sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Voltei

Adenda: Tudo verdade, à excepção do "vale mais um mês aqui do que um ano inteiro lá..."

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Diário do Países Baixos mas com alguns muito altos VII

1: Corri-lhe para as entranhas outra vez. Queria vê-la de dia. Amsterdão é uma espécie de Veneza perfeita, um híbrido da cidade italiana com Nova Iorque - que seria Nova Amsterdão, não tivessem os holandeses trocado o território norte americano pelo Suriname. Os canais surgem emaranhados por entre os bairros, traçados a régua e esquadro e as casas a lembrar os quarteirões nova-iorquinos. As bicicletas são uma espécie de hemácias no suceder de pontes e entroncamentos. Surgem do nada por entre as casas. Trilintam frenéticas aos turistas que lhes ocupam as vias.

2: Há sempre os museus. Vi Van Gogh e mais uns e outros quadros de Rembrandt, Rubens, Vermeer, Averkamp. Monet, enfim....

3: Amanhã, devo regressar ao País que não ardeu este ano. E ainda bem.

Lia distraído, o A Rússia de Putin de Anna Politovskaya, no tremido balanço do comboio quando com o abrandamento ouvi o habitual tagarelar imperceptível no neerlandês do maquinista. No meio dizia Utrecht Centraal. Estranhei se seria a paragem que eu era suposto sair, pois parecia-me tão cedo. Levantei-me e num inglês confuso, de quem ainda está a pensar com a língua materna, perguntei Is Utrecht THIS stop? Sorriu-me uma senhora de meia-idade (ou lá o que isto quer dizer), Yes, it is. Fixe. Nunca fiar no que se tenta enxergar do holandês, podem estar a falar a sério.


domingo, 26 de agosto de 2007

Diario do País com a tal cidade de Amsterdão VI

1: Não há fotos porque não tive como. Mas tenho o bilhete de comboio que o prova. Amsterdão é aquilo mesmo. Edifícios uns em cima dos outros e em cima dos canais, pejados de barcos e doidos. A rainha e a família têm-na também como salão de festas e de excessos. E ali somos todos convidados a tal, é só escolher como. Tenho agora de a olhar à luz do dia. Falta-me o Museu Van Gogh, depois de, na Casa de Maurits em Haia, ter visto a Scarlett Johanson pintada no seu brinco de pérola. Brinco, mas quase me esquecia de o referir. Foi dose de Vermeer, Rembrandt, Rubens e outros ainda. Quanto baste, mas de chorar por mais.


2: Mas antes: Utrecht. É a cidade universitária por excelência na Holanda. Há os edifícios antigos a lembrar Oxford ou Cambridge e as artérias cheia de sangue novo, a cada ano. Há a caloirada às centenas e tão bebedos como engravatados. É a alcoólica recepção das fraternidades, pelas ruas da catedral de abóbada ruída e, claro, nas barcaças canal a direito, a gritar os imperceptíveis impropérios às esplanadas cheias de gente. Há também a sede da empresa dos caminhos de ferro: prédio imponente com o ovni estacionado na torre.

3: O campus moderno de Utrecht é um regalo. A biblioteca pasma qualquer um e depois há aqueles enormes espaços verdes, com cavalos e ovelhas e corvos em voo esperto. Entre eles, residências de salivar e o as estruturas, as faculdades e os anexos, laboratórios e nomenclaturas, feitos de liberdade e erguidos bem alto e esquisito. O estranho é tido como familiar, o arrojado é a norma.

sábado, 25 de agosto de 2007

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Diario do Pais do Tratado De Maastricht IV

1: Nem só da Holanda vive a Europa. Portanto. Hoje fui a Aachen, na alemanha, e vi como cheiram os mercados e as lojas de chocolates e pastelarias alemãs. Eram dessas que eu queria ver pela rua da minha vilazinha abaixo.

