domingo, 30 de setembro de 2007

Projectos de Basto: Centro de Emprego de Basto em A. Baúlhe
















Um post à boleia do que faz Pedro Morgado no seu Avenida Central.
Bem: quanto à Obra, gosto do traço e como se encaixa e não encaixa. Moderno, inovador, novo na paisagem como tem de ser, sem ser parolo e invasivo como muita porcaria de blocos de apartamentos que se fazem por aí. 5*

O contributo de Menezes para o Debate Mensal na Assembleia

O País do Dr. Menezes ou O Portugal dos Pequeninos

O PSD de agora faz-me lembrar um Benfica da era Damásio e Vale e Azevedo, moribundo a espernear e a exaltar 2 ou 3 dias por um novo treinador até que se enche dele. O de agora é Menezes, qual Manuel José após Artur Jorge. Paulo Autuori se calhar. Uma bagatela de pequenas coisas. É o barómetro do próprio sistema politico-partidário português, refém ou de elites ou das bases e ambas crispadas umas com as outras. Menezes, por estimado colega de medicina que seja, não traz nada de novo ao PSD e tão pouco ao País ou à sua República. Mas tão pouco Marques Mendes trazia. O PSD alías era e é demasiado grande nos seus 30%, uma manta de retalhos de gente que não se entende, sem um fio condutor comum senão o poder e as crias para alimentar. Tal e qual o outro grande do sistema, no poder por mais uns 6 anos provavelmente, a caminho do tetra.

O PSD menezista é uma espécie de cantar do cisne esganiçado. Virá daí o partido dos caciques, de Isaltino a Valentim, dos eletrodomésticos e dos favorezinhos e, com o discurso e os dias, a supremacia do País dos Autarcas, da Irmandade do Feirante. Em seguida, morre... É este o país adiado, entregue a populistas sem ideologia que não a do poder a todo custo, contra tudo e contra todos. O tal País das Tetas a esvair-se da sua seiva leitosa por uma cambada de cachorros sequiosos. Um País entregue aos diminuídos, dos bairros sociais e da chave entregue, dos mal-agradecidos por um T3 ou um T4. Um País à João Cléber, pimbalhesco, julia pinheiróide.

sábado, 29 de setembro de 2007

Cabeceiras 'Árder




Podia ser visão de um apocalipse localizado, a agradar alguns que tão pouco lhes toleram as montras, mas é apenas fogo de artifício sobre o Mosteiro, depois de Marco Paulo ter levado milhares às lágrimas. Tantas que choveu hoje na feira. Nem lá pus os pés nem tão pouco as mãos. Só de registo e na ferradela, perguntaria quem desenhou o Cartaz deste ano da feira: de imenso mau gosto diga-se, com um São Miguel copy paste, a cores e em alta resolução, sobre a abóbada da silhueta do Mosteiro. Mas compensa tudo, nos matrecos e chegas de bois, pelo sal que põe nestes dias deste Setembro, que sabem sempre a segunda-feira.

A Avenida que também sou dela

Já está postado o Mal desta semana, Bébés Proveta em Posição de Missionário, no Avenida Central.

Mais 6 anos de Sócrates

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Ironias

Nunca pensei que a melhor bofetada dada ao mau jornalismo português viesse de Pedro Santana Lopes. Nem a imprensa pensava.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Verdadeira TV do País Real


Tem lá tudo: sotaque, coisas de cá, notícias e novas. E velhas... Idosos logo de chofre, de Sameiro à Malafaia, com o Cónego Melo pelo meio, no condimento religioso indispensável das romarias e da devoção à Senhora. A solidariedade edílica e o laicismo das coisas públicas reduzem-se a discursos redondos e marianos. Há também o triste e pesaroso, à vista e ao bolso dos contribuintes, do futebol regional e dos seus dramas.

Mas vale o esforço inovador de 3 das 4 autarquias da Região de Basto - Celorico de fora - se bem que dá impressão que tudo se passa em Cabeceiras de Basto, quase como um boletim municipal em versão youtube. E perdoem-me a blasfémia mas é uma espécie de Barreto TV.

Espera-se agora a reacção da oposição local e os habituais tiros no pé. Talvez fosse boa ideia fazerem uma TV Crispado, se bem que das suas figuras poucas se notam tvgénicas ou mesmo audíveis. Mais serão personagens menores e gremlinóides deste que se tornou um filme de terror, e de série B...

Mas, aqui vai o outro filme da festa, na versão de TV on line.

Blogosfera minhota a 3 vozes

A experiência repete-se, mas agora semanalmente, todas as quartas-feiras, das 16h00 às 17h00, nos 92.9 fm do Rádio Clube. Eu, o Pedro Morgado e o Samuel Silva em duas ou mais de treta sobre o País e o Minho. Ouvimo-nos por lá.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Arco, fado e futebol.


A minha vila - Arco de Baúlhe quem não a conheça - é um povoado moribundo. Os comerciantes temem as estradas que lhes deram fama, ficam presos no passado, vendem bacias de pó. A construção nova apaga registos do passado e criminais, os terrenos são lavouras a levar para a morte e é suja, pouco honesta. Mas permanece linda porque é, no fundo, diferente e rebelde.

