sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Uma Região com Cabeceiras... Tronco e Membros
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
O Coito Interrompido
E cá estarei para verificar o desempenho numa área que tenho especial gosto. Entretanto, agradeço os apoios, irónicos ou não, dos habituais visitantes do blog. Parabéns à lista vencedora e desejos de um bom trabalho.
Uma ruma de roupa lavada
Lavagem feita em dias de eleições e antes, não é coisa que faça de bom grado. Pelas 8h30 da noite devo saber de resultados. Valeu o estímulo como vale sempre. Esperam-se dias de trabalho no departamento ou em oposição. Tarefa que não esteja habituado, em ambos os papeis, a bem da saúde sexual e do proveito dela tirado. :)quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Venham outra vez as Máquinas de Escrever e fotografias de rolo
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
A Avenida que também sou dela
Uma extensa crónica ao país retalhado pelos seus Reinos do Meio, numa Avenida Descentralizada.
Quem precisa d'O Mal Maior quando temos o Remisso?
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Cheques-Dentista tipo talões de hipermercado
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
A Cultura é um lugar que não deve ser estranho
[espectro nos restauradores]
.jpg)
de dentro do carro, para fora, vê-se os restauradores em lisboa, em fim de tarde. alguém a correr se confunde no asfalto, na silhueta das fachadas e apêndices urbanos
"Mândria Imprimida"
Numa terra onde arautos da imprensa instalada se mascaram no insulto fácil e anónimo não se pode ficar sossegado com os "hábitos de leitura" que incutem nas pessoas.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
página 161. frase 5.
"Amim sabe perfeitamente que o primeiro-ministro, quando voltar, o vai mandar prender e decide antecipar-se organizando um golpe militar e tomar o poder."
Ébano - Febre Africana
Ryszard Kapuscinski
em resposta ao desafio lançado por Max e reencaminhado pelo Pedro.
Quem precisa de psicólogos quando há endireitas mentais aos magotes por aí?
Comentava eu num post sobre: Contaminação da Imprensa Local (recomendado), no Remisso:
Uma excelente análise(do Marco Gomes). O grande mal da imprensa local é que é feita sem responsabilidade e em total amadorismo. Os pseudojornalistas são, na verdade, opinidores. A solução seria fazer nascer um projecto que congregasse os cada vez mais cabeceirenses formados nas áreas dos media e jornalismo associados a colunas de opinião que abrangessem o espectro político e social do concelho. Na resposta e contra-resposta. E não a pasquimzismo que se vê, feito de alinhados e dissidentes... Agora, também não podes exigir um orgão destes e dizer que não vai resultar de seguida... Cortas logo o mal, ou o bem, pela raíz.- E Manuel diz:
E sim, não sou jornalista nem opinion maker, mas para blogueiro merdoso, nas minhas luas, ainda vou remexendo nas tripas de muita gente, pelos vistos. Não escrevo para o Sol mas vou-me partilhando na Rádio. "Por vezes, intelectual acima da média..." Bem, foi o senhor Manuel que disse. Das outras vezes, certamente que sou "lunático". Mas nesta questão só por desonestidade intelectual (ora cá está) é que não se aceita análise à vista e tão partilhada por todos. O engraçado é que, lido o post, o Marco Gomes faz uma análise bem mais invasiva que a minha mas eu é que sou o demónio em bytes...
E diga-se, sem novidade nenhuma, que este fenómeno de pseudojornalismo orientado não é exclusivo, nem novo em Cabeceiras de Basto. Já vem do tempo dos saudosos (? - sim é ironia...) Fórum Cabeceirense e outros que não me lembra o nome. Há por todo o lado, em Braga inclusivé - terra tão moderna... E por isso, Senhor Manuel:
Não acha que se pode adjectivar de pasquim jornais feitos por gente sem formação na área, amadores, e com uma clara mensagem política, para o arremesso, em muitos dos títulos e cabeçalhos das suas “notícias”?
