A renegociação das PPP é um imperativo nacional. As taxas de rentabilidade são obscenas e, em muitos casos, isentas de risco. É, por isso mesmo, necessário romper com esta situação de favor às concessionárias e impedir o abuso que está a minar as contas públicas. E, se necessário, o Estado não deve temer utilizar o resgate das PPP, caso não consiga terminar com o abuso de outra forma.
Se as autarquias consumirem água acima dos caudais estabelecidos no contrato pagam. Se consumirem menos água que o estabelecido pagam na mesma a diferença. Negócio sem risco, lucro garantido à custa das populações é o que diz a cláusula de ouro: “1.3 – A CONCEDENTE garante à CONCESSIONÁRIA o pagamento dos caudais mínimos fixados no ANEXO 2, sem prejuízo do pagamento de todos os caudais verificados cujo valor ultrapasse esses mínimos e independentemente da execução do PLANO DE INVESTIMENTOS DE EXPANSÃO DO SISTEMA”.