regressado de Piemonti e a Lombardia, como quem diz Turim, Milão e um cibo de Bergamo, resta-me um último esforço para fazer o registo do habitual corso de entrudo arcoense, antes de esticar as pernas e as ideias que não pude no aeroporto. sim, sim, e também hei-de falar dessa coisa da liberdade. doença venérea que ataca mais a boca que as outras partes, e a alguns, diz-se-que, dá-lhes para coisa mais ruim de cabeça.
Mostrar mensagens com a etiqueta O Mal Pelo Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Mal Pelo Mundo. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
sábado, 3 de outubro de 2009
Lisboa é um vício

© alvmar1
Em fim-de-semana prolongado e de campanha, fujo para a capital, como quem aproveita o pastel de Belém que é um feriado de república de 99 anos, colado com a segunda ao domingo. Com jeito ainda se vai a São Bento escutar Cavaco num discurso que se perceba. Isto, se na véspera for deitado cedo ou não dormir de noite com o entusiasmo.
Etiquetas:
Lisboa,
O Mal Pelo Mundo,
República
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Lisboa desde Cacilhas

Quem se decidir por legar uns dias a passear pela Capital, não pode descartar - para além do eléctrico 28, os pasteis de Belém, Pessoa e o Bairro Alto - uma travessia do Tejo de cacilheiro, desde o Cais de Sodré a Cacilhas e vice-versa. O "luxo" que é oferecido de ver a capital deitada na margem e noiva dedicada ao rio, custa uns meros 80 cêntimos, para lá e para cá.
Etiquetas:
Lisboa,
O Mal Pelo Mundo,
Turismo
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Rīga | Autoosta
o quotidiano na central das camionetes da carreira
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo,
Riga
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Rīga, Latvija: amor macambúzio

Chegamos à planura da Letónia iam as horas adiantadas, 5 que contavam 7 com estas coisas do fuso, e o sol persistente ainda que pouco mais de um palmo acima do horizonte. As temperaturas por esta altura, arranham uns meados de Março português que se aguentam de casaco aberto se as nuvens não crivarem demasiada luz directa. Há no ar um aroma de maresia, de óleo e chauffage, mas o saco onde prensei as coisas vai pesando uma manhã e tarde inteira de arrastão e desvia-me os sentidos para olhar em redor por amparo ao corpo, assim que desço o pé do autocarro junto à Estação Central de Riga.
Somos recebidos por Juris, que nos espera de bicicleta, e convidados a tomar um trolejbuss rumo a um velho edifício de ferroviários, a ladear uma rua de passeios esmigalhados que se fecha no portão de uns antigos estaleiros de comboios de mercadorias. A porta de entrada do prédio abre-se digitando um código num teclado retro, e logo nos denuncia a um cão, com o barulho da madeira, inchada pelos anos, a emperrar-se chão adiante. O latir ameaçador por detrás da porta dupla do apartamento revela um rafeiro que quase me cabe entre as duas mãos. Instalados num pequeno apartamento de divisões confusas, dorme-se assim que se estende as pernas e a conversa noite dentro, embalados no Balzams que Juris misturou num sumo de amoras fervido - remédio caseiro para maleitas respiratórias e noites mais frias...
De dia, Riga é esta cidade de rosto contido, incomodado, dorida de tantos anos de nariz alheio metido nela. Há esta crispação a cada solicitação, como se não fossemos bem-vindos, russos nós também. A cidade até que acolhe 40 por cento deles, desde a ocupação, quase tantos quanto os letões nativos, mesmo assim a gente leva o azedume deste fogo cruzado. Só o ópio do tempo deverá amainar as tensões entre hóspedes e hospedeiros.
Juris é um bom exemplo de que os mais novos estão antes preocupados com as oportunidades que o futuro que lhes reserva - esta aventura capitalista - que propriamente o passado, a autoridade e a austeridade. Enquanto não se desce para as galerias num edifício esquinado ao Município, onde decorre um festival de música experimental, um grupo de amigos locais fumam e brincam comigo dizendo que ali, como na Rússia, certas liberdades compram-se directamente à polícia e à nomenclatura e não na lei. Turistas são várias vezes sondados, quando incautos se atrevem a beber na rua ou a puxar de um charro, custa-lhes um punhado de lats, euro e 30 cada um.