No entanto morre. E até o clube de futebol que lhe espalhou o nome definha em campos de bola, terrenos baldios, enche-se de mato, de degredo, arrasta-se em estádios alheios, joga fora quando em casa. Está morto e azul, cianótico. Com o respeito que me merecem as pessoas, mas onde pára o dinheiro da indemnização, onde está o campo, onde está o entusiasmo? E onde está o interesse público, onde estão as pessoas do Bem Público, Câmara Municipal e Assembleias? Onde está a responsabilização? Porque ainda está assim o Desportivo de Arco de Baúlhe?

Antes já não o fosse.

Disto se alimenta... o Cabeceirismo(?)

"ida pra puta q vos pariu, entao a ponte velha do arco é alguma coisa q represente cabeceiras, basta ser do arco para ser uma verdadeiramente MERDA... tudo q é arco é MERDA"

tocolante, em comentário ao meu vídeo As 7 Maravilhas de Cabeceiras de Basto no You Tube.

domingo, 23 de setembro de 2007

O Penetra no Congresso Do Sexo para além da Penetração

Bem e como vai o Sexo neste País.... O fim-de-semana do Porto foi uma estalada e das boas, como aquele prazerzinho que buscam os de Masoch. [Não me mandem mails que era apenas uma metáfora.] E foi na organização - muitos parabéns à equipa do Departamento de Saúde Reprodutiva e Sida da ANEM, liderada pela Mariana Pinto da Costa -, nos palestrantes e congressistas e demais participantes... Fiquei com a impressão de que saíu dali um contentor de futuros profissionais bem mais esclarecidos. Aliás, dizia às tantas ontem Daniel Sampaio que "jovens estudantes de medicina que discutem abertamente sexo e a morte têm todas as condições para serem bons médicos".

Mas se tive noção da abertura de mentes, mais reveladora que o cruzar de pernas da Sharon Stone, fiquei também com a noção de que ainda há médicos de família, entre outros por este país adiante, que tão pouco sabem falar, livres da tentação dos tiques da falsa moral. E houve exemplo da amostra logo a meio de uma discussão, na primeira mesa redonda do congresso, estávamos nós a falar de inseminação artificial e de como partidos como o BE e PS aprovaram uma lei (por regulamentar) que restringe hipocritamente o acesso ao ejaculado na imaculada pipeta médica. Como é sabido, só para mulheres de casais heterossexuais. Mais conservadores que uma liga dos Leigos de Fátima, portanto. Mas diga-se que entretanto levanta-se um penetra, autoproclamado médico de família formado no turbilhão burocrático do 25 de Abril - dos médicos simplex aprovados na secretaria - que perguntava ao Professor Dr. António Palha, conceituado sexólogo da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, sobre qual a função dele nestes novos tempos. Na cabeça do Dr. "Penetra", que tão pouco se tinha inscrito e tão pouco lhe vimos a carteira profissional, ele era um dos responsáveis por uma homossexualização do país, com esses "homens de mão dada" e a "adoptar crianças, quem sabe, que nem uma referência masculina em casa teriam". 2 homens no exemplo, como se não tivessem barba e pila ao dependuro. E tudo isto para enfeminizar - sei lá - este que é "um país de homens" no carimbo da superioridade "da Raça Lusitana".

Na rizada geral, vá-se pelo menos pensar que um asno deste devia estar a falar de cavalos... Porque já não bastavam médicos que se tão pouco olham os doentes, ainda lhes impõe este tipo de tauromaquia...



Adenda: Já agora, amigos leitores diários do blogue, obrigatório ler excelente o artigo de Fernanda Câncio na Notícias Magazine de Hoje, em continuação deste.

A Avenida que também sou dela

Já está disponível o devaneio deste Sábado no Avenida Central: A República e o Sexo, escrito de aperitivo para o Congresso de Saúde e Sexo no Porto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Desculpas de Mau Pregador

Pela minha ausência e pela intermitência da postagem. Há dias que em Braga parece tudo trabalhado em bateria fraca e falta de rede...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

No rodeo da novidade Barack Obama e do decote de Hilary Clinton...

...surge uma terceira via nos Democratas. É ele - e já o anuciava no fundo da coluna lateral do blog - um pequeno grande congressista que por mim, fosse eu americano, levava os votos todos.

Dennis Kucinich é um timoneiro de paz e relax. Defende eutanásia, liberalização das drogas leves, um sistema nacional de Saúde universal nos Estados Unidos, o aborto, a prostituição legal, o direito a casamento e adopção por casais de pessoas do mesmo sexo, a legalização dos imigrantes ilegais. Além disso é contra a pena de morte, ecologista - quer mais aposta nas energias renováveis e mais taxas sobre as petrolíferas - e defende relutantemente as vias diplomáticas como forma de resolução dos conflitos. Foi e é contra a intervenção no Iraque, e actualmente evita uma nova no Irão. Mas basta ver o slogan de campanha completamente atípico na América recente: "Strenght Trought Peace", que é como quem diz, "Força através da Paz".

Ainda lhe abonam outras interessantes coisas: no YouTube tem um canal no qual responde directamente a cada cidadão interessado que lhe faça perguntas e a sua mulher, Elizabeth Harper, é um pedaço de britânica ruiva de 30 anos...