Haja decoro e, sobretudo, falta de lata...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
"Deita-se abaixo e faz-se um prédio..." poderá ter dito um empreiteiro [actualização]
Receia-se o cimento. Na mais ociosa das hipóteses vai desfazer-se até às ruínas. Não há gostinho nenhum nem quem se queixe. Já o foi assim na Rua de Arco de Baúlhe, antiga rua de estalagens às deligências do séc. XIX, a meio caminho entre cidades do norte, que sofreu 2 ou 3, ou 2 mais 3, rombos de mau gosto... E muitas vezes às mãos dos seus proprietários, arcoenses de tijolo e betão armado... Vai-se assim, com o granito a menos, o gosto que tenho de olhar o Arco e tomar-lhe o ar.
Depois do Dr. Sousa Martins no Campo de Santana vem aí o Dr. Menezes da Rua de São Caetano
Espera-nos então, um país de hipocondríacos à porta do consultório do Dr. Menezes.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Tribunal (com falta de noções) da Relação (Sexual e coisas relacionadas)
A qualidade da cuisine ou da cirurgia passa pelo sabor do repasto ou o tamanho da cicatriz (e o serviço por baixo) que propriamente pela virémia*, reduzida que está com a terapeutica actual. Só a competência pode determinar os vínculos no trabalho.
O Paradoxo de Província em versão amarela
Faço-o com a sensação de quebrado o sigilo entre pares. Debatia-se no Campo de Santana. 4 horas, ou menos, dormidas e 3 dias gastos em não sei o quê, que parecia nada. Horas altas madrugada, manhã e tarde, dentro nesta incubadora de bastonários. Ninho de vespas para alguns: Correia de Campos um deles certamente. Mas aqui, em surpresa geral, no atordoamento do sono, o paradoxo do país: há lista única ao orgão de gestão da ANEM, é a da continuidade, recandidata a presidente perante o aplauso geral, pelo mandato extraordinariamente competente e inovador. Lisboa aplaude mas reclama, na voz de uma das faculdades médicas e à rebelia da outra. Abstem-se na votação porque não tem alunos representados pela capital. De repente, o provincianismo de Elevador da Bica. E aqui dentro, um retrato desfazado de um raro inverso queirosiano: o resto é Portugal e Lisboa a paisagem.O Umbigo dos Outros
domingo, 18 de novembro de 2007
Uma Rua vista ao longe com os dedos
A água de Lisboa constipa
sábado, 17 de novembro de 2007
A Avenida que também sou dela
Fica um hino à Lameira e suas trabalhadoras em A Serra de Outras Rameiras, numa Avenida Central, hoje mais Red Light District que nunca.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Cruz de Lata
Agora diga-se que as instalações provisórias são indignas e desenquadradas. Praticamente coladas à nova biblioteca municipal, um edifício moderno e arejado, parecem paredes de bairro de lata, feias e deprimentes. Nem as novas ambulâncias valem aquilo. Sim, entende-se que têm encontrado alguns entraves ao longo da existência dado jogo político associado, infelizmente. E tocando no assunto do Lar de Idosos, podemos dizer que pouco favorecidos no processo. No entanto, caberia-lhes mexer cordelinhos, estrutura acima, na instituição privada e não andar à espera de favores edis. Tão pouco usar isso como edital à perseguição. Agora também lhes digo que o terreno onde se implantaram é o mais inadequado em dois aspectos:
- Pequeno demais para um lar de idosos, que se quer de rés-do-chão e com um jardim enorme. E não um cortelho sem humanidade.
- Está numa zona saturada de construção onde é necessário um enorme espaço verde de apoio às infrastruturas no local: Piscina Municipal (a futura ao ar livre e a outra ao "ar preso"), Pavilhão Gimnodesportivo e Biblioteca Municipal.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Doutores em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
E que boa imagem de coerência, termos por aí médicos "sem deontologia e ética" e com carteira profissional. Parafraseando José Eduardo Pinto da Costa, e habituados que estamos todos, "o nosso pai é Hipócrates e a nossa mãe... a hipocrisia". Mais madrasta, diria eu.
Do Urbanismo em Cabeceiras de Basto: Falta de Discussão Pública
Vá-se discordar deste ou de outro ensaio de obra ou medida mas tende-se grosseiramente a passar-lhe a vista de igual rasgo pela tangente. Há um autismo adminstrativo que não agrada à nata mais interessada dos cabeceirenses. E que, vista a mesquinhez do arremesso político e da perversidade associada, tende a ter-se como afastada do retrato.
