terça-feira, 29 de abril de 2008

Velocidades Furiosas



Às vezes arrepia-me como tenho tantos rasgos de aparente sabedoria - modéstia a parte - mas podia fazer as vezes ao Nostradamus, que também era médico naltura em que a Peste Negra ainda medrava na Europa.

Por este caminho, mais que desviar o trânsito do centro de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), a Variante às EENN 205 e 210 vai de certeza ter radicais utilidades, tendo em conta as amostras de perícia de muitos amantes cabeceirenses do acelerador, a proliferar pelo YouTube. Este vídeo até se descortina o alinhamento dos carros antes de dado o Sinal de partida, depois da portagem da A7 de Fafe, em direcção ao Nó de Basto. Mesmo não havendo mais Rally de Portugal na Lameirinha e Cabreira, quem é que precisa de ir ao Estoril?...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Como transformar o pequeno-almoço numa carnificina


Um dos melhores genéricos de sempre em introdução a uma das melhores séries dos últimos tempos: Dexter. Alías, também saída da Showtime, que produziu Weeds (com uma nova época de caminho: a 4ª) e Californication.

Mais um Blog de Cabeceiras de Basto

domingo, 27 de abril de 2008

Duas Mulheres, Dois Poemas a Abril



Odete Santos e Maria Barroso, a declamar no final da conferência, "As Mulheres, o Estado Novo e o 25 de Abril". E Odete tão espontânea e imprevisível que não lhe apanhei o início. O vídeo, neste blog que vai fazendo as vezes à Basto TV. :)

sábado, 26 de abril de 2008

A Avenida que também sou dela

Sétimo dia, no Avenida Central:

(...) [O] Cónego Melo simbolizava, ainda que romantizada porventura, esta promiscuidade presente, anos depois de derrubado um regime assente no pior do catolicismo, de como o poder político precisa e faz por precisar de manter um apego à máscara clerical para santificar ou purgar, em funerais e fotografias, muitas das suas acções e condutas. Infelizmente, não há frente laicista de governo que disfarce o beatismo confesso de alguns dos seus autarcas, nos discursos como homilias e nos apelos às prostrações...[ler mais]

Uma Biblioteca do Tamanho da Vida de Um Homem (II)



Um 26 de Abril, a saber a 25, como disse Joaquim Jorge Carvalho, na cerimónia formal da atribuição do nome de Dr. António Teixeira de Carvalho à Biblioteca Municipal de Cabeceiras de Basto, situada em Arco de Baúlhe.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O meu 25 é de Abril

Para lá da discussão ideológica em torno da data em que se assegurou o regime democrático que temos - ou o que podemos ter - é o 25 de Abril, e não o de Novembro, o mais belo e legítimo, nas canções e nas imagens, porque foi o dia em que Portugal fez a excisão do cancro que manteve a Nação moribunda no século XX.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Caudilhismo

Quando um partido se divide em alas de menezistas, cavaquistas, mendesistas, santanistas, jardinistas, fica tudo dito acerca das suas verdadeiras raízes ideológicas.

A Diva

O Meu Tigre diz que Manuela Ferreira Leite é uma espécie de mescla de Margaret Thatcher com a Felicity Huffman no Transamerica.

Cabeceiras de Abril


Para lá das Corrida da Liberdade, amanhã 25 de Abril, entre Arco de Baúlhe e Refojos de Basto, a Sessão Solene da Assembleia Municipal, a Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários de Cabeceiras de Basto, a assinalar:
  • A cerimónia de atribuição do nome do Dr. António Teixeira de Carvalho à Biblioteca Municipal, em Arco de Baúlhe, no dia 26, às 15horas.
  • Conferência de Drª Maria Barroso e Drª. Odete Santos, sobre as “As Mulheres, o Estado Novo e a Revolução" (na imagem). também no dia 26, às 21h30
fonte: CMCB

terça-feira, 22 de abril de 2008

Senhores da Graça



Orangotang - Lâmpada Azul

Bolas de Cristal


Um excerto do texto que li, no Debate Cabeceiras de Basto - Que Futuro?:

(...) Quem vinha a Cabeceiras há uns anos atrás, no início dos 90’s achava muitas semelhanças com mangue Seco, da novela Tieta d’altura. Uma enorme igreja no meio da praça, beatas, poeira, muita gente com pouco para fazer, estradas degradadas, meia dúzia de burgueses, e uma lonjura dos principais centros. A exemplo: era uma manhã inteira daqui ao Porto, entre curvas e vómitos. E escolas, as que haviam, apinhadas de pirralhos e a cair aos bocados. Hoje quase 20 anos depois, não faltam mudanças: infra-estruturas públicas, privadas, estradas auto-estradas, comércio e oportunidades. Mas se continuam medrar Perpétuas como cogumelos – crispadas, cinzentas, moralistas, conservadoras e intriguistas - não falta ainda, quem só pense na T(i)eta...

