sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

[o horror a preto e branco]


Um dos 7 horrores eleitos, suavizado pelo preto e branco, mas a erguer-se por detrás de um quinhão de troncos de madeira, marca da maior indústria local e que faz de Arco de Baúlhe uma espécie de Twin Peaks do Minho. Pena é que este não seja propriamente um feliz cartaz de boas-vindas a quem entra na vila por estes lados.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

It's all about the money

já foi na Segunda à noite, mas vai agora - que se lixe: professores e ministra do respectivo na guerra de palavras mas pouco mais se ressalva de uma classe, também ela, a pensar com os eurónios e sem nenhuma vontade em fazer reformar um sistema de ensino, que além de ser dos mais caros da europa por cabeça, é o mais ineficiente de todos. e não admira que tão pouco se os viu mobilizar em revolta em defesa disso. e aqui, a ministra não é parte do defeito. mas percebe-se, vai antes no pão para a boca, é do preço do trigo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

[altar das obras]


Em Arco de Baúlhe, a Igreja de São Martinho ergue-se sobre um pequeno morro e dali vista-se o vale do Tâmega e do Ouro, a Cabreira, a Maçã e o Marão. Em redor, em baixo, parte do estaleiro de obras montado para a Variante em construção. Um cenário, ainda que temporariamente, desbotado. Dizem que finadas as obras, vai nascer um bairro por ali. E com isso o perpetuar da nódoa de uma zona que devia ser verde e dos cidadãos.

Laranja Verylight

Não admira, visto da bancada. Menezes faz política como Fernando Madureira faz cantoria ao F.C.Porto, até no lustro a Pinto da Costa. E do Líder do PSD não se poderia esperar mais que pactos de regime e leis desfeitos, com a mesma clubite ressabiada de uma claque em carruagens vandalizadas, sempre que perde os derbies com o rival.

HOJE: Café Blogue

domingo, 24 de fevereiro de 2008

As Ruínas do Império Roby


Arco de Baúlhe não tem uma Quinta do Mosteiro, com largas parcelas de terreno susceptíveis ao estupro imobiliário. Mas tem quintas de marialvas, em decadência, de fidalgos do nada, de que lhes resta pouco mais que o título, que em República de nada serve, e claro as heranças, em lavouras e casas brasonadas.

No Arco, há pelo menos 2 casas: do Arrabalde (foto à esquerda e em baixo) e de Cimo-de-Vila (em cima); entregues aos elementos naturais e às perversidades humanas - esta última, ardida há uns meses, sem causa aparente, tão estranhamente a meio de uma enxurrada de água. E entre elas, uns hectares (talvez, porque tão pouco sei de medidas em larga escala, e raramente falo em anos-luz de terreno), com uma Escola EB 2-3 pelo meio, uma piscina municioal, uma biblioteca, gimnodesportivo e um amontoado de zinco que serve sede da Cruz Vermelha.

As casas entretanto, caem aos bocados, e a memória com elas. Estão subaproveitadas, deitadas ao desleixe e não há quem lhes deite mão. Boa mão, sublinhe-se, porque se o Estado não tem direito de obrigar as pessoas deste país a cuidar do lhes calhou na rifa, grande parte delas com um porta-misérias de bolso, tem de pelo menos o dever de facilitar e proteger a sua História da erosão e do lucro. E nem tudo o que se ergue novo é obra, e muito tem de ambientalista (re)aproveitar o que o tempo nos foi deixando no caminho.

As casas aliás, são da pertença da Família Roby, ligada a um punhado de tantas outras em Braga inclusivé (e perdoar-me-ão o lapso pois afirmo de memória) a Casa de Ínfias, junto do Liceu de Sá de Miranda e de grande beleza, porque entretanto foi restaurada. Isto, apesar do arvoredo de betão armado, dos muitos blocos de apartamentos construídos em redor, para não falar nas leiras da quinta cortadas em mais de quantos nós e feitios pela circular de Braga. Obras que, na puberdade da pintelheira urbana bracarense dos últimos anos, salvou-lhes a fidalguia de uma total decadência, típica da desamparada aristocracia portuguesa. Destes que poucos sobraram - e se calhar até muitos... - para a vida social e política do País. (E não é que entre eles temos Pedro Bacelar Vasconcelos de foto e texto dignos de espreitadela na NS (do JN) deste Sábado.)