Muito do que se vê em apontamento crítico a posteriori é resultado falta de discussão do que se propõe e da abertura da mesma em alturas devidas. Há desde logo uma desconfiança face aos opinadores como se houvesse interesses particulares primeiros, e de índole partidária logo de rajada, que não os legítimos da causa pública.
Noutras palavras e fazejos, digamos que sempre que se anuncia um projecto ultimamente, não se procura medir a aceitação ou a aplicabilidade do mesmo. Ou com medo de se expôr qualquer denúncia de defeito nos tidos como perfeitos empreendimentos. Ou então porque se julga que não há falhas e está tudo devidamente ponderado.
Assim sendo, e sufrágio popular metido de lado em sessões abertas, as obras feitas, depressa ou devagar, surgem depois como "erros abomináveis", "desproporcionados" ou aquém do que podiam ser e logo sujeitas ao escárnio devido, mesmo que tímido ou pouco explorado pela comunicação social local. E comete-se outro grave erro, não se envolvendo a população logo de início nas mesmas fica logo penhorado o entusiasmo e sua utilização. As pessoas apercebem-nas como estranhas. Filho parido mas tão pouco apercebido em concepção.
E vejam-se obras como o Largo da Serra, Requalificação da Praça da República, Planos de Urbanização das 3 vilas, "Nova Casa do Povo" de Arco de Baúlhe, Requalificações urbanísticas (da Rua Velha ao Quinchoso, Largo de Cavez...), Palácio da Justiça, entre outras que se poderão referir, nunca remetidas a discussão pública, pelo menos que se lhe conheça. E se de algumas já se sabem as polémicas, doutras virão coisas por apontar. A Democracia quer-se participativa e feita ao longo de um mandato, não só por alturas de ida às urnas... Tem sido este um dos grandes erros estratégicos do executivo socialista.
Mas corrigíveis. E era simples simplificar a coisa - passo o agradável pleonasmo - com a disponibilização dos projectos de interesse público em PDF no site da Câmara Municipal e fóruns de discussão com cidadãos devidamente identificados e registados no site camarário, o tal cartão do munícipe ou do cidadão com um chip dentro. Simples para cabeceirenses de coração à distância.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
O Mosqueiro Político de Cabeceiras de Basto
Mede-se a política, do executivo e oposição em Cabeceiras de Basto, pelo número de processos que se põe uns aos outros. Estranha forma de vida democrática, mas é o que se vai tendo por cá. Entendida como tão natural e rotineira que tão pouco se estranha que os protagonistas se mantenham os mesmos há anos.É esta a vida da partidocracia vigente e que tem levado também os partidos da oposição a um estado de morbilidade quase irreversível. Centram-se numa guerra de carácter e não oferecem nenhuma garantia de melhores dias se , por obra e graça do tédio do eleitorado, lhes cairem as rédeas na mão. Não se lhe conhecem posições em pormenor, que não as balelas do costume em discurso vazio, restrito a generalidades e sem côdea que se lhe aproveite. Relíquias como as intervenções de João Sá Nogueira, as tiradas da comissão política presidida por Francisco Magalhães ou do vermelho dúbio, a fugir para o alaranjado, de José Manuel Marques. Aliás, lidos os programas eleitorais destas coligações, em anos anteriores, só nos vamos apercebendo de propostas feitas porque têm de se fazer, sem fio de meada, a cumprir calendário. Fica a impressão de uma oposição que não se afirma categoricamente como pró-activa, empenhada e com um projecto de futuro, com mais objectivos que não os de empregar os filhos dos barões e as suas manias. E assim não é uma alternativa, é um entrave.
Verdade é que há um défice de carisma e de mobilização no espectro político de Cabeceiras, para lá do Partido Socialista. Os seus líderes são fracos, retrógados, secos, cinzentos, inadaptados e, tal como apontam aos socialistas, também pró-aparelho. Além disso não têm visão de futuro, nem se demarcam destes teatros de senado, e portanto, não entusiasmam ninguém e ninguém os vê como capazes de engrenar ciclos de alternância democrática no Concelho. Na guerrinha pessoal que montam saem claramente a perder. Joaquim Barreto pode rir-se de pés à lareira. É como se estivesse em casa e dá-se ao luxo, qual César em Coliseu Romano, de mover o polegar para cima e para baixo e eliminar ou ofuscar politicamente quem quer, dentro e fora do seu partido.
