt, Rubens, Vermeer, Averkamp. Monet, enfim....
3: Amanhã, devo regressar ao País que não ardeu este ano. E ainda bem.
Lia distraído, o A Rússia de Putin de Anna Politovskaya, no tremido balanço do comboio quando com o abrandamento ouvi o habitual tagarelar imperceptível no neerlandês do maquinista. No meio dizia Utrecht Centraal. Estranhei se seria a paragem que eu era suposto sair, pois parecia-me tão cedo. Levantei-me e num inglês confuso, de quem ainda está a pensar com a língua materna, perguntei Is Utrecht THIS stop? Sorriu-me uma senhora de meia-idade (ou lá o que isto quer dizer), Yes, it is. Fixe. Nunca fiar no que se tenta enxergar do holandês, podem estar a falar a sério.
domingo, 26 de agosto de 2007
Diario do País com a tal cidade de Amsterdão VI
1: Não há fotos porque não tive como. Mas tenho o bilhete de comboio que o prova. Amsterdão é aquilo mesmo. Edifícios uns em cima dos outros e em cima dos canais, pejados de barcos e doidos. A rainha e a família têm-na também como salão de festas e de excessos. E ali somos todos convidados a tal, é só escolher como. Tenho agora de a olhar à luz do dia. Falta-me o Museu Van Gogh, depois de, na Casa de Maurits em Haia, ter visto a Scarlett Johanson pintada no seu brinco de pérola. Brinco, mas quase me esquecia de o referir. Foi dose de Vermeer, Rembrandt, Rubens e outros ainda. Quanto baste, mas de chorar por mais.
2: Mas antes: Utrecht. É a cidade universitária por excelência na Holanda. Há os edifícios antigos a lembrar Oxford ou Cambridge e as artérias cheia de sangue novo, a cada ano. Há a caloirada às centenas e tão bebedos como engravatados. É a alcoólica recepção das fraternidades, pelas ruas da catedral de abóbada ruída e, claro, nas barcaças canal a direito, a gritar os imperceptíveis impropérios às esplanadas cheias de gente. Há também a sede da empresa dos caminhos de ferro: prédio imponente com o ovni estacionado na torre.
3: O campus moderno de Utrecht é um regalo. A biblioteca pasma qualquer um e depois há aqueles enormes espaços verdes, com cavalos e ovelhas e corvos em voo esperto. Entre eles, residências de salivar e o as estruturas, as faculdades e os anexos, laboratórios e nomenclaturas, feitos de liberdade e erguidos bem alto e esquisito. O estranho é tido como familiar, o arrojado é a norma.
sábado, 25 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Diario do Pais do Tratado De Maastricht IV
1: Nem só da Holanda vive a Europa. Portanto. Hoje fui a Aachen, na alemanha, e vi como cheiram os mercados e as lojas de chocolates e pastelarias alemãs. Eram dessas que eu queria ver pela rua da minha vilazinha abaixo.2: E quem não vai a Maastricht não é um europeu que se preze. É como um católico fundamentalista que não vai a Fátima. A cidade surpreende e vi-lhe o traço e as gentes. Cidade universitária e bonita. Imponente com as catedrais e os edifícios públicos, as faculdades e a intensa actividade cultural e arquitectónica de qualquer urbe com estudantes. Pena que não se veja uma cidade tão entregue aos caprichos dos seus académicos em Portugal, como se vê por cá.
3: Desta vez fui de carro. Os holandeses são to loucos como os tugas na estrada. Encostam-se os carros uns aos outros a 100 a hora. E tal como os verdadeiros ase(lha)s do volante por aí, param e abrandam feitos parolos para olhar o acidente no outro lado da estrada. Afinal não somos assim tão maus. Sorte a deles que as estradas são sempre em frente.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Diário do País do Tribunal de Haia III
1: Quem vai a Haia e não lhe vê o Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça ("onde foram julgados e condenados à cãmara de gás: Cavaco, Sócrates, Sampaio, Mário Soares e Durão Barroso")... hmm... 2: A cidade capital é linda. Os canais como sempre e os edifícios colados à água. Depois há sempre aquela invejável forma de construir arquitectura contemporânea por entre os edifícios antigos da cidade. Coisa muito rara em Portugal. Braga é o exemplo carpideiro do mau gosto reinante.
3: Nas ruas de qualquer cidade, por entre o espectro geral, cruzam-se casais de dois pais ou duas mães, e os filhos adoptivos, com famílias inteiras de mulheres enrodilhadas no véu islâmico. Os minaretes das mesquitas, que se erguem novas, rivalizam com as torres das velhas catedrais. É só mais um pormenor na paisagem tolerante dos Países Baixos.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Diário do País das Coffee Shops II
2: Fui ver o Evoluon. Estava fechado. Fiquei com a impressão que estava nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto.