Mas se na altura era urgente haver uma autarquia que iniciasse o processo de transformação nas vistas, torna-se agora premente que a sociedade por si, e a iniciativa individual faça o retoque final. Neste sentido tenho uma visão à americana das coisas – naquilo que a América tem de melhor, claro: se não acho que os movimentos dos cidadãos devam ter por objectivo primário a tomada do poder – para não lhe caírem nos vícios – acho que deviam entender-se como associações ou plaformas dos diferentes interesses da comunidade com objectivo, esse sim, de influenciar as políticas locais e fomentar a discussão pública.

E esses passam, por exemplo, por participar na definição do que querem para a Saúde da comunidade e para a Educação da comunidade, não esperando e confiando apenas nas premissas de orientações de Lisboa (ou do poder central), mas sim exigindo maior autonomia, e com ela maiores responsabilidades, nas questões com amplo e directo interesse das pessoas. A estas questões espera-se também das classes bem formadas de Cabeceiras, a dianteira do debate das questões do urbanismo, do ambiente, e da protecção do património cultural e histórico.

Foi com esse intuito que eu quis chamar a atenção, quando promovi no meu blogue a eleição das 7 Maravilhas de Cabeceiras de Basto e dos 7 horrores de Cabeceiras de Basto. E não de achincalhar opções pessoais ou políticas.

Verdade seja dita: não me incomodam os prédios ou construções novas na paisagem. Só me incomoda quando estes subtraem e desfiguram edifícios dos centros históricos. (...)

Mas isto [um futuro sustentável] só é possível com assembleias de freguesia e municipais abertas à discussão, com responsabilidade e sem a leviandade dos interesses partidários. E esta passa não só por uma oposição interessada, com ideias e que não esteja concentrada no abate e no achincalhamento pessoal, mas também por uma maioria de suporte ao executivo que seja permeável à opinião, livre e empenhada nos interesses justos dos cidadãos que os elegeram. Cabeceiras de Basto, não precisa de mais salvadores, de fato e gravata, gel ou rímel. O Concelho precisa antes, de uma sociedade civil mais motivada e humorada. (...)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

qu'est que vous dit?

domingo, 20 de abril de 2008

Pomar das Laranjeiras

O PSD é o terreno em condições ácidas que sobrou depois de saído Cavaco Silva. Não medra erva daninha nem arbusto silvestre. Na aridez sobrante só se espera, porque só ganhará raízes, outro eucalipto.

Neurónios do Minho

A não perder, a reportagem da Notícias Magazine de hoje, com Joana Palha, docente da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (ECS-UM) e investigadora no Instituto de Ciências da Vida e Saúde (ICVS), duas instituições ligadas embrionariamente, acerca dos estudos da sua equipa sobre a etiologia (as causas) da Esquizofrenia, doença que afecta quase 1% da população.

sábado, 19 de abril de 2008

A Avenida que também sou dela

E Tudo o Ventre Levou, como um tornado tão em moda, na Avenida Central:

"O vazio legal sobre a Reprodução Medicamente Assistida resultou numa lei aprovada em 2007 pelo PS e pelo BE com características um tanto ou quanto paternalistas e a roçar o tacanho. Contraditórias aliás, para quem confia na responsabilidade dos cidadãos, defendendo o divórcio a pedido, e restringe o acesso da mesma técnica às exigências de gente bem casada. Já fiz questão de abordar o assunto numa crónica anterior. No entanto pouco insisti na tentativa de estatização do útero materno." [ler mais]

Disto se faz o arcoismo (IV)

Do Debate "Cabeceiras de Basto - Que Futuro?" ressalta uma coisa, literalmente, à vista. Do público presente, muito poucos arcoenses. Ou a sociedade arcoense está saciada de discussão, ou está demasiado comprometida com a chuva e com os seus preconceitos bairristas parolos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

remakes e sequelas

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Mal Maior ao Vivo e em Onda Média

Na próxima 6ª feira, dia 18 de Abril, na Escola EB2-3 de Arco de Baúlhe, pelas 21h30, decorre uma conferência organizada pela ADBasto, intitulada: "Cabeceiras de Basto - Que futuro?"