Dos irmãos Roby, os recentes, e não os que calcorrearam a África Portuguesa de um lado ao outro, nem tão pouco (que eu saiba pelo menos) o outro que desflorou a vida e o escrito a muita menina de boa família, lá vão vendendo às postas, bocados de terreno, a uns e a outros, à Câmara de Cabeceiras de Basto, para mais uma obra, um alargamento de via. Mas entretanto cai-lhes a pintura das paredes, as pedras e as telhas, a madeira e o esqueleto das casas e com isto muito boa parte da memória, no seu património arquitectónico com alguns interessantes pormenores, e potenciais postais turísticos da vila cada vez mais dormitório e pachorrenta.

Gordura é formosura




Morrissey - You're The One For Me, Fatty

Decididamente, uma canção contra-indicada para campanha contra a obesidade, mas certamente em prole da auto-estima da gente de medidas largas.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

A Avenida que também sou dela

O Casamento como Medida de Saúde Pública, quem diria? Digo eu no Avenida Central, onde faço o meu registo de civismo aos Sábados:

"(...) torna-se de inferência que o casamento civil poderia melhorar em muito, para lá da sexualidade informada per si, o bem-estar dos cidadãos com uma orientação sexual respeitada pela constituição, mas nem por isso contemplada pelo código civil - a conversa, a este respeito, nem vale sequer insistir nela, é como bater com a cabeça numa parede. Arrisco-me a dizer até como medida de saúde pública, preventiva, porque iria melhorar a abertura da comunicação inter-pares, institucionalizar amor livre sem os condicionantes compulsivos e obsessivamente procriativo (como se os e as homossexuais não pudessem ter filhos) e normalizar a natural diversidade das simpatias. E com isto, menos comuns seriam os encontros casuais desinformados, anónimos, frios e impessoais, envoltos em total descuido e em sentimentos de culpa, na morbilidade psicológica do encobro pessoal, da hipocrisia e dos lares desfeitos (por muito que me dê asco a expressão). Vejamos que só a perspectiva de casamento, pelo estado civil que se desenha no B.I., pelas vantagens contributivas, pela afirmação em cunho lacrado de um dueto de afectos, já ajudaria no investimento em relações estáveis a longo prazo, diminuindo a tal "promiscuidade" e com isto a saúde das populações e o controlo das epidemias.(...)"

O Mal Maior no Papel

Bem, é com algum regozijo que vejo parte dos meus escritos, bons ou menos bons ou nem por isso, transcritos para os jornais, locais ou regionais que sejam. Foi n'O Basto - jornal que tem muito bem feito isso, embora seleccionando os que lhe interessam na sua linha editorial assumida, e não contesto - e foi hoje na crónica semanal de Paulo Saraiva Gonçalves no Notícias de Guimarães, e que publica também no seu blogue: Coluna com Vista Sobre a Cidade.

Instrumentos malévolos estes, os blogues, bastiões de expressão livre. Só é engraçado como um Governo ou um primeiro-ministro tãaao salazarista, se tenha distraído e promovido a massificação da Internet sem prever que a pudessem usar para estes abusos de liberdade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Do Novo Paradigma de Saúde Comunitária

As Unidades de Saúde Familiar (USF's) são uma das melhores decisões políticas em Saúde do actual executivo. Venha quem vier, do alto da sua dor cotoveliana, ou por puro queixume. O exemplo na prática, e quem o tem vivido como eu, é incrivelmente positivo e inovador num país de hierarquias, de algum modo, ou por dinheiro, ou por academia, ou por fidalguia.

Basicamente, e em linguagem de corridinho, é um aglomerado espontâneo de profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e gente da secretaria em torno de objectivos propostos e devidamente acordados com o Ministério da Saúde, nas suas delegações regionais, tendo em vista o cumprimento de determinados ganhos em saúde com os doentes sob alçada e consequentemente na saúde comunitária. No funcionamento em equipa, todos com igual voto na matéria, nas estratégias, na responsabilidade, nos direitos e deveres, na formação contínua e na avaliação. Coisa moderna e blasfema num sistema paternalista, centralizado mas que é bom exemplo do que a autonomia oferece quando bem remunerada e regulamentada. E nos salários está parte do âmago. Estes profissionais numa USF ganham sensivelmente o dobro do que num Centro de Saúde convencional, mas oferecem-se de bandeja à causa pública.