3: Bicicletas mais que as mães e uma rede de Autocarros com uma fluidez e pontualidade impecáveis. Mais simples que o holandês falado: parecem Sims a conversar.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Diário do País dos Canais e Vacas Torinas
2: Comecei o meu roteiro pela gastronomia holandesa. Hoje foi taglateli à carbonara.
domingo, 19 de agosto de 2007
Parentes Peludos e Pés-de-Chumbo
É a minha recente obcessão peluda da silly season - não, não é o Tony Ramos - é o Big Foot. Este que é parte do folclore americano e que mais recentemente, com o advento da fotografia e do filme, se tornou alvo apetecível da criptozoologia, essa pseudociência - os do Rerum Natura que me excomunguem - que trata de animais que sem provas fiáveis da sua existência(Dragões, sereias e o monstro do Lago Less). Mas depois de tantas espécies-fósseis e estranhas terem sido descobertas nos últimos tempos, porque não? Quem não se lembra daquele antílope asiático com umas narinas que pareciam guelras, ou aquele peixe feio como a Agustina Bessa-Luís? Ou então na nossa família, o recente Homo floresiensis, na Ilha das Flores na Indonésia? Ok. Não se lembram...Nestes inclui-se o célebre filme de Roger Peterson de1967, analisado por alguns ciêntistas, incluindo o professor de antropologia Rover Krantz, da Universidade do Estado de Washington, com esta febre há uns anos. E a isto, soma-se alguns registos sonoros(1,2,3), testemunhos para o 911, pêlos, fotografias e as famosas pegadas de biqueira larga.
De qualquer maneira, é sempre proveitoso para uma cultura contar com estes ícones e mitos que dão outro colorido às coisas. Inspira campanhas publicitárias, tão animadas como esta:
E não havendo Sasquastches por cá, sobra-nos a única criatura com semelhante envoltura misteriosa em redor: o Cónego Melo e a sua cripta, talvez...
Mais informação em: Big Foot Researchers Organization
sábado, 18 de agosto de 2007
Honestidade acima de tudo
Acredito que há muitas pessoas boas e algumas más. Eu sou uma delas.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
O meu curto dedo de censura
Ui, muito grave... Já nem vamos dormir de noite. Ainda por cima, num site aberto à crises de azia de toda a gente. Agora admira-me como é que um blog de esquerda, no caso de Luís Amado, perde tanto as estribeiras no zelo da vida pessoal e individual, editada na Wikipédia, com tanta coisa colectiva para se falar e discutir. Ou se calhar, até nem me surpreende: publicidade...
Já agora, faço a minha pequena revelação. Há uns meses, no artigo da wikipédia sobre Cabeceiras de Basto, surgia no fundo da Página, uma adenda com o título de "O Porco Socialista de Cabeceiras (e mais uns pequenas javardices)" e com um extenso texto copiado e não editado de um jornal nacional, que não contempla direito de resposta, sobre um caso de favorecimento do edil do concelho que entretanto ficou esclarecido em Tribunal, numa absolvição. Eu registei-me e apaguei essa secção. Era um texto mal escrito e não vi nenhuma originalidade naquilo. Nem sei o que de importante diz da História de Cabeceiras de Basto, a não ser do actual comportamento ressabiado de muita gente. Para isso abriam um artigo noutra página, dedicado a Joaquim Barreto, no seu melhor e no seu pior.
Bem, eu só acho que as enciclopédias não são jornais ou revistas cor-de-rosa nem tanques de lavadeiras de roupa suja. Mas, infelizmente, está visto que a Wikipédia se tornou mais um palco da propaganda e da contra-propaganda no combate político-ideológico.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Porque os buracos não se erguem ao alto
Entretanto, Simpsonizei-me...
Ide lá ler que vale a pena
Ora aí está: Da Braga e Arrabaldes, o blog político de João Martinho.
Posso sempre escrever umas crónicas de entediamento
Para as Netherlândias, e em força!!!
Uns dias para ver tulipas, tamancos, moinhos de vento, vacas, canais e gente com muita pouca vergonha...
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
A Sociedade dos Gorilas
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A Incomportável Politização da Escolinha dos Professores "doutores"
Ora, há uns dias, com a fusão de agrupamentos (o de Cavez com o de Arco de Baúlhe), foi imposta pela tutela regional de educação as eleições para a presidência do conselho directivo da instituição que também é responsável pelo agrupamento. Bem, neste acontecimento está a algazarra do comadrio. Se por um lado, segundo o mesmo jornal, estava uma lista inócua, independente e competente que gere uma relação de grande respeito institucional e em total imparcialidade e sem interesseirismo com a edilidade local; da outra estava uma lista completamente politizada e maquievelizada pelo Partido Socialista, com clara influência e interesse do Presidente da Cãmara para, aqui também, para controlar o feudo. Hu ha ha ha ha ha... (riso sórdido...)O Fim de Mundo em Calções de Banho
domingo, 12 de agosto de 2007
sábado, 11 de agosto de 2007
Variantes e Perspectivas Variáveis VI : Cabeceiras do Ave
Ora, isto mostra que Cabeceiras de Basto é cada vez menos de Basto e mais do Ave. Talvez por falta de consonância política - como tão pouco importasse fazer ajuntamentos com concelhos laranja. É portanto, também neste aspecto, um concelho autista. E torna-se lógico que uma variante do Tâmega não interessa a um concelho do Ave. Só não entendo a fantochada dos Fóruns entre concelhos do Tâmega ou então o papel da Probasto - para que serve? Pagar salários europeus a mais meia dúzia de burocratas?