2: E quem não vai a Maastricht não é um europeu que se preze. É como um católico fundamentalista que não vai a Fátima. A cidade surpreende e vi-lhe o traço e as gentes. Cidade universitária e bonita. Imponente com as catedrais e os edifícios públicos, as faculdades e a intensa actividade cultural e arquitectónica de qualquer urbe com estudantes. Pena que não se veja uma cidade tão entregue aos caprichos dos seus académicos em Portugal, como se vê por cá.

3: Desta vez fui de carro. Os holandeses são to loucos como os tugas na estrada. Encostam-se os carros uns aos outros a 100 a hora. E tal como os verdadeiros ase(lha)s do volante por aí, param e abrandam feitos parolos para olhar o acidente no outro lado da estrada. Afinal não somos assim tão maus. Sorte a deles que as estradas são sempre em frente.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Diário do País do Tribunal de Haia III

1: Quem vai a Haia e não lhe vê o Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça ("onde foram julgados e condenados à cãmara de gás: Cavaco, Sócrates, Sampaio, Mário Soares e Durão Barroso")... hmm...

2: A cidade capital é linda. Os canais como sempre e os edifícios colados à água. Depois há sempre aquela invejável forma de construir arquitectura contemporânea por entre os edifícios antigos da cidade. Coisa muito rara em Portugal. Braga é o exemplo carpideiro do mau gosto reinante.

3: Nas ruas de qualquer cidade, por entre o espectro geral, cruzam-se casais de dois pais ou duas mães, e os filhos adoptivos, com famílias inteiras de mulheres enrodilhadas no véu islâmico. Os minaretes das mesquitas, que se erguem novas, rivalizam com as torres das velhas catedrais. É só mais um pormenor na paisagem tolerante dos Países Baixos.


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Diário do País das Coffee Shops II


1: Dei-me conta que tenho uma Coffee Shop à porta de casa. E nem por isso fico com um sorriso na cara. Chove como em Braga. Vai uma ganza?

2: Fui ver o Evoluon. Estava fechado. Fiquei com a impressão que estava nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto.

3: Bicicletas mais que as mães e uma rede de Autocarros com uma fluidez e pontualidade impecáveis. Mais simples que o holandês falado: parecem Sims a conversar.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Diário do País dos Canais e Vacas Torinas


1: Cheguei a Eindhoven depois de 2 dias de sub-cultura Trucker (qual hip-hop, qual Metal...), rádios tuga pela França em diante, e uma estranha impressão de que partilho com o Marante grande parte das suas angústias de amor.

2: Comecei o meu roteiro pela gastronomia holandesa. Hoje foi taglateli à carbonara.

domingo, 19 de agosto de 2007

É hoje!


Vaarwel! (ou lá como é...)

Parentes Peludos e Pés-de-Chumbo

É a minha recente obcessão peluda da silly season - não, não é o Tony Ramos - é o Big Foot. Este que é parte do folclore americano e que mais recentemente, com o advento da fotografia e do filme, se tornou alvo apetecível da criptozoologia, essa pseudociência - os do Rerum Natura que me excomunguem - que trata de animais que sem provas fiáveis da sua existência(Dragões, sereias e o monstro do Lago Less). Mas depois de tantas espécies-fósseis e estranhas terem sido descobertas nos últimos tempos, porque não? Quem não se lembra daquele antílope asiático com umas narinas que pareciam guelras, ou aquele peixe feio como a Agustina Bessa-Luís? Ou então na nossa família, o recente Homo floresiensis, na Ilha das Flores na Indonésia? Ok. Não se lembram...



De qualquer maneira, a existir, o bipede peludo é pensado como descendente de um hominídeo: o Gigantopithecus blacki, um macacão enorme que habitou as florestas do Sudoeste Asiático. Este terá migrado dessa região até ao Alasca, pelo estreito de Bering, e daí pela costa noroeste americana onde também é insultado como Sasquacht (índios). Na Ásia, é o Yeti ou Abominável Homem das Neves (não confundir como Abominável César das Neves)...


