Não deixa de ser curioso que o Tribunal Judicial da Comarca de Cabeceiras de Basto cumpra todos os critérios para se manter em Cabeceiras de Basto e esteja prestes a encerrar. Apresentou um volume de processos (cerca de 1500 processos) superior ao limite inferior do estudo que pretende o seu fecho (200 processos); é propriedade do Ministério da Justiça (portanto, não está numa espaço arrendado) e é dos mais modernos do País (inaugurado em Julho de 2009). Assim, o Estado Português arrisca deitar fora um investimento de cerca de três milhões de euros. Obviamente, dado que os factos contrariam os fundamentos da decisão, a decisão política de querer encerrar só se compreende enquadrando as decisões deste governo no jogo de favores entre as autarquias que partilham a mesma "cor política" em detrimento das outras. Não é que o concelho de Cabeceiras de Basto não tenha usufruído deste mesmo "jogo de favores", pelo contrário. No entanto, não me recordo de uma decisão deste tipo. Trocar um tribunal que cumpre os principais critérios para o seu não encerramento, com um prejuízo brutal, para favorecer (porque não vejo como é que Cabeceiras, ou Basto, irá ser beneficiado com esta decisão) uma autarquia vizinha (só porque esta é governada pelo PSD) é deveras revoltante.
É muito revoltante! Mas vai ser assim, não se espera novidades, a nossa mentalidade é esta, cada um olha só para o seu umbigo e este governo está a dar uma lição de MAIS DO MESMO, infelizmente.
ResponderEliminarÉ uma vergonha e está tudo dito...
ResponderEliminarO planeamento deve estar a ser feito com um mapa na mão e umas noções elementares de aritmética. Celorico tem mais habitantes e provavelmente mais processos do que Cabeceiras. Mas será vergonhoso que se esvazie um tribunal moderno, acabado de construir e que custou aos contribuintes muito dinheiro. Para não falar da afronta que o encerramento do tribunal representa para uma população carenciada e confrontada com todo o tipo de cortes.
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