segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Boas Entradas

Aos meus leitores e amigos, uns mais que outros - leitores claro! Um excelente 2008, feliz e enorme! E tanta pressa tenho que venha, que troquei as torres do mosteiro de SãoMiguel pelas de Santiago de Compostela É que lá deixa-se o ano velho e abraça-se o novo, uma hora mais cedo...

O 2007 dos que partiram



Vídeo com pessoas que, em 2007, se subtraíram fisicamente dos outros que vão ficando, nascendo e procriando, ou nem por isso. Gente das artes, do desporto, da política, do jornalismo, gente passageira, de cá, de lá fora, do Portugal profundo. Anónimos para uns. Importantes e sempre presentes para outros.

Fumai-de e Bobei-de...

Vai em jeito de arauto ou em som trombeteiro de foral régio:

Aproveitai malditos, entre as paredes fumados, fumai por quantas tendes que amanhã ou depois vos aponto se m'o atirardes p'rás bentas. Antes de 1 ou 2, do primeiro mês, fazei-de por borrar a roupa e o boche dos outros, sem amor nenhum que nos dais, porque se o tivesses, da nossa beira saíeis. Dois mil e oito de calendário gregoriano começa a marcha de calabouço. E eu neste exercício de português medieval, que não é, só soa a tal, vos aponto o quão nos tendes fumado no anzol, anos e anos seguidos. Agora fumai lá fora, como eu tenho de estender a roupa quando do convívio venho. Mas aproveitai o revirar do ano, fumai por quantas tendes, e bobei connosco porque eu quando bebo nos vos entorno em cima, a não ser que calhe... Quanto muito, arroto.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Prémios Mal Maior 2007 #3


O Bem Maior de 2007:
O Sim nacional no Referendo à Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.

Polémico o referendo, fracturante talvez. Mas deu noção de um país cada vez menos subjugado às influências de instituições conservadoras e aos arautos de moral colectiva. Um passo enorme também na liberdade e na responsabilidade, pendendo para uma maior participação, autonomia das mulheres e do valor das decisões individuais de cada um. Foi também uma avalanche de participação cívica, com achegas ao que de importante poderão ter os expontâneos aglomerados de gente interessada na revolução da causa e dos assuntos de sociedade. Um abanão também ele no sistema partidário que se julgava como única máquina oleada na mobilização. E de um concelho conservador como Cabeceiras de Basto, salvou-se um empate em Abadim e a vitória do Sim em - imagine-se!- Gondiães...

O Mal Maior de 2007: A excursão laica e socialista, de Cabeceiras de Basto, ao Altis de Fátima.

A 15 de Julho riam-se os pivots de Telejornal, comentadores e o País, do quão estranho era ver gente oriunda 400 km de Lisboa a aplaudir - e muitos sem saber sequer o quê - a vitória do candidato socialista para nas intercalares da capital... O feito revelou as vergonhas dos aparelhos partidários, e o quão insidiosas se vão mostrando as fragilidades dos mesmos. Cabeceiras de Basto ficou mal na fotografia, o País também e o Partido Socialista pior. A gestão local do caso foi má e deu lenha para a então tímida fogueira da oposição. Pecado cometido e obrigatoriamente ponderado. Coisa que, por muita humildade rural que se nos exija, não há provincianismo romântico que perdoe. Foi eleito também um dos 3 acontecimentos negativos do Minho, no Avenida Central.

sábado, 29 de dezembro de 2007

A Avenida que também sou dela

Dou-vos Um Ensaio confuso a um País Confuso, numa Avenida Central em final de Ano, e de boas colheitas:

"Finado o ano e vai com as horas da morte as melhoras da mesma. Em jeito de canto de cisne um pontapé neste país. José Gil é um filósofo português exilado desta teia de aranhiço rectangular, e de Paris, qual médico em telemedicina, traça como ninguém a etiologia e o diagnóstico de um Portugal há muito doente. Se o" Salazarismo foi doença que pôs de rastos o povo português", o que temos, e ressecado o cancro, são metástases a inquinar a democracia dali tirada. E nem a quimioterapia da União Europeia faz milagre perante o caquético sistema político-partidário que vai emagrecendo uns pela engorda de outros."


Prémios Mal Maior 2007 #2

Blogger do Ano: Pedro Morgado

Não é por ser meu colega e amigo. É pela revolução que o seu blogue Avenida Central desencadeou na sua cidade e se alastrou cidades e concelhos vizinhos, do distrito e norte do país. Nunca Mesquita Machado e presidentes de junta se espernearam tanto com a força da sociedade civil bracarense. Pedro Morgado é a cereja em cima do bolo do advento da nova era da Cidade dos Arcebispos: científica, moderna, plural e sobretudo livre. Com 24 anos fez do seu espaço lugar de respeito e admirado por outros de maior-idade e de opinião mais influente. É um cidadão de futuro e um dos melhores produtos da Universidade do Minho. Se Braga e o Norte renascerem nos próximos, certamente que Pedro Morgado tem a mão e o bisturi no milagre.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Prémios Mal Maior 2007 #1