De resto, é ver os documentários e os vídeos sobre o animal, que atormentava os pioneiros do Oeste e não deixava dormir mineiros e lenhadores no Estado de Washington à Columbia Britânica, à solta no You Tube e bem mais fáceis de encontrar:




Nestes inclui-se o célebre filme de Roger Peterson de1967, analisado por alguns ciêntistas, incluindo o professor de antropologia Rover Krantz, da Universidade do Estado de Washington, com esta febre há uns anos. E a isto, soma-se alguns registos sonoros(1,2,3), testemunhos para o 911, pêlos, fotografias e as famosas pegadas de biqueira larga.


De qualquer maneira, é sempre proveitoso para uma cultura contar com estes ícones e mitos que dão outro colorido às coisas. Inspira campanhas publicitárias, tão animadas como esta:





[mais aqui]


E não havendo Sasquastches por cá, sobra-nos a única criatura com semelhante envoltura misteriosa em redor: o Cónego Melo e a sua cripta, talvez...


Mais informação em: Big Foot Researchers Organization

sábado, 18 de agosto de 2007

Quem disse que as carreiras estavam congeladas?

"Furacão ‘Dean’ sobe de categoria antes de atingir a Jamaica "

Honestidade acima de tudo

Acredito que há muitas pessoas boas e algumas más. Eu sou uma delas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O meu curto dedo de censura

É a recente polémica da blogosfera, uma espécie de WikipédiaGate, em torno do suposto comportamento lápis-azulesco do Governo. Referenciado pelo Público, logo de bandeja, por uma catrefada de outros meios de comunicação social e blogs importantes. Ora, segundo o Zero de Conduta, através de um site que permite essa procura, alguém com um IP do directório .gov alterou, para uma coisa mais agradável, o artigo sobre José Sócrates na Wikipédia, a enciclopédia on-line feita pelos cibernautas, em que se referencia ao caso da Licenciatura na Independente. Dele e de Luís Amado, o ministro dos negócios estrangeiros, que passou de "separado, com 2 filhos , após um affair com uma Executive member of the World Bank; Mrs.Sarah Cliffe" a "casado com 2 filhos".


Ui, muito grave... Já nem vamos dormir de noite. Ainda por cima, num site aberto à crises de azia de toda a gente. Agora admira-me como é que um blog de esquerda, no caso de Luís Amado, perde tanto as estribeiras no zelo da vida pessoal e individual, editada na Wikipédia, com tanta coisa colectiva para se falar e discutir. Ou se calhar, até nem me surpreende: publicidade...


Já agora, faço a minha pequena revelação. Há uns meses, no artigo da wikipédia sobre Cabeceiras de Basto, surgia no fundo da Página, uma adenda com o título de "O Porco Socialista de Cabeceiras (e mais uns pequenas javardices)" e com um extenso texto copiado e não editado de um jornal nacional, que não contempla direito de resposta, sobre um caso de favorecimento do edil do concelho que entretanto ficou esclarecido em Tribunal, numa absolvição. Eu registei-me e apaguei essa secção. Era um texto mal escrito e não vi nenhuma originalidade naquilo. Nem sei o que de importante diz da História de Cabeceiras de Basto, a não ser do actual comportamento ressabiado de muita gente. Para isso abriam um artigo noutra página, dedicado a Joaquim Barreto, no seu melhor e no seu pior.

Bem, eu só acho que as enciclopédias não são jornais ou revistas cor-de-rosa nem tanques de lavadeiras de roupa suja. Mas, infelizmente, está visto que a Wikipédia se tornou mais um palco da propaganda e da contra-propaganda no combate político-ideológico.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Porque os buracos não se erguem ao alto

Vínhamos uns poucos naltura, pelo Campo do Sêco em diante, 3 ou 4. Acabada a aula de Educação Física, com o tal direito a banho e exposição das puberdades, sai-se um de nós com a pergunta, "onde é que as mulheres têm o tesão?". Respondeu um outro, com o argumento do irmão mais velho - uns 15 anos teria, "é nas mamas!"...