Serão oradores participantes nesta iniciativa comigo, o Marco Gomes, do Blog “Remisso” e Paulo Pinto, docente daquela escola e colunista do Jornal “O Basto”.

A sessão é aberta, obviamente e também pode ser ouvida on-line no site da Rádio Voz de Basto.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Gine Qua Non

O Marco Gomes do Remisso entregou o blogue de pernas abertas a 5 mulheres com 5 ditos e 5 canções. Espreguiçou-se no seu divã de ocioso - muito bem! - ficamos com coisas bonitas de se ler e de se ouvir.

Mas todas as honras entregues são escassas perante a beleza da mulher como incubadora da Humanidade. Quem assiste a um parto, poucos milagres mais precisa de ver na vida para se converter às virtudes da maculada concepção.

A Avenida que também sou dela

O Faixismo, tarde e a más horas, no Avenida Central:


Para os faixistas, a droga é má, o sexo é mau. As liberdades nos prazeres da carne e nos abusos, o livre arbítrio, o amor livre, a cultura, a boa cultura, a liberdade de expressão, de insulto, de culto, o ateísmo, os cuidados de saúde, as paisagens e os altos cargos devem ser crivados por lei, limitados e proibidos a gente miúda. E esta controlada pela autoridade moral e da polícia, e limada por uma educação burrificadora.


Neste contexto, não admira o fervor cerrado dos faixistas e Direita disfarçada. É que Estado de Direito, Social, Democrático, universal, promotor de igualdade de oportunidades, incomoda-os por um motivo apenas: generaliza o gozo.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Desorrificar, glorificando os mamarrachos como landmarks


Sendo Refojos de Basto, sede do Concelho de Cabeceiras de Basto, o alvo primário de uma requalificação urbanística e histórica mais aprimorada, não admira que de Arco de Baúlhe sobre apenas um laboratório de mamarrachos, quase todos eles construídos por privados. E verdade seja dita, rastreando a vila do Arco de cima a baixo, pouco ou nada há para mostrar em postais. É um abandalho total. A sociedade civil arcoense e os seus filantropos - gente rica, para lá da origem do carcanhol - são, actualmente, das mais desinteressadas e inconsequentes da região de Basto. Quase que lhes aponto, incultas no que diz respeito a arquitectura e arte e por isso não surpreende, de igual modo, que dos eleitos 7 horrores de Cabeceiras de Basto, da vila do Arco, tenham saído 4 e uns quantos outros nomeados para a votação.

Agora o que se poderia fazer para remendar os erros cometidos era dar-hes um colorido pop e tornar aquilo símbolo do que as criativas mentes arcoenses foram durante muitos anos, à frentex na cena musical e cultural. Criar uma imagem de marca da vila, como uma Barcelona com os seus Gaudís. Nesta perspectiva porque não, a exemplo, fazer um concurso artístico de modo a encontrar uma proposta para o restauro e pintura da enorme parede lateral do prédio do Retiro, que lembra uma gigantesca e apelativa tela? Riam-se os leitores. Para doenças urbanísticas crónicas: medicina alternativa.

terça-feira, 8 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O Mau Castor (ou o lobby das águas paradas)


Sempre tive uma renitência grande face a construção de barragens e represas, no exagero das mesmas, de paredões de betão erguidos ao alto e a inundar em albufeiras grandes pedaços de terra. Mas em Cabeceiras de Basto, como na restante região de Basto e Alto Tâmega, a anunciada alteração da face da sua paisagem, parece ter passado ao lado. Isto quando este lobby do Mau Castor, sob o encobrimento distorcido da nobre causa das energias renováveis, vai modificar profundamente os costumes e apagar da memória, irreversivelmente, muita da sua identidade histórica, cultural, humana e paisagística.

O investimento no estupro, é já por si um enormidade - para lá de 700 milhões de euros - porque é em betão, sem contar, claro, os habituais juros da demora, derrapagens e custos da subavaliação. Sobretudo quando o mesmo valor num programa nacional de eficiência energética traria melhores resultados económicos, cívicos e de educação ambiental, sem a desfiguração absurda e inconsequente do país.