Os subúrbios e os fins de semana à noite ainda mostram uma Perestroika a afogar as mágoas na vodka. Nas passagens subterrâneas que contornam por baixo o emaranhado de asfalto, carris de eléctricos e fios de trolejbuss, o vaivém de alcoólicos dissimulados, velhas senhoras compram bondade enquanto nos estendem a mão. Parece haver uma miséria de idade e uma miséria de mercado. A União Soviética, esse prolongamento socialista da Rússia imperial, abandonou os seus cidadãos também por aqui, às sortes do Ocidente. O fantasma erra pelas ruas como a querer encaixar-se de alguma forma, mas a pujança enferruja-se-lhe como as carcaças dos Antonov no museu anexado ao Aeroporto de Riga.
As gerações russas pós-URSS já vão no entanto contando híbridos escondidos por detrás de apelidos letões. Os outros nomes, como as palavras, ditas e escritas, são-nas de diferente maneira. Não há comparação possível entre o russo e o letão que não seja na nossa distante ignorância. Riga, hoje como nunca, quer livrar-se do vermelho e (re)experimenta-se a si própria, na música, na arquitectura, nas artes e na liberdade, ainda que os penteados à Ágata se notem entre as mulheres pernaltas e desencapotadas, raramente obesas. Os edifícios envidraçados que se erguem alto da outra margem do rio Dauvaga, ou Duína Ocidental, fazem inveja à torre da televisão nacional, à Catedral e Igrejas de Galo empoleirado nas erectas cristas. A ousadia ameaça o título da Unesco, capital art nouveau e jugo de arquitectura comunista, donde se destaca o Palácio da Academia da Cultura e Ciência, qual versão amputada pelo meio do colosso da Universidade Estadual de Moscovo.
Naqueles cinco dias ainda troquei Riga por duas amantes, uma de madeira estendida ao sol na Estónia, serena como o báltico: Parnü; e Vilnius, capital da Lituânia. Esta última ondula primaveril entre colinas suaves, entremeadas de igrejas barrocas, góticas e neoclássicas - como a Catedral -, os aranha-céus e a verdura por onde os lituanos se esguelham da polícia para beber uma cerveja olhando a sua cidade. O seu charme acolhedor, nas 24 horas do dia, embebem qualquer humano como carne por entre o empadão, o creme e as sopas leitosas. O amor que lhe entreguei findou como paixão de uma noite, pois assim que, de regresso, olhei Riga da Ponte Dienvidu, lembrei-me que, do lado leste do Báltico, aquela seria a cidade para o resto da vida.
Somos recebidos por Juris, que nos espera de bicicleta, e convidados a tomar um trolejbuss rumo a um velho edifício de ferroviários, a ladear uma rua de passeios esmigalhados que se fecha no portão de uns antigos estaleiros de comboios de mercadorias. A porta de entrada do prédio abre-se digitando um código num teclado retro, e logo nos denuncia a um cão, com o barulho da madeira, inchada pelos anos, a emperrar-se chão adiante. O latir ameaçador por detrás da porta dupla do apartamento revela um rafeiro que quase me cabe entre as duas mãos. Instalados num pequeno apartamento de divisões confusas, dorme-se assim que se estende as pernas e a conversa noite dentro, embalados no Balzams que Juris misturou num sumo de amoras fervido - remédio caseiro para maleitas respiratórias e noites mais frias...
De dia, Riga é esta cidade de rosto contido, incomodado, dorida de tantos anos de nariz alheio metido nela. Há esta crispação a cada solicitação, como se não fossemos bem-vindos, russos nós também. A cidade até que acolhe 40 por cento deles, desde a ocupação, quase tantos quanto os letões nativos, mesmo assim a gente leva o azedume deste fogo cruzado. Só o ópio do tempo deverá amainar as tensões entre hóspedes e hospedeiros.
Juris é um bom exemplo de que os mais novos estão antes preocupados com as oportunidades que o futuro que lhes reserva - esta aventura capitalista - que propriamente o passado, a autoridade e a austeridade. Enquanto não se desce para as galerias num edifício esquinado ao Município, onde decorre um festival de música experimental, um grupo de amigos locais fumam e brincam comigo dizendo que ali, como na Rússia, certas liberdades compram-se directamente à polícia e à nomenclatura e não na lei. Turistas são várias vezes sondados, quando incautos se atrevem a beber na rua ou a puxar de um charro, custa-lhes um punhado de lats, euro e 30 cada um.