E perdoem-me este devaneio com gente que me agrada, mas isto sim é ser político em Democracia.

domingo, 16 de setembro de 2007

Pela Ordem dos Trabalhadores do Sexo

Se calhar o atordoamento de Setembro (e domingo) não parece mas é boa altura para se refletir questões de sociedade. Recomeça um novo ano de trabalho e mais uma semana do mesmo, do novo ano legislativo. E então pergunto-me porque é que não a Prostituição não é legal e regulamentada em Portugal...? Alguém acredita que se acaba com ela, com decreto-lei ou apenas melhorando as condições de vida da generalidade da população?

Eu penso que não. Porque, apesar das oportunidades e do dinheiro, dos apoios básicos do Estado Social, há-de haver sempre alguém disposto a pagar e alguém disposto a receber por por um serviço sexual. Nem que seja na carreira profissional e académica, onde é uma forma de persuasão tão natural e com a mesma legitimidade de uma garrafa de whisky ou um presunto.

Por outro lado há os méritos e as funções sociais que devem ser reconhecidas. A prostituição é trabalho tão negligenciado como o trabalho doméstico, importantíssimo na estabilidade e na paz social uma vez que alivia a tensão sexual em muito solteiro tímido, viúvo e víuva, casado ou casada, sem cobertura. Além disso impõe uma maior exigência e respeito pelos deveres conjugais, muitas vezes limitados à mesa e roupa-lavada e a uma, de longe a longe, cerimónia em posição de missionário, com a luz apagada e sem imaginação nenhuma.

E incómodos católicos à parte, diga-se que é uma oportunidade de dinheiro e de mercado para quem a faz como quem faz uma massagem ou um ramo de flores. Não vejo porque não, eu também não faria pesca de caranguejo no Ártico, por muito bem remunerado e legal que seja. É portanto, uma questão de maioridade e vacinação... E vocação...

Se este país não fosse hipócrita, a profissionalização seria o verdadeiro caminho, com direito a formação, sindicato e ordem. O que seria também um garante de qualidade, de higiene e segurança. Além disso, uma profissão legalizada e regulamentada não fica exposta à exploração e aos chulos, máfias e a movimentos de mães de Bragança. Com factura, até facilitaria a investigação da troca de favores no futebol. Pelo serviço mal ou bem feito ficava também sujeita a avaliação da DECO por exemplo, ou qualquer outra entidade reguladora. Por outro lado facilitaria as coisas ao SEF em alguns casos, uma vez que uma prostituta ou um prostituto imigrado, com contrato de trabalho nos regulamentados quarteirões da luz vermelha ou ao domicílio, tem uma maior facilidade em se legalizar, fazer vida e pagar impostos.

E com isto, ironicamente, que até um País de cínicos costumes, na penúria como o nosso, ganharia. Com mais dinheiro a entrar nos cofres do Estado, melhor serviços, menos crime organizado e mais oportunidades de emprego honesto e de negócio para os seus cidadãos.

A Nova Onda Amarela

Entraram 100 novos colegas meus na U. Minho, o último com 181,0. Se por acaso passarem neste blog, digo-vos que vão encontrar um enorme e moderno edifício branco e preto em Gualtar, um método de ensino diferente e um desafio maior. Só lhes posso dar as boas-vindas num largo abraço, os parabéns e "boa sorte" para estes 6 anos ou, com o PHD (opcional, não se medrem),9. E vai exemplo neste vídeo aqui, do que muito vos espera. :)

A análise das médias deste ano, com a berraria do costume pelas notas altas... Bem, essa deixo-a para o meu colega e amigo Pedro, a quem roubei a foto acima.


sábado, 15 de setembro de 2007

A Avenida que também sou dela

Mais uma das minhas maldades: Por quem os Sinos cobram, a desta semana no Avenida Central.

Lobos que se tornam mais numerosos

Gosto de rugby, mais do que dantes, porque é desporto onde temos o tamanho que temos. E fazemos de cada ensaio uma festa. É raro no futebol os portugueses fazerem festa grande depois de perderem. Por muita batatada e agarrões no rugby é menos ressabiada e vaidosa que a self-elite do teatro de musas enjoadas do futebol.

O Monte Vesúvio nunca teria explodido se não fosse a loucura de Santana Lopes

3 de chofre nas Feiras Novas de Ponte de Lima


E um conceito de festa e feira que muito bem se poderia importar para as festerolas daqui. Bem organizada, jovem, livre e aproveitando o potencial das ruas e pequenas praças da vila histórica, a ponte e os espaços da feira.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Região de Basto em Vias de Extinção



Não pude deixar de reparar que uma recente notícia sobre o concelho, no Jornal de Notícias, foi localizada na Região do Alto Ave. Ribeira de Pena é Alto Tãmega. Celorico de Basto é Baixo Tâmega, como Amarante ou Marco de Canavezes. Mondim de Basto tão pouco me lembra. E com as indolências burocráticas, vão-se as afinidades pela água destes rios abaixo. Sobram as pedras, que atiram uns aos outros.

Uma Questão de Martelo

Diz-se no Remisso, que a oligarquia pedreira de Celorico de Basto mandou roubar martelos nas pedreiras em Mondim de Basto financiada pelas pedreiras de Cabeceiras de Basto.
Tanto martelo e tanta pedra, haverá maçons e um Grande Oriente Bastonense?