*

Arcoense do Ano:
Armando Duro


O Presidente de Junta de Arco de Baúlhe é, e dado o total estado de letargia da sociedade civil arcoense, a figura mais activa e interessada da Vila. São-lhe conhecidos e reconhecidos os esforços por torná-la atractiva e interessante no meio de um turbilhão de instituições e burgueses locais atacados pela doença do sono. Armando Duro é o único que vai acreditando, esgravatando as boas vontades dos de maior posse e dinheiro para contribuírem para o desenvolvimento da sua freguesia. Conhece os cantos todos à casa, como ninguém, e não lhe falta paixão pelas coisas ainda que se atrapalhe nos discursos. Media conflitos de lavoiras e logradouros, interesses de associações locais em prol de melhores condições para os seus conterrâneos. Mancha-lhe, o ano de 2007, a participação na excursão dos "menos jovens" socialistas a Lisboa, que tanto deu de falar (e mal) do aparelhismo em versão rural. Mas Armando Duro tem dado mais que qualquer um por cá e é o mais optimista de todos. Vai para ele a distinção e merecida.

*Já agora quem me quiser oferecer uma figurinha destas pelo aniversário é só seguir este link


Só para entender o contexto...

«O salazarismo económico está de boa saúde e recomenda-se. A maioria dos grupos económicos prospera à sombra do Estado e depende deste. A rapaziada sai destes grupos para fazer a sua comissão de serviço no Estado e regressa às empresas como se fosse a coisa mais normal do mundo: em Janeiro negoceia-se em nome do Estado uma qualquer concessão e em Fevereiro regressa-se à empresa. Existem, com certeza, contratos entre o Estado e empresas privadas que só por vergonha não têm a mesma assinatura nos dois lados do documento. Promiscuidade já não é a palavra indicada: indecência é a palavra certa.»

Postais do Arco da Velha #3

Faz-se a fiado

Por vezes queixo-me, e não é coisa exclusiva minha, de que um dos maiores entraves ao crescimento e proliferação de PME's (pequenas e médias empresas) é a má tradição portuguesa do fiado e que se sustenta numa justiça perra que dá vantagem aos devedores. Sem dinheiro para as despesas correntes fica a geração de emprego abortada de raiz , a não ser que os empresários dêem o pescoço à banca, esta de instrumentos bem mais poderosos para não lhes ficar à espera da amortização. Nesta guerra, cresce a quantidade de desempregados e o fosso económico...

No contexto, o Estado publica listas de caloteiros - e bem!- como o vendedor de jornais do Campo do Sêco. E nestes editais do fiarada caem também órgãos de poder público, na própria esparrela, como a de ter a câmara municipal do meu concelho, entre muitas outras, por estes ou por mais antigos motivos, por atraso dos fundos e transferências, a não dar o exemplo de bom pagador, a tempo e horas.

Diz que é uma espécie de Hora de Ponta



A Avenida Capitão Elísio de Azevedo é ainda mais estreita perante o grosso do trânsito e da falta de civismo. No carrossel de azelhas, nem os da autoridade se dão por respeito, tão mal que têm o carro estacionado. Fica de beleza, no registo do vídeo, o acender da iluminação de natal.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Sexo Oral

Terra de Abandalho ou o Buraco de Baúlhe

Isto nem com a Alumiação de Natal vai lá...

Como uma pessoa deprimida que não tem cuidado com o seu corpo e a sua cara, Arco de Baúlhe desleixa-se, engorda mal e ganha rugas borratadas. Continuo a chorar o quão é impressionante como igualmente lamentável que se deixem fazer edifícios de betão armado em plena Rua de Arco. Como se podem aprová-los e como é que se podem sequer pensá-los!

A casa que tinha, antes de construído o mamarracho, merecia melhor abordagem e é uma mancha no percurso da arquitecta que desenhou projectos muito agradáveis como a Central de Camionagem de Refojos e a Piscina Municipal de Arco de Baúlhe. Se bem que só fez por ajeitar um rascunho dos empreendedores da coisa. Mas seria preciso fazer um desenho? Bem, não que me queira armar em arquitecto, longe disso, mas era assim que imaginava um outro aproveitamento da casa dos Monteiro:


Nestas áreas históricas não pode haver retorno económico per se, imediato e inconsequente, só porque se comprou um edifício antigo e quer-se rentabilizar ao máximo o investimento. E sobretudo quando iguais erros se cometeram alguns metros abaixo.

É que por este andar, com o abandono e o desprezo pela sua história e marcas, dos edifícios de antigas pensões, casas de família e contrabandistas, Arco de Baúlhe nunca mais será coisa que se aproveite. E para lá caminha graças aos arcoenses com responsabilidade nestes actos criminosos.

