O mundo disse ontem adeus a uma das figuras mais fortes da cena política mundial dos últimos 10 anos. Hugo Chávez era um venezuelano patriota, controverso e carismático que conseguiu, graças à escalada do preço do petróleo e fonte de receita fundamental daquela economia, levar escolas e saúde a uma grande faixa populacional que até então se via privada do básico. Pode questionar-se o modo, mas a verdade é que Chávez fez a sua reforma "bolivariana e socialista" pela via democrática, apoiada em eleições e referendos, sem que houvesse um observador internacional que lhe apontasse dedo.
Entretanto, a Venezuela afirmou-se geo-politicamente e muito do despertar dos povos sul-americanos, face a anos de domínio e manipulação pelos Estados Unidos, se deve a líderes como Chávez, a par de Lula da Silva ou Evo Morales. [o documentário acima contextualiza a aparição destes actores na política da América do Sul] Com o desaparecimento do Comandante, nasce o mito, mas pode morrer também o processo de transformação da Venezuela, agora de caras com tão grande vazio. São as vicissitudes de um projecto demasiado pessoal, que acaba por encadear o discernimento sobre a nossa mortalidade e como arriscamos à orfandade tantos que sonharam connosco. Talvez seja tarde para Nicolás Maduro, talvez seja um novo alvorecer para o velho status quo na cara nova de Capriles.
Entretanto, a Venezuela afirmou-se geo-politicamente e muito do despertar dos povos sul-americanos, face a anos de domínio e manipulação pelos Estados Unidos, se deve a líderes como Chávez, a par de Lula da Silva ou Evo Morales. [o documentário acima contextualiza a aparição destes actores na política da América do Sul] Com o desaparecimento do Comandante, nasce o mito, mas pode morrer também o processo de transformação da Venezuela, agora de caras com tão grande vazio. São as vicissitudes de um projecto demasiado pessoal, que acaba por encadear o discernimento sobre a nossa mortalidade e como arriscamos à orfandade tantos que sonharam connosco. Talvez seja tarde para Nicolás Maduro, talvez seja um novo alvorecer para o velho status quo na cara nova de Capriles.