sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
[o horror a preto e branco]
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
It's all about the money
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
[altar das obras]
Laranja Verylight
domingo, 24 de fevereiro de 2008
As Ruínas do Império Roby
No Arco, há pelo menos 2 casas: do Arrabalde (foto à esquerda e em baixo) e de Cimo-de-Vila (em cima); entregues aos elementos naturais e às perversidades humanas - esta última, ardida há uns meses, sem causa aparente, tão estranhamente a meio de uma enxurrada de água. E entre elas, uns hectares (talvez, porque tão pouco sei de medidas em larga escala, e raramente falo em anos-luz de terreno), com uma Escola EB 2-3 pelo meio, uma piscina municioal, uma biblioteca, gimnodesportivo e um amontoado de zinco que serve sede da Cruz Vermelha.As casas entretanto, caem aos bocados, e a memória com elas. Estão subaproveitadas, deitadas ao desleixe e não há quem lhes deite mão. Boa mão, sublinhe-se, porque se o Estado não tem direito de obrigar as pessoas deste país a cuidar do lhes calhou na rifa, grande parte delas com um porta-misérias de bolso, tem de pelo menos o dever de facilitar e proteger a sua História da erosão e do lucro. E nem tudo o que se ergue novo é obra, e muito tem de ambientalista (re)aproveitar o que o tempo nos foi deixando no caminho.
As casas aliás, são da pertença da Família Roby, ligada a um punhado de tantas outras em Braga inclusivé (e perdoar-me-ão o lapso pois afirmo de memória) a Casa de Ínfias, junto do Liceu de Sá de Miranda e de grande beleza, porque entretanto foi restaurada. Isto, apesar do arvoredo de betão armado, dos muitos blocos de apartamentos construídos em redor, para não falar nas leiras da quinta cortadas em mais de quantos nós e feitios pela circular de Braga. Obras que, na puberdade da pintelheira urbana bracarense dos últimos anos, salvou-lhes a fidalguia de uma total decadência, típica da desamparada aristocracia portuguesa. Destes que poucos sobraram - e se calhar até muitos... - para a vida social e política do País. (E não é que entre eles temos Pedro Bacelar Vasconcelos de foto e texto dignos de espreitadela na NS (do JN) deste Sábado.)Dos irmãos Roby, os recentes, e não os que calcorrearam a África Portuguesa de um lado ao outro, nem tão pouco (que eu saiba pelo menos) o outro que desflorou a vida e o escrito a muita menina de boa família, lá vão vendendo às postas, bocados de terreno, a uns e a outros, à Câmara de Cabeceiras de Basto, para mais uma obra, um alargamento de via. Mas entretanto cai-lhes a pintura das paredes, as pedras e as telhas, a madeira e o esqueleto das casas e com isto muito boa parte da memória, no seu património arquitectónico com alguns interessantes pormenores, e potenciais postais turísticos da vila cada vez mais dormitório e pachorrenta.
Gordura é formosura
Morrissey - You're The One For Me, Fatty
Decididamente, uma canção contra-indicada para campanha contra a obesidade, mas certamente em prole da auto-estima da gente de medidas largas.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
A Avenida que também sou dela
O Casamento como Medida de Saúde Pública, quem diria? Digo eu no Avenida Central, onde faço o meu registo de civismo aos Sábados:
O Mal Maior no Papel
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Do Novo Paradigma de Saúde Comunitária
Basicamente, e em linguagem de corridinho, é um aglomerado espontâneo de profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e gente da secretaria em torno de objectivos propostos e devidamente acordados com o Ministério da Saúde, nas suas delegações regionais, tendo em vista o cumprimento de determinados ganhos em saúde com os doentes sob alçada e consequentemente na saúde comunitária. No funcionamento em equipa, todos com igual voto na matéria, nas estratégias, na responsabilidade, nos direitos e deveres, na formação contínua e na avaliação. Coisa moderna e blasfema num sistema paternalista, centralizado mas que é bom exemplo do que a autonomia oferece quando bem remunerada e regulamentada. E nos salários está parte do âmago. Estes profissionais numa USF ganham sensivelmente o dobro do que num Centro de Saúde convencional, mas oferecem-se de bandeja à causa pública.
E se calhar, vai aí a diferença entre o que deve compensar o Estado quando os seus trabalhadores se lhe entregam de alma e coração e os que, sempre renitentes a reformas, continuam agarrados ao pote sujo e redondo da promiscuidade entre público e privado.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
O Verdadeiro (4º) Poder
Anónimo
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
O Carvalhal, o Rato e o Mosteiro ao Fundo
Aliás, toda a Área até lá em baixo, onde se calça o edifício da Junta de Freguesia é para inscrever na História do concelho: aquelas pequenas casas, uma de amarelo e azul (cores da vila), a outra encostada, mais um punhado de casas ao fundo são bonitas, antigas e carregadas de acontecimento. Numa delas, discursou Bento de Azevedo à varanda, deputado à assembleia constituinte de 75, também António Teixeira de Carvalho nos seus 20 e poucos. O PREC, a Revolução e a Reacção.Recebeu o Lugar retornados, nas tais casas pré-feitas que entretanto foram abaixo, recebeu gerações de crianças, umas ficadas outras idas.
