Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Estalinismos

Nos alvores do verão quente de 2013, a pré-pré campanha eleitoral para as eleições autárquicas deste ano está a evidenciar muitos dos vícios Estalinistas. Eles, os corvídeos, analisam os likes nas redes sociais, vigiam os encontros entre pessoas nas ruas e nos estabelecimentos públicos e, quem sabe, já vasculham os caixotes do lixo de certas e determinadas pessoas. Para além disso, há a decorrer a enésima perseguição judicial. É uma azáfama 'controladeira' que visa garantir, à Situação, um número de votos que possa manter o seu peculiar 'regime' democrático. Portanto, peço que quando se encontrarem perante tais situações afirmem, de uma forma veemente, que o (neo)feudalismo não é compatível com um regime verdadeiramente democrático e que, acima de tudo, eles passam mas nós ficamos.

Ciclo-eco-coisas

O "autarquiado" de Basto rejubila com a inauguração da "ciclo-eco-pista" do Tâmega, que se sobrepõe à malograda ferrovia da Linha do Tâmega. O custo da transformação da linha em "ciclo-eco-coisa" foi tremendo e, seguramente, muito superior à reactivação da linha para o uso ferroviário. Por outro lado, esta obra dispendiosa assegurará em grande parte o antigo trajecto da antiga linha ferroviária. Algo positivo para quem, como eu, já está a pensar em como arrancar o alcatrão do pavimento para colocar os carris que promoverão a mobilidade e o progresso desta região.

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

dia histórico


porque é 25 de Abril e porque Cabeceiras de Basto tem uma candidatura independente nas próximas autárquicas.

Domingo, 14 de Abril de 2013

Mudança de ciclo

Estamos perante uma mudança de cliclo inevitável. O preço dos combustíveis fósseis (a nossa economia está assente no pressuposto de energia barata e abundante) e da comida estão a aumentar; o mercado habitacional afunda-se; a dívida privada (principalmente) e a dívida pública estão incontroláveis e estrangulam a economia; o desemprego está mais do que elevado; e a recuperação económica não se vislumbra e a acontecer será tardia e inócua. Posto isso, o novo paradigma terá que pautar-se pelas novas energias (ecologicamente sustentáveis e renováveis) e pelas novas/renovadas tecnologias da comunicação (Internet e "cloud computing"). Terá que haver uma nova forma de "pensar" e agir economicamente. A mudança terá que ser feita localmente (aldeias e vilas presentes em redes inteligentes de partilha de energia e recursos) com um efeito de difusão para uma escala administrativa maior. Agora que estamos no prelúdio das eleições autárquicas era este assunto, e outros do mesmo timbre, que gostaria que fosse exposto e rebatido nas campanhas que se avizinham. Ignorar estes factos e fecharmos um momento de discussão política em "fait-divers" clubísticos é um erro, muito perigoso. O que deverá ser discutido, tendo em conta as restrições atrás descritas e a necessidade de mudarmos de paradigma, é o que prosaicamente uma autarquia como Cabeceiras, Mondim, Celorico ou Ribeira de Pena poderá fazer para se adaptar e, assim, sobreviver num futuro próximo.

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

um américo tomás

O presidente de república, um tal cidadão honorário de Cabeceiras (não confundir honor com honra), tornou-se um actor ridículo nestes tempos em que o Governo, pela mão do seu ministro das finanças e primeiro-ministro (na ordem decrescente de importância), fazem o maior ataque ao Estado de Direito. Se o monocórdico robot das contas de Vítor Gaspar ensaia o papel de  Presidente de Conselho de Ministros, Cavaco, mudo e calado, prova a sua insignificância como provedor da Democracia e da República, anda algures entre um corta-fitas e um honoris causa de confrarias do chouriço. A cair o governo, que caia também a presidência.

wall-e street

Oiço Vítor Gaspar a falar aqui e Olli Rehn em Bruxelas, e fico a pensar se não estamos a ser governados por drones de uma outra civilização.

o delírio de grandeza



Em modo da contagem decrescente da aparente saída de cena do actual presidente de câmara, candidato à assembleia, é distribuído gratuitamente pelo concelho várias dezenas de exemplares do tablóide do distrito, onde a mesma figura faz capa e concede uma longa entrevista. O outro jornal aficionado, aliás, não chegaria para tamanha grandeza. Por fim, não querendo de algum modo divagar sobre a origem do financiamento da distribuição nem a emergência de semelhante empreitada "informativa", até porque "a obra fala pelo homem", nem sei se valerá apenas obrar mais considerações para este fenómeno da cultura que ainda medra por aí. Ainda bem que não se é uma potência nuclear.

Terça-feira, 9 de Abril de 2013

Política fora da lei (II)

Querem fechar o país a troco de um revanchismo tolo e em nome de um experimentalismo económico criminoso. Exijo, como cidadão eleitor, a retirada imediata destes loucos de qualquer cargo de poder e de acesso democrático. Exijo, como cumpridor das leis deste país, a restauração do Estado de Direito que este governo ameaça a cada dia de governação. Se for preciso estarei aqui, em reserva mas pronto a agir. Isto não pode continuar. Basta! 

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país   
"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.  
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático. 
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro. Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." 
 Lisboa, 9 de Abril de 2013 António Sampaio da Nóvoa Reitor, Universidade de Lisboa"

Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

Política fora da lei

Um Orçamento de Estado deve ser redigido em conformidade com as leis da República, em particular, com a nossa Constituição, a lei fundamental. Tudo o que saia desta sentença é "política fora da lei", ilegal, e um agente que enferma o Estado de Direito. Como expoente máximo da irracionalidade política e da falta de sentido de Estado, temos o discurso do nosso Primeiro-Ministro após a ida a Belém e obrigar o Residente da República, Cavaco Silva, a sustentá-lo no trono de São Bento.O discurso de Passos Coelho a criticar a decisão do Tribunal Constitucional (que julgou inconstitucional um conjunto de normas presentes no Orçamento do Estado) mostrou um claro desrespeito pelas instituições (um Tribunal não faz política), uma passagem de responsabilidades incompreensível (só cabe ao Governo as consequências) e um revanchismo maquiavélico que demonstra a alienação da realidade (a ameaça com mais austeridade é intolerável e criminoso). Assusta-me, verdadeiramente, estes seres que brincam com as instituições, com o Estado de Direito e ainda tentam passar a ideia evangélica de que eles conhecem a Verdade e nós, os outros, temos que a aceitar -mesmo com o falhanço claro nestes dois anos de experimentação sócio-económica. Cuidado. Muito cuidado. A ler: o talentoso senhor Passos.

Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

Dois pesos e duas medidas

- Em março de 2011 o jornal "O Basto" apontava como candidato do PS à autarquia cabeceirense China Pereira. China Pereira não desmentiu nem confirmou a notícia. O PS de Cabeceiras de Basto (em particular o núcleo administrativo