... classificar como programa de "assistência e ajuda" um plano de extorsão (e enriquecimento ilícito forçado).
quarta-feira, 26 de junho de 2013
sábado, 24 de novembro de 2012
A chantagem é sempre uma poderosa arma de coação política
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O bom-senso começa a emergir
Deputado do PSD defende que "troika" devia dar mais dois anos a Portugal
quinta-feira, 17 de maio de 2012
"Eles vivem por cima das nossas possibilidades"
Na bolsa portuguesa, as vinte maiores empresas viram a sua cotação cair 28% em 2011 e cortaram 11% nos salários dos trabalhadores. Mas a austeridade fica sempre à porta de quem manda: feitas as contas, cada presidente ganhou mais 5,3% que no ano anterior.
O governo da troika corta a eito nos salários e aumenta os impostos a quem trabalha, enquanto promete que os sacrifícios são para todos. Mas basta olhar para a diferença salarial entre administradores e trabalhadores das empresas do PSI-20 e compará-la com as cotadas no índice IBEX da bolsa de Madrid para vermos que essas promessas valem ainda menos deste lado da fronteira.
O estudo divulgado esta semana no jornal Público ilustra bem essa diferença: enquanto um administrador em Portugal ganha em média 44 vezes mais que o trabalhador da mesma empresa, em Espanha essa diferença é cerca de metade. Pior ainda, esse fosso salarial aprofundou-se por cá entre 2010 e 2011 (de 37 vezes para 44) e diminuiu ligeiramente em Espanha (de 25,5 para 24,7).
Um exemplo: durante o ano de 2011, a capitalização bolsista da Galp Energia desvalorizou 21%, mas o seu presidente auferiu salários e prémios 22,9% acima do que tinha ganho em 2010, tornando-se no administrador mais bem pago no país. Ferreira de Oliveira ganhou assim 56 vezes mais que a média dos trabalhadores da GALP. Outro exemplo: o administrador da Semapa Pedro Queiroz Pereira ganhou em 2011 mais 41% em salários e prémios que no ano anterior, enquanto a empresa que gere se despenhava na bolsa, perdendo 35% do seu valor. Aqui a diferença de remuneração é de 57 vezes mais do que a média dos trabalhadores da Semapa.
Se juntarmos a esta prática corrente das grandes empresas da nossa praça financeira a emigração fiscal para a Holanda, a fuga de capitais para off-shores e a distribuição de dividendos generosos aos acionistas, percebemos melhor a resposta dada pelo eleitorado grego à injustiça da austeridade, subscrita no memorando do governo da troika agora derrotado.
Para vencer a crise, comecemos então por derrotar quem está a lucrar com ela à custa de tantas vidas sacrificadas: são quem continua a viver por cima das nossas possibilidades e a afundá-las cada vez mais. Por Luís Branco.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
"Estes governantes não são para velhos"
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Após o dia em que perdoaram cerca 50% da dívida grega
... tive o conhecimento que Portugal (não apenas o Estado) irá pagar em 2012 cerca de 8,8 mil milhões de euros em juros, pelo empréstimo (aquilo que os "mediatizáveis" classificaram como ajuda, incessantemente) da 'troika'. A estes 8,8 mil milhões de euros (mais ou menos 5,2 % do PIB) teremos de entregar ainda cerca de 655 milhões de euros em comissões (quase o valor que vão cortar ao sector da Educação em 2012) à 'troika' até 2013. Isso, sem discutir a vontade inabalável do Governo em recapitalizar a banca e ser, sublinho, uma "voz passiva" nos eventuais bancos recapitalizados. Se poderíamos ter feito isto de uma outra maneira? Sim, mas com certeza que não era a mesma coisa para o "gang" financeiro mundial (que inclui, obviamente, os nossos).
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
É o desvio, estúpido!
Sempre que há o prenúncio de um corte de custos nas ditas "gorduras" do Estado, o resultado é o mesmo: uma subida de impostos e mais uma transferência de rendimentos em sentido inverso ao que seria desejado. Desta vez, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou que o gás e a electricidade serão taxados à taxa normal do IVA, ou seja, aumenta de 6 para 23% o IVA sobre estes produtos. Os cortes na despesa fútil, que outrora o PSD e acólitos brandiam a pleno pulmões, ficam adiados. A juntar a isso vemos a intenção da 'troika' em querer diminuir a Taxa Social Única (na vertente do empregador) em cerca de 6 a 7%. Ao efectuar tal ordem externa, o resultado será uma mais que evidente descapitalização da nossa, como diria a direita política lusitana, insustentável Segurança Social. Está à vista o modo de funcionamento do nosso sebastiânico governo: se o Estado Social é insustentável, torna-mo-lo ainda mais insustentável; se é necessário cortar na despesa, aumenta-se a receita por via dos impostos. Contradições? Não, apenas o comportamento típico do nosso eterno retorno.