E quê? É este o concelho que queremos? A portar-se como um enclave na região de um Basto encostado à parede?
Se calhar era melhor que se vendesse a estátua que se tem na Praça da República a Celorico ou Mondim. Ou então, a Ribeira de Pena que, não tendo Basto no nome, poderia tê-lo na Praça de frente aos Paços Municipais...
Desta Volta às Terras de Basto
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Dinheiro Pimba
Para animar os bugalhos da PJ, a portuguesa
Cá vai da PJ inglesa, a Harvey, aquele que é um dos meus videoclips favoritos: This is love. Eu diria that is a woman!!!
Serviço Católico de Televisión
Bibliotecas a Arder de Vazias
Soluções para a Biblioteca Muncipal? A abertura de um concurso público para a gestão cultural da Biblioteca, com exploração de um espaço tipo bar ou café-concerto, autonomizando-a com um orçamento, público e de mecenas, e regulando essa gestão, com uma auditoria periódica às contas e aos retornos socioeconómicos. quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Tradição e Debilidade Mental III
Por este País abaixo faz-se de tudo para que este tipo de tradições de sofrimento sejam erradicadas do panorama cultural do País. Mas por cá, em Cabeceiras de Basto qual bastião de campinos e toureiros, tenta-se implementá-la todos os anos. E com direito a uma garraiada, que mais se assemelha uma "chega de bois", essa bem mais típica e natural, entre os mamíferos encornados de quatro patas e os outros de duas.Mas enfim, deve servir para justificar o internamento e as "urgenciazinhas" e a quantidade crescente de cabeceirenses que vão trabalhar para Espanha. Olé!!!
Já agora: alguém alinha num protesto anti-Tourada no Domingo?
A Grande Loja do Merceeiro Cabeceirense
E veja-se a ironia: é que com a Auto-Estrada e a tal variante, os cabeceirenses estão ainda mais próximos dos hipermercados de Fafe e, com o seu dinheiro, ajudam a criar emprego e dinamismo económico naquela cidade. E com tão pouco trabalho por aqui, ainda menos se gasta por cá...
Nisto, José Ribeiro - o Presidente da Câmara de Fafe, que não ganhou a presidência da distrital socialista de Braga ao edil cabeceirense - pode rir-se a bandeiras bem mais despregadas.
É no Lugar do Marinho mas podia ser na Quinta do Mosteiro...
Ou na Avenida(?) Capt. Elísio de Azevedo.
Depois da operária, que podia ser de uma indústria textil de Lameiros, a opinião do homem sem papas na língua, ou com muitas...
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Cabeceiras Complicadex
Alguém me diz porque é preciso dar licença e alvarás aos serviços, loja por loja, banco por banco? Não bastaria estar a área licenciada em si e deixar o critério da sua utilização aos investidores, mediante a exigência do mercado e o respeito pelo regulamento das diferentes apresentações dos serviços comerciais? Tão simples? De resto, era só esperar que a ASAE, as autoridades e as entidades reguladores, tratassem de (re)por a legalidade e meter o laxismo na ordem, a bem dos consumidores e dos vizinhos...
E sim, meu caro "anónimo", e outros que por aqui passam. Eu não me arrependo de ter apoiado e representado o PS em eleições anteriores. Pela obra sim, que se lhe deve o valor reconhecido (embora haja tanta tão mal feita e tão desadequada) e pela falta de alternativa. Nem queria pensar numa perspectiva de mal menor, mas é tão irónico e incómodo como o nome do Blog.
A AdConcorrência havia de investigar o monopólio do Viva Aqui
Cabeceiras de Basto precisa urgentemente de abrir-se, sem preconceitos, à entrada de grandes superfícies comerciais. Há que acabar com a ditadura dos merceeiros, garantindo competitividade, qualidade, diversidade de escolha e preços mais baixos. É um direito EUROPEU devido aos consumidores locais. Venham Lidl, Pingo Doce, Minipreço, Modelo e Continente, Feira Nova, Jumbo, Boeing 747... qualquer coisa!!!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Não tem nada a ver com a gestão da Dalila Rodrigues...
domingo, 5 de agosto de 2007
Agosto, mês dos videoclips do MCM e dos sotaques esquisitos...
E, desde esta Lisboa de ruas badalhocas, as saudações apropriadas aos que neste mês regressam: Tias, tios, cousins e companhia...
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