E se calhar, vai aí a diferença entre o que deve compensar o Estado quando os seus trabalhadores se lhe entregam de alma e coração e os que, sempre renitentes a reformas, continuam agarrados ao pote sujo e redondo da promiscuidade entre público e privado.

Já agora, para quando uma USF por Cabeceiras de Basto?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Verdadeiro (4º) Poder

"Se reparares, desde que Correia de Campos foi demitido, nunca mais houve partos nas ambulâncias nem morreu ninguém nos corredores das urgências..."

Anónimo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Lisboa'águar!

A Capital com água pela cintura. O País que não aprende, em águas de bacalhau.

O Carvalhal, o Rato e o Mosteiro ao Fundo


Arco de Baúlhe, Cabeceiras de Basto, 17 de Fevereiro de 2008, e uns quase 40 anos depois: o Carvalhal é um local privilegiado depois de demolidas as barracas, soalheiro, de vistas largas ao Norte e às torres do Mosteiro ao fundo, mas ao perto, nem por isso é vistoso. Por ele ao comprido, a subir ou a descer, faz lembrar um aterro de entulho. E é pena, porque lá em cima, coroa-se um outro largo: o do Rato, como em Lisboa, onde Sócrates se anunciou ao país e a CGTP assobia. Não ali claro, em Lisboa! No Largo do Rato do Arco, entre uma e outra casa, correram conspiradores ao regime de Salazar, da Esquerda(kirikiri kirikiriki...), alguns deles socialistas.

Aliás, toda a Área até lá em baixo, onde se calça o edifício da Junta de Freguesia é para inscrever na História do concelho: aquelas pequenas casas, uma de amarelo e azul (cores da vila), a outra encostada, mais um punhado de casas ao fundo são bonitas, antigas e carregadas de acontecimento. Numa delas, discursou Bento de Azevedo à varanda, deputado à assembleia constituinte de 75, também António Teixeira de Carvalho nos seus 20 e poucos. O PREC, a Revolução e a Reacção.Recebeu o Lugar retornados, nas tais casas pré-feitas que entretanto foram abaixo, recebeu gerações de crianças, umas ficadas outras idas.

Com o Plano de Urbanização aprovado, que não se repitam erros. E mesmo que se liberalize a construção que se dê atenção às exigências, e aos abusos, que se façam respeitar os critérios. E ali que se preserve e salvaguarde o património que vai escasseando no Arco, tantos são os atentados. Que se requalifique de urgência o espaço, que não se faça construção desenfreada. Sinceramente, desta, preferia pouca.

O Minho Arrastado

O Daniel Oliveira arrastou o Café Toural, blogue daqueles muito bons, de Guimarães. Ergueu-o a Blogue da Semana com a sua traineira de esquerda! Hurray para ele! É que fomos todos, do verde Minho, de Fão a Baúlhe (EN205) levados e promovidos. É que Portugal não é só Lisboa e Boadela, Boadela - Pedraça...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A Avenida que também sou dela

Um exercício de estilo esquizofrénico, um Salazaróide Paranóide na Avenida de Braga e do General Gomes da Costa:

"(...) A cannabis não é para caseiros, nem para gente pobre, nem tão pouco para vencidos da vida, nem gente com cancro e sem dinheiro - câncaro! – ou em fase terminal. Nem eles tem direito a sexo por quantos lados há e buracos, no corpo e no mundo, nem enjeitamentos que não os da cópula vaginal, pelo menos aos reservados pobres de dinheiro e de pensamento. As orgias, as festas largas, as máscaras, a hipocrisia do dia-a-dia, é reservada à elite. E há que as cravar na lei, como se cravou nas tábuas a Moisés. “Não cobiçarás a mulher alheia." E o homem alheio? Isto agora, sabe Deus... Enfim, religiões para machos;(...)" [ler mais]

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

[sarrabiscos #3]




Talvez interesse ao PP espanhol que a Igreja se manifeste contra o PSOE

Eu não sou espanhol mas Zapatero é daqueles que gosto, e pena é que o PS português não tenha o carácter ideológico do seu homólogo espanhol.
Neste sentido digo, por escrito, que a perversão com que se espalhou uma conversa do líder socialista espanhol em off, sobre estratégia de campanha, é de ficar perturbado com a mesquinhez da prensa. Sobretudo quando para aí virada a servir a barricada conservadora das obispas figuras do PP espanhol, tão dado a estratégias mais abençoadas. e sem vergonha nas Bentas (XVI)...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Inverso do Bucólico


Num recente dossier lido no Courrier Internacional de Fevereiro, lia da nova vaga dos downshifters: gente que abdica de ordenado por menos horas de trabalho para outras tantas dedicada à família, amigos e aos pequenos prazeres. Escolha lógica num mundo de desperdício de vida, empenhada no consumo exacerbado que se espalhado a todas as classes de igual forma faria definhar o planeta e a humanidade em caquexia.

