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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Barragens, para que te quero?

O raciocínio é simples: os autarcas de Basto preferem ganhos económicos a curto prazo em detrimento de tudo o resto. É uma tautologia local, ou seja, independentemente da personalidade, e demais corpo, que ocupe o cargo (presidente) a posição é sempre a mesma: queremos as barragens, haja o que houver, aconteça o que acontecer. 
O ritmo discursivo é conhecido: barragens, elas não são benéficas mas são necessárias para região; munícipes, os ganhos económicos, o desenvolvimento local e a energia, ai, a energia, sobrepõem-se ao embuste rendeiro do Plano Nacional de Barragens e à destruição que ela prevê para Basto
Desta vez foi o atual, e recém-eleito, presidente da Câmara de Ribeira de Pena, Rui Vaz Alves, a confirmar a vericidade da tautologia atrás enunciada. Em declarações à comunicação social, Rui Vaz Alves destaca que as barragens são uma "mais-valia" para Ribeira de Pena, do ponto de vista "económico e financeiro", mas fez questão de frisar que não quer que ela se concretize "a qualquer custo e de qualquer forma". 
O (grande) problema é que as barragens previstas para o Tâmega não podem ser relativizadas e muito menos justificadas com o argumento de que os seus malefícios, custos, vá, possam ser eliminados ou menorizados. O mal, o custo, destas barragens é tremendo, seja à cota X ou Y, seja com investimentos pequenos ou graúdos. Como apontamento final, deixo uma frase batida: se as barragens trouxessem, por si só, desenvolvimento e progresso, elas há muito que estariam encostadas ao litoral ou, então, o Interior português estaria a ser vendido como um caso de estudo do dinamismo económico. Os factos andam por aí. É vê-los.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Editorial da edição de dezembro do jornal "O Basto"

"Há um receio, ostentado por parte dos autarcas de Basto (e.g. de Mondim e de Celorico), de que o malogrado empreendimento hidroeléctrico de Fridão não avance."
Para o acesso ao texto completo: "Receio, honra e futuro".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

nem no alqueva

10 anos depois, a promessa do maior lago artificial da europa não trouxe nem riqueza nem alegria ao alentejo. entretanto, na região de basto, os rebuçados da edp vão livrando a cabeça de tais misérias.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Inaceitável

O Dario Silva luta constantemente para mostrar o ruinoso negócio (ambiental, económico, energético, cultural, etc.) do Plano Nacional de Barragens e tem sido constantemente vítima de censura. A EDP após a censura fechou a sua página. A "ilustre" ministra Assunção Cristas também "filtrou" na sua página comentários que referiam o vergonhoso e ruinoso "Plano Nacional de Barragens". O mesmo aconteceu com a página Alijó 360º, mantida pela Câmara Municipal de Alijó, após a censura de um comentário do Dario Silva. Isto só mostra como não conseguem confrontar o evitente crime economico, ambiental, cultural e social que se dá pelo nome de "Programa Hidroeléctrico de Elevado Potencial Hídrico" (vulgo Plano Nacional de Barragens). A ler e a meditar: A Câmara Municipal de Alijó Pratica a Censura no Facebook.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Barragens? Não, obrigado!

Vejam como as produtoras de energia irão receber 16 mil milhões de euros (doados por todos nós) para adicionar 0% de energia aqui. Barragens? Não, obrigado!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

entretanto a jusante na barragem do torrão

IMG_1572 o cenário "caldo verde" repete-se (a foto é de anabela magalhães). é com isto que os iluminados autarcas de basto querem garantir desenvolvimento e emprego.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

'o caldo verde'

tamegaeutrofizado

eutrofizado. bastaram uns dias de verão fora de temporada para o tâmega marcar passo e virar verde. está aqui a amostra em tamanho natural da futura albufeira do fridão a lavar os pés de mondim e celorico, sem derrama nem desconto na factura, tão pouco barquinhos e traineiras. é este o progresso que querem? continuem então a vestir as camisolinhas da edp e a dizer ámen com ministros.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

os benevolentes

As barragens foram propagandeadas por Salazar como o milagre da energia barata e são hoje responsáveis por uma parte da produção de electricidade nacional, além de terem melhorado o controlo do caudal dos rios. Foi assim por todo o Mundo. Mas já se evoluiu muito desde então e hoje percebe-se melhor que elas têm um custo implícito, porque os ecossistemas vão sendo profundamente alterados e a nossa saúde paga todos os dias a factura... Infelizmente, para a maioria das pessoas, isto é conversa. O que importa é se a conta da luz é mais barata. (...)
Infelizmente a EDP apostou milhões para conseguir novas barragens, e isso incluiu antecipação de pagamentos de licenças que ajudaram o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos a cobrir uma parte do défice de 2009, além da mais demagógica e milionária campanha publicitária da década, em que se fazia sonhar com barragens como se fossem os melhores locais do Mundo para celebrar a natureza... (...)
Estes monstros de betão vão agora destruir dois rios da região do Douro, desnecessariamente. O Sabor, por exemplo, é uma jóia de natureza ainda selvagem. À medida que o turismo ambiental cresce globalmente, mais Portugal teria a ganhar com um Parque Natural do Douro Internacional ainda inóspito, genuíno. Já não será assim. A barragem em construção inclui uma albufeira de 40 quilómetros onde se manipula o rio de trás para a frente, com desníveis súbitos, acabando com a vida fluvial endógena e o habitat das espécies em redor.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Interrogo-me, quais serão as verdades dos defensores do "Plano Nacional de Barragens"?