Meta-se na cabeça: por este caminho, ao fundo do túnel, há uma vila que não será mais que um subúrbio abandalhado, sujo e deprimente. Para mal de anos de estórias deitados ao rio e para a generalidade do concelho de Cabeceiras de Basto, que perde diversidade na sua paisagem turística e na sua memória...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

[Humor de Natal] Pai Natal vs Jesus: Canções da Época

Isto bem espremidinho é capaz de sair caroço...

Diz André Manuel Pereira, vogal da JSD Cabeceiras, a meio de vários comentários a um post recente (que leu mal pelos vistos):

"se ha alguem que não tem nada contra o arco sou eu!!

Quanto a simpatia pelo arco.. ate tenho alguma...se bem que se o arco desaparecesse tambem não iria sentir grande falta.
Mas quando falo mal do arco falo de cabeceiras ou de outro sitio qualquer...mas que o arco está a ser muito mal conduzido pelas entidades responsaveis, está....e tu como arcoense deverias ser o primeiro a dize-lo....

Quanto a politica da jota te preocupar!!!! nao e so a ti...é a muita mais gente...pois ja não estavam habituados a ver a jsd tao activa..."

É mais um (mau) exemplo Jota, parido do sistema político-partidário português e local... O André que me desculpe o apontamento, porque até me pode dizer que foi algum terrorista que lhe assinou a divagação à rebelia...
***
Mas verdade, é que nunca tive grande simpatia pelas jotas, sejam elas do centro, da esquerda ou da direita, de cima ou de baixo. Na generalidade são nichos de gente vazia com um amor à causa tão racional quanto um super-dragão ou um no name boy. E em terras pequenas, não passam de um exército púbere de defensores de bouças e lavoiras, feudos de família, herdados a uns e a outros. Ensinados de cenoura em frente e viseira nos olhos por outros de dente mais amarelado.

O exemplo cabeceirense é aí também deprimente - perdoem-me que lhes diga assim a alguns dos membros pessoas de quem tenho estima, admiração e boas conversas - porque não são felizes as escolhas e pouca esperança me dão naquilo que vem de seguida. Também porque não lhes percebo utilidade nestes tempos, nem o que de novo trazem para a vida política e democrática... E aqui, a JS está amorfa e parada. A JSD cabeceirense, "activa" como dizem, é um clube inconsequente, tipo Grémio por cima do café da Praça em versão playstation, e tal como a casa mãe, o PSD, com uma visão muito mosteira do concelho...

Tenho dito. Mas felizes eles mais que eu, que a mim me reservam as passas do Algarve com o atrevimento.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

SMS de Natal de Sócrates


"Tenham um Natal Porreiro, pá!"

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Festas Felizes

Desejo a todos os meus estimados e esforçados leitores, um Bom Natal e um 2008 pleno todos os dias, mais alegre e sucedido que a soma de todos os anos passados. :)

[Bosch que me perdoe a heresia, mas para lá das voltas no túmulo, devia gostar do arrojo.]

domingo, 23 de dezembro de 2007

[Humor de Natal] Pai Natal ou Menino Jesus : O Juíz Decide

E um dos melhores sketchs do Herman...

Tabaco Silva

Como tudo que há de importante neste país adiam-se os preparativos e os retoques para os últimos dias, e não são prendas por comprar, é a lei do tabaco.

Algo me diz no ar e na roupa que se vai fazer por esfumada e negligente. Nos cafés e bares vai continuar-se a fumar na brandura dos costumes, como se vende tabaco e bebidas a menores para lá dos avisos na porta e na parede.

Ora aí está um bom assunto para o discurso catarrento do Presidente, em mensagem de Natal ou Ano Novo.

Tímpanos iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

fosse eu delegado de saúde de cabeceiras e mandava encerrar as colunas de som dos dois bares mais frequentados do vilarejo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Quelhos Alumiados de Natal: Oxford Street em Londres




















Enviada pela minha colega e cara amiga: Inês Matos. Sim, "não é bem uma terriola ostracizada"... ;)

A Avenida que também sou dela

Num artigo de blasfémia cheio de espírito de Natal: Um Presépio de Duas Marias, que mais parece uma Parada pela Avenida Central:

Contra qualquer reaccionarismo que se levante, a família é um conceito mais sentimental e ilógico que a burocracia e os requisitos de procriação. E tanto é que S. José foi pai de Jesus Cristo, nascido por estas alturas, e segundo a liturgia sem fazer parte da feitura pelos vistos, nem sequer com direito a consolação de outras vontades para lá das tábuas e dos pregos. Exemplo este sim da família cristã que, na minha ingenuidade, é sobretudo amor e dádiva incondicional e não formatos estandardizados tipo retrato para cumprir a frio. A tal família é um lugar de transmissão de valores, de respeito sobretudo, pelos outros e em essencial pela vida e condição humana, berço de cidadania e laboratório de afectos, e nunca lugar de imposição de conceitos e preconceitos, de alvos ou posições sexuais. É nisso mesmo, nas suas formas diversas, meio de transmissão de amor.

Daqui um abraço especial à Helena e à Teresa e um Bom Natal para elas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

"Dreaming of a White Christmas"


Fantasias de Natal em estados do mississipi ou em casa de Mário Machado...

