quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Especial: Noite das "Brutchas"

E aqui vai uma demonstração de pesadelo, ao estilo David Lynch, nesta cena perturbantemente genial de Mulholland Drive.

"Tens Petróleo, És muito bonzinho..."

A real politik, deixa Inglaterra fora da Cimeira Europa-África, mas abre-lhe as pernas a um tirano, Rei de um país onde ainda se decapitam pessoas e decepam membros.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Os Dias da Rádio II

Hoje de novo: Eu, o Pedro Morgado e o Samuel Silva, na sintonia do 92.9 FM da Rádio Clube Português (Edição Minho), pelas 16horas em directo para a região e suas gentes. E não são rosas, senhores, são: Autoestradas e Vias pelo Minho, Racismo e Praxe, nas suas vertentes de colher de pau ou pau de marmeleiro...

Havemos de ir lá ir, ou voltar, pela velha ponte como nova

...e resolvido este, falta resolver o outro problemarracho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Os Impunes

Nunca se apuram responsabilidades neste país, e das tragédias nacionais, como da Luz do Sameiro a Entre-os-Rios, morre solteira a culpa ou, pelo menos, arquivada. Resultado de lugares e suas responsabilidades tomados de traseiro sentado e pés em cima da mesa. Quando soam os alarmes, da eficiência ou da eficácia, da fiscalização ao salvamento, tudo fica a cabo do destino e das vontades de Deus. O País chora e faz piadas negras. Tudo passa. E recolhem-se as pessoas e famílias na sua própria tragédia com o "é a vida, foi o que se pode fazer". Permanece o serviço no remedeio. Enfim... Exigências de mar salgado, mais umas quantas de postas de bacalhau e lágrimas misturadas de assobio.

Allez, allez, allez... Ninguém para o Barril, Allez Óh!

domingo, 28 de outubro de 2007

AH, e o Ócio está de volta...


E portanto, disponível todo o calendário de boa cultura no Minho.

Tertúlia em Cabeceiras

O Marco Gomes do Remisso sugere, e já vínhamos falando disso, uma tertúlia com bloggers e outros que se nos ajunte para discutirmos Cabeceiras de Basto e outras coisas. Objectivo seria fazer disso um espaço de cidadania participativa, lugar de intervenção e opinião livre e desinteressada, que não no fomento de melhores perspectivas e mais partilha de conhecimento.

Só falta arranjarmos sítio, dia e hora. Que dizem os interessados?

3 dúvidas mais ou menos esotéricas

Qual a necessidade de beatificar alguém que já era Santo Padre?

Porque é que na Última Ceia de Cristo, todos comeram do mesmo lado da mesa?

Porque é que o gajo gordo do Lost permanece gordo depois de tantos meses na ilha?

sábado, 27 de outubro de 2007

A Avenida que também sou dela

Hoje, d'A Cidade Beata e os Seus Dildos, no Avenida Central:

O Fim do Mundo em Calções de Banho (II)


Nesta Lisboa há 300 anos sem gente. Uma 25 de Abril tombada sobre o Tejo, enferrujada e com árvores em vez de carros. Ao fundo um barco jaz junto das que foram docas do porto da Capital. E mais acima, resistente, o betão do viaduto Duarte Pacheco. A ilustração de Kenn Brown para o Expresso na sequência do êxito da Exposição de outras com várias cidades americanas sem humanidade viva, apenas na lixeira que resta dela e com uma outra incómoda beleza.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

A nú


Vai aqui Nude, do novo álbum dos Radiohead (In Rainbows), que já ouvi de rascunho. O poço negro de talento inesgotável de Thom Yorke, que não se ficou a solo no seu excelente The Eraser, e restante gente. Maralha cujo concerto me falta no currículo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sol e a Peneira

Dá-me algum riso, no meio da comédia, estes recentes e miliciais protestos pelos postes de alta-tensão pregados por montes e vales em diante, sobre paisagens protegidas e espécies de caracóis raros. Os postes que nem às cegonhas incomodam.

Mas não se pode viver com nada por perto. Nem postes, nem antenas de telemóveis, nem telemóveis, nem ondas de Rádio e televisão, nem ondas curtas fm, nem cimenteiras ou incineradoras, tão pouco centrais nucleares, nem estações eólicas, nem moinhos, nem retretes. Tudo causa cancro, doenças e males como tais, mais sólidos ou líquidos. O pavor do que não se vê e só por vezes se cheira. Não interessam as 12 gramas de sal que cada português come por dia, rincha e carne de porco com a gordura a papoilar, não interessam dietas parcas em vegetais ou fruta, tão pouco o exercício físico que fica por se fazer, a vida de stresse ou a falta de sexo. Interessam as antenas. Interessará também abrir guerra ao Sol, pelo cancro de pele e outras coisas que tais, menos boas que a fotossíntese ou a vitamina D. Em consciente moderação portanto. No País dos excessos vale mais tapar o Sol com a peneira.

