quarta-feira, 11 de abril de 2012

Clarificar, para progredir

Ao contrário do que subentende-se do comentário o Vítor, a possibilidade de haver eleições "primárias" ou "diretas" não deriva de uma opção pessoal de Joaquim Barreto. É uma consequência lógica da recente alteração dos estatutos do partido socialista. Isto é, e em particular, a mudança substancial das regras eletivas derivou a necessidade de eleger em quase toda a escala partidária (das concelhias às federações) novos elementos dirigentes num processo congruente com as novas regras estatuárias. Assim, como é facilmente verificável, as federações socialistas estão a convocar eleições em todas as suas secções. Não há um "emendo de mão" ou a tomada de consciência sobre opções passadas. Há, sim, um zeloso cumprimento do que fora acordado na última reunião da Comissão Política nacional do Partido Socialista.

Consequentemente, Joaquim Barreto marcou para o dia 16 de junho do corrente ano as eleições para a Comissão Política da seção do PS de Cabeceiras de Basto. Este evento tem uma importância relevante para o novo processo de escolha de um candidato socialista às eleições autárquicas de 2013. Com a nova revisão estatuária do PS, os putativos candidatos terão que reunir três condições para se sujeitaram a um processo de eleição direta: 1) apoio de 10% dos militantes; 2) apoio de 10% dos autarcas eleitos pelo partido e 3) o apoio de um terço da comissão política em vigor à data. Tendo em conta o que se passou na escolha do actual candidato às próximas eleições autárquicas (China Pereira) o momento da clarificação virá a seguir.

De facto, existe um conjunto de militantes do PS que não se revêem na actual "linha dura" do partido. Rejeitam o actual séquito partidário e municipal (qual centralismo democrático), constituído por Joaquim Barreto, Francisco Pereira e afiliados. As suas preocupações centram-se nos dias que correm (onde as jogadas políticas dominam e a superior interesse público está secundarizado) e estão temerosos nos dias que se seguirão às eleições de 2013. Em suma, são estes os "silenciosos" e potenciais apoiantes de uma candidatura de Jorge Machado. Acreditam na capacidade e na verticalidade dele para liderar um projeto político diferente e arrojado, um conjunto de medidas que aproveite os investimentos feitos, que liberte a sociedade do "centralismo municipal", que revigore a democracia local e coloque ordem nos assuntos camarários mais prementes (recursos humanos e orçamento). Porém, é necessário haver uma centelha, ou seja, que haja o rompimento político aberto com a actual "linha dura", para que o caminho seja iluminado. O que implicará, como é evidente, que Jorge Machado aceite encabeçar o movimento. Caso contrário, e independentemente de qualquer resultado eleitoral, o Partido Socialista continuará afundar-se qualitativa e quantitativamente. Portanto, a parte "silenciosa" tem, agora, uma oportunidade única para emergir.

4 comentários:

  1. Anónimo12:10

    Parabéns pelo exclarecimento! Acrescento que, e segundo António Galamba, "Queremos reforçar a transparência nas eleições internas do partido.A par desta alteração, o PS vai apertar as regras de fiscalização em processos de votação interna e de adesão ao partido. Os cadernos eleitorais terão de fechar um mês antes de cada eleição interna e só podem votar os militantes que tenham as quotas pagas um mês antes de cada ato eleitoral e quem pretende filiar-se no PS terá de ficar inscrito no local em que está recenseado, com exceção aos casos em que esse cidadão é titular de cargo político em outra zona do território nacional.
    Portanto, militantes cabeceirenses, tratem de ficar espertos ou no momento de ir às urnas ficam impossibilitados de exercer o direito de voto pois desta vez não haverá "urgências de última hora" entre outras coisas!!!!

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  2. Manuel S. Pereira Refojos13:00

    Força Dr. Jorge Machado. Este é o momento para se afirmar com um novo projeto renovador para o Partido Socialista de Cabeceiras e partir daí para as eleições autárquicas. Não digo que as pessoas que têm estado não sejam válidas e não seja necessária a sua contribuição. Mas o PS precisa de se renovar e libertar das amarras dos interesses que se instalaram no círculo do poder. Só alguém com prestígio na sociedade civil e que a população reconhece, o poderá fazer. Dr. Jorge Machado: este é o momento. Ou avança, ou então lamentar-se-á sempre, porque não o fez agora, no futuro. Há momentos em política, para nos afirmarmos, se efetivamente acreditamos que a nossa ação pode mudar a realidade para melhor. Este é o momento para agir.

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  3. Anónimo19:09

    Força JORGE MANCHADO!!!!

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  4. Anónimo12:53

    Esta alteração estaduais do ps desencadearam uma revolução nas secções concelhias. No caso de Cabeceiras após uma vitória eleitoral do China feita pelos suspeitos do costume, o ps volta a eleições para eleger o candidato do ps as autárquicas de 2013 mas desta vez com o cenário diferente das anteriores pois estas surgem de uma convocatória atempada a todos os militantes, ato que não foi cumprida nas anteriores. Assim o jorge surge como um potencial candidato pelo ps cujo os militantes vão decidir situação que já começa a mexer onde os suspeitos do costume já andam no terreno com medo de perder os seus ordenados chorudos no futuro.
    Eu deixo aqui o meu apreço e voto de confiança numa vitoria do jorge e dos cabeceirenses.

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