Ora, aí se poderá questionar modelos de desenvolvimento, baseados neste consumo público e privado sem aparentes limites. E talvez aqui parte da minha objecção ao crescimento desenfreado de Cabeceiras de Basto, porque não tem aparentes moldes locais que a sustentem. A ostentação ali vivida, e para fracos ordenados e parcas formações, está pendente do sacrifício de quem cede dias da semana ao trabalho em Espanha e à dívida, em juros abaixo e acima. E para isso ainda não se vê solução. Há antes este terrível e angustiante estado de permanente exigência pelo supérfluo e pelo visível aos outros, em prejuízo de um verdadeiro bem-estar interior e savoir-vivre. E nisto, o Bucos Bucólico é ironicamente uma miragem desde já na actual realidade social cabeceirense, rendida ao rurbanismo parolo, betonado e completamente arrasador da alma. Com menos da tal paisagem terapêutica. Um desassossego.

Não admira que de futuro, se no concelho ficar, faça por trocar as terras baixas de tijolo e amarguradas, dos desorganizados núcleos urbanos novos-ricos, sem auto-sustentabilidade e sem consciência ambiental, por uma pequena casa de pedra e lavoira, algures entre a Maçã e o Nariz do Mundo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Deus ajuda quem cedo... madruga

Madrugada - Majesty

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Do pseudoJornalismo de Basto Bosta

Já vai tarde a reflexão e em Quaresma, tempo de contenção na carne, mas tão pouco vou fazendo caso. O pseudojornalismo que se faz em Cabeceiras de Basto - já o disse, ainda que a quente - é do piorio, na base do ódio e roça a escatologia escrita: notícias como artigos de opinião, arautos a inimigos externos, exaltação a coisas que não são mais que as devidas em democracia.

O Ecos de Basto - que me perdoem os redactores metidos dentro, alguns deles do meu trato - pecou por insistir no jogo do insulto, ainda que mascarado por rodeios de língua, bem exemplificado pela pseudonotícia com uma manchete claramente ressabiada: "Miguel Teixeira Retrata-se." A mesma é vergonhosa, indigna e dá um panorama da mesquinhice do que se vai fazendo em papel imprimido. Uma total baixeza e que não abona a redacção do jornal da ADIB, mesmo depois de absolvida pelo tribunal de Guimarães. E ainda que do outro lado se alimente a guerra entrincheirada, no tiro e no contra-tiro, em catapultas de calúnia enfeitada. Jornais destes não servem a Democracia, nem aqui nem em lado nenhum. Mais valia se assumirem politicamente de uma vez por todas, como o Jornal O Benfica, Acção Socialista, O Avante ou O Povo Livre.

Com tanta boa gente formadinha por aí, em jornalismo e ciência da comunicação, esperava-se um verdadeira imprensa por estas bandas: Imparcial, de investigação, com manchetes sóbrias, colunistas devidamente assumidos, em contraditório; não esta bebedeira. E há gente ida, que agora se nota a falta que faz. Sem a responsabilidade e a circunspecção devida, tão pouco se pode esperar melhores dias da desenvoltura destas questões da imprensa.

Vai só um aparte, como adenda a isto, que me esgadunha por dentro, para lá de quaisquer processos de expulsão em partidos, que tão pouco sei e muito menos me meti por dentro, por muito que tenha escrito (bem ou mal) do que me cheirava dele: há esta noção que o unanimismo é a trave mestra na estabilidade dos partidos, e tudo se faz - e então calar será uma das coisas - para manter um consenso garantido, mais fácil de gerir por fora. Estamos errados, julgo. Não fosse a oposição ser pior que não haver nenhuma em Cabeceiras, e mais se esvaíam, por entre as frinchas dos dedos, muitos dos potenciais apoiantes. É que as figuras dissonantes também unem os partidos, atraem pessoas para a causa, tornam-no dinâmico e em discussão, vivo e atraente, sexy! (e até Vitalino Canas diz o mesmo...) Porque para lá das ideias gerais partilhadas, dão uma outra esperança à situação. E este país, como esta região, que enfarda os seus melhores e mais jovens valores para fora, bem precisa de um bocadinho desse verde.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