Projectos de Basto: Palácio da Justiça de Cabeceiras de Basto


É destes edifícios que precisam as novas paisagens urbanas, mesmo estas encravadas num coração rural. Modernos e com um toque de beleza arquitectónica, inovadora e apaziguadora do caos e barulho, do mau gosto que a rodeia. Fora o cumprimento da sua função, muito dependente de todo o funcionalismo e eficiência do código civil e seus zeladores, que traga uma nova face a uma terra de quezílias por lavouras, mal marcadas e sobretudo por falta de respeito pelo bem de todos: o que se vê aos olhos e se sente nas pernas e braços. Pena é que fique o palácio também rodeado da muralha de betão que por lá se ergue.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

[Prato da Semana] Projectos Idiotas para Cabeceiras de Basto e que não são assim tão idiotas quanto isso: Estes 3 mais

Visto que a participação foi mísera, dou por terminada a iniciativa de vos roubar ideias sobre o que de muito idiota se podia construir por Cabeceiras. Falta de humor à parte, iam ser propostas minhas, além do Basto-Rei ou do Spa para Vacas (proposto pelo Francisco Rodrigues), estas aqui:

  1. o Maglev, combóio de carril magnético, em circuito entre Refojos-Arco de Baúlhe-Cavez-Leiradas-Refojos: em alternativa à Transdev que monopoliza o trasporte público, em massa, pelas freguesias do Concelho e lugares de nomes engraçados.

  2. Estádio Olímpico de Olela-Basto, ali no meiinho, finado o Campo de Morgade e o Desportivo de Arco de Baúlhe, para servir atletas e um clube para o concelho todo. Enorme para umas 80 mil pessoas, tantas quantas devem vir morar para Cabeceiras, se os apartamentos e as casas que se constroem ficarem plenas de gente.

  3. Busteliberne: como Capital Rural das Liberdades, geminada com Amsterdão. A aldeia já tem o nome a soar nórdico, quase escandinavo ou centro-europeu. Faltam só Drogas leves, Red Light Quelho, Liberalismo sexual e de comportamentos, Coffee Tascas, cogumelos e santieiros, e alecrim em vez de tulipas. Isto fácil, dado a enorme comunidade de holandeses na Cabreira, que lhe tomaram casas e parques de campismo, só faltando os canais difíceis de rasgar e inúteis, como igualmente idiotas, até às largas centenas de metros de altitude. Ficava-se então pelo turismo gonne dutch.
Mesmo assim, vai ali para o lado, a votação, a ver qual destes, na vossa opinião, era mais viável que os outros nestes tempos de parca fartura.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Desta raça que m'avergonha

Lido em primeira página, e outras pelo meio, no Jornal de Notícias, corou-me de revolta. Um "militar", pai de família bracarense, com mulher, sogra e filho, de passeata pela Avenida Central de Braga, a arrancar uma outra criança do baloiço, rasgando-lhe o lábio com a queda e a agredir de insultos e ameaças a mãe guineense. Isto perante a morcozidade da Polícia. É esta a tal "superioridade" da raça lusitana.

Populismo Anti-Tabagista

sábado, 20 de outubro de 2007

A Avenida que também sou dela

Uma de ressabiado com tantas freguesias que há, e sem jeito nenhum, O Burro a Pão-de-Ló, no Avenida Central:

Nota de aviso a esta ruma de gente que vem do Avenida Central

É só ler por aí abaixo, tem coisas da terra, boas e más. E pelos cantos, em arquivos mensais, um punhado de grãos de areia em artigos mais ou menos pertinentes, mais ou menos tidos em conta. E fica aqui, para os leitores habituais, o ficheiro tipo podcast do último programa do Trio de Bloggers, comigo, o Samuel e o Pedro no Rádio Clube Português. Foi nesta Segunda, dia 15...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sobre o Novo Estatuto do Jornalista

... e como pode ameaçar os rankings orgulhosos de Portugal, lidos ontem, num artigo pertinente do Samuel Silva no Colina Sagrada. A ser lido também pelos jornalistas, mais ou menos amadores, dos jornais e orgãos da região de Basto e afins, e pelos titulares da verborreia desbragada. Daquela inconsequente e que bem que sabe.