Com o Plano de Urbanização aprovado, que não se repitam erros. E mesmo que se liberalize a construção que se dê atenção às exigências, e aos abusos, que se façam respeitar os critérios. E ali que se preserve e salvaguarde o património que vai escasseando no Arco, tantos são os atentados. Que se requalifique de urgência o espaço, que não se faça construção desenfreada. Sinceramente, desta, preferia pouca.
O Minho Arrastado
O Daniel Oliveira arrastou o Café Toural, blogue daqueles muito bons, de Guimarães. Ergueu-o a Blogue da Semana com a sua traineira de esquerda! Hurray para ele! É que fomos todos, do verde Minho, de Fão a Baúlhe (EN205) levados e promovidos. É que Portugal não é só Lisboa e Boadela, Boadela - Pedraça...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A Avenida que também sou dela
Um exercício de estilo esquizofrénico, um Salazaróide Paranóide na Avenida de Braga e do General Gomes da Costa:
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Talvez interesse ao PP espanhol que a Igreja se manifeste contra o PSOE
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
O Inverso do Bucólico
Ora, aí se poderá questionar modelos de desenvolvimento, baseados neste consumo público e privado sem aparentes limites. E talvez aqui parte da minha objecção ao crescimento desenfreado de Cabeceiras de Basto, porque não tem aparentes moldes locais que a sustentem. A ostentação ali vivida, e para fracos ordenados e parcas formações, está pendente do sacrifício de quem cede dias da semana ao trabalho em Espanha e à dívida, em juros abaixo e acima. E para isso ainda não se vê solução. Há antes este terrível e angustiante estado de permanente exigência pelo supérfluo e pelo visível aos outros, em prejuízo de um verdadeiro bem-estar interior e savoir-vivre. E nisto, o Bucos Bucólico é ironicamente uma miragem desde já na actual realidade social cabeceirense, rendida ao rurbanismo parolo, betonado e completamente arrasador da alma. Com menos da tal paisagem terapêutica. Um desassossego.terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Do pseudoJornalismo de Basto Bosta
Já vai tarde a reflexão e em Quaresma, tempo de contenção na carne, mas tão pouco vou fazendo caso. O pseudojornalismo que se faz em Cabeceiras de Basto - já o disse, ainda que a quente - é do piorio, na base do ódio e roça a escatologia escrita: notícias como artigos de opinião, arautos a inimigos externos, exaltação a coisas que não são mais que as devidas em democracia.O Ecos de Basto - que me perdoem os redactores metidos dentro, alguns deles do meu trato - pecou por insistir no jogo do insulto, ainda que mascarado por rodeios de língua, bem exemplificado pela pseudonotícia com uma manchete claramente ressabiada: "Miguel Teixeira Retrata-se." A mesma é vergonhosa, indigna e dá um panorama da mesquinhice do que se vai fazendo em papel imprimido. Uma total baixeza e que não abona a redacção do jornal da ADIB, mesmo depois de absolvida pelo tribunal de Guimarães. E ainda que do outro lado se alimente a guerra entrincheirada, no tiro e no contra-tiro, em catapultas de calúnia enfeitada. Jornais destes não servem a Democracia, nem aqui nem em lado nenhum. Mais valia se assumirem politicamente de uma vez por todas, como o Jornal O Benfica, Acção Socialista, O Avante ou O Povo Livre.
