segunda-feira, 7 de maio de 2012

poetas inesperados

HUMANISMO  
Não interessa a minha cor, irmãos,
Somos do mesmo mundo, e para o mundo 
Não somos nada sem o amor profundo 
Dum sincero desejo a dar as mãos. 
Vinde falar comigo, amigos meus, 
Venha do mundo inteiro a humana gente, 
Vinde e dizei-me se essa cor diferente 
Não ama o sol, a vida, ou não tem Deus.  
Se não viveis a lei da humanidade, 
Uma lei de bondade e de beleza, 
A lei da origem humana - a natureza.  
E nós não temos culpa, na verdade, 
Porque da vida, a própria cor da gente, 
Tudo se gera, em trevas, inocente

 do opúsculo "Sonetos" de Cap. Elísio Guilherme de Azevedo

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