E verdade é que esteja farto destas novelas e deste arrastar de soapopera, da engonha associada. Um zum-zum de moscas. Impaciência talvez, ou mania das grandezas, mas há fome de novos actores e actrizes na democracia por cá. Há uma necessidade de alargar o espectro de confiança dos eleitores e, de uma vez por todas, modernizar a democracia em Cabeceiras de Basto. Sem a perversidade dos favores e do polvo que se monta e que emperra a dinâmica do município. Não me dará muito gosto viver num concelho de gente que se arrasta literalmente nos serviços públicos porque "o tem certinho ao fim do mês", sem entusiasmo, filhos e afilhados destes e dos que virão, reféns do politicamente conveniente. Mais certo vou morar para Óbidos, nas suas casas históricas, de fachadas preservadas e, ao mesmo tempo, amigas da eficência energética e do ambiente. Terra de Futuro portanto....
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Cabeceiras de Basto High!!!
Está tudo In, nada de menos portanto, na edição desta quinzena dos Ecos.
E tendo morrido Manuel Bento há mais de um ano e continua-se por lá a chorar a morte do columbófilo...
O S. Martinho desfeito em quadras e o Guitarrista Neo-Nazi
Viva a iniciativa (de ontem), de louvar que eu também louvo aqui quando as fazem. A Festa do S. Martinho foi municipalizada com as suas vantagens e desvantagens. Ora vem muito mais gente e com o dinheiro de todos os contribuintes, podemos ter melhor exaltação da nossa mui nobre e orgulhosa ruralidade... Uns 20 grupos, quase tantos quanto metade do número das freguesias e associações do concelho, todas muito bem ligadas umas às outras por figuras que se montam no palco como parte dos coros todos. Cantam, na generalidade, com as mesmas músicas e quase as mesmas letras, as quadras esforçadas ao S. Martinho, padroeiro de uma freguesia de arruaceiros e de má-linguantes, eu incluído! Mas há festa com castanha e vinho, embora se tenha deixado o repasto todo para o final da entrega de lembranças, discursos e as modinhas do Quim Barreiros. Que quase faz lembrar em nome outro grande e conhecido nome da representadura política.
Discurso passado e horas altas de final da tarde, vai o povo comer a fêvera e o verde tinto a cair da bica, qual Quinta da Malafaia montada no Arco. E assim me rio de largo espectro, com os dentes todos mais ou menos brancos e cariados, do desfile de gente boa de Basto. Enfeitada ela de garrafões e alegrias, injectada de juventude- e aí se aplaude também a coisa - mas houvessem prémios primeiros, e lá sairiam com cara de cu, umas tantas bentas e de tantas outras freguesias com o "cantémos tão bem e não ganhémos...". Mas antes não ganhar ninguém que ganhar o grupo, de um curso de Jardinagem e Cozinha, salvo erro, com o seu guitarrista de instrumento pintado (clicar na imagem) de não sei quantos escritos e autocolantes, e colado abaixo do cavalete uma cruz suástica. De estranhar na Europa e, não conseguindo imaginar boas intenções budistas por cá, fico a matutar em tentativa de propaganda nazi. Não deverá ser o caso.E fica aqui a minha contribuição, tivesse eu pachorra para me ajuntar ao desfile de cantantes:
Com seu membro vigoroso
Dai-lhes castanhas e vinho (tinha de ser)
E aumenta-lhes mais o gozo.
domingo, 11 de novembro de 2007
Peço desculpa pelo Incómodo, mas o incómodo segue dentro de momentos.
Pauto por humor quando acho que posso parodiar obras feitas em escala absurda, não percebo porque ficam tão sizudos. Não riem também os sérios? E mais, falo com a liberdade que entendo que devo, porque o país e a democracia o deve permitir e é isso mesmo. Mas também pauto por responsabilidade e por exigência, porque sou cidadão e membro eleito de assembleia de freguesia.