Entretanto, Simpsonizei-me...

Depois da versão Cabeceiras Park, vem a minha versão Cabeceirasfield. Ou para os mais arcoenses determinados, Baulhefield:

Ide lá ler que vale a pena

Ora aí está: Da Braga e Arrabaldes, o blog político de João Martinho.

Posso sempre escrever umas crónicas de entediamento



Já o disse. Sempre que me entusiasmo tenho direito a uns almudes de àgua gelada pelas bentas abaixo. Fica adiado, por dias, o intervalo que eu ia dar a este país.

Para as Netherlândias, e em força!!!



Uns dias para ver tulipas, tamancos, moinhos de vento, vacas, canais e gente com muita pouca vergonha...

[a foto é do Evoluon, centro de conferêncas em Eindhoven. vou postando. por lá deve haver internet...]

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A Sociedade dos Gorilas

Ouvia-se na Antena3: um grupo de fãs de Mão Morta, gabavam-lhes o último(?) concerto mas queixavam-se das agressões dos seguranças do Festival Paredes de Coura. Alguma empresa contratada portanto e, segundo eles, com "elementos da Frente Nacional". Ali de frente ao palco a gerir e a impor o respeitinho aos "indigentes", com carga de porrada.
É assim em quase todo lado: cabeça polida com máquina a zero, ar de armário barroco e uma moral de ginásio. É esta a noção autoridade e a segurança que habita o espaço, já de si reduzido, das cabecinhas da gorilagem, quase toda ela, de extrema-direita. Os mesmos que dão o colorido aos ajustes de contas entre seguranças de discoteca, com homicídios pelo meio. Será esta a tal sociedade nos eixos que tantos nostálgicos do salazarismo pensam quando lhe erguem museus e lhe rendem homenagens? Vale-nos que são poucos mas, infelizmente, do piorio.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

A Incomportável Politização da Escolinha dos Professores "doutores"

Bem, eu faço parte dos alunos fundadores da EB 2,3 de Arco de Baúlhe, com muito orgulho aliás, pois era, sem dúvida, o melhor lugar para se concluir a escolaridade obrigatória no concelho. Mas já não sei se continua a ser... Quem quiser saber mais, mesmo balelas, é ler O Basto: o jornal, que não o intencionando, faz a vez ao, temporariamente extinto, Fórum Cabeceirense - que não deve tardar a aparecer por volta das autárquicas de 2009.

Ora, há uns dias, com a fusão de agrupamentos (o de Cavez com o de Arco de Baúlhe), foi imposta pela tutela regional de educação as eleições para a presidência do conselho directivo da instituição que também é responsável pelo agrupamento. Bem, neste acontecimento está a algazarra do comadrio. Se por um lado, segundo o mesmo jornal, estava uma lista inócua, independente e competente que gere uma relação de grande respeito institucional e em total imparcialidade e sem interesseirismo com a edilidade local; da outra estava uma lista completamente politizada e maquievelizada pelo Partido Socialista, com clara influência e interesse do Presidente da Cãmara para, aqui também, para controlar o feudo. Hu ha ha ha ha ha... (riso sórdido...)

E aqui começa a esparrela. É que, podendo ter algum sentido no interesse socialista (para lá do jocosismo), o mesmo jornal e o seu "professor-fonte" não podem dizer que a lista da direcção, da continuidade, não é politizada. Estão a ser intelectualmente desonestos com quem lê as quase 2 páginas dedicadas a umas eleições de uma escola básica!