Programa Nacional de Barragens
Verdades sobre o barragismo que não interessam a todos: 

Pedro Jorge Pereira

quarta-feira, 27 de abril de 2011

é preciso fazer um desenho?

sete mil milhões de euros para produzir um por cento, sublinho, um por cento da energia nacional. A mesma quantidade de electricidade que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos dez vezes mais baixos, na casa dos trezentos e sessenta milhões de euros, com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas para as famílias e as empresas. Temos 170 grandes barragens, um terço das quais hidroeléctricas, será que precisamos de mais estas barragens? Claro que não. O esforço financeiro é incomportável, as consequências ambientais serão desastrosas e o desenvolvimento sócio-económico não existirá

sábado, 23 de abril de 2011

cimento, mentiras e vídeo

Novas barragens só produzem 1% de energia: argumento do Governo para justificar investimento de 3 mil milhões de euros é falso
tvi


a reportagem esclarece o que não é novidade, nada que não tem sido dito e explicado neste,  noutros blogs e espaços de intervenção de cidadãos da região. entretanto, os sinais e sintomas de delírio mental das pessoas continuam, contentes a provar do engodo em que a eléctrica assenta a operação de charme. em cabeceiras a alma desde logo vendida em hasta pública pelo solicitador da zona, a empresa tem a central de operações sediada na única freguesia que aprovou um voto de protesto contra o plano nacional de barragens. em mondim de basto, o clube da terra, não sendo um dos grandes da primeira liga, faz carreira na III B, enquanto ostenta na camisola o alto patrocínio da edp. em celorico, é a edp que paga as expensas no paliativo com o serviço de atendimento permanente do centro de saúde local até se mudarem as aflições para amarante. por falar em vender a alma ao diabo.

domingo, 10 de abril de 2011

fridão

as juntas de freguesia do vale do tâmega, afectadas pelo plano nacional de barragens, estão a ser contactadas no âmbito da acção popular contra estado português e a edp, que deu entrada no tribunal administrativo e fiscal de penafiel. espero muito sinceramente que a junta de arco de báulhe comunique a tomada de posição da assembleia de freguesia aprovada em dezembro de 2008 e não se preste a fintar a verdade democrática, a mando de directivas superiores.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ribeira de Pena a água e fogo



Do que se soube ao findar da tarde, a borrasca do dia aliviou ribeirapenenses das aflições do fogo, que terá levado 6000 hectares de muita da mais bela paisagem da região. Mas nem só esse elemento consome a alma das gentes de Ribeira de Pena.

Ao inteirarem-se devidamente do viciado processo de concessão das Barragens da Iberdrola, entre elas, a de Daivões, a população tem mostrado inquietação com o futuro. Sabe-se, dos exemplos desse país abaixo, que investimentos destes vêm sempre mascarados de promessas e ilusões por cumprir. Consideradas as perdas que nenhuma compensação suplanta, nomeadamente a privação do uso de um rio, das suas margens e mesmo da albufeira que o poderá substituir, a Assembleia Municipal de Ribeira de Pena, em sessão extraordinária, aprovou, por unanimidade, uma moção que visa clarificar e inverter todo processo. Uma posição de coragem que merece todo o louvor e serve de exemplo a órgãos homólogos noutros concelhos de Basto.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Bater na mesma tecla



The Smiths - Stop Me If You Think You've Heard This One Before

Há quem diga que dou demasiada tinta à questão das barragens, mas nenhuma me parece em excesso quando se trata de desmascarar um processo paradigmático da má fé e do abuso do poder do Estado e grandes empresas, sobre as pessoas comuns e as suas vidas. E neste contexto, expor também a encenação a que se prestam alguns dos representantes locais.

A Câmara de Mondim fez, há dias, pompa e circunstância da assinatura de um protocolo que garante a ligação da vila à Variante do Tâmega, e dali às auto-estradas que cruzam a região. Tudo bem, se o Estado e sus governos, na figura do EP- Estradas de Portugal, não tivessem essa obrigação de cumprir uma promessa com demasiado tempo.

Tudo bem, se a própria barragem do Fridão estivesse desde já aprovada, o que é mentira. O Movimento Pró-Tâmega, aliás, fez entrar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel uma Acção Popular Administrativ,a contra o Estado Português e a EDP, visando a anulação da forjada Declaração de Impacte Ambiental (DIA) condicionalmente favorável do Empreendimento Hidroelétrico de Fridão. Coisa que pode abortar a intentona.

