sábado, 31 de maio de 2008

Cisma ao Meio

Está aqui aberta a porta para o PS se demarcar do PSD, em pelo menos duas coisas: no tacanhismo conservador tipo chá de cidreira e no desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde até ficar miserável e só para os mais pobrezinhozinhoinhos.

leite e fel

não sei o que será, mas este sábado sabe a 13 de maio.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

ginecologia de mercado


A culpa disto tudo é da especulação...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Só falta o retrato do Presidente do Conselho

Escola São João de Deus, algures por aí, pelo menos na Reportagem especial da RTP na caminhada para o Euro 2008. Caminhada, como dizem eles, e muito bem, deviam ir a pé que fica mais barato. Basicamente: nem História, nem Português nem Matemática. No quadro eram antes letras de canções de claque, cachecois vermelho-verde, hurras e anagramas a Cristiano Ronaldo. Do aglomerado carteiras uma onda mexicana da frente para trás e gritos. É esta a injecção de distração que ainda nos dão desde cedo, acabados os 3 segredos em Fátima e estando o Fado metido no mercado musical aberto. Na altura, grandes, quando tiverem de contestar salários e atentados à liberdade, fica-se a miséria por insultos e a bonança pelos gritos de golo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Arco-Íris


Slimmy - Beatsound Loverboy

Pelo que se diz por aí, vamos ter Slimmy no Festival de Música Moderna de Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto, pronto - na ambiguidade - para abrir mentalidades racha ao meio. Outros serão M.A.U., Bala e Orangotang... Há que ir reservando bilhetes ;)

[Outros Males] "A Agonia do Homo Sexualis"

Um texto delicioso que pelos vistos é aperitivo para a Tese de Doutoramento de J. Francisco Saraiva de Sousa:

"O sexo faz parte da dieta alimentar do homem consumidor: os parceiros tornaram-se objectos de consumo; prova-se e deita-se fora, porque o homo sexualis consumidor se desembaraçou dos vínculos sociais e do compromisso. O homo sexualis já não olha para os parceiros, como se vê pelo uso compulsivo do telemóvel ou mesmo da Internet. Conectado à rede mas sempre sozinho: eis o homo (simultaneamente) sexualis e consumens. A questão é esta: Será que o sexo em si é importante?"

segunda-feira, 26 de maio de 2008

[sarrabiscos #4]

Gasolinica

Banda Sonora para os Dias que Correm


Chico Buarque - Meu caro Amigo

Bom dia e Boa Semana*

domingo, 25 de maio de 2008

[O Mal pelos Leitores] "um arco colorido numa Rua - do Arco - sem cor..."

foto de Rui Magalhães

Filósofos cheios de Razão III

"Num relance, compreendi que se tramava a Companhia das Esmeraldas da Birmânia, medonha empresa em que cintilavam milhões, e para que os dois confederados da bolsa e da alcova, desde o começo do ano, pediam o nome, a influência, o dinheiro de Jacinto. Ele resistira, no enfado dos negócios, desconfiado daquelas esmeraldas soterradas num vale da Ásia. E agora o conde de Trèves assegurava ao meu pobre Príncipe que no Prospecto já preparado, demonstrando a grandeza do negócio, perpassava um fulgor das Mil e Uma Noites. Mas sobretudo aquela escavação de esmeraldas convidava o espírito culto pela sua acção civilizadora. Era uma corrente de ideias ocidentais, invadindo, educando a Birmânia. Ele aceitara a direcção por patriotismo...
- De resto é um negócio de jóias, de arte, de progresso, que deve ser feito, num mundo superior, entre amigos...
E do outro lado o terrível Efraim, passando a mão curta e gorda sobre a bela barba, mais frisada e negra que a de um Rei Assírio, afiançava o triunfo da empresa pelas grossas forças que nela entravam, os Nagayers, os Bolsans, os Saccart...
Jacinto franzia o nariz, enervado:
- Mas, ao menos, estão feitos os estudos? Já se provou que há esmeraldas?
Tanta ingenuidade exasperou Efraim:
- Esmeraldas! Está claro que há esmeraldas!... Há sempre esmeraldas desde que haja accionistas!"

Eça de Queirós, A Cidade e as Serras (texto com supressões) e roubado daqui.