E que diria o Professor Martelo?

Da EN205 do Arco a Refojos, ou Cabeceiras (que não São Nicolau)

Respondo de bom grado ao anónimo que me pergunta no Post abaixo. Mas respondo aqui... Fosse candidato às Presidenciais Americanas e podia ser o Kucinich, o primeiro de sempre dos democratas (e republicanos) nas primárias a responder directamente às pessoas pelo youtube.

Realmente pensei que fosse obra para tapete novo de raíz, mas saiu-nos umas cavadelas e alcatrão por cima. Não está mal mas dá um aspecto de remendo. E com tantos buracos que lhe abrem de vez em quando, não admira que sejam forretas. Agora, com o aparato de máquinas e obreiros a alcatroar e a controlar o trânsito, também foi a maneira de termos uns semáforos no Arco.

O Blog no Divã

Falo como se tivesse deitado num e porque tão grande que se tornou o blog que terá uns metros valentes, desse para esticá-lo com os posts todos que escrevi. Mas de que trata isto, agora que o olho? Pacheco Pereira alegra-me pouco e não ajuda nada. Diz, ao invocar um livro, que os blogs de amadores estão a destruir a cultura. Porque não é feito por especialistas e que, opinando sobre tudo sem ideia nenhuma, alastram a sua porcaria nos feeds (que nem sei o que é, mas achei bem pôr aqui) e nos motores de busca. Disputam por sitemeters e até fazem publicidade e ganham dinheiro com umas côdeas de idiotice. Mas a democracia é esta merda toda e ainda bem.

Mas não é só isso. Vejo que tenho quem me lê e que tão pouco sabe de que falo, porque eu também não sei. O blog também não é essencialmente político nem é de sociedade, é sobre mim e sobre o que eu vejo dela. Já me achei mais político do que me acho agora. Prefiro falar, bem ou mal e disparatar, como com esta melga que me está de momento a morder cada borda do corpo. Escrevo como falo, porque me impele por dentro tudo o que vejo e que fazem à minha volta, tenha eu razão ou nenhuma.

Cabeceiras de Basto, Arco de Baúlhe e Braga é corredor urbano para reflectir o curso, o de medicina e o da vida. É uma tríplice de um eixo do mal (maior), piada sêca, mas que assim que se lho aponta dá vontade de rir. O blog é o meu espaço de liberdade. É vosso. O blog sou eu e é meu, como sou, mas sem poesia. Porque desta já enchi outros leitores por 3 anos seguidos e nem esses lhe guardam grandes saudades. Mas não impede que vos mace com a lástima pindérica da coisa, de vez em quando. De qualquer modo é só avançar dois posts e voilá, tem qualquer coisa de rir. Um vídeo, uma música, uma foto, um desenho. Uma melga... *pçº?0ikl´~' .

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

AE(des)NOR(te)

Já não é a primeira vez que a AENOR, no traçado da A7, é notícia pelo pior. [Vá, dirão vocês que nunca louvo ninguém.... Mentira, acabei de louvar a vereação da cultura.] De qualquer modo, desta vez, não é a fila de 7 km desde a portagem de Ribeira de Pena, quando só funcionava uma cabine de cada lado a fazer face ao movimento crescente de Agosto e com a ligação à fronteira concluída. O que o JN noticia hoje é a rabanada de animais que cruzam a auto-estrada e fazem sinistros, aos automóveis e a eles próprios. Não são cervos, nem javalis. São cães e restantes animais domésticos. Abandonados pelos donos na via ou aventurados por lá acima sem tirar ticket nem pagar, nem tão pouco com aparelho de via verde.

A diferença é que eles - animais - tão pouco têm de se importar com isto, já basta a confusão que lhe fazemos no mundo. A AENOR é que tem de ser responsabilizada e chamada a atenção pelos utentes, como eu, que deixam coiro e cabelo na caixa e nem por isso têm garantia de não ter de levar com filas compridas ou com uma vaca atravessada.

Disto se alimenta o Arcoismo II



Câmara Literária

A Vereação da Cultura de Cabeceiras de Basto promove, a nível nacional, o II Concurso Literário de Conto Infantil.

Uma feliz e louvável iniciativa, de aplaudir bem alto e de pé, quando se tenta fomentar e premiar a criatividade e a escrita entre as pessoas. A Cultura é dos melhores investimentos que se podem fazer, a par da Educação, torna-a esta mais eficaz na formação da pessoas, obriga maior exigência de cada um a si e a tudo que rodeia. Um contributo essencial para a Democracia.

Dá-me àgua na boca de participar, mas receio que livros infantis não seja o meu forte. Venham mais concursos! Encore e mais palmas!

Fundos Europeus à Carnificina

Esta Europa anda torta, distorcida dos seus valores. A lei é do mercado, a democracia é uma montra. Porque para exportar e importar, fazer andar as alfândegas, vale a pena ir a Pequim e a Xangai e abençoar-lhe a escravidão em massa com o comércio, esquecer as leis europeias de protecção ao consumidor. Pelo Euro forte e a luz acesa, o gás no fogão, vale baixar as calças a Putin e à oligarquia Russa, dos novos-ricos e velhos burocratas, da máfia russa e da censura de opinião. Vale receber-lhe na pompa e não lhe dar lições de liberdade nem de democracia.