Uma nota à parte, tipo Marcelo, sobre Anónimos e Blogs da Bufaria

Vá, há muito que o queria dizer, mas não se tome como ofensa. O Blog Cabeceiras Sem Censura é já por si o "barrete" - 'tá ali de lado porque a blogosfera escasseia por cá - o autor censura o próprio nome e oculta-se numa capa de bufaria anónima. Não diz nada de construtivo e não faz mais que servir, e da pior maneira, o PSD local e os arautos da má lingua a preço de lojas de 300. Que, como se sabe, pouco tem ganho com esta estratégia diga-se...

Só me irrita é a medrice. E vai daqui a mensagem para os "oprimidos" e potenciais defensores do Estado de Direito e democrático: o pior favor que se pode fazer à liberdade de expressão é alimentá-la de cobardia. Servem mal o país e o concelho onde vivem. Não são novidade, são o mesmo de sempre, lavadeiras de roupa suja de xaile enrolado nas bentas. Tão credíveis como beatas abocanhadoras da vocação dependurada do senhor prior.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Até na liberdade de omitir notícias destas

A Pobreza que entr' Agosto

Hoje basta olhar as capas dos jornais e cheirar cá fora o andamento. Cinco euros por dia. A pobreza não são só mulheres idosas de sacos plásticos, a procissão de caretas e desempregados, os tostões gastos em cafés e bagaços, conversas sem pés nem cabeça. A Pobreza deste país é a juventude que daqui foge, regressada de Verão ou ao fim-de-semana, pelo mesmo de sempre: salários medíocres, pagos como frete, baixos e chorados.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

[Prato da Semana] Projectos Idiotas para Cabeceiras de Basto, e que não seriam assim tão Idiotas quanto isso: O Basto Rei


Não vou pela proposta de outra figura para se lhe erguer os traços ao alto, pelo menos por enquanto, mas há elementos de tradição e natureza bem mais aproveitáveis neste momento. E digo do Monte da Senhora D'Orada, qual Morro do Corcovado sobre Cabeceiras e portanto, a precisar de um Colosso em cima. Estátua essa que passaria por uma ampliação, de 50 metros ou mais, do Basto.

E de lá de cima, qual Miss Liberty em sotaque barrosão, admiraria a paisagem cá em baixo, como guardião e miradouro turístico, quase fálico e portanto imponente e portentoso. Algo vendível e altamente turístico, com benefícios claros para empreendimentos de luxo em Cucana, Passos e Peitimão...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O "Bolo" de Basto

A Desintumescência

Do discurso de ontem do autarca, presidente do PSD, sobrou uma esforçada sessão de sexo tântrico sem climax nem ejaculação. Hora e meia em sêco. E com Zita Seabra logo por baixo, a Vice, tão pouco se esperaria a erecção das massas.

Os Dias da Rádio

Hoje, para quem puder e tiver paciência para me ouvir (a mim, o que muita gente "pensava que era mais inteligiente" do qu'ó que sou), ao Pedro Morgado e ao Samuel Silva, há que sintonizar 92.9 FM da Rádio Clube Português (Edição Minho), pelas 16horas em directo para a região e suas gentes.

domingo, 14 de outubro de 2007

[Prato da Semana] Projectos Idiotas para Cabeceiras de Basto, e que não são assim tão idiotas quanto isso: Spa para Vacas

A proposta é de Francisco Rodrigues. Diz ele que: "das coisas únicas, aí de Cabeceiras é a carne de vaca. Como tal proponho a construção de um jacuzzi anexo ao matadouro municipal, para o vaquedo desfrutar de um spa, com direito a álcool, drogas duras e pesadas em doses bovinas, com o intuito de gozarem em grande, na companhia de bons cobridores, antes de darem a carne a quem irá lucrar, a peso. As vaquinhas merecem."


E é provável que mereçam, visto que os cavalos, tão amados pela minha amiga Gabriela, já dispõem de um largo espaço para correrias e coiçes, tratamento veterinário, no Centro Hípico Municipal (na imagem). Essa que foi obra de grande envergadura e que, aponte-se de dedo em riste, deixou de fora outros ilustres animais da terra como a Vaca Barrosã e o Porco Bísaro.