No Ecos de Basto, a derrota da Lista encabeçada por Augusto Soares, ex-presidente do conselho directivo, em tentativa de regresso à liderança da escola, é quase ignorada. Por óbvias questões de "publicidade". Mas n'O Basto (sem link de net) é exaltada como uma vitória sobre a politização das chefias escolares. Hipocrisia total. Porque, há que ser claro, a lista de Senhorinha Pires serve também de catapulta no arremesso político da trincheira laranja.

Logo, o desinteresse da Cãmara em fazer-se representar ao mais alto nível, nos eventos organizados pelo agrupamento, é infelizmente congruente. Faz parte deste jogo. Pois, da presidente do Conselho directivo, é sabido que não morre de amores pelo autarca e mostra-o nas as suas desafogadas e comentadas intervenções em público. E aí, quer queira quer não queira, faz exactamente o mesmo jogo que tanto abomina.

Portanto, certamente que não era este o melhor contexto para o prof. Augusto Soares se voltar a meter ao barulho, depois de ter abandonado o posto que ocupou anos antes. Mas é, sem dúvida, dele a melhor gestão da escola desde a sua abertura. E é injusto que se achincalhem tão deliberadamente as suas qualidades e intenções.

De resto. É, como se sabe, a feira das vaidades numa escola de "doutores" (há professores que EXIGEM que os tratem assim), onde só faltam os funcionários andar com vasos de flores na cabeça e patos de baixo do braço. É abuso da excentricidade das fachadas, de janelas encortinadas a lagos com passarada, em prejuízo do investimento no que é util e necessário para o bem-estar, o sucesso dos alunos e para um ambiente de trabalho justo e saudável. É uma pena que os cargos sejam vistos, nesta instituição como noutras, pelo mero retorno político e pessoal. Já é tempo de repensar este tipo de gestão das escolas e das associações de pais apontarem estes vícios e fidalguias, a bem da responsabilidade e da responsabilização.

O Fim de Mundo em Calções de Banho

Basta ler a entrevista de Antímeo de Azevedo , o weather man português, à Notícias Magazine, para perceber duas coisas: 1) o homem, aos 81 anos, fala com uma fluidez científica que até me deixa corado e 2) o futuro adivinha-se obscuro para os Portugueses, lá por volta de 2025. Graças às "asneiras do Homem", que estão a acelerar "um processo normal de aquecimento" do clima, a portugalidade vai ter de migrar, se quiser água, para os países nórdicos - hmm, qualidade de vida... Portanto, é bom que não se faça a histeria do costume, sempre que se suspeite de jazidas de petróleo em Peniche. Só se for para fazer plástico. E isto, se a Corrente do Golfo se aguentar, pois caso colapse - no processo do aquecer para gelar - temos o Atlântico congelado e ganhamos uns glaciares até à praia da Luz. E depois: nem Maddie, nem PJ, nem nem nem nem...

domingo, 12 de agosto de 2007

Miguel Torga: 100 anos da Criação do Mundo




Neste dia, em 1907, nascia o médico, Adolfo Correia Rocha, e o escritor, Miguel Torga.

sábado, 11 de agosto de 2007

Variantes e Perspectivas Variáveis VI : Cabeceiras do Ave

A rejeição ou negligência com a via do Tâmega não parece inocente. Na entrevista que Joaquim Barreto dá ao Primeiro de Janeiro é dito que "que Cabeceiras de Basto deixou de pertencer à unidade geográfica do Tâmega (rio que atravessa toda a região de Basto), para se integrar na NUTS III – Ave, passando a fazer parte da unidade geográfica do Ave."

Ora, isto mostra que Cabeceiras de Basto é cada vez menos de Basto e mais do Ave. Talvez por falta de consonância política - como tão pouco importasse fazer ajuntamentos com concelhos laranja. É portanto, também neste aspecto, um concelho autista. E torna-se lógico que uma variante do Tâmega não interessa a um concelho do Ave. Só não entendo a fantochada dos Fóruns entre concelhos do Tâmega ou então o papel da Probasto - para que serve? Pagar salários europeus a mais meia dúzia de burocratas?