Vale também, apertar a mão a Mugabe, esquecer-lhe as negligentes políticas sociais e saúde que mataram de fome e SIDA 4 milhões de pessoas entre 2002 e 2006. Vale apertar o pescoço ao Tibete e à sua Paz. Vale atirar lama para cima do Dalai... Pelo dinheiro, vale esquecer a Europa.

O voluntário prazer de Dar Sangue

Só espero que não seja má publicidade. :)

*Sugerido por uma futura colega, leitora habitual do blog.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Amor à camisola

Scolari já bate ressabiado no adversário, como um bom português...

De Bradar aos Céus

Graças a Deus!

Que parece iniciada a segunda fase da empreitada que irá devolver ao Arco uma sala de espectáculos e um salão nobre, para as suas actividades e visitas. Que está em fase de acabamentos, a Piscina Municipal e a zona em redor, espaçosa, com lugares de estacionamento e mais vistosa à vista.


E Valha-me Deus!
Que ainda temos de ver a Biblioteca Municipal enclausurada pelo mono de zinco da Sede da Cruz Vermelha, num lugar onde devia haver um imenso jardim de relva. Indigno para a instituição, as duas aliás, e para as vistas...

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Da viabilidade da Linha do Tâmega

A dicussão trazida e insistida pela CDLT está longe do discurso moderado e actualizado. Aliás, cheira a verborreia Garcia Pereiresca, condimentada de muito PREC, com papéis lançados nas ruas a borrar tudo. Já não bastava a porcaria que as pessoas fazem sempre que saem das lojas.


No entanto, a viabilidade da linha do Tâmega, que tanto reclamam a reabertura, é, na minha opinião, assunto a ponderar no futuro, muito forçosamente. Não o digo a curto, mas a longo prazo. Os transportes públicos ferroviários, aliás, tenderão a ser uma grande alternativa e opção nas exigências ambientais e logísticas da economia portuguesa, nos próximos anos. No entanto o traçado da Linha do Tâmega, teria de sofrer obras de modernização apreciáveis (devido ao seu estado avançado de degradação) e a sua sustentabilidade seria apenas possível mantendo 2 paragens para além de Amarante: em Celorico de Basto e Arco de Baúlhe(Cabeceiras de Basto). Por outro lado seria imprescindível a finalização da Via do Tâmega e de uma via rápida desde Celorico a Mondim de Basto.



Vejamos porquê: com apenas 2 paragens, em Celorico e Arco de Baúlhe, a viagem seria mais rápida e competitiva, fazendo frente às alternativas rodoviárias, menos seguras e em geral, muito mais caras. No entanto, para compensar os apiadeiros e estações sacrificados, as vias rodoviárias acima, facilitariam uma rede de autocarros (de Basto: de iniciativa privada ou pública acordada pelos concelhos) com horários compatíveis com os horários dos combóios, servindo as Sedes de Concelho de Mondim e Cabeceiras de Basto, e as populações em redor da Linha do Tâmega. Era certamente um investimento inteligente e visionário, com altos retornos económicos e sociais para a Região.


No entanto, esta é indissociável da modernização e reestruturação, no mesmo sentido, da via ferroviária desde Amarante ao Porto, previligeando uma Estação por cada concelho. É uma questão fulcral no desenvolvimento regional impedida e negligenciada pelo centralismo do sistema político, e portanto mostra da necessidade de um país urgentemente regionalizado.

Um outro 11 deste mês...

O de Setembro de 1973, de um ataque terrorista de orientação norte americana. Quando Augusto Pinochet, "a mando" do nobelizado (da Paz) Henry Kissinger, comandou um golpe militar e depôs Salvador Allende, democraticamente eleito. O Presidente morreu, por suicídio ou execução, no mesmo dia, no Palácio de La Moneda, bombardeado pelos aviões do seu próprio país. Depois seguiram-se anos de repressão e perseguição, exilados e execuções à fartazana, da Operação Condor...


No 11 de Setembro de 2007, sabe-se que o advogado, que impediu Pinochet de ser julgado por estes crimes, vai defender os McCann. Podem estar inocentes, mas não lhes abona nada esta mistela...

11 deste Mês

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mad MacCann

O repúdio é mais pelo tempo que se gasta e o que eu gasto nele. Hei-de arrepender-me mais tarde. Mas, gosto sempre de me distrair com as dissertações do Barra da Costa e as paranóias promiscuas dele. Sobretudo quando escorrega e admite alguns métodos à la Guantano, aquando da sua actividade. "Judite, pá..."


Vale pela esparrela mediática em que se meteu toda civilização ocidental. Uma tragicomédia vista de longe, para quem ainda não se viu metido nela. Como não tirei fotos nem imprimi fliers, vou-me rindo enquanto posso. E, como qualquer português de café e tainada, tenho uma teoria. Mas não a vou disparatar, não vá o Barra da Costa basear-se nela na sua próxima intervenção no Telejornal. E pouco adianta aos ingleses dar uma de superiores no logro que montaram a si próprios, a justiça portuguesa irá vingar-nos, no nosso superior código penal, e muito lentamente...

domingo, 9 de setembro de 2007

Cabeceiras: Encanto Desnaturado III

Se já não bastasse em posts anteriores, vá-se lá dizer que é pena que os responsáveis camarários pouco se importem de limpar a cara com que apresentam o concelho ao mundo. Pelo menos ao que que nos entra pela auto-estrada. A diferença para Concelho de Ribeira de Pena está na foto ao lado. A comparar com esta.