[Lógicas de Mercado]

[parabólicas da TV Cabo: uma por apartamento. Visão de futuro em pratos de alumínio, ou la o que é...]


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Quelhos Alumiados de Natal: Rua de Arco de Baúlhe

Enviem-me as vossas dos vossos lugarejos e ermidas para o mail ali ao lado, se vos quiserdes publicados. Este que é lugar de Natal interior, desquecido e ostracizado.


Des'Ordem nos Médicos

Quem vê na classe dos Médicos exemplo de dignidade e respeito profissional, pelo doente e pelas questões de democracia, fica ludibriado com 2 acontecimentos estranhamente abafados, talvez pelo contexto de Advento:

  1. Irregularidades nos votos contados, assinados falsamente por outros por correio, e um Bastonário que suspende funções na trapalhada.
  2. E a escandaleira que por aí corre de colegas a Sul copiaram ou fizeram em grupo (!) o exame de acesso à especialidade (coisa p'ra 30 anos) em prejuízo dos que mais a Norte cumpriram as justas normas de conduta. Tirando outros que, pelo país abaixo, beneficiaram de fugas de informação relativamente a questões.
Bons ventos de polvilho para a classe em coisas que num país normal faria assunto. Razão e contexto para o Ministro querer medir e pagar produtividade conforme a quantidade de consultas.
Claro, Hospitais tipo Auto-Europa e doentes em linha de montagem e desmontagem. E aqui, antes fossemos mais considerados pelo patronatos mas pelos feitos coorporativos recentes, não admira o tratamento que nos dão...

Ecos do Leitor

Informa-me um leitor, e agradeço o alerta, que a Basto TV encontra-se em estado de parilisia há uns tempos. Tanscrevo:

"A Bastotv encontra-se desactualizada. Ou não se passou nada na Região de Basto desde o final do mês de Novembro que seja digno de ser notícia. Ou esta morreu à nascença."

Sim, realmente, a montaria ao Javali em Ribeira de Pena está há demasiado tempo em notícia de abertura. Ora, isto é sinal de que estamos mal habituados: já não passamos sem as narrações de Luís Ribeiro - estas que começam a fazer culto entre os espectadores mais assíduos - as derrotas do Desportivo de Arco de Baúlhe a a avaliação ao juízes da partida, ou outras coisas da causa pública. Queremos mais! Venham as câmaras para a rua -as de filmar! - fazer reportagens com a iluminação de Natal, por exemplo. Ou então uma matança do reco, que deve estar na altura. E já que estamos numa de holocausto porcino.

Os Meus Dias da Rádio em Podcast

Fica aqui o ficheiro disponível para auditoria(!?) a quem quiser despender minutos da vida a ouvir 3 blogueiros entre eles eu, o mais enfadonho e enrolador de todos:

Afinal é mais perigoso ser-se blogueiro que segurança na noite do Porto

Recebi este mail nestes dias:

"Meu caro VITOR FOGP

Conhecendo-o como conheço não tenho dúvida de que é mais esperto que o Barra da Costa, mas ele é mais inteligente, muito mais do que v/, porque já o conheço também há 24 anos, desde Braga. Apenas um conselho: ainda a sua mãezinha lhe está a tirar os macacos do nariz debaixo do Arco de Baúlhe e já ele o enrabou...a frio. Ou é isso mesmo que v/ quer?! Olhe que o gajo tem tomates...o que também ajuda, não é?

Com estima

Júlio Barradas"


Não encontrei propósito que não um post de Setembro(!). Portanto não estranhem se algum dia aparecer inconsciente, num quelho, e com um Callipo enfiado algures. Têm sempre endereço para reclamar ou enviar sugestões: jbarra@netcabo.pt

É que o Barradas está a ficar sem ideias mas tem pinta de serial sodomer. Já vem com a mesma receita desde que ameaçou empalar, a temperaturas baixas, um distinto vizinho minhoto, Ademar Santos do Abnóxio... Não há paciência... É verdade, assino por baixo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Vão-se as automotoras vem o Centro de Emprego de Basto em 2008

Tem piada e já gabei o projecto que pelo menos tem, na instituição, a virtude de manter ligados 4 concelhos de uma região que é híbrido paisagístico e cultural do Norte: a Região de Basto. O desemprego será factor de instabilidade social e de pouca fixação de muitos valores que fogem destes lados. Cabe aos responsáveis, com as excelentes condições que lhes proporcionará o espaço, continuar o fomento da empreendedorismo regional. E cabe às outras gentes abrir a mente.

Fica no entanto aqui em imagem grande, para mostrar ao moreio de outras zonas, roubada ao site da Câmara Municipal. Bela obra em tempos modernos e aliando na integração os edifícios da antiga Estação Ferroviária. Um Postal de Futuro desta Região, e para lá do granito.