Mal-a-Farra


Diga-se a altos ventos, porque me irrito com tamanho patrocínio à imbecilidade, em Quintas e Arraias. Não contesto que as entidades públicas, na figura da Cãmara ou empresas municipais, organizem excursões para alegrar velhos e menos velhos. Fará parte das dinâmicas recreativas camarárias num concelho em que muitas das associações vivem emperradas pela subsídio-dependência e continência, pela lei do menor esforço, só para não incomodar muito a pacatez das coisas.

O modelo até já foi exportado para Braga, Terras de Bouro ou Foz Côa. Mas o ridículo e a irresponsabilidade que se vê na BastoTv, com adolescentes (muitos deles abaixo dos 16 por lei) de garrafas de plástico, de litro e meio, a entornar goela abaixo sangria e champorreão, não abona nada as boas, ou as outras, intenções do evento. Cirróticas e negligentes, há montras que se evitavam. E aqui nem a máquina "mediática" soube funcionar.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O Estado Laico em plenas funções

[21:59] Já começou a cantoria, em mais de q'antas linguas, das celebrações de Fátima em pleno horário nobre da Televisão Pública.

All Gore

Al Gore é o exemplo paradigmático do market liberalism americano. Fez da América a sua terra de oportunidades e da luta contra o Aquecimento global, na sua mensagem nobre, o produto para a sua fama e fortuna. Teve o olho. Cobra dinheiro pela mensagem de Paz (um milhão de euros quando esteve cá), ganha influência no mundo e na História. Um Nobel ao oportunismo deste Ambientalismo Pop. Que o Planeta lucre mais que ele.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A 10 dias de comemorar 2 anos d'O Mal Maior


...como feira de S. Miguel e o dia anterior como Noitada, convido os leitores a usarem da imaginação e vontade e a proporem Projectos Idiotas para Cabeceiras de Basto (e que não são assim tão idiotas quanto isso), e Região já agora, para o mail do blogue: malmaior@gmail.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Ministério da Doença e Insanidade Pública

O homem encerra serviços, inclusivé algumas pseudourgências que só alimentam provincianismo lavadeiro. Não contesto. Melhor saúde? Não vejo. Mais médicos, 2000 de fornada ao ano, num país com médicos acima da média europeia? Não me parece. E falo porque me custou a entrar. Só à 4ª!

Não há como nste país com uma dificuldade evidente em garantir médicos suficientes que façam a formação clínica, nos anos clínicos, e muito poucos hospitais com idoneidade, para os alunos da licenciatura e os da especialidade. E que quer o Ministro? Mais uma classe de profissionais em excesso, a granel e desmotivada, como aconteceu com a classe docente?

Não há falta de médicos. Estes estão concentrados que nem Sunquick no litoral. E isto não é puxar brasa à sardinha. É ser coerente. É exigir qualidade e melhor gestão do erário como eu exigo como utente e contribuinte, em IVA, e em IRS daqui a uns tempos. E esta passaria por melhorar os serviços nos hospitais e a sua eficiência, adaptar contratos com os profissionais e aplicar políticas que favorecem distribuição de médicos em igualdade pelo território português. Era acabar com a perversidade do trabalho anfíbio, entre o público e privado, porque público faz-se pouco porque se ganha mal. Era desencorajar e denúniciar os feudos em que se tornaram algumas unidades hospitalares e centros de saúde. Era incentivar o ensino e tutoria clínica, e desemperrar o acesso a algumas especialidades, essas sim elitistas e em falta evidente.

Quanto ao acesso a Medicina, opte-se pelo modelo holandês (lá estou eu). Interessante diga-se, menos incómodo aos infelizes. Este em que um aluno de média 10 pode entrar em Medicina como um aluno de média 19, com menor probabilidade na tombola, mas pode.

É nestas coisas que Correia de Campos se mostra completamente à parte do Serviço Nacional de Saúde na sua tutela.Não tem estratégia que não o corte orçamental cego e insustentável. É um analfabeto na àrea, um ministro que há muito devia ter ficado pela quarentena ou nem ter saído dela.

A ler também, como literatura recomendada: Demagogia, Populismo, Eleitoralismo Fácil e Trágico I e II

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ideias para a Educação em Cabeceiras de Basto: Intercâmbios Europeus nas Escolas

Toda a gente sabe, e eu inclusivé, da vantagem e do enriquecimento pessoal e, ao fim ao cabo, colectivo das experiências além fronteiras. Tive essa oportunidade no contexto de um projecto continuado pela Associação "A Montanha" há anos atrás e também, isoladamente, na recente viagem aos Países Baixos, aka Holanda.