Ok. É uma rotunda, dirão os leitores. Mas não é uma questão de rotundas e mesmo se fosse, nem por aí poderiam fazer escárnio. A rotunda que mais carros vê passar em redor, a tal do nó viário em Arco de Baúlhe, é uma desolação. Um "ervado" de leitugas com uma confusão de placas que só faltam algumas apontar para o céu. Postais de mediocridade... Anos levados e toda aquela zona é uma enorme negligência. A Avenida onde desemboca, nomeada para os Horrores de Cabeceiras de Basto, é uma tristeza nos passeios e no escadario. Não há possiblidade de sobrevivência para um deficiente em cadeira de rodas que queira andar por lá sozinho e os postes sucedem-se como árvores na Amazónia: uns para a iluminação pública, outros para a fiarada... Não admira que queiram fazer uma variante, é para poupar os forasteiros destes arranjos a granel...

Adenda: Marco Gomes fala da trágica inutilidade da pista do aeródromo da Serra do Oural, que mais parece um aterro que isso, em plena Área de Reserva Ecológica Nacional. Uma verdadeira cagada no horizonte. A reflexão devida, no Remisso.

Mais um video, só para testar o novo serviço na postagem


Nota: Fogo de Artifício, ou espécie, no final das festas em Arco de Baúlhe. Filmado desd'a Rua do Arco que nasce frente à capela.

O Jogo do Pau na I Guerra Mundial e o legado a Graciano Saga

O Soldado na trincheira
não passa de uma toupeira
vive debaixo do chão.
Só pode ter a alegria
d' espreitar a luz do dia
pela boca do canhão...

Mas quando chegar a hora
D’ele arrancar por’í fora…
(até "pertinho de Benavente"...)

A Política, a Fé e o Prognóstico

- Que é que me pode dizer de Fátima Felgueiras?
- Hmm... Fátima 2 - Felgueiras 0...

sábado, 8 de setembro de 2007

A Avenida que também sou dela

Pedro Morgado, o rapaz e o médico, pôs o blog Avenida Central na primeira página do JN de hoje, com a petição pelo regresso do Eléctrico às Ruas de Braga. Entretanto, convidou-me para uma crónica no seu blog, o mais cáustico e mais influente da cidade dos 3 PPP. A mesma, Avenida do Mal, será publicada todos os Sábados e portanto pode ser consultada por quem me quiser ler por mais extenso e em fundo branco...

Já agora, electrómanos, assinem a petição.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fatalidades da condição periférica do Minho ao Algarve

"Filhos da puta... Assassinos!!!"
Já tardava o vocífero da boa alma portuguesa na sua ira parola e lavadeira, em directo para a BBC...

Cabeceiras: Encanto Desnaturado II


Quem sair no Nó de Basto, o tal que dá acesso a Cabeceiras de Basto e à restante região do mesmo nome, depara-se desde logo com uma bela rotunda cheia de mato e silveiredo. Um verdadeiro cartaz de boas-vindas para quem chega, com um cheirinho da tal beleza natural do concelho.

Enfim... Nas outras rotundas da urbe em convulsão, brotam bandeiras à Europa, jardins cuidados e monumentos aos combatentes e aos tiques. A tal entrada priveligiada do concelho, onde já jaz a placa que anuncia o rompimento da Variante, em 450 dias e 15.000.000 de euros, é enfeitada de urze e viveiros de ratazanas. Imagino só se a mesma fosse mais acima no mapa, ali perto das torres do mosteiro. Como seria ela desenhada e mantida por lá. Mas não: arcoenses, vilanunenses, Pedracenses, Faienses e afins vêm-se todos os dias rodeados do entulho da negligência pública, da sua condição de enteados. E do pasquim local, que todos os 15 dias elege o "Mais e o Menos", parece que tudo fica restrito à Vila-Sede: qual cidade a erguer-se em nome de uma utopia maior, como uma Estalinegrado. Esquece, a tal redacção, que há mais duas vilas no concelho e que nem por isso os seus contribuientes e eleitores, que contam tanto como os outros, sentem que alguém se interessa, nos Paços do Concelho, por estes pequenos - mas grandes! - pormenores...

Para tentar amainar a notícia do dia, que a vai sendo há uns meses...


A quoi ça sert de faire des enfants si on peut rien faire dedans?