Os meus dias da Rádio

Hoje regressa, 15 dias depois (da outra vez não o disse) às 16horas no Rádio Clube Português,versão Minho: comigo, o Pedro Morgado e o João Marques . A ver se dão mais caudal ao sinal, é em 92.9, e chega para lá da Lameira até ao vale do Ouro e Tâmega. Vai-se falar de Regionalização, Toural e guerras na Blogosfera de Direita. Uma tertúlia mais malfazeja que a das manhãs da Fátima.

É preciso ter azar

... os pobres dos imigrantes que atracaram no Algarve para além de apanhados pela polícia costeira ainda foi pela do país errado. Era p'ra Espanha. Nem eles, de calças rotas e cheios de fome, nos querem para refazer a vida.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Postais do Arco da Velha #2


Uma vila costeira sem o mar à vista, como alguém sugeriu no postal anterior. Onde estaremos nós na nova reformulação das regiões de turismo? No Norte como um todo talvez, arrabaldezinho merdoso do Porto com uma autoestrada por cima.

Alguém que tenha fotos recentes destes quadros que as envie para o mail do blogue, ali de lado. O gerente agradece.

domingo, 16 de dezembro de 2007

The Smithead ou qualquer coisa dúbia e esquisita junta

Bela mistura de 2 das minhas bandas favoritas, se não "as" duas: Radiohead a interpretarem Headmaster's Ritual dos The Smiths.

Há gente que escreve bem ao domingo na Notícias Magazine

A Fernanda Câncio (resumidamente e sem link para este, mas com casa no Cinco Dias) duvida que estabelecimentos e fumadores cumpram a nova lei em Janeiro porque simplesmente nem se fala dela. E da boa vontade destes, não é de esperar grande coisa. Talvez com o Natal se lembrem dos que não fumam e levam com o entulho todo, e nos dêem a nós esse presentinho... [Apre, quem me dera escrever como ela.] :)

O Dr. Octávio Cunha, também sem link, fala dos desafios da escola nestes tempos e no quão devem preparar os alunos para mais do que simples tarefeiros. Querem-se também interventivos na sociedade e na democracia e empreendedores. Tarefa institucional que deve integrar e educar os pais e gente em redor da escola, na comunidade, no sentido de formar pessoas cada vez mais aptas.

Postais do Arco da Velha #1

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O Tântra de tenra idade

Dizia um colega meu, éramos alunos do 8ºano:

"Aquilo que mais gosto no sexo é quando atingimos o organismo..."

Bowling for Arco de Baúlhe ou a Malha aos exemplos de gestão perniciosa das escolas

De Cabeceiras de Basto: 1143(Vila) e 1252 (Arco de Baúlhe). Estes são os lugares no ranking das Escolas EB2,3 que calharam às duas do Concelho no ano lectivo passado. Nada que nos orgulhe portanto, bem atrás de concelhos como Vieira do Minho, Terras de Bouro e Amares, lugares acima logicamente.


Não seria esta altura, de Natal, para
apontar dedos e até se podia justificar com os habituais condicionantes culturais e económicos de muitas famílias do concelho, mais parideiras e mais limitadas à lavoura, ao coçar-da-túbera e ao mata-bicho... Diriam outros, porque: sem desculpas! - digo eu. Ainda por cima quando são mais que sabidas as excelentes condições físicas que são oferecidas aos professores e alunos em ambas as escolas. Sem par na região em redor, admita-se! E o mais interessante é que as infraestruturas até são melhores em Arco de Baúlhe do que em Refojos, para lá de quaisquer bairrismos parolos.

No entanto, de alguma maneira, as exigências maiores advindas (com piscina, pavilhão gimnodesportivo, transporte escolar, biblioteca municipal e afins...) parecem negligênciadas por um suceder de gestões pouco ambiciosas a que não escapam as mais recentes, eleitas e reeleitas. Falhas que não podem ser descaradamente apontados às autarquias, porque estas têm cumprido a sua função, ao contrário do órgão executivo da EB2,3 de Arco de Baúlhe e agrupamento de escolas associado.

O problema de base é que o actual sistema de eleição da direcção de agrupamento é tudo menos aberto e ponderado. É frágil às perversidades e à diabolização das pessoas, como que mandadas desde o inferno cor-de-rosa para amedrontar o paraíso independente de tanta laranja pendurada em salgueiro sobre lago de patos. Há todo um processo de intriga e jogo político, arremesso e batalhas em surdina, troca de favores e influências, caudal de vénias. E é isso que conta na eleição. Uma incomportável vergonha, porque a exigência de mais e melhor educação fica deitada para segundo plano e com isso as reais obrigações de uma liderança que se quer competente e abertamente escrutinada em prol dos mais interessados: os alunos. Estes, ainda longe da regateirice a que se submetem os pais e, pelos vistos, sem grandes exemplos de cidadania para o futuro.