BioImposturas


O Biocombustível é, como se vai lendo, propaganda falaciosa para prolongar esta dependência dos combustíveis, pela própria impossibilidade de substituir a exploração petrolífera, até à última gota. Não esquecendo que é de uma inumanidade tremenda que em tempos de fome se transformem hectares de celeiro em reservatórios de gasóleo. Com pessoas destas (e esta e esta) por aí, quem precisa de um Anti-Cristo figurado?

sábado, 24 de maio de 2008

A Avenida que também sou dela

O Meu Carro, Outra Vez..., o testemunho no Avenida Central:

"Os leitores de coisa séria que me perdoem mas esta semana contei o enésimo assalto à minha viatura. Descrevo-o aqui, ao carro primeiro, porque é um clássico japonês, daqueles de uma marca que abunda por Braga, tanto que fico sossegado para o dia em que me decidir por restaurá-lo e precisar de peças. Mas até lá vai-se descascando de lado. A tinta azul escura tem vários padrões de tom e estala com a mudança de cara do tempo – hoje: chuva e granizo e o distrito em alerta amarelo. Não faço por lavá-lo por cima. A chuva que o faça, e com a poluição, acredito que talvez com detergente, ácido ou lá o que for. Prova disso são umas 3 ou 4 manchas no capot, esbranquiçadas, como sabão seco, de mar morto e renascido de sabão. Isso e uma pegada de sapatilha sobre mala, uma única pegada - parece que alguém escorregou o pé desde as núvens e segurou o tropeção sobre o meu carro, ou então algum desses desportistas radicais urbanos, que vindo a correr de trás, saltou e ali apoiou um mortal em frente por cima, fazendo pose de costas para o pára-choques. Palmas para a Komaneci!" [ler mais]

Fosso de Petróleo


Para lá dos preços, da cartelização, do que seja, o aumento dos preços dos combustíveis tem esta virtude de fazer os consumidores pensar no transporte público como alternativa, como ponderar não só (ab)uso do automóvel particular, pelos custos no orçamento mensal - quase do dia - pelas filas ( na portagem, que nas gasolineiras é no lado de lá da Raia), mas também de os fazer contribuir compulsivamente para a diminuição das emissões de CO2. É aí uma medida ironicamente ambientalista [a ler, este artigo de João Miranda]. Só se torna escandaloso quando a perversidade destes aumentos faz os portugueses pagar uma factura ambiental elevada, mas que devia ser igual à dos concidadãos europeus.

E aqui a pobreza e o fosso entre os que têm e os que não têm, vai-se arreganhando em todas as facturas. O uso do automóvel democratizado no preço por Ford, corre o risco de se elitizar pelo preço do carburante... Ora! Ficam as estradas desimpedidas para os de maiores onerários, muitos deles cuja (in)competência e impunidade se resguarda por um sistema político-partidário e sobretudo de Justiça que, na sua fisiologia, puxa uns para cima e amarfanha uns para baixo.

Não há argumento liberal que medre num país assim, porque não há homem e mulher livre que suba na vida sem engolir sapos ou levar coisas à boca (da gíria de progressão na carreira. Não, não é pão de cacete). Até lá: quem não rouba ou não herda não sai da mesma... condição. E nisto, vamos ser sinceros, a justificação de ordenados baixos com o argumento da mão de obra não qualificada - não arriscando minimizar os defeitos do sistema educativo e da formação em Portugal - já atingiu o limiar da vergonha: é lata, e não há obtuso que a recicle!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

4 anos de Museu das Terras de Basto

É hoje dia do 4º Aniversário do Museu das Terras de Basto, em Arco de Baúlhe. Um projecto que nasceu a 23 de Maio de 2005, pensado e incentivado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, e que legou a dinamização e a recuperação a Ana Paula Assunção. O balanço extremamente positivo foi embalado numa agradável conversa em mesa redonda, moderada e transmitida pela Rádio Voz de Basto. O Correio do Minho dedica-lhe a capa e uma reportagem de duas páginas na edição de hoje.

O Museu, instalado na antiga estação terminal da (parcialmente) desactivada Linha do Tâmega foi eleita uma das 7 maravilhas de Cabeceiras de Basto, neste blogue, e alberga uma pérola para as comemorações do Centenário do Regicídio de D. Carlos: a carruagem real, com que o monarca percorria o país, quem sabe para ir lavar as régias partes moles às termas do Vidago.