Os 7 Horrores de Cabeceiras de Basto

Ora, aqui vai como prendinha literária para o fim-de semana:

1: Variante (futura) sobre Santa Senhorinha vulgo Variante às EENN210/205

É o exemplo máximo da capacidade de influência do Presidente da Cãmara de Cabeceiras junto do Poder Central. Obra de milhões rapidamente aprovada - ao contrário da via do Tâmega prometida desde o apogeu do cavaquismo - que terá, julgo eu, reduzido impacto positivo no desenvolvimento do concelho a norte e quase nenhum a sul, onde vai esfrangalhar tudo, diga-se... Não contestando a urgência da melhoria do acesso das zonas mais setenterionais do município à Auto-estrada, verdade é que isto resolve o problema como uma bazuca a matar melgas. Tornar-se-á, portanto, neste enorme mamarracho de betão e asfalto horrível, uma via fechada com 2 ou 3 saídas, suspensa em partes, por um enorme viaduto com mais de 1 Km, sobre alguma da paisagem preservada no verde das lavouras de terras baixas. Enfim, o pouco de bucólico que ainda ia descansando a vista por aqui. Será, tristemente, uma nódoa no horizonte, muito difícil de lavar.


2: Praia Fluvial do Caneiro

Já foi um centro de agitação turística, cultura e de lazer para as gentes de Arco de Baúlhe, Pedraça, e arredores. Agora, é uma represa de pestilentos nadas. Com os empreendimentos de extremo mau gosto, a passividade das autoridades perante as decargas suínas, o lixo atirado por caseiros ingénuos e a extinção dos guarda-rios, a praia fluvial tornou-se... praia pluvial. O cheiro da água - aliás - empesta a milhas e todos os anos, para ter como atirá-la à cara de muita gente, insiste-se em encher-se-lhe as bordas com areia saibrosa, boa para raspar os calos dos pés. E que tal plantar um ervado que se segurasse, não? É que sempre que chove mais um bocado de Inverno, com as comportas por abrir, lá se penteia a areia para a piscina montada e, em cima, lá fica a pedregulheza à mostra. Qualquer dia os açudes ficam tão pleninhos de tanta areia que praticamente só um bébé de 18 meses é que não tem lá pé...


3: Urbanizações da Quinta do Mosteiro

Surgiram como bizonte pronto a descarnar pela esfomeada matilha de empreiteiros em Cabeceiras. Novelas e dinheiros a rodos de um lado para o outro, barras de tribunal e impropérios, abriu-se o ventre da Quinta com uma enorme avenida e uns tantos arruamentos a afluir-lhe. Pelo meio, e no lamaçal, ergueram-se alguns edifícios públicos, equipamentos e placas de coisas p'ra mais tarde. Em redor e encostados uns em cima dos outros, foi a vez da construção dos apartamentos e lojas, atabalhoados sem alvará e licença, ou fiscalização, à boa-vontade e sem garantia nenhuma. O Centro de Saúde, por exemplo, tem as salas de consulta sem sigílo nenhum, com as janelas traseiras a dar para um enorme prédio. Esse mesmo que, para não incomodar com barulho os hipocondriacos que vão "apanhar soro", teve de erguer um muro sobre a única saída emergência do bar onde muitos vão tomar o soro nosso de cada fim-de-semana à noite. De resto, e só para encher olho, a vila cresce à vista de todos. Cedo será cidade a torto e a direito. O Mosteiro, maravilha máxima com as torres e os claustros, vai morrendo no panorama, enclausurado por uma feia muralha de betão.


4: Prédio do Retiro do Arco de Baúlhe

É simbolo máximo do mau-gosto urbanístico dos anos 80. Azulejos de casa de banho por fora, zinco das janelas às portilholas e os inacabados paineis laterais a expor a derme de tijolo e argamassa. Mesmo assim, foi n'altura centro da actividade alternativa, a rouçar o marginal, com os seus cafés, de cima a baixo, a servir como apiadeiro antes das idas à discoteca, ali num edifício vizinho de um lado, e ao Pub (Moonlight Bar) do outro. Nos anos 90, foi a vez da fábrica de cuecas e da decadência progressiva dos cafés, das seringas e limões a pontapés - a lembrar o Trainspotting - mesmo em frente ao Jardim-Escola da então recém-tornada vila. Desde então é lugar de apartamentos de passagem, arrendamentos provisórios... Por baixo, e no terreno que o circunda, é cemitério e pousio de sucata, troncos de madeira, caterpilars e mecânicos - o pior postal possível para quem vem de Refojos, Cabeceiras ou o que seja, e chega a Arco de Baúlhe. Vergonhoso, mesmo para quem não é de cá...


5: Edifício Turismo

É o monumento exemplificativo do desvio polémico e parolo da tentativa de requalificação dos espaços públicos. Digo tentativa, porque tanto a Praça da República quanto o Largo da Serra, em Arco de Baúlhe, têm sido alvo de... sucessivas tentativas de requalificação, ao longo dos últimos mandatos, se bem que o segundo ainda está na fase do sucessivo remendo. Mas voltando ao edifício Turismo: verdade que dotou a praça de um posto de informação turística, loja e uma esplanada, dando-lhe mais alguma vida; mas retirou-lhe a luminosidade e pintou-lhe o pitoresco dos edifícios de um branco cimento que mesmo que não sendo tão arrojado (e que até podia ser) ficou muito mal enquadrado. Por outro lado, escondeu-lhe a fonte sobre a ponte, moveu-a, e tal como ao Basto, tirou-lhe a postalidade. O guerreiro monge, com a cabeça de músico de presépio, viu-se então como nunca no tempo dos mouros: encostado à parede.