Uma educação com valor acrescentado deve facilitar intercâmbios com outros países, pelos diferentes contextos e pelo desenvolvimento das capacidades de comunicação - inclusivé em inglês e outras línguas - e de aprendizagem. Daí que seria uma óptima e louvável opção financiar, junto das escolas, programas de intercâmbio entre estudantes do concelho e de outros concelhos europeus (quem sabe com perspectivas de geminação).

Sugeria desde já à vereação responsável na Cãmara de Cabeceiras de Basto que, como nas outras autarquias é parte importante na gestão escolar, a criação de uma espécie de "Erasmus para o Ensino Básico e Secundário".

Este não passaria, à partida, por um período de um ano, como o programa europeu para as universidades, mas sim de 2 semanas a 1 mês, em alturas mais relaxadas do ano escolar. A selecção de alunos devia ter em conta o seu desempenho curricular, o seu envolvimento na comunidade (colectividades, p.e.) e/ou outros critérios. O programa deveria previlegiar visitas de estudo a museus e empresas locais de referência, workshops das ciências às artes, fóruns de discussão sobre a Europa, abordagem dos sistemas de educação e saúde locais, actividades de recreio e desporto, funcionamento das instituições políticas, entre outras.

O resultado serão, muito certamente, estudantes mais empenhados, cosmopolitas, com competências mais desenvolvidas e com uma outra noção de participação cívica e do seu lugar na Europa e no Mundo. Em suma, melhores cidadãos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cabeceiras de Basto: Brumas no Futuro?

A obcessão de tornar grande - e o mais rápido possível - um concelho rural de Basto num urbano, estritamente minhoto e do Ave, torna tudo o que se vê em redor um puzzle difícil de encaixar. Os objectivos são portanto estranhos e confusos. Ninguém percebe claramente o que se quer fazer disto para o futuro. Se uma pseudocidade industrial, meca da confecção da Zara e Benetton e do imobiliário sem qualidade, com as suas astronómicas e merceeiras golpadas comerciais, quando em Agosto e em festas grandes do ano, extorque os trocados aos emigrantes clássicos e aos sazonais (na Espanha da construção civil) ou nas urbes dos filhos... Ou se outra coisa qualquer, que dê para mostrar mais a satisfação nos números que na cara das pessoas.

O caminho é deve ser desde já definido e, na minha opinião, no sentido de a fazer como uma pequena "cidade rural", turística e de serviços, motor da região, feita de vilas bonitas, com dinamismo e ligações boas entre estas e com os concelhos vizinhos. E a estratégia envolve várias eixos da vida no concelho.

Antes de mais, a economia concelhia tem de se basear no comércio tradicional típico, qualificado e readaptado às novas realidades, tirando partido da paisagem, dos produtos, gastronomia e das suas bucólicas quintas e rudes, mas belas, aldeias de montanha. No entanto, esta deve proteger o consumidor com regulamentação adequada e com respeito pela concorrência, não se invocando desgraças sempre que uma grande superfície se queira instalar no concelho. A indústria, por outro lado, deve ser compulsivamente retirada dos centros urbanos - como acontece com algumas estações de gasolina, serviços de mecânica, serrações e outras lixeiras de metal a céu aberto - e movidas para a áreas industriais devidamente delimitadas, com bons acessos e com respeito pelas normas ambientais.


Deve haver também uma aposta clara na educação, plural e inovadora com formação profissional, previligeando hotelaria e serviços, em todos os centros escolares com 12º ano obrigatório. Por outro lado a classe política, nas assembleias e executivos, devem insistir na diminuição do peso dos serviços camarários e da dependência burocrática e financeira da mesma, na vida social e económica do concelho. Deve ser estimulada a actividade cultural independente, o mecenato, novos orgãos de comunicação social, a participação cívica e o debate nos projectos de maior importância para o concelho.