E quê? É este o concelho que queremos? A portar-se como um enclave na região de um Basto encostado à parede?
Se calhar era melhor que se vendesse a estátua que se tem na Praça da República a Celorico ou Mondim. Ou então, a Ribeira de Pena que, não tendo Basto no nome, poderia tê-lo na Praça de frente aos Paços Municipais...
*
Adenda: Pelos vistos, o concelho de Mondim também abandonou a NUTS III do Tâmega e virou-se à do Ave. Estranho este entendimento - ai 'pera aí, aquele plano de combate ao desemprego no Vale do Ave. Que bem, mais subsídios...
E já agora, para onde estão virados Celorico e Ribeira de Pena? É assim? Uns para cada lado? É que quanto ao facto de Cabeceiras de Basto ter mais afinidade cultural, económica e social com Guimarães, Fafe e Braga só se for na cor política dos Presidentes de Cãmara. Basta ver a actividade económica, e afins, no sul do concelho para ver as afinidades que há com as outras gentes da Região de Basto. Enfim, paleio. Mas, lido essa notícia, até parece que alguém nos Paços lê este blog às vezes.

Desta Volta às Terras de Basto


A etapa raínha da Volta à Portugal é coroada no Monte Farinha, vulgo alto da Senhora da Graça. A montanha, ícone natural das terras de Basto, é, no seu explendor, uma beleza maltratada. Quem a mira ao longe, o corpo do cume revela cicatrizes imensas, esventrada pela exploração desregulada das pedreiras. O verde, é assim, tornado sujo pelo pó e o branco granítico da extração de pedra pelas máquinas .
É feio e revela o marasmo e o laxismo do principal regulador da actividade económica em Mondim de Basto: a Cãmara Municipal. Esta, que como todas as outras, em concelhos de pouca gente (e mesmo de muita) parecem fazer vista grossa a padrinhos e afilhados. E sem uma ASAE que fiscalize este compadrio e os atentados ambientais e à vista de todos, a volta à Portugal no futuro, vai ter a tragédia de acabar num Monte de farinha branca feita em pó de pedra.


Já agora, é sempre bom ouvir os mondinenses a falar da região de Basto, no especial sobre a Volta na RTP, parecem os mais interessados na Região como um todo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Dinheiro Pimba

Para quem não sabe quanto irá pagar a Comissão de Festas pelo Emanuel. O JN de hoje dá a dica: 15mil euros, que quase pagavam 2x Ana Malhoa e, quem sabe, uma Romana+ Ana Malhoa. Enfim. Também deve dar uma indicação de quanto leva o empresário do costume pela "comissãozinha". E neste que é o maior arraial da Região de Basto, já não sendo o mesmo de outras alturas, louve-se que é também pago quase na íntegra pelos residentes, visitantes e comércio local. E deve fazer-se disso um orgulho e imagem de (de)marca em relação à Feira em Refojos.
*


O mal das festas da vila arcoense é esta muito recente obcessão por deixar montar barracas e carrinhos de choque. Descaracteriza esta que é uma festa de aperto, do rouça-rouça a altas horas, excessos e que se devia ficar por aí, e não se encaminhar por barrosismos tipo chegas de bois ou vendedores de meias em altifalantes... Eu até tinha umas ideias giras. Mas as idiotices ficam para o ano que vem.

Para animar os bugalhos da PJ, a portuguesa

Cá vai da PJ inglesa, a Harvey, aquele que é um dos meus videoclips favoritos: This is love. Eu diria that is a woman!!!

Serviço Católico de Televisión

A RTP insiste em exibir Touradas no horário nobre. Isto, quando não há também as trasmissões épicas de procissões em Fátima e as homilias moralóides da bispocracia. Há que promover a nossa imagem de cego país católico e devoto, província espanhola e no pior que Espanha tem.