Trovão na Raza



Devo ter uma visão muito atarracada da coisa mas continuo sem perceber porque se insiste em aprovar, ou fazer por construir, equipamentos como Lar, Creche e Campo de Jogos num sítio tão inóspito como a Raza. Ali, metros acima da auto-estrada, metida eucaliptal dentro, entre tiros a pratos e a rolas, quando os mesmos equipamentos encaixados no núcleo urbano de Arco de Baúlhe (entre a Rua e a Cerca-Nova) dariam uma outra vida ao centro, e sobretudo a uma Rua histórica que, além de violentada pelo betão, de nada lhe tem servido o cimento que, por lá, corre pouco mais que o vento.

Maio Islandês


Sigur Rós - Svenfg-g-Englar

O registo (até pareço um entendido) de uma das mais geniais bandas do pós rock. O actores do grupo de teatro Perlan (composto por pessoas com necessidades especiais) são anjos no cenário verde-húmido da paisagem islandesa, à qual tão semelhante se tornou o Minho nestes dias de Maio teimosamente molhado .

terça-feira, 20 de maio de 2008

Dietas Talón

1: O Meu Tigre não percebe se os tempos de fome que aí vêm se referem à subida dos preços da alimentação, ou se aos dois meses de regime antes de se expor a bordas do corpo nas praias da Póvoa...

2: O Meu Tigre diz que não se importa com os tempos de fome que aí vêm porque assim aproveita para emagrecer...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mística Arcoense


Esta semana O Mal Maior, a pedido de muitos simpatizantes, está dedicado ao Desportivo de Arco de Baúlhe. Apesar dos meus artigos algo pessimistas (1,2), tenho no fundo do coração uma esperança de que uma colectividade com tanto potencial e em tão más horas possa voltar ter uma função importante na auto-estima de uma terra com fama de empreendedora e progressista. É só uma questão de vontades e de discutir abertamente as soluções, que poderão passar por:
  • Novas modalidades: FutSal, Basquetebol, Voleibol, Judo e Automobilismo, etc... aproveitando também as condições proporcionadas pelo Pavilhão Gimnodesportivo e a Piscina Municipal;
  • Novo complexo desportivo, que deve ser versátil e com perspectiva de atletismo;
  • As articulações com a A.R.C.A., Agrupamento de Escolas e a ArcoRotações com o compromisso de formação;
  • Afirmar-se como a Colectividade Desportiva de Referência para as Freguesias do Sul do Concelho de Cabeceiras de Basto e de freguesias de outros concelhos com afinidades, como Atei ou Canêdo de Basto
O Fórum é aqui e nas sondagens de opinião na coluna lateral.

Adenda: Agradecia aos leitores que pudessem enviar fotos antigas e o emblema digitalizado para: malmaior@gmail.com, para posterior publicação no Blog.

Filósofos cheios de Razão


"(...)Quando, perante a iminência do fecho de um hospital ou centro de saúde, as pessoas se revoltam, tal significa que as populações sentem o valor da saúde. Pergunto: e se, de súbito, as gentes do concelho de Cabeceiras de Basto soubessem que, por razões de mercearia orçamental, a sua Biblioteca teria de fechar?

A minha utopia (humanista) é esta: no futuro, perante essa possibilidade, haveria uma manifestação esmagadora e no “Jornal de Notícias”, na primeira página, ver-se-ia um cartaz veemente: “A Biblioteca é do Povo!(...)” [ler tudo]


Um texto lindo e inspirador, de Joaquim Jorge Carvalho, lido na cerimónia da atribuição do nome de Dr. António Teixeira de Carvalho à Biblioteca Municipal em Arco de Baúlhe. Todo ele altamente recomendado e tão disponível no Ecos de Basto on-line, com 2 belos poemas a ornamentá-lo como candelabros.

domingo, 18 de maio de 2008

Bombos da Festa


Já vai penosa a prestação do Desportivo de Arco de Baúlhe nas distritais. Nem campo, nem equipa, nem moral que os acompanhe. Num clube, pelas horas da morte, só não se lhe dá a estacada final porque não se percebeu ainda onde param os milhares de euros de indemnização pela demolição do Campo de Morgado.