O meu blog é aliás um espaço de abertura, sujeito às minhas luas, tenha-nas eu todas ou não. E por aqui me exponho a quem votou ou não nas listas de que fiz parte, e com o orgulho devido. É um serviço que faço a quem não tem de se remeter à concepção acrítica das coisas. E se há "blogueiros sempre atentos" incomodados ou melhor comodados com o que se lhes dá em medida fica pelo tamanho do que fazem de si. Agora, longe estou, porque sou de espírito livre, de me deixar prender pelo politicamente correcto e pela obrigação de protocolo. Não tenho de engolir tudo, nem à esquerda nem à direita. Sempre fui assim e por aqui continuo, gostem ou não.
E que fique claro que nunca recebi pressões de quem quer que seja para não escrever. Há quadros que pintam desta terra que só me fazem rir dos medrosos.
Uma ROMA imperdível
Esta sim digna de Horário Nobre de RTP, ou doutra qualquer. A produção conjunta BBC/HBO é de categoria superior. Torna-a ainda mais obrigatória a cidadãos que se digam como tais. E o enredo tem tudo: intriga política, jogos de poder, arautos, discursos e violência, sociedade viciosa, idolatria e o claro o sexo associado, como meio e fim. Muito no condimento do que foi e é a Humanidade ao longo da História e aqui familar, porque é sobre a construção do império que fundou o Ocidente, nas suas virtudes e defeitos. Exemplos que preduram até agora, de Júlio César, déspota e obreiro amado, a lembrar João Jardim e caciques, ou do César Octaviano Augusto, o primeiro imperador romano, retratado de inteligente e manipulador, fundador de Braga, a Augusta que não a Mesquita.
E toda ela disponível em lugares que a ASAE não chega nem pode chegar.
Ironias de um Novembro'arder
Fica a roupa mais entranhada de fumo por se caminhar lá fora do que se me alapar dentro de um café e antros de tabaco.
sábado, 10 de novembro de 2007
A Avenida que também sou dela
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Notas de Invernia III: Inverno Adiado
Fogo às portas do Campus de Gualtar: O Vídeo
A resposta in motion à foto no Avenida Central.
E porque não um Parque Ecológico e Arqueológico do Crasto?
Era mais correcto chamar-lhe Castro, dada a cerâmica e vestígios por lá encontrados, sugerindo ocupação na idade do ferro, e a fortificação talvez. Levou condimento com o dialecto da terra. Verdade é que já havia quem morasse pelas terras de Baúlhe milhares de anos antes dos romanos lhe tomarem as vias como suas. Sobra agora disso um monte redondo, rodeado de água por grande parte do círculo, como castelo natural erguido sobre os rápidos do Rio Ouro.Ora, ali era um lugar bom para um parque público, florestal e lúdico. Com trilhos para jogging e lugares de descanso para respirar. Juntava-se-lhe um investimento em plantar árvores de várias espécies: carvalhos, ciprestes e sobreiros, outras de folha mais ou menos caduca. Ainda umas mostras arqueológicas organizadas e catalogadas ao ar livre- o que se pudesse encontrar por lá - e uma ponte virada a Pedraça, pedonal e pregada no Lugar de Carrapata. Lindo de se ver e de se passear, a servir estas 2 freguesias, e outras em redor.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
A Reconstrução dos Sonhos (III): os prós e os contras.
Vai tardada porque a vontade de ver acabada a obra o exige. É da necessidade e que por aqui, e no contexto, pouco aguça o engenho. Fora o non sense do que disse até agora. É bom ver tomar nova forma o edifício destruído pelo incêndio de há um par de anos. Outrora Casa do Povo de Arco de Baúlhe e antes mesmo, residência do académico Júlio Henriques, florescente lente de botânica e natural dali, e o primeiro darwinista assumido no Portugal do Séc. XIX. Aliás, há uma estátua e uma alameda erguida ao homem em Coimbra... Por cá, resta-nos a fachada da casa e o retrato aos trambolhões, sempre que a ARCA muda de instalações.Mas vamos ao que interessa, em pontos positivos e negativos:
Positivos:
- Uma Sala de Espectáculos, ainda que com 80 lugares, digna para teatro (com muita tradição por aqui) e conferências, palestras e o que for preciso;
- Diversos espaços para associações locais, com salas para reuniões, arquivos e arrumos, trabalhos, exposições cursos e workshops que se façam por cá.