Mas assim de resumido: 4 Barragens vão prender o rio Tâmega em enormes albufeiras: Daivões, Gouvães, Padroselos e Alto Tâmega (Vidago). Uma delas criará um enorme lago em redor de Ribeira de Pena (lá se vai a ponte de arame e umas aldeias em redor) e outra, a de Padroselos, irá inundar grande parte do trajecto do rio Beça, um dos últimos rios selvagens e sem poluição da Europa, que faz a fronteira norte de Gondiães em Cabeceiras, com Boticas. Para não falar da barragem do Fridão (entre Fidrão e Codeçoso) a montante de Amarante, com um paredão de 110 metros que vai levar a cota de enchimento até à Histórica ponte de Cavez.


Desta escadaria de colunas de água aliás, que além inquietar as populações a jusante, teme-se que roce os tabuleiros das pontes da Barca entre Arco de Baúlhe e Atei de Basto, como a ponte em Mondim (na imagem acima). Isto sem falar na possibilidade da Barragem de Daivões ter localização mais abaixo e destruir a Pista de Pesca de Cavez. Uma coisa é certa: os salmonídeos, trutas e bogas, vão dar lugar a lúcios e carpas; no ar ainda mais humedecido da Região de Basto, espera-se o fedor das águas paradas, escuras, ácidas, profundas e perigosas, e os caiques nos rápidos dos afluentes vão dar lugar a iates para o pior do novo-riquismo.

No mar de água doce, nem sei que sabor terão as castas de vinho verde da Sub-Região demarcada, encostada ao longo do Tâmega. E as consequências de um semelhante erro compulsivo, terão também repercussões no Tua, onde a inundação daquele vale vai enterrar (passo a contradição) de vez a questão da linha ferroviária, juntamente com a riqueza única da sua fauna e flora.

Posto isto: não há exigência de fontes energias renováveis, nem de crescimento, que justifiquem a destruição de ecossitemas e paisagens culturais com esta violência e leviandade, sobretudo quando o resultado é alagar um país e sua identidade. Na verdade, estas soluções são, no efeito imediatista, erradas e ironicamente insustentáveis.

O “Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico” (PNBEPH) é assim, um dos maiores atentados ao património de todos na loucura de obras públicas do Governo e tristemente sem alvo da consulta da opinião das pessoas. Os impactos ambientais serão abafados na ilusão dos barquinhos de recreio. Enfim, no entusiasmo das cimenteiras, não admirarão os prováveis candidatos à empreitada e os vencedores. Lá está: há que alimentar os fornos da co-incineração e justificar a nomeação de ex-ministros para gestores executivos de empresas de fundação amarantina, oportunistas como a Somague e ali, tão à mão, nesta bacia hidrográfica...

domingo, 6 de abril de 2008

Pedagogia de Adesivo


Daniel Oliveira, do Arrastão, linka uma notícia do Público a qual dá conta de uma professora que utilizou fita-cola para calar alunos do 3º ano. O feito, oportuno no contexto actual de falta de autoridade sobre os pirralhos, não é novo. Há uns anos atrás, o mesmo método foi utilizado por uma professora de uma escola em Cabeceiras de Basto. Sem YouTube na altura, valeu-se o país de fotos muito bem tiradas por uma auxiliar educativa, com um notável dote para a fotografia. Foi o advento do jornalismo do cidadão nos corredores do sistema educativo português. Cabeceiras à frentex!

Genocídio cultural

O meu Tigre diz que com os preços praticados pelas gasolineiras, o costume da caravana de carros a festejar vitórias de campeonato ou maiorias absolutas está pelas horas da morte.

Mais um campeonato pó coiso


Andianta-nos um grosso o acordo ortográfico quando eles nem percebem "boa com'ó milho"


Tradução, de um usuário brasileiro do YouTube, do português de Portugal para o português do Brasil... :)

sábado, 5 de abril de 2008

A Avenida que também sou dela

Esta semana, vendo Banha de Cobra na Avenida Central:

"Não me quero meter em artimanhas de vendedor, nem boticário, nem pau-mandado ou pau-de-cabinda da indústria de produtos naturais. Tão pouco alinho em homeopatia ou endireitas. Mas o caso da Depuralina, mais que bem contextualizado no alarmismo que de repente assolou a nação, pode ser uma amostra da real natureza das coisas do negócio.