Talvez reste alguma vontade de reerguer a instituição no coração das pessoas, mas por enquanto não parece. É sintomática a mediocridade e a causa está numa vila sem motivação para nada que não as obrigações normais. E dessas obrigações resta um clube que diz Desportivo mas que não se devia ter ficado pelo futebol. E nisso já não dá alegrias a ninguém e se calhar por aí talvez morra e desça de vez para a divisão do esquecimento.

sábado, 17 de maio de 2008

A Avenida que também sou dela

A Praxe... de Quatro, já! em plena Avenida Central:

"Para quem me conhece os escritos e os ditos, estranha que eu defenda todo o folclore da Praxe. Defendo pelo folclore, lá está, mesmo que não tenha muito tempo para ele. À Praxe e ao Traje, como ao Rancho e à voz de cana rachada, está uma base de tradição que interliga gerações, de estudantes e pessoas, e sustenta em equilíbrio os progressos nas mentalidades e da sociedade. Neste sentido, ser "cardeal" (e eu me incluo embora não seja por me ter empenado anos seguídos no mesmo curso mas porque mudei de licenciatura - mas não concordo que seja o único argumento válido), ou ser doutor de praxe devia ter aquele alegre e responsável condão de fazer paródia às hierarquias reais lá fora, sustentadas em pressupostos que não lembram ao Diabo. Sejam elas no emprego, na Igreja, na docência, na família, ou numa cave algures na Áustria, onde os abusos sobre a honra e dignidade das pessoas são dia-a-dia, com uma violência ao nível ao estupro físico e justificados no silêncio pela simples impunidade que o poder dá."

Deturpação do espírito académico

O Meu Tigre diz-me que há gente muito má que continua a confundir Enterro da Gata com Enterro na Gata...

terça-feira, 13 de maio de 2008

um livro entre sinos a rebate



E porque nós, ensaístas das palavras temos de ser uns para os outros, vai o conselho de registo na agenda da apresentação do livro Caravana de Rui Manuel Amaral, a cabo de Luís Mourão, na Livraria Centésima Página, este sábado que vem, às seis da tarde.

A Gata pelo Rabo

Não vou lamentar a mudança, que a organização bem feita - profissionalizada! porque de resto não nos lembra a Associação Académica da Universidade do Minho (AAAUM) durante o ano -dilui por completo. Só a registar a complicaçãozinha de sábado com tantos colaboradores e gente de grupos culturais a apinharem-se em filas de 2 horas pela pulseira de convidado, com direito aos dias todos de Enterro de entrada gratuita.

Aliás, lá terá de ser, pois não vejo outra utilidade nos 10 euros de cota anual que não seja pagar, em tal previlégio, às tantas caras que ornamentam as listas de candidatura à presidência da nossa Associação. Práticas tão comuns na vida em Portugal que só chateiam pelas bichas - perdão! - filas...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Desporto de Homens

Sinceramente não conheço mais nenhum país onde se tenha tornado tão obrigatória a reportagem em balneário de festa, seja pelo 3º seja pelo 1º lugar.

Mas ontem, na SportTv, para lá dos cameramen e jornalistas molhados, dos habituais troncos nus e as cuecas brancas humedecidas de champagne e sabonete, ainda se descortinou um par de nádegas a um jogador do Vitória de Guimarães, desesperado na vergonha enquanto outros incentivavam a barrela e se chicoteavam de toalha. Há muito de espartano no futebol, às vezes.

A Avenida que também sou dela

Aqui vai em atraso o link como quem lembra: Ó Braga nas Alturas, no Avenida Central, escrito por mim, ora como sempre ao sábado, mas deixado o aviso para hoje pois fui afugentado do wireless pelo dono do café que me varria os pés, por ser tão tarde:

"Não que imagine Braga como um enorme centro financeiro em Dume, como uma Dubai sem petróleo e praia – se bem que do Bom Jesus se veja o Mar- mas com no advento de uma cidade-ciência, com uma Universidade e um Instituto de Nanotecnologia, que se quer nicho de potenciais grandes empresas na Alta-Tecnologia, com todo o fervor económico que arrasta, valerá a pena pensá-la em arranha-céus que mais que símbolos de prosperidade económica – quem dirá monumentos ao capitalismo - não deixariam de ser sinónimos de qualidade de vida e um desafio à arquitectura e engenharia civil portuguesa." [ler mais]

sábado, 10 de maio de 2008

Apupo Final: buuu!