Os subúrbios e os fins de semana à noite ainda mostram uma Perestroika a afogar as mágoas na vodka. Nas passagens subterrâneas que contornam por baixo o emaranhado de asfalto, carris de eléctricos e fios de trolejbuss, o vaivém de alcoólicos dissimulados, velhas senhoras compram bondade enquanto nos estendem a mão. Parece haver uma miséria de idade e uma miséria de mercado. A União Soviética, esse prolongamento socialista da Rússia imperial, abandonou os seus cidadãos também por aqui, às sortes do Ocidente. O fantasma erra pelas ruas como a querer encaixar-se de alguma forma, mas a pujança enferruja-se-lhe como as carcaças dos Antonov no museu anexado ao Aeroporto de Riga.
As gerações russas pós-URSS já vão no entanto contando híbridos escondidos por detrás de apelidos letões. Os outros nomes, como as palavras, ditas e escritas, são-nas de diferente maneira. Não há comparação possível entre o russo e o letão que não seja na nossa distante ignorância. Riga, hoje como nunca, quer livrar-se do vermelho e (re)experimenta-se a si própria, na música, na arquitectura, nas artes e na liberdade, ainda que os penteados à Ágata se notem entre as mulheres pernaltas e desencapotadas, raramente obesas. Os edifícios envidraçados que se erguem alto da outra margem do rio Dauvaga, ou Duína Ocidental, fazem inveja à torre da televisão nacional, à Catedral e Igrejas de Galo empoleirado nas erectas cristas. A ousadia ameaça o título da Unesco, capital art nouveau e jugo de arquitectura comunista, donde se destaca o Palácio da Academia da Cultura e Ciência, qual versão amputada pelo meio do colosso da Universidade Estadual de Moscovo.
Naqueles cinco dias ainda troquei Riga por duas amantes, uma de madeira estendida ao sol na Estónia, serena como o báltico: Parnü; e Vilnius, capital da Lituânia. Esta última ondula primaveril entre colinas suaves, entremeadas de igrejas barrocas, góticas e neoclássicas - como a Catedral -, os aranha-céus e a verdura por onde os lituanos se esguelham da polícia para beber uma cerveja olhando a sua cidade. O seu charme acolhedor, nas 24 horas do dia, embebem qualquer humano como carne por entre o empadão, o creme e as sopas leitosas. O amor que lhe entreguei findou como paixão de uma noite, pois assim que, de regresso, olhei Riga da Ponte Dienvidu, lembrei-me que, do lado leste do Báltico, aquela seria a cidade para o resto da vida.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo,
Riga
quarta-feira, 13 de maio de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Voltei
Adenda: Tudo verdade, à excepção do "vale mais um mês aqui do que um ano inteiro lá..."
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Diário do Países Baixos mas com alguns muito altos VII
1: Corri-lhe para as entranhas outra vez. Queria vê-la de dia. Amsterdão é uma espécie de Veneza perfeita, um híbrido da cidade italiana com Nova Iorque - que seria Nova Amsterdão, não tivessem os holandeses trocado o território norte americano pelo Suriname. Os canais surgem emaranhados por entre os bairros, traçados a régua e esquadro e as casas a lembrar os quarteirões nova-iorquinos. As bicicletas são uma espécie de hemácias no suceder de pontes e entroncamentos. Surgem do nada por entre as casas. Trilintam frenéticas aos turistas que lhes ocupam as vias.2: Há sempre os museus. Vi Van Gogh e mais uns e outros quadros de Rembrandt, Rubens, Vermeer, Averkamp. Monet, enfim....
3: Amanhã, devo regressar ao País que não ardeu este ano. E ainda bem.
Lia distraído, o A Rússia de Putin de Anna Politovskaya, no tremido balanço do comboio quando com o abrandamento ouvi o habitual tagarelar imperceptível no neerlandês do maquinista. No meio dizia Utrecht Centraal. Estranhei se seria a paragem que eu era suposto sair, pois parecia-me tão cedo. Levantei-me e num inglês confuso, de quem ainda está a pensar com a língua materna, perguntei Is Utrecht THIS stop? Sorriu-me uma senhora de meia-idade (ou lá o que isto quer dizer), Yes, it is. Fixe. Nunca fiar no que se tenta enxergar do holandês, podem estar a falar a sério.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
domingo, 26 de agosto de 2007
Diario do País com a tal cidade de Amsterdão VI
1: Não há fotos porque não tive como. Mas tenho o bilhete de comboio que o prova. Amsterdão é aquilo mesmo. Edifícios uns em cima dos outros e em cima dos canais, pejados de barcos e doidos. A rainha e a família têm-na também como salão de festas e de excessos. E ali somos todos convidados a tal, é só escolher como. Tenho agora de a olhar à luz do dia. Falta-me o Museu Van Gogh, depois de, na Casa de Maurits em Haia, ter visto a Scarlett Johanson pintada no seu brinco de pérola. Brinco, mas quase me esquecia de o referir. Foi dose de Vermeer, Rembrandt, Rubens e outros ainda. Quanto baste, mas de chorar por mais.