Um concelho faz-se num todo. A dependência das vontades e da disponibilidade camarária é um sinal claro de que a Sociedade Civil cabeceirense ainda é muito pouco moderna e europeia. A iniciativa privada não se pode ficar pelas queixas e pela berraria inconsequente nem refém do paternalismo da Câmara. Esta que, como qualquer executivo, deve ter progressivamente um papel moderador e concentrado no bem de todos e na eficiência das necessidades básicas como:

  • educação de qualidade;
  • equipamentos desportivos e culturais articulados com as escolas;
  • saúde comunitária, com envolvimento da comunidade e não como feudo da classe profissional associada;
  • a salubridade;
  • os transportes e nas vias;
  • a regulamentação de zonas comerciais, habitacionais e industriais com fiscalização prevenindo a construção ilegal, sem qualidade e sem respeito pelas normas;
  • defesa instransigente e empenhada do património cultural e arquitectónico, fundamental para a oferta turística e para a identidade de Cabeceiras de Basto.
Mas isto só é possível com assembleias de freguesia e municipais abertas à discussão, com responsabilidade e sem a leviandade dos interesses partidários. E esta passa não só por uma oposição interessada, com ideias e que não esteja concentrada no abate e no achincalhamento pessoal, mas também por uma maioria de suporte ao executivo que seja permeável à opinião, livre e empenhada nos interesses justos dos cidadãos que os elegeram.

Os lugares em democracia não são propriedade privada, exigem respeito pelos eleitores e pelo dinheiro dos contribuintes. E democracia não são ouvidos moucos nem é insulto desbragado, é a noção da construção de uma sociedade onde todos contam. É tempo de se ter Cabeceiras de Basto como o partido de todos.

domingo, 7 de outubro de 2007

Falta de Higiene Mental

Dá-me a sensação de que se a ASAE inspecionasse Arco de Baúlhe, encerrava a vila.

A Avenida que também sou dela

Só para lembrar da Crónica, hoje Ladrões de iPods no Avenida Central.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Desta República


quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pela "discriminalização" positiva

Vê-se no Basto TV, que por cá tenta-se alterar a política de preços da AENOR que, nas suas portagens, extorque dinheiro aos já empobrecidos cabeceirenses, tão esquecidos e ostracizados na sua interioridade. Já defendi há tempos a legitimidade desta posição porquenão havendo justificação para SCUT, haveria sempre para meia-SCUT. É que isto, por aqui, não é o litoral rico e poveiro.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Projectos de Basto e Cavez para além do Coiso: Variante à EN206

Continuando nesta senda e agora que as máquinas desbravam urzes e entranhas ao vaus desde a rotunda da Auto-Estrada a Lameiros para a Variante, vale a a seguinte reflexão: vistas as coisas, e os expositores na Agro-Basto, com os planos de Urbanização das 3 vilas do Concelho de Cabeceiras de Basto é obvia a conclusão que Cavez é a mais prejudicada nos acessos à Auto-Estrada. Mais isolada que nunca, a vila do Padre Barroso, cresce devagar com tanta curva e contra curva, distante que está da dinamia económica. E a paisagem, por muito bonita que seja, torna-se penosa e pesarosa em comparação com as outras.

Daí que seria tempo de ponderar a remodelação da EN2o6 ou, quem sabe, a construção de uma variante à mesma com ligação mais larga a Refojos e a Arco de Baúlhe para acesso ao Nó de Basto. Especificando as opções:

1) uma variante com ligação desde Cavez (centro) à futura Rotunda junto do Parque industrial de Lameiros, pela zona norte da Freguesia de Cavez - Boadela - Águas Santas - Outeirinho - Lameiros. Daí teria ligação à Auto-Estrada pela Variante às EENN 205 e 210 em construção.

2) uma remodelação da EN206 desde a Recta de Cavez(Ribeiro do Arco) com nova ponte sobre a Parada da Ribeira com ligação à Circular Urbana de Arco de Baúlhe (que se espera larga), na zona de Cerca Nova. Ligando depois a Refojos e ao Nó da Auto-estrada pela mesma.

Pode não ser para agora,mas "é preciso ver, ver...".

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Projectos de Basto: Piscina de Arco De Baúlhe


Peço desculpa aos restantes - muitos dos que lhe chamam tanque - mas já o disse várias vezes: que a Piscina Coberta de Arco de Baúlhe é tão grande como muitas urbanas em Braga e Porto. E suficiente digo, mas já não é novo que, por estas bandas, se queiram coisas maiores do que se pode usar. Ficam as pessoas em roupas largas como pitos calçudos. Chega e sobra, e se calhar nem era preciso, mas tem-se e vale que, por muito que tem demorado para abrir, é mais bonita que qualquer outra coberta no concelho e arredores. Faz lembrar o Pavilhão da Utopia...

Como desaparecer completamente

Gosto, e não gosto, desta canção que me lembra a vida como Outono. Cai como folhas. E depois há aquele ruído por trás como maquina de sulfatar enquanto durmo ,depois de almoço, no fresco do quarto durante o Verão. Mas chove entretanto.