[a ciência da gramática]

se coitado vier de coito, dizer "coitado, está fodido" é pleonasmo

Obama nas Alturas II


Já tinha feito uma catrefada de testes e para adepto do social liberalismo em amadurecimento - é seguir onde me situo na ponta do lápis no compasso - o meu candidato é Barack Obama, e ainda por cima com Kucinich fora da corrida. Vá. torço-me por ele. E talvez o mundo mude finalmente. Estou farto de sacos plásticos pelo chão e terroristas da moral.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A Avenida que também sou dela

Hoje, na Avenida Aberta de Braga um apelo à Abertura do Sinal para potenciais Televisões Regionais:

"Quando os meios de comunicação - e é cliché - são essenciais numa Economia de Mercado e numa Democracia: como fomentadores da actividade económica, no apelo da publicidade com todos os seus convenientes e inconvenientes, e também da actividade cultural, da promoção de lugares e pessoas, imprescindíveis das dinâmicas democráticas, do debate e da própria triagem política e social; torna-se imperativo questionar o que audiovisual tem feito pelo deprimido Portugal para lá da Capital. Ora, neste país feito à imagem da linha de Cascais e do Colégio da Barra, toda a sua diversidade e potencialidade parecem definhar. Neste sentido, e a não ser que a caixa mágica tenha a mesma liberdade de emancipação regional que têm os jornais e as rádios, o Norte - como outras regiões do País na masmorra do modelo administrativo actual - fica refém de ditadores da programação lisboeta e sem este instrumento, altamente eficaz, para o seu desenvolvimento.[ler mais]"

Fosse o blogue cotado na Bolsa e rendia por acção mais que a Altri ou o BES

Fica aqui uma perspectiva no número crescimento de visitas mensais ao 'Mal Maior . Que neste mês de Janeiro bateu o recorde de 3293 visitas. Porreiro pá, e obrigado aos meus interessados leitores, pela paciência sobretudo.

Isto 'teve paridinho

...mas há que festejar os 25 como um cigano, 3 dias ou 4.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

25 anos, 25 albuns

...e 25 anos de aquecimento global. Naltura havia maternidade em Cabeceiras e nevava por quantas tinha. :D

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Capela Casa Mortuária

A crítica no Corso de Carnaval arcoense vale porque já vai penosa a espera. Compreende-se: é coisa da Saúde Pública e da dignidade. Mas tem gralha a baforada.... Sendo o Estado laico, na pessoa da Câmara Municipal/Junta de Freguesia, quem vai construir o espaço para velório, este não pode ser uma capela, cristã, com cruzes em cima. É, quanto muito, uma Casa Mortuária: local neutro, quanto muito versátil, sem cruzes ou estrelas de David, crescentes ou minaretes permanentes. Só transformado por vontade da família e em respeito ao finado.

Porque senão contrariar-se-ia o princípio secular do Estado Português. E portanto, não se admite que o dinheiro dos contribuintes, muitos deles são doutras religiões ou de nenhuma, financie um local de culto religioso católico. O Estado não é confraria da Igreja.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Arco do Entrudo [neste blogue que faz a vezes à Basto Tv]



Gostei. E não sei se foi do cozido comido antes. Mas o corso, apesar de seguir um modelo que desperdiça, foi giro, roçou a originalidade e polvilhou-se de irónico. E melhor ironia tirada do vídeo, mais para o final: o carro do Rei, sem regicídio pelo meio, com um samba de mulheres de atributos largos ao som do rufo dos Zés Pereiras. Cómico e abençoado pela capela por detrás.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Os Avais da Carne

Não hoje vou discutir penetrantemente, se é legitima ou não a prostituição na rua D. Urraca em Guimarães, [via Avenida Central] onde a feminina é mais bem tolerada que a masculina, mesmo que provavelmente debaixo das saias dalgumas ainda não lhes tenham visto as hostes dependuradas. Mas já vos dei conta umas poucas de vezes da solução. O degredo que lhe associam bem que podia ser minorado por uma legislação que a contemplasse como profissão pagante de impostos e com direito a selo de qualidade.