Face a esta problemática, tão familiar em Cabeceiras de Basto, e em Arco de Baúlhe particularmente porque está para lá virada a reflexão, vejo com bons olhos o que o Primeiro-Ministro quer fazer dos conselhos directivos. Aliás, em muito boa hora, mesmo que tardia, por força da equipa do Ministério da Educação - perdoem-me os talibãs anti-Maria de Lurdes Rodrigues - a melhor de que há memória em tempos de legislatura democrática. E tudo porque quer realmente reformar o Sistema Educativo do País que, tido por todos como uma verdadeira bosta, tão pouco se dignam estes em querer desemerdá-lo.

Segundo a proposta, e lida na generalidade, os conselhos executivos tornam-se acessíveis por concurso a gente qualificada, com um projecto educativo (que se quer ambicioso), gozando de autonomia administrativa e financeira, com maiores responsabilidades na própria dinâmica do contexto comunitário e nos resultados escolares. E isto com um Conselho Colegial que, integrando os pais, professores, autarquias e colectividades locais, tem a obrigação de escrutinar e escolher a melhor proposta. No óbvio do seu papel transparente e inerente de querer o melhor para os seus filhos e para a sua comunidade.

Acaba-se assim com estas gestões de prejuízo, na fisiologia de base e completamente desligada do meio socioeconómico e cultural, a servir, e mal, interesses partidários por debaixo. Porque a responsabilidade das coisas funcionarem mal também será do conselho que a escrutina. E portanto, também este apontado quando for preciso na auditoria do dia-a-dia: na blogosfera por exemplo.

As comunidades devem escolher o melhor gestor da educação dos seus filhos a bem deste país e neste mundo extremamente competitivo, aliando todas as forças vivas locais na eleição e no julgamento da acção educativa. E com responsabilização. É uma questão de exigir resultados a quem os deve apresentar e de uma maneira transparente. De termos também uma educação de qualidade que forme cidadãos de valor acrescentado, com sentido crítico, empreendedores e argamassa de uma democracia madura e sustentável.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Do Tratado de Lisboa Assinado Hoje

... a Dulce Pontes já se reformava. Vai cantar à porta da retrete!

Estou em crer que as vaias ao Primeiro-Ministro foi por não ter posto por lá o André Sardet ou o Tony Carreira. Por mim era o Camané.

Uma Avenida dum Lado ao Outro do Minho, e até Trás-os-Montes, quem sabe Portugal de cima a baixo

A crescente importância dos blogues como alternativa aos meios de comunicação clássicos é um dos mais democráticos feitos paridos da popularização da Internet. Tornaram-se sobretudo instrumentos de intervenção cívica, divulgação de ciência e devaneios pessoais.

O Avenida Central do Pedro Morgado é um exemplo largo disso mesmo mas com cunho de qualidade. Fala de ciência e medicina (o rapaz é médico recém licenciado), fala de sociedade, fala de política, nacional e regional, das artes, do que for preciso, mas fala sobretudo da cidade de Braga. Está aliás, por de trás de uma das maiores regurgitações de participação da cidadania, de bracarenses e anexados, em torno das alternativas aos transportes da cidade. De louvar a iniciativa, devida, ou indevidamente, aproveitada pela comunicação social muitas vezes mais preocupada em copiar (daqui) na secretária, o jornalismo que devia ser feito no terreno e em serviço das pessoas e das instituições de todos.

É uma espécie de blogue modelo, pão nosso de cada dia. Vou lá eu mais certinho que à missa - a minha mãe que me perdoe. Tem por lá de tudo, mais que no Oliveira das Fazendas: a participação dos leitores, gente conhecida da praça portuguesa mais ensolarada, tem discussão e tem o olho e a boca de gente simples, e até dos gabinetes da edilidade de Braga. Eu até dou lá uma perninha aos Sábados. Não escapam, bispos, arcebispos, liberais ou nacionalistas, conservadores ou ressabiados da comuna de Lisboa.

Por estas e por outras, não surpreende o Avenida Central nomeado em mais de quantos prémios ao 5º Poder, ou que lhe em citação e conselho por parte de gente maior da Blogosfera.

Qual Diário ou Correio do Minho, qual quê? O Avenida Central é o meio de comunicação social (como lhe chamou alguém antes) mais importante e dinâmico da Cidade de Braga, e quiçá, da Região. Um dos melhores contributos para o acordar das cabeças por aqui. Para mostrar a importância da intervenção e participação dos eleitores nas questões da sua polis para além do descarregar do voto. Os minhotos menos conformados do Minho profundo também agradecem.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Vê Você Vida Selvagem, e também lixada para os aracnídeos


Tínhamos num canto do quarto de banho, montada uma teia e uma aranha de plantão - falo antes por mim - a vigiar-nos as higienes e intimidades. Sempre achei esquisito o sítio para se montar estaminé. Era como abrir loja no cimo da Sr.a da Orada.

Hoje descobri lá um emaranhado de patas secas... Ou morreu, ou abriu loja noutro lugar de maior freguesia e deixou o couro da hipoteca, para pagar ao banco...

