quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Es.Col.A não é da Câmara mas sim das pessoas

A escola do Alto da Fontinha (Porto) esteve cinco anos abandonada (pelo poder público detentor do espaço) degradando-se. Um conjunto de pessoas articuladas com a população local ocupou o espaço há cerca de um ano fundando o projecto Es.Col.A (espaço autogestionado do Alto da Fontinha). Através deste projeto, os seus proponentes e a população local, executaram obras de restauração do espaço e implementaram um conjunto de atividades bastante rico e diverso (desde o apoio ao estudo, aulas de música, aulas de capoeira, criação de uma biblioteca, etc.). Assim, onde não existia qualquer atividade dinamizadora criou-se um espaço comum ao bairro gerido pelo grupo que ocupou a escola e a população local. De referir, que tudo isto é de "borla" para a Câmara e para o Estado. Recuperou-se uma escola que estava há cinco anos abandonada e enriqueceu-se o bairro com apoio escolar e dinamismo cultural melhorando, efetivamente, as condições de vida e de vivência daquelas pessoas.

A Câmara Municipal do Porto em vez de agradecer o facto de estarem, gratuitamente, a recuperar um espaço público (dotado ao abandono) e estarem a dinamizá-lo (aulas e atitvidades culturais) pretende despejar os ocupantes e as pessoas do bairro daquele espaço. Se, de facto, à luz da letra da lei, o espaço está ocupado ilegalmente não é de somenos que apenas agora, após a ocupação, a câmara se preocupe em reaver um espaço que de uma forma "inconsequente" abandonou-o.

5 comentários:

  1. Paulo Pinto13:51

    Os poderes públicos desconfiam das iniciativas espontâneas da sociedade. Preferem a tacanhez legalista, ou escudar-se nela para abafar os movimentos não enquadrados nos seus esquemas mentais, mesmo que benéficos para a comunidade. Neste caso, parece que os líderes do movimento poderiam ter transigido nalguns detalhes e ter evitado o despejo. Mas o que fica é a falta de tacto e de sensatez da Câmara.

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  2. Sem dúvida. A Câmara deveria ter agradecido e potenciado a legalidade do projeto. Houve uma proposta de, a troco de 30 euros mensais, a Câmara ceder o espaço até Junho ou Julho. Mas isto significaria que, simplesmente, teriam que trocar três meses de "legalidade" por um despejo efetivo. Eles não aceitaram, como é óbvio.

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  3. Anónimo16:30

    Ínfelizmente a tacanhez legalista só é aplicada aos mais fracos e vulneráveis. É triste ver tanta ilegalidade praticada por peixe graúdo passar incólume. E muito sinceramente começo a ficar preocupado com a desproporção das cargas policiais que tem havido recentemente. O que se passou no chiado foi uma vergonha, e ver a forma como os agentes da polícia trataram e banalizaram todo o material e trabalho dos associados da Es.Col.A, arremessando tudo varanda abaixo como se de lixo se trata-se é profundamente lamentável. Estamos a ser governados por gente da alta finura e da etiqueta que nem valor dão à cultura e à arte produzida por pessoas sem capacidade económica mas com muita iniciativa. Se fossem miguel ângelos, gaugin´s ou picassos, ai que bom, é estrangeiro e famoso, agora como é da ralé, trata-se como lixo. Que nojo pá, não tenho palavras pra descrever o nojo que sinto em ver este tipo de insensibilidade para com o trabalho de pessoas que certamente depositaram neles a sua alma e que deles tem muito sentimento. Alguns políticos desse de alta finura mereciam era que lhes cortassem a piroca de tanto andarem nos bordeis, e outros que lhe enfiassem um quadro do da vinci pela peida acima.

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  4. Anónimo11:25

    não se esqueçam que a câmara cedia o espaço a um custo simbólico eur 30,00 e até fazia um contrato e por aí fora mas os okupas é q não aceitaram e ainda se armaram em engraçadinhos.

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  5. Anónimo18:47

    é de lamentar sr. marco gomes q siga a política do não publicamento de comentários q pela sua veracidade vão colidir com o seu pidesco sentido de democracia.
    bem haja e até nunca ......este blogue infelizmente já não é o q era....

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