Mas esta época é de dar o corpo ao manifesto, por dentro e por fora, em carnavais e festas do fumeiro. E neste fim-de-semana terminado - acaba hoje - temos Feira do Fumeiro em Cabeceiras de Basto . E só me pergunto se será permitido fumar lá dentro... Enfim, tanta redundância para vos avisar também, leitores de perto e de longe, do Corso Carnavalesto em Arco de Baúlhe, qual Veneza metida dentro - perdão, Madeira ou Rio de Janeiro - porque a julgar pelos critérios de avaliação convém mais despir-se que vestir-se, em biquinis e lantejoulas, porque me parece que há muito deixou de ser Entrudo, esse sim é Português e o resto é cópia barata. Haja pelo menos, "alegria e movimento", mesmo com pele de galinha. São 1000 euros!

Qual Júlio Machado Vaz, qual Allen Gomes ou Marta Crawford


A lição do Tio Andy ao sobrinho Shane, sobre técnicas assépticas de masturbação.
Na Série Weeds.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Um Alerta para a Doença Mental


Cá vai um vídeo de campanha da Associação Encontrar-se, dedicada a alertar pela doença mental/psiquiátrica e tirar-lhe o estigma, que para além de afastar as pessoas da procura do tratamento possível, contribui para um drama social imenso e muitas vezes ignorada pela gente. [Na Sáude, mais interessada nos SAP's e nos ministros).]

Destas doenças salientam-se na campanha: Depressão, a Perturbação de Pânico e a Esquizofrenia, para quem não a acha de grande importância, diga-se que atinge 1 em cada 100 portugueses.

No site até se pode encontrar a primeira canção: "Pertencer" dos Xutos e Pontapés+ OIOAI; das outras que surgirão de um conjunto de duetos imprevistos de boas bandas e artistas a solo, Unidos Para Ajudar - UPA.

O sofrimento mental e o seu teor incapacitante exige o apontamento. À vossa atenção. ;)

A Avenida que também sou dela

Uma Avenida da República, que quase pede uma IVª, porque esta, está pelas horas da morte, vítima d'A Doença Prolongada.

"(...)Em alturas de comemoração do Regicídio de 1908, com lenços negros ou em foguetes, cabe então também pensar que 3ª República é esta. Não a contesto como modelo de Regime, tanto é que rejeito a monarquia como qualquer outro que se assemelhe, em Cuba ou na Coreia, pelo seu simples princípio de que a rege de um Estado está inscrita num código genético. Mas no dado momento, tanto nos vale um Rei como um mentiroso. Nestas coisas da democracia e da política é tudo uma questão de modas, e neste país mais do que noutro qualquer.


A marca mais evidente desta República, da IIIª, e que ficará encravada nos pergaminhos da História assim que finada, é o seu sistema-politico partidário confuso e sobreponente, em nada inovador e sem uma definição clara entre os partidos, em que a luta é agora e em todo o espectro sobre quem domina na crista da onda da opinião. Quase que como dantes. E deste Portugal político, em que só tem carreira quem for conivente com o mal instalado, só se pode esperar a morte do regime por doença prolongada."[ler mais]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Rei Morto, Fantasma Posto

Não compreendo a relutância de alguns partidos, senão todos à esquerda e no meio, em aprovarem um voto de pesar por um Chefe de Estado que foi morto de forma violenta no exercício do cargo, mesmo que pertencendo à História e na distância da mesma, por muito que se conteste o mandato e a dinastia ou a Rege. Enfim, um contra-senso se atendermos à aura pacifista de alguns deles, em lenços palestinianos - e nisso me associo.

Também não se compreende porque não apontaram pelo menos, em coisa devida, um momento histórico fulcral e sem precedentes para a Implantação da República. De resto nem vale a pena apontar: o Bloco de Esquerda até já acalmava as suas "crianças" de exaltar assassinos, quando há formas não violentas e humanas de mudar as coisas. Depois, não admira que se ruborizem as bochechas de Louçã quando as tem de defender, em rotundas de verborreia, nas entrevistas com Mário Crespo...

1 semana depois do concerto em que a polícia corria os balcões e bancadas a verificar se havia mesmo No Smoking


Vai aqui o vídeo da Orchestra com esse mesmo nome em itálico e o Emir Kusturica. Dedicado à Karyama, que muito se exaltou por isso.