Participação cívica em medida grande: daqui debaixo até à Lua

Os meus amigos do Café Toural abordaram a temática dos 5 Projectos para Guimarães da melhor maneira e com o humor devido. Há por lá direito a isso. Em vez de umas torrinhas querem umas torronas e em vez de um metrinho querem um metrão, quase TGV. Isto é a tal esplanada de lunáticos onde me gosto de sentar por vezes. E desculpem-me os outros de pés sempre assentes na terra: vejam lá não enterrem a cabeça...

Polícias e ASAE sem as costas quentes, pois é....

O Presidente da Câmara do Porto esteve bem quando falou, mesmo que esteja mal quando às vezes se cala demasiado. Mais certinho que quando fala de cultura ou mal do clube maior da cidade, que não é bem o do cachecol que uso quando posso.

A justiça perra do País é a maior causa à falta de autoridade do Estado de Direito e da sua polícia. Seria mais ou menos isto que disse. Bem patente e já visto que não ajuda nada à segurança das ruas em que passeamos e na comida que comemos. A própria ASAE vai perdendo a tusa com os processos por resolver, que se vão acumulando nos tribunais. Não tarda nada e os cozinheiros voltam a cuspir no prato e a fazer cabidela com o próprio sangue. Quem sabe se poderá voltar a vestir D&G ou Lacoste na tenda do cigano, por fruto da falta de força dos Inspectores ao cumprimento das regras comunitárias. Mesmo no exagero pindérico das castanhas assadas e metidas em papel próprio e higiénico, ou das bolas de Berlim vendidas em correria pela praia com os inspecção a correr atrás, como disse um'altura a Helena Matos... País do 8 e do 80.

Palmas de ânimo daqui ao meu amigo Martinho...



... internado no hospital de S. Marcos e operado de urgência à maldita ursa que tinha metida no estômago. E julgavam os biólogos deste país que os ursídeos foram todos encostados aos Pirinéus da península. Enganados, porque procuraram mal. Na sexta abateram uma na barriga do Martinho.

Vá rapaz! Ânimo, para além dos canos metidos no corpo. Ele virão dias melhores, sem ursas a raspar-te as paredes do estômago à procura de mel. Tanto é que de castigo levou com um enxame de abelhas ou vespas, conforme a imagem que temos dos cirurgiões, vestidos de azul ou verde (também nunca soube...) asséptico! E desculpa ainda não ter passado por aí. Para além de amigo também sou um pouco preguiçoso. E ando um bocadinho cheio de hospital.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E cresce a Blogosfera de Basto

Aconselhado por desígnio da conterraniedade. E não só. Brandas e Inverneiras. É do Arco!! ...e do Norte/Galiza. Bem-vindo, TZ.

Deste Porto

... ressentido, ressabiado. Sem lei e cinza como uma Chicago dos anos 30. Talvez não seja mas parece o exemplo empírico, do engodo ao crime: regiões envoltas em depressão económica, onde valem as lutas pelo dinheiro que sobra e da pior maneira. Onde o Estado de Direito se desculpa na falta de Ordem com mais polícia, pelas poucas oportunidades que possiblita.

Num Porto Riberinho Perto de Si


Que outras diferenças para além do trema e gerúndio?




Uzis, Bombas e Caçadeiras de Canos Cerrados

Ou muito me engano ou à beira da Máfia da Noite, a polícia portuguesa dispara a pistolas d'água.

Nem Marante, nem Graciano Saga nem nem nem nem...

O verdadeiro hino à desgraceira humana em redor do chisco. E em tempos de Advento...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Questões à Velha pela Nova Lei das Autarquias


Fora eu já ter defendido que as paróquias políticas deviam ser em muito menor número. Os presidentes de junta, segundo a nova lei, já não têm lugar sentado na assembleia municipal. E ainda bem. É que ficados assim, no caso de um concelhos com 89 freguesias (Barcelos na imagem), ou outras de menor número mas em exagero, de que valia eleger deputados municipais?


Há bens que vêm por mal?


O Marco Gomes diz tudo e mostra a Evidência de uma SCUT em Cabeceiras de Basto. Não devia ser paga por esta zona e portanto nem daqui até Vila Pouca de Aguiar. Mas antes uma auto-estrada que nenhuma, dirão.

Pensamentos que me tento em roubar

"Reservo-me o direito à incoerência, sem a qual qualquer pessoa se torna ou doida ou insuportável."

sábado, 8 de dezembro de 2007

;


Nunca como hoje, me senti tão orfão como arcoense, cabeceirense, cidadão e amante do pensamento, das artes e liberdades humanas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Por motivos profissionais de pendor mais pesado...

... está o autor e o blogue letárgico, quase comatoso*. Mas regressará dos mortos, ou dos meio-vivos, proximamente com aquilo que os meus caros leitores tanto gostam neste cantinho de misérias.

*


Em seguida temas em foco,como prendas do autor, em jeito de Natal e festas de um lado ao outro de Dezembro:
  • O Plano de Urbanização de Arco de Baúlhe ao Pormenor
  • A Deseducação Sexual
  • O pródromo da eleição d'Os Grandes Cabeceirenses em conjunto com o blogue Remisso.
  • O Natal pelas Aldeias: Fotos de Quelhos Engalanados
(e muito, muito mais....)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Plano de Urbanização de Arco de Baúlhe aprovado!!!