- Um Gabinete Presidencial digno para o presidente da Junta, a entretanto mais alta figura política da vilazinha, com janela e varanda virada à velha Rua e largo em frente, apesar dos dois monos na esquina da 5 de Outubro (na gíria local, Rua das Caganatas);
- A instalação de serviços ao cidadão, da Câmara ou da Junta, num local central e previlegiado.
- A construção de um campo de jogos no espaço traseiro, de onde foi tirada a foto, com balneário e afins, num local onde na minha opinião devia ser previlegiado um jardim de relvado para actividades ao ar livre, concertos e simples ócio, de estender uma toalha ou uma manta virada ao céu. O futebol de 5 devia estar noutro lugar que não aquele. O jardim até seria uma homenagem ao botânico, dono da casa em anos de 1800 e tais.
- A cedência de um espaço previlegiado, em baixo, ao Desportivo de Arco de Baúlhe, a mais morta instituição da vila, sem pés nem cabeça e completamente desfazada, como todas as outras no concelho, das realidades desportivas e das exigências actuais. Ficavam-se pelo novo Campo de Morgade(?). Não precisavam daquele espaço ali que com certeza vão abandalhar com entulho de caneleiras e botas, roupa a secar e aquele nauseante cheiro a bálsamo.
- A não previsão de um espaço tipo-bar ou café concerto nesse local, que mantivesse o edifício vivo todos os serões, para dinamização e promoção de tertúlias e discussões, ou um simples convívio para a nata cultural e intelectual da vila. Há muitas formas de promover a fixação das pessoas nas suas terras, e muitas delas passam pelas alternativas culturais que se lhe dão. Não pode ser só rancho e sardinha assada.
RTP Evangelho
Pena, que raras são as reportagens em contrário, dos monásticos e priores que abandonaram a castidade para responder ao chamamento divino da procriação, como após o Dilúvio, e a formar famílias. Como as outras que tanto gostam de exigir nos seus cristãos critérios. Só faltava o pivot despedir-se "até logo à noite se Deus quiser", como Fátima Campos Ferreira tanto gosta dizer quando arrasta os contras e os prós noite dentro.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Boa-vontade em preço tabelado...
Vem então, de boa cara virada a mim e a outro colega, com um coro de senhoras por trás em recobro e de penteado burguês - daqueles que não se mexem - uma outra no seu bom vestir católico e conservador, quase tatcheriano, voluntária no hospital. "Que bem, tão novos e de tão grande responsabilidade", diria ela mais ou menos isto, "Espero que olhem os doentes com outra humanidade, que lhes falem e essas coisas, que é de palavras que muitas vezes precisam". Abanei a cabeça de acordo e sorria, claro.
"E que pensam fazer em especialidade?". Respondeu-lhe o meu amigo, mais licenciado que eu, "talvez psiquiatria ou medicina interna, porque são áreas de grande impacto e onde vão parar os casos sociais mais graves, onde o médico pode ser muito interventivo humanamente." "Ui" diz a mulher, "isso não dá dinheiro nenhum..."
sábado, 3 de novembro de 2007
A Avenida que também sou dela
Esta Semana, A Assembleia da Incúria, no sítio do costume e com um pingo de azedo:
"(...) belo Parlamento o nosso então, feito da mais fina-flor de nata, polvilhada de canela como pastel de Belém, do que de melhor temos para oferecer em caras e caretas, oradores e orados. Partidos de cúria na incúria da representatividade da Assembleia da República que, nos membros que a compõe, é tudo menos um espelho de vontades dos portugueses e tão pouco se lhe assemelham na vida regrada. Qual senado romano, funciona de aparências e discutem-se as coisas como garante de direitos por eles adquiridos, tomados por muito trabalho, aparelho acima ou por desígnio de família, boa família diga-se. E muito à margem da obrigação a quem vota neles que, na grande maioria, nem os conhece."
Quando os da montanha não vão à universidade, vai a universidade à montanha.
Os Dias da Rádio em Podcast
Aqui em baixo, o ficheiro sonoro do último programa "Trio de Bloggers" do Rádio Clube Português. Paciência e bom sentido de humor recomenda-se, vão aí para lá de 40 minutos de conversa.