O produto à partida é inofensivo. Vista a composição é um pó ralado de frutas secas, ervas e pouco mais. Um suplemento alimentar, laxante como dizem, e claro, lá terá os riscos raros de alergia ou de choque anafilático como qualquer outra coisa que se leve à boca: amendoins ou medicamentos – vejam lá! Não sei se faz realmente perder peso, mas fez com certeza emagrecer os proveitos de outros produtos farmacológicos tão procurados meses antes da exposição das pneumáticas vergonhas pela praia. E nisto, é engraçado como a ASAE não se inibiu de varrer prateleiras de tudo quanto era farmácia e lojas dietéticas com a velocidade que eu esperaria na fiscalização dos milhares de estabelecimentos que não se inibem permitir, à margem da lei, que se encha o espaço público fechado de fumarada de tabaco." [mais]

Será do derretimento das calotes polares ou então nem por isso

Há quem lhe chame mito, mas a mim arrepiou-me como se tivesse visto o Gnomo de General Güemes . Digam-me lá, se sofro ou não de algum mal da visão ou do córtex visual, mas é verdade que, do alto do Sameiro - e não digo do Bom Jesus para não abusar da sorte -, se vê o mar para lá de Braga pelo canudo?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Chelas-Barreiro

O Meu Tigre diz que, imbez da ponte, era melhor um tonel...*

* devidamente inspirada na mítica discussão sobre travessia do Tâmega, entre Arco de Baúlhe e Atei de Basto.

Ficou o sonho

Martin Luther King, Jr foi assassinado há 40 anos.

Portugal dos Pequeninos grandezinhos

Num país com complexo de pequenez joga-se grande nas amostras de modernidade que contrariem os indicadores medianos, sobretudo no Livro dos Recordes. E Lisboa não tarda nada em afirmar-se no Guiness como a capital com mais pontes com mais 10 km, com ou sem feijoada.

Enfim, para lá da esperada cagada ambiental, espera-se um projecto de ponte que pelo menos sirva de postal arquitectónico. Ao menos isso. É que o novo-riquismo português - não lhe contestando a necessidade - tem esta fatal perversidade de estragar quase irremediavelmente a paisagem humana, cultural e natural que nos resta.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Batatas Fritas, Quentes e Boas



Hot Chip - Ready for the floor

Emendas pior que sonetos

A prática corrente de adaptar a Lei ao Urbanismo, em vez do Urbanismo à Lei, é um exercício de administração municipal irresponsável. Pior, é anti-democrática e contrária ao Estado de Direito, porque legitima o crime, promovendo o erro contra os interesses dos cidadãos, sob o pretexto de que os abusos dos prevaricadores têm sempre uma perspectiva de perdão futuro, no enquadramento de Planos de Pormenor ou PDM's constantemente modificados para esse mesmo efeito.

Desmentido

Obviamente que o post abaixo era mentira. Mas devia ser verdade, claro! xD

terça-feira, 1 de abril de 2008

Finalmente: a União que se adiava

O edifício da Antiga Casa do Povo de Arco de Baúlhe (na foto), no centro histórico da vila, pode vir a acolher a cadeira de um novo poder. Depois da recente assembleia geral da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), e o incentivo ao namoro por parte de Eduardo Cabrita, os presidentes de junta de Arco de Baúlhe, Pedraça, Faia, Santa Senhorinha de Basto e Vila Nune acordaram levar às respectivas assembleias de freguesia uma proposta de referendo com vista a aprovar a fusão das 5 freguesias. A freguesia resultante contaria com cerca de 4589 habitantes para uma área de 33,73km2.


Segundo Armando Duro, porta-voz da iniciativa, "as 5 freguesias têm desde sempre afinidades entre as suas gentes, que tornam incompreensível a actual divisão administrativa." Por outro lado, com a conclusão das obras na Antiga Casa do Povo, futura Sede da Junta de Freguesia ofereceria óptimas condições para o funcionamento de vários serviços públicos a descentralizar. Potenciando-se, assim, a eficiência da administração pública, motivando a actividade cívica e económica nesta zona do concelho, com uma centralidade invejável na região de Basto e mesmo do Norte do País!", concluiu.

As actuais dúvidas prendem-se apenas pelo nome que será atribuído a este novo território. Se alguns autarcas defendem Arco de Baúlhe, por ser a freguesia com mais eleitores, há vários outros que sugerem Vila Faia de Pedrarco de Bastúlhe...