2: Mas antes: Utrecht. É a cidade universitária por excelência na Holanda. Há os edifícios antigos a lembrar Oxford ou Cambridge e as artérias cheia de sangue novo, a cada ano. Há a caloirada às centenas e tão bebedos como engravatados. É a alcoólica recepção das fraternidades, pelas ruas da catedral de abóbada ruída e, claro, nas barcaças canal a direito, a gritar os imperceptíveis impropérios às esplanadas cheias de gente. Há também a sede da empresa dos caminhos de ferro: prédio imponente com o ovni estacionado na torre.
3: O campus moderno de Utrecht é um regalo. A biblioteca pasma qualquer um e depois há aqueles enormes espaços verdes, com cavalos e ovelhas e corvos em voo esperto. Entre eles, residências de salivar e o as estruturas, as faculdades e os anexos, laboratórios e nomenclaturas, feitos de liberdade e erguidos bem alto e esquisito. O estranho é tido como familiar, o arrojado é a norma.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
sábado, 25 de agosto de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Diario do Pais do Tratado De Maastricht IV
1: Nem só da Holanda vive a Europa. Portanto. Hoje fui a Aachen, na alemanha, e vi como cheiram os mercados e as lojas de chocolates e pastelarias alemãs. Eram dessas que eu queria ver pela rua da minha vilazinha abaixo.2: E quem não vai a Maastricht não é um europeu que se preze. É como um católico fundamentalista que não vai a Fátima. A cidade surpreende e vi-lhe o traço e as gentes. Cidade universitária e bonita. Imponente com as catedrais e os edifícios públicos, as faculdades e a intensa actividade cultural e arquitectónica de qualquer urbe com estudantes. Pena que não se veja uma cidade tão entregue aos caprichos dos seus académicos em Portugal, como se vê por cá.
3: Desta vez fui de carro. Os holandeses são to loucos como os tugas na estrada. Encostam-se os carros uns aos outros a 100 a hora. E tal como os verdadeiros ase(lha)s do volante por aí, param e abrandam feitos parolos para olhar o acidente no outro lado da estrada. Afinal não somos assim tão maus. Sorte a deles que as estradas são sempre em frente.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Diário do País do Tribunal de Haia III
1: Quem vai a Haia e não lhe vê o Palácio da Paz, sede do Tribunal Internacional de Justiça ("onde foram julgados e condenados à cãmara de gás: Cavaco, Sócrates, Sampaio, Mário Soares e Durão Barroso")... hmm... 2: A cidade capital é linda. Os canais como sempre e os edifícios colados à água. Depois há sempre aquela invejável forma de construir arquitectura contemporânea por entre os edifícios antigos da cidade. Coisa muito rara em Portugal. Braga é o exemplo carpideiro do mau gosto reinante.
3: Nas ruas de qualquer cidade, por entre o espectro geral, cruzam-se casais de dois pais ou duas mães, e os filhos adoptivos, com famílias inteiras de mulheres enrodilhadas no véu islâmico. Os minaretes das mesquitas, que se erguem novas, rivalizam com as torres das velhas catedrais. É só mais um pormenor na paisagem tolerante dos Países Baixos.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Diário do País das Coffee Shops II
1: Dei-me conta que tenho uma Coffee Shop à porta de casa. E nem por isso fico com um sorriso na cara. Chove como em Braga. Vai uma ganza?
2: Fui ver o Evoluon. Estava fechado. Fiquei com a impressão que estava nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto.
3: Bicicletas mais que as mães e uma rede de Autocarros com uma fluidez e pontualidade impecáveis. Mais simples que o holandês falado: parecem Sims a conversar.
2: Fui ver o Evoluon. Estava fechado. Fiquei com a impressão que estava nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto.
3: Bicicletas mais que as mães e uma rede de Autocarros com uma fluidez e pontualidade impecáveis. Mais simples que o holandês falado: parecem Sims a conversar.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Diário do País dos Canais e Vacas Torinas
1: Cheguei a Eindhoven depois de 2 dias de sub-cultura Trucker (qual hip-hop, qual Metal...), rádios tuga pela França em diante, e uma estranha impressão de que partilho com o Marante grande parte das suas angústias de amor.
2: Comecei o meu roteiro pela gastronomia holandesa. Hoje foi taglateli à carbonara.
Etiquetas:
O Mal Pelo Mundo
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)
.jpg)