O castigo imposto pela comissão Disciplinar da Liga, pela novidade do precedente da mão pesada, sai com aquele viés do costume: expia os pecados de um sistema no actual elo mais fraco dos clubes envolvidos. Chega a imitar a eficácia da justiça portuguesa nos tribunais civis. Está longe de ser exemplar porque continuam a sobrar impunes o sistema e os protagonistas que o envenenam.

Começa Hoje...

... mais que um punhado de dias em excessos, a expiar a privação das loucuras, que se fossem os dias todos da vida não haveria cabeça e coração que lhe dessem vazão.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Live BEStas

Realmente é de uma maldade inumana manter-se coerente com valores humanistas numa conferência sobre desenvolvimento sustentado, organizada pelo filantropismo bacoco, como acto de purgação, de instituições bancárias que fazem por passar-se com as boas intenções que não têm. Bob Geldolf não é comediante, simplesmente não se presta a estes papéis, e ainda bem.

domingo, 4 de maio de 2008

Há letras de música alternativa que dizem mais de um país que o hino nacional


Sérgio Godinho - Só neste País

coisas do tento

Para lá do que o medo de dizer algo, há bloggers e comentadores de blogs que se divertem mais a meter medo do que a tê-lo realmente. É que se calhar a sensação de censura virou o único modo de contra-propaganda.

Contra a Cultura de Expediente

Os espaços culturais devem ser de acesso generalizado e esse deve ser o esforço de uma autarquia. Para isso devem ter um horário flexível para que o trabalhador comum e estudante façam uso dele e o dinamizem, por exemplo. O Marco faz um bom exercício no Remisso e eu já me queixei em alturas de Agosto e o Rui Magalhães já nos deu pitada do que se faz por Espanha.

Já nos questionamos até, quem estuda fora nos dias úteis (ou lá o que útil quer dizer), se não ficaríamos muito contentes se pudéssemos frequentar a Biblioteca Municipal para estudar no fim de semana. E aí, talvez me distraísse menos com a apatia em redor e perdesse menos tempo a escrever no blog.

A Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho ou da Casa Municipal da Cultura são espaços de grande qualidade que beneficiariam com a abertura de um concurso de exploração de um bar ou café concerto. Ok. Pode a iniciativa ter um risco elevado de fracasso, mas nada como tentar.

E as alternativas até poderão passar pela exploração dos espaços pela Câmara Municipal - como faz a de Guimarães no Centro Cultural Vila Flor e no Cinema São Mamede - dando liberdade a um programador ou director que teria a responsabilidade de apresentar resultados no envolvimento das pessoas e das colectividades locais. E estas que tão bem se mobilizam para as habituais festas na Praça do Mercado...

sábado, 3 de maio de 2008

A Avenida que também sou dela

Coelho com Dentes de Leite, no Avenida Central:

"Apesar das intenções ambiciosas de Passos Coelho, a Direita deste Portugal, onde o liberalismo é conceito núbio, continua defensora de uma espécie de Estado socializóide, gordo, clientelista e metido na vida das pessoas até às orelhas. Quase que se confunde com alguma da Esquerda porque as diferenças no espectro do hemiciclo ficam-se pela capacidade de separar o Sinal da Cruz e os Aleluias, da vista grossa a beijos de língua e à mini-saia… E nessa Direita, Ferreira Leite assenta que nem um véu na beata, para mal dos liberais." [ler mais]

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Do amor ao futebol que me resta


60 milhões para reforçar o Benfica é o habitual abono de estima em manchete que os benfiquistas levam, depois de jornadas seguidas de medicridade. Paciência. Num clube tão traumatizado quanto a pequena Esmeralda, não se pode esperar mais que a apatia, quando desde há anos largos lhe vêm prometendo salvadores, de 15 em 15 dias.

Coerência

Ontem não postei porque um trabalhador digno sai de casa e vai para o Toural ouvir o Quinteto Zézé Fernandes, folk português, cantigas de Abril e Maio e, mesmo que não as tenha, agitar bandeirinhas contra os abusos do patronato.