sábado, 8 de março de 2008

Guerra de Números

O Meu Tigre diz-me que na manifestação de hoje em Lisboa, enquanto que PSP (afecta ao Governo) admitia entre 60 a 70 mil professores, a FenProf e sindicatos clamavam que eram quase o dobro dos que realmente haviam no país.

3 comentários:

Eduardo disse...

Vítor aí não me parece que estejas a ser coerente, mas é a minha opinião. Acompanhei a manifestação pela RTP/N e pela Sic/Notícias e foi referido que a PSP avançou o número de 85 mil professores a manifestarem-se. os sindicatos apontaram 100 mil é certo, mas a diferença é insignificante se considerarmos que foi a maior manifestação sectorial desde o 25 de Abril. Governo que não compreende o significado desta manifes~tação e se recusa a corrigir ainda que em determionados pontos ( e não é difícil) a sua trajectória política no sector educativo, também me parece que não é governo que sirva para Governar Portugal. Hoje em Lisboa estiveram mais de metade do universo dos professores portugueses, e é preciso compreender os sinais. Torno-te a dizer e sei que compreenderás: Nunca vi fazerem-se reformas de fundo, tendo como opositores os principais agentes da mudança. Aqui, julgo que não ficaria mal alguma abertura ao diálogo. Mas isso, é a minha opinião e vale o que vale. Abraço.

Vítor Pimenta disse...

Caro Eduardo, confesso que de certo modo vou-me descaindo para lado nenhum. Tenho lido artigos, mais ou menos suspeitos, e enfim: já nem sei que diga. Eu realmente só lamento que os agentes de mudança nunca tenham sido os primeiros a lançar-se na mesma no banho-maria das coisas. E depois claro, ao mínimo sinal de estupro de alguma coisa, sai este clima que nem é democrático nem coisa nenhuma, nem de cima nem de baixo.

E confesso que não tenho nenhuma simpatia por sindicalistas em Portugal, então este Mário Nogueira, que nem sei se algum dia foi professor a sério, como outras figuras de outros dos sindicatos são uns avençados do altifalante, fazem eles próprios carreira neste vai-que-não-vai-que-não-vai-nada.

E obviamente que nada se poderá fazer em fundo sem a colaboração dos profissionais do sector, mas se esta ministra (pelos vistos) não o faz, fará algum ministro da Educação neste País ou nesta Democracia?

Ah, e o post foi uma piada à guerra de números destas coisas que propriamente aos números, estes nem os contesto.

Abraço

Ctarina Lopes disse...

Pi, falaste do sindicalista que provavelmente nunca foi professor a sério... Esse é um dos problemas que eu vejo nesta reforma... Só chega a professor titular quem ocupa lugares de chefia numa escola... Aqueles professores que, por não gostarem de ser professores, ocupam uma infinidade de cargos de forma a diminuir o número de aulas que têm de dar... Quem gosta verdadeiramente de dar aulas e detesta as burocracias (de que alguém tem que tratar, é certo)fica desta forma prejudicado.
Isto é apenas um exemplo!!
Quanto aos números da manifestação, a PSP acabou por concordar com os sindicatos: 100 mil professores (cerca de 2/3 dos professores portugueses).