De resto, quem pôs as devidas questões a Paulo Campos foi o Presidente da Junta de Mondim. A interpelação justa de Fernando Gomes ao secretário de estado das Obras Públicas é de leitura obrigatória. Chamou-lhe um jocosamente "protocolo de promessas com 20 anos". Tendo em conta o histórico de expectativas defraudadas, não podia ter outro nome.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Tâmega deles

Pelo que se pode ler, a Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, já legislou sobre barragens que não existem e ainda em processo de aprovação. E não é que a pretensa albufeira do Fridão terá o estatuto de "águas públicas de utilização protegida"?

Ora, neste contexto legal, e ao contrário do que os senhores da EDP vieram vender aos autarcas e fiel auditório, no imenso lago de água choca estarão interditas - e se calhar ainda bem - quaisquer actividades, desde a pesca a qualquer outra ocupação lúdica e recreativa, a que se soma uma faixa terrestre de pelo menos 100 metros de largura, com usufruto interdito ou altamente condicionado. Tal como disse Manuel João Vieira, «um misto de calhaus e lodo, com uma vedação de arame farpado toda à volta». Podem desde já cancelar a reserva do barquinho a motor.

terça-feira, 13 de julho de 2010

iniciativa



[carregue na imagem para ampliar]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E, em defesa do melhor bagaço e paisagem, o presidenciável líder dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita empresta a sua voz ao movimento anti-barragista

«Gostaria de apelar aos portugueses de consciência e particularmente ás portuguesas para o incrível crime ecológico que se está a preparar sob os seus narizes, á revelia das populações locais.

As quatro barragens planeadas para o Rio Tâmega, com o objectivo de serem exploradas durante 65 anos pela empresa espanhola IBERDROLA, vão tornar uma das mais belas paisagens do nosso país, zona de transição particularmente sensível e corredor ecológico, num misto de calhaus e lodo, com uma vedação de arame farpado toda á volta.

Vão, a montante, destruir as terras mais produtivas das veigas de Anelhe e Arcossó, donde provém quase toda a reserva de bagaço presidencial. Tudo isto para produzir 0 KW de electricidade. Estão a brincar com o nosso dinheiro, estão a brincar com o nosso país., estão a VENDER Portugal (neste caso, ainda por cima, aos espanhóis).

Portugueses, eu não deixarei de lutar. quem quiser que me acompanhe. publicarei aqui posteriormente toda a informação sobre este atentado ao nosso país. Amo o meu país, farei tudo por ele. Amo o meu modo de vida, amo o meu bagaço. Amo a mulher portuguesa.» [Manuel João Vieira, Candidato Vieira]

terça-feira, 1 de junho de 2010

Hipotecar o Futuro



O excerto retirado do documentário de Sam Bozzo, Blue Gold: World Water Wars (2008), faz a reflexão devida sobre as consequências negativas a médio e a longo prazo, na construção de barragens. Ao contrário do que a EDP e o Governo vão dizendo, estas são maus mecanismos de gestão dos recursos hídricos pelos enormes desequilíbrios que geram no ambiente, tendendo paradoxalmente a contribuir para a desertificação. Mais, os sedimentos que deviam ser levados pelos rios até ao mar, acumulam-se nas sucessivas albufeiras e estão também na origem do processo de erosão da costa, cujas medidas de minimização são suportadas na íntegra pelos contribuintes.

Mas isso não interessa que se saiba. Para fazer valer uma forma ineficiente e arcaica de produzir energia, mas que gera activos à empresa e liquidez imediata ao Orçamento de Estado, nada como mascarar os prejuízos, lançando charme pela Região. É o que a Fundação da eléctrica fez recentemente, ao patrocinar projectos de "valor e transformação social e ambiental" em Mondim de Basto, com a conivência da Câmara Municipal e do Governador Civil de Vila Real. Fica a empresa bem na fotografia, aliando uma dissimulada consciência verde à responsabilidade social. Mas também pode o executivo de Mondim ficar com a certeza de que o capital político arrecadado em alinhar na propaganda, é uma miséria face ao valor que teimam em hipotecar.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ora aí está uma boa pergunta.

«Ontem, integrado numa visita de estudo, visitei a Barragem de Castelo do Bode.
A meio da manhã, estava a trabalhar só com um grupo gerador. Disse-me um empregado que nas últimas semanas, se a memória não me falha, tem havido um excesso de produção de energia inserida na rede na ordem dos 2.000 megawatts. Acrescentou ainda que a central termo-eléctrica do Pego (Abrantes) tem estado muitos dias parada por falta de procura da rede. Disse ainda que a central nuclear espanhola de Almaraz (próximo de Cáceres) vendeu a custo zero (ou seja deu) durante este Inverno energia, pois ficaria mais caro pará-la para a reabrir mais tarde, se necessário.
Resumindo e concluindo há um excesso de produção instalado. Para quê construir mais barragens?» [Dario Silva]