Na sua vigésima quarta crónica no espaço "Opinião Demarcada" do sítio jornalobasto.com, José Nobre destaca alguns pontos existenciais da linha editorial do jornal "O Basto". Com destacados cronistas, aquele espaço de informação, ensaio e ficção tem permitido leituras e interpretações intocáveis. Pergunta o José se os cronistas, com os seus textos, têm contribuído para alteração qualitativa da paisagem social. Uma pergunta interessante mas com uma resposta difícil. A dificuldade reside na complexidade do que pretendemos mudar. Alterar a paisagem social significa, antes de mais, transformar o indivíduo. Os resultados, ou seja as consequências do acto de ler as milhares de linhas enriquecidas com ideias, ideais, perspectivas e objectivos só se realizarão se o conhecimento aliado à vontade em actuar se erigirem do cosmos individual e tornaram-se constituintes do viver de quem lê.
Na minha opinião, a transformação acontece. Há quem esteja a consciencializar-se que há um ambiente de ideias em que a liberdade de opinião e de escrita é determinante e tornou-se num ponto de improvável retorno. O ambiente (imprensa local) transformou-se, para algo um pouco melhor. As centenas de crónicas inscritas no "O Basto" e as dezenas de milhares de leituras sustentam a minha afirmação.
Este espaço, um caleidoscópio de vidas e de visões, tem traçado um caminho único na imprensa de Basto. Este espaço de crónicas não rivaliza mas sobrepõem-se aos demais órgãos de comunicação social de Basto. É o único a conjugar aqueles nomes e personalidades. Condição única, que permitirá sempre a sua majestade em relação às opiniões enviesadas e monocórdicas que minam e dominam os nossos congéneres informativos. É um bonito tempo este. Dois anos de pluralidade e ainda há tanto por fazer.
As crónicas e artigos de opinião estimulam o debate de ideias e são uma forma de intervenção cívica importante em democracia.
ResponderEliminar«O Basto» tem sido um jornal pluralista e aberto, e é assim que deve ser. Há opiniões e preocupações diferentes, mas um apego comum à liberdade, ao progresso, à participação e à justiça.