Bibliotecas a Arder de Vazias

Há quem na Câmara, e no Partido Socialista, conteste a falta de utilização dada pela população arcoense de alguns equipamentos construídos na birrenta vila. Nomeadamente da Biblioteca Municipal, que escondida por detrás da lixeira e dos barraquedo das instalações provisórias da Cruz Vermelha (assim mais p'ró laranja...), vê os seus livros expostos às moscas. Desculpas esfarrapadas porque, da Sede do concelho, tão pouco importa - e até dá para atirar à cara dos que, por cá, dizem que não se faz nada. Aliás, estes equipamentos servem como uma espécie de "Tarrafal do Tédio" para alguns funcionários da câmara mais incomodados com as exigências do expediente, e do pós-expediente, a que se teve de habituar muita da nova e velha nomenclatura municipal.




Soluções para a Biblioteca Muncipal? A abertura de um concurso público para a gestão cultural da Biblioteca, com exploração de um espaço tipo bar ou café-concerto, autonomizando-a com um orçamento, público e de mecenas, e regulando essa gestão, com uma auditoria periódica às contas e aos retornos socioeconómicos.




Quanto à Cruz Laranja - perdão! - Cruz Vermelha... é sair dali para outro lado qualquer (zona industrial talvez), e ceder aquele espaço a um jardim relvado que sirva e enquadre melhor o edifício da Biblioteca, já de si tão mau localizado. Era O grande serviço que prestavam a toda a gente...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Tradição e Debilidade Mental III

Por este País abaixo faz-se de tudo para que este tipo de tradições de sofrimento sejam erradicadas do panorama cultural do País. Mas por cá, em Cabeceiras de Basto qual bastião de campinos e toureiros, tenta-se implementá-la todos os anos. E com direito a uma garraiada, que mais se assemelha uma "chega de bois", essa bem mais típica e natural, entre os mamíferos encornados de quatro patas e os outros de duas.

Mas enfim, deve servir para justificar o internamento e as "urgenciazinhas" e a quantidade crescente de cabeceirenses que vão trabalhar para Espanha. Olé!!!

Já agora: alguém alinha num protesto anti-Tourada no Domingo?
*
Adenda: mas antes, no Sábado, apareçam na Festa da Juventude, com Dj's da Antena 3 nos Claustros do Mosteiro de S. Miguel - isto sim, uma nova tradição das boas - embora prometa a habitual "tourada" pelas 4 da manhã...

A Grande Loja do Merceeiro Cabeceirense

Podia ser uma maçonaria... Mas, o ar de complot que o poder local, a troco não sei de quê, insiste em alimentar, ao afastar os hipermercados de Cabeceiras de Basto, é o espelho do peso eleitoral (?) de uma associação de comerciantes senil, atrasada e sem espírito de competitividade e modernização.

E veja-se a ironia: é que com a Auto-Estrada e a tal variante, os cabeceirenses estão ainda mais próximos dos hipermercados de Fafe e, com o seu dinheiro, ajudam a criar emprego e dinamismo económico naquela cidade. E com tão pouco trabalho por aqui, ainda menos se gasta por cá...

Nisto, José Ribeiro - o Presidente da Câmara de Fafe, que não ganhou a presidência da distrital socialista de Braga ao edil cabeceirense - pode rir-se a bandeiras bem mais despregadas.

É no Lugar do Marinho mas podia ser na Quinta do Mosteiro...

Ou na Avenida(?) Capt. Elísio de Azevedo.

Depois da operária, que podia ser de uma indústria textil de Lameiros, a opinião do homem sem papas na língua, ou com muitas...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Cabeceiras Complicadex

Eduardo Cabrita, ou um secretário de estado qualquer, disse uma vez que havia "muitos autarcas que precisavam de jogar Sim City". Eu conheço alguns por aqui. Basta ver a paralisia económica em que se encontra o concelho, bem atestado na opinião deste anónimo a um anterior post meu (vale a pena ler - é clicar sobre esta frase) . Aliás, digo-lhe que em larga medida partilho da sua reflexão e tão pouco tenho medo de o admitir porque já faço essa mesma análise há muito tempo com amigos.