6: Serrações desactivadas no Centro da vila(zinha) de Arco de Baúlhe.

O problema não é de agora, mas se tiveram muita importância no passado alimentando a enorme indústria e comércio de mobília e carpintaria, e com isso muitas famílias, as serrações em Arco de Baúlhe tão pouco para museu ficaram. Com o tempo, foram - e bem!- deslocalizadas para zonas mais isoladas nos limites da freguesia, deixando o centro urbano livre do rosnar da sirene de ponto, às 8h da manhã e horas de almoço, do barulho ensurdecedor das máquinas de serrar e do serrim que deixava lacrimejados os olhos de quaisquer transeuntes que, pela rua abaixo, desciam da capela ao "Oliveira das Fazendas" ou ao Padeiro. Agora, são um outro incómdo para a vista. Ocupam espaços-verdes potenciais ou, porque é o caminho quase obrigatório infelizmente, zonas de habitação e comerciais de futuro. São também o exemplo de como a propriedade e o dinheiro de alguma gente é visto por esta com uma perspectiva tacanha, avarenta e perguiçosa. Isto, quando muito podiam contribuir para o desenvolvimento sustentado e o embelezamento da vila onde vivem e fazem negócio, rentabilizando-o e por consequência, tirando proveito disso mesmo...


7: Chalés dos Emigrantes ( não tem foto para não ferir ninguém)

Confesso que desempatei por voto de qualidade (ou falta dela) com outros tantos horrores em votação. Só que, não desprezando ou minimizando o esforço sobrehumano dos que daqui partiram para melhor vida por esses quelhos acima, os chalés dos Emigrantes foram, a par com o fomento das Canções ao Agosto, um dos piores monumentos que estes poderiam erguer a si mesmos... Desfiguraram aldeias características, despejaram-nas de pedra e madeira, e encheram-nas de tintas beige e roxas, telha preta e telhados altos, sótãos e quartos quentes de Verão, com carpete e asma. Além disso, promoveram a massificação do azulejo de casa de banho nas paredes exteriores, o uso de varandas de zinco e os jardins com chafarizes e muros coroados de leões, águias, dragões e pilinhas... Por muito que o kitsch esteja na moda, com os fatos de treino à 70's e o bigodezinho alternativo, os chalés continuam completamente out! Mas sejam bem-vindos de novo, cousins! Au revoir e até ao ano prochaine!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Disto se alimenta o Arcoismo

Ontem, durante as horas da moleza, alguém dizia:
- "A água não vem com pressão há uns dias... Quer a gente tomar banho e nem pode."
- "Car*****, em Barroso não deve lá faltar água!!!"

A Curta-metragem Documentário [não oficial] da Festa

[Mais uma grande produção O Mal Maior Studios... isto apesar da tristeza do som]

terça-feira, 4 de setembro de 2007

O Mal das Tecnologias

Estou com acesso limitado à net. Problema a que nem o paz d'alma do rapaz do Ócio escapou em meados de Agosto passado. Pior ficam os meus leitores que religiosamente vêm cá ler isto todos os dias. Não "paniquem", há sempre a reza do Terço na Rádio Renascença pelas 7 da tarde.
E já agora: terminou a votação dos Horrores de Cabeceiras de Basto. Brevemente ficam anunciados, mas não há direito a cerimónia no Estádio da Luz.

domingo, 2 de setembro de 2007

Emanuel, o "rei morto"

O Concerto de Emanuel, ontem à noite, nas Festas da Vila de Arco de Baúlhe foi a confirmação da decadência do "Rei do Pimba". Este que é, provavelmente, o pior de todos os artistas da cena em palco, com ainda menos piada e um fatinho branco demasiado cliché. Para um público esfomeado por bailarico de rouça, Emanuel tornou a noite um pesaroso calvário de canções de fazer meninos, muito piores que qualquer hino à desgraça de Ágata ou Graciano Saga. Não bastasse isso, o balofo rei moribundo apostou mal quando meteu a "carne toda no assador" ao interpretar um meddley das modinhas "Nós Pimba" e "Toma, toma", entre outras de tão inconfundíveis solos de concertina, deixando o público desapontado e sizudo para o resto da noite. Arco de Baúlhe já não sofria uma desilusão assim desde a vinda de Marante em 2005 quando se recusou a cantar a "Linda Portuguesa" e "Cheguei, cheguei"...

Avaliação: Por tudo isto leva apenas meia estrela...


Ideia para tornar a festa mais barata

Porque não em honra da Nossa Senhora dos Remédios... genéricos?

sábado, 1 de setembro de 2007

Fim-de-Semana em Arco do Abuso

Não é uma festa do Avante e nem este ano calham igual. É antes mais uma romaria com o moreio de gente rua abaixo e acima, no apertar do quelho e no estreitar das vistas. Copos e pimbalhada. Foguetes pela meia-noite, barulho e porrada velha até às tantas da manhã. O domingo de tarde é feito de óculos de sol, olheiras e hálito a vitela assada. Bandas de música e a procissão, qual poema redux cantado por João Vilaret, a passar com o povo e o odor de feira montada e ao fim do dia fugida. Sobra-me destes dias a desculpa por não ter como escrever aqui. Agora é a mim que me falta o acesso à net...