Com tanta boa gente formadinha por aí, em jornalismo e ciência da comunicação, esperava-se um verdadeira imprensa por estas bandas: Imparcial, de investigação, com manchetes sóbrias, colunistas devidamente assumidos, em contraditório; não esta bebedeira. E há gente ida, que agora se nota a falta que faz. Sem a responsabilidade e a circunspecção devida, tão pouco se pode esperar melhores dias da desenvoltura destas questões da imprensa.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
[a ciência da gramática]
se coitado vier de coito, dizer "coitado, está fodido" é pleonasmo
Obama nas Alturas II
sábado, 9 de fevereiro de 2008
A Avenida que também sou dela
"Quando os meios de comunicação - e é cliché - são essenciais numa Economia de Mercado e numa Democracia: como fomentadores da actividade económica, no apelo da publicidade com todos os seus convenientes e inconvenientes, e também da actividade cultural, da promoção de lugares e pessoas, imprescindíveis das dinâmicas democráticas, do debate e da própria triagem política e social; torna-se imperativo questionar o que audiovisual tem feito pelo deprimido Portugal para lá da Capital. Ora, neste país feito à imagem da linha de Cascais e do Colégio da Barra, toda a sua diversidade e potencialidade parecem definhar. Neste sentido, e a não ser que a caixa mágica tenha a mesma liberdade de emancipação regional que têm os jornais e as rádios, o Norte - como outras regiões do País na masmorra do modelo administrativo actual - fica refém de ditadores da programação lisboeta e sem este instrumento, altamente eficaz, para o seu desenvolvimento.[ler mais]"
Fosse o blogue cotado na Bolsa e rendia por acção mais que a Altri ou o BES
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Capela Casa Mortuária
A crítica no Corso de Carnaval arcoense vale porque já vai penosa a espera. Compreende-se: é coisa da Saúde Pública e da dignidade. Mas tem gralha a baforada.... Sendo o Estado laico, na pessoa da Câmara Municipal/Junta de Freguesia, quem vai construir o espaço para velório, este não pode ser uma capela, cristã, com cruzes em cima. É, quanto muito, uma Casa Mortuária: local neutro, quanto muito versátil, sem cruzes ou estrelas de David, crescentes ou minaretes permanentes. Só transformado por vontade da família e em respeito ao finado.Porque senão contrariar-se-ia o princípio secular do Estado Português. E portanto, não se admite que o dinheiro dos contribuintes, muitos deles são doutras religiões ou de nenhuma, financie um local de culto religioso católico. O Estado não é confraria da Igreja.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
O Arco do Entrudo [neste blogue que faz a vezes à Basto Tv]
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Os Avais da Carne
Mas esta época é de dar o corpo ao manifesto, por dentro e por fora, em carnavais e festas do fumeiro. E neste fim-de-semana terminado - acaba hoje - temos Feira do Fumeiro em Cabeceiras de Basto . E só me pergunto se será permitido fumar lá dentro... Enfim, tanta redundância para vos avisar também, leitores de perto e de longe, do Corso Carnavalesto em Arco de Baúlhe, qual Veneza metida dentro - perdão, Madeira ou Rio de Janeiro - porque a julgar pelos critérios de avaliação convém mais despir-se que vestir-se, em biquinis e lantejoulas, porque me parece que há muito deixou de ser Entrudo, esse sim é Português e o resto é cópia barata. Haja pelo menos, "alegria e movimento", mesmo com pele de galinha. São 1000 euros!
Qual Júlio Machado Vaz, qual Allen Gomes ou Marta Crawford
A lição do Tio Andy ao sobrinho Shane, sobre técnicas assépticas de masturbação.
Na Série Weeds.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Um Alerta para a Doença Mental
Destas doenças salientam-se na campanha: Depressão, a Perturbação de Pânico e a Esquizofrenia, para quem não a acha de grande importância, diga-se que atinge 1 em cada 100 portugueses.
No site até se pode encontrar a primeira canção: "Pertencer" dos Xutos e Pontapés+ OIOAI; das outras que surgirão de um conjunto de duetos imprevistos de boas bandas e artistas a solo, Unidos Para Ajudar - UPA.
O sofrimento mental e o seu teor incapacitante exige o apontamento. À vossa atenção. ;)
A Avenida que também sou dela
"(...)Em alturas de comemoração do Regicídio de 1908, com lenços negros ou em foguetes, cabe então também pensar que 3ª República é esta. Não a contesto como modelo de Regime, tanto é que rejeito a monarquia como qualquer outro que se assemelhe, em Cuba ou na Coreia, pelo seu simples princípio de que a rege de um Estado está inscrita num código genético. Mas no dado momento, tanto nos vale um Rei como um mentiroso. Nestas coisas da democracia e da política é tudo uma questão de modas, e neste país mais do que noutro qualquer.
A marca mais evidente desta República, da IIIª, e que ficará encravada nos pergaminhos da História assim que finada, é o seu sistema-politico partidário confuso e sobreponente, em nada inovador e sem uma definição clara entre os partidos, em que a luta é agora e em todo o espectro sobre quem domina na crista da onda da opinião. Quase que como dantes. E deste Portugal político, em que só tem carreira quem for conivente com o mal instalado, só se pode esperar a morte do regime por doença prolongada."[ler mais]
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Rei Morto, Fantasma Posto
Não compreendo a relutância de alguns partidos, senão todos à esquerda e no meio, em aprovarem um voto de pesar por um Chefe de Estado que foi morto de forma violenta no exercício do cargo, mesmo que pertencendo à História e na distância da mesma, por muito que se conteste o mandato e a dinastia ou a Rege. Enfim, um contra-senso se atendermos à aura pacifista de alguns deles, em lenços palestinianos - e nisso me associo.Também não se compreende porque não apontaram pelo menos, em coisa devida, um momento histórico fulcral e sem precedentes para a Implantação da República. De resto nem vale a pena apontar: o Bloco de Esquerda até já acalmava as suas "crianças" de exaltar assassinos, quando há formas não violentas e humanas de mudar as coisas. Depois, não admira que se ruborizem as bochechas de Louçã quando as tem de defender, em rotundas de verborreia, nas entrevistas com Mário Crespo...
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