Por cá é tudo muito complicadinho. A gestão camarária, por muito que não se admita ou se evite de falar ou se fale nas entrelinhas, é demasiado insidiosa e metida na economia local. Não bastasse ser a maior empregadora do concelho - coisa que tenho como atrasadismo puro - está imiscuída na iniciativa privada em Cabeceiras.

Alguém me diz porque é preciso dar licença e alvarás aos serviços, loja por loja, banco por banco? Não bastaria estar a área licenciada em si e deixar o critério da sua utilização aos investidores, mediante a exigência do mercado e o respeito pelo regulamento das diferentes apresentações dos serviços comerciais? Tão simples? De resto, era só esperar que a ASAE, as autoridades e as entidades reguladores, tratassem de (re)por a legalidade e meter o laxismo na ordem, a bem dos consumidores e dos vizinhos...


Entretanto não! É como diz o "anónimo": padarias e bares sem licença e desregulamentados, muitos sem respeito qualquer pelas normas de segurança e de higiene. Sabe Deus se pagam os impostos e contribuições, porque é como se não existissem. É este impasse com tremendos prejuízos para o erário público, o privado e a qualidade de vida de todos. Feio como uma casa com os tijolos à mostra.


E sim, meu caro "anónimo", e outros que por aqui passam. Eu não me arrependo de ter apoiado e representado o PS em eleições anteriores. Pela obra sim, que se lhe deve o valor reconhecido (embora haja tanta tão mal feita e tão desadequada) e pela falta de alternativa. Nem queria pensar numa perspectiva de mal menor, mas é tão irónico e incómodo como o nome do Blog.


Agora claro, as alternativas são uma valente mediocridade, infelizmente. E não me custa reconhecer que a grande parte dos melhores quadros e pessoas mais capazes do concelho, estão no Partido Socialista cabeceirense, ou pelo menos associadas a este. Mas a tentativa de "unanimidade" e de alargamento do "consenso" dos apoios pelo Presidente levou a que a concelhia, e o aparelho anexado, se entulhasse de oportunistas e de incompetentes que professam um culto da têta e ainda se gabam dela. Isto, para não falar da pior jotinha socialista de todos os tempos, a que se somam as restantes figuras da oposição que me dão tanta esperança como uma beringela.


Por aqui há uma espécie de jardinismo mais contido, sem cuecas à mostra nem insultos emporcalhados à mistura. Aparentemente... Por isso, há também uma clara exigência de mudança, antes que seja demasiado tarde. E esta passa por cima e não por baixo, nem na entremeada, com um ou outro enfeite de fachada como se costuma colocar nas revistas de campanha - sabe-se lá a troco de quê. É na cabeça! A secção cabeceirense precisa de novos protagonistas quer na comissão política, quer na sua presidência. Em todas elas aliás! Não acontecendo, não me vêm mais por aqui. Muito menos na promoção de touradas...

A AdConcorrência havia de investigar o monopólio do Viva Aqui

Cabeceiras de Basto precisa urgentemente de abrir-se, sem preconceitos, à entrada de grandes superfícies comerciais. Há que acabar com a ditadura dos merceeiros, garantindo competitividade, qualidade, diversidade de escolha e preços mais baixos. É um direito EUROPEU devido aos consumidores locais.

Venham Lidl, Pingo Doce, Minipreço, Modelo e Continente, Feira Nova, Jumbo, Boeing 747... qualquer coisa!!!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Não tem nada a ver com a gestão da Dalila Rodrigues...

... O Museu de Arte Antiga estava fechado, como a maior parte dos museus à Segunda.
Enfim, já devia saber. É sempre este balde de àgua gelada sempre que me entusiasmo.

domingo, 5 de agosto de 2007