Falta agora só a boa vontade e o empenho de autarquias, mas sobretudo nós arcoenses, para fazermos desta terra, no meio do Norte, uma pequena cidade à imagem daquilo que muitas vezes julgamos dela.

Káká kakaka kaka...

Terá rido o jogador brasileiro depois de galardoado com a bola d'ouro...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Por qué no me callo?

Percebo pouco de política internacional, mas até há pouco tempo comprava o Courrier todas as semanas. Aliás, no próximo mês, passa de semanário a revista mensal. Recomenda-se a quem vive mais isolado do mundo que no tempo do Oliveira Salazar. E dá várias alternativas ao assunto de conversa no café, sempre que se quiser tornar-lhe a mesa uma espécie de Quadratura do Ciclo.


Isto, e dobrado o paleio em coisas de sovaco, só para dizer que a derrota de Chávez só nos deu garantia que as eleições por lá, afinal, eram livres. E que d'alguma maneira lá foi parar o homem, e não por obra e graça da Santíssima Trindade, tanto é que a Igreja estava metida fora. Custa a muitos, a mim inclusivé, que se amordace a liberdade de expressão e de sair à rua como se queira, mas líderes como Chavez, Evo Morales ou o outro da Nicarágua que não me lembra o nome, fazem o sentido e têm a sua lógica natural em países de extrema pobreza e de abudantes recursos naturais entregues a meia dúzia. Sem a tal paz social. E por fruto da ilógica ocidental do liberalismo económico a todo o custo e cego ao longe, amaciado pelos postais. Sobretudo o de influência norteamericama, que continua a olhar os países sul-americanos como meras fazendas gigantes de petróleo e bananas.

domingo, 2 de dezembro de 2007

O Hospitalzinho de Aldeia, versão 4 rodas e umas poucas de portas

Cabeceiras de Basto já tem Ambulância do INEM. Ora, ficará mais fácil, a muita gente doentinha desta terra, ir mostrar as "análzes durgênça ao médico, pa mas ver" ou ir "tomar o soro", qual elixir da jumentude engarrafado e pregado na veia.


Pois é, mas cura muita dor de perna e de cabeça, doença ruim, chata como calo e que não podia ser deixada para horário de expediente. É que esse mesmo já está preenchido dos clientes habituais... E julgávamos nós que os centros de convívio e lazer fossem aliviar a afluência tão caudalosa ao consultório. Infelizmente, não há milagres de eficiência, que cavaquinho e rabeca os consiga fazer.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Laços em Lisboa

Bela foto, esta de Nacho Doce da Reuters, que roubei ao Público.

Feriado à Restauração da Independência: de quê afinal?

Nunca em tempos como este, de Zara e Santander, fronteiras abertas, museus e ruas invadidos por espanhóis, hospitais falados em galego e catalão, trolhas levados daqui para Castela e Leão, empresários e políticos para lá da raia mais interessados em nós que nós mesmos, surge tão ridícula a comemoração, burocrática que seja, de acontecimento tão descontextualizado.
E sobretudo quando foi entregue o País aos de Bragança, Casa Real do piorio, súbdita de ingleses e incutidora da mentalidade do "compro tudo feito", manufactura e produtos de ciência, e que desde ali nos emperraram para uns bons séculos de perguiça.
Vale que ninguém dá por ela. Só se queixam hoje de ter calhado num Sábado, sinal que calha o outro a seguir. Talvez se pudesse celebrar a independência da Língua, coisa que por lá não a têm como a nossa, e que nos valerá a sobrevivência num acordo ortográfico com o Brasil. País de maior força e tamanho no mundo, para impedir a ameaça de extinção de que se queixam já emigrantes dos Estados Unidos à Alemanha.

A Avenida que também sou dela

O meu texto pintado para hoje, no Avenida Central, em Braga, a Cultura e a "SIDA na comida":
"E dedicada está a crónica hoje, porque é dia, ao que o turbilhão de artes trouxe junto, pregado nas glandes e mucosas de muita gente, ou então embebido nas agulhas. O vírus de uma doença pior que a tísica e que, por obra ou desgraça divina, nos levou António, mas que lhe poupou a criação e o que restou dela. Comida e recozida por quantos artistas nasceram depois dele, ou ainda nas fraldas, já ele arrefecia mortalhado. A mesma ignorância e o medo, por tantos que caíam na cama magros, espintalados de roxo e com bolor na língua, calaram Braga e os desvairados nos anos que se seguiram. E clamparam a torrente e a criação. Embrulharam o país e a cidade num estado acrítico com o avançar do betão na paisagem e do betume na alma. Deram paz a um governo de figuras de mão-de-ferro, messias de prédios como colmeias, umas em cima de outras, e vias feitas por meia-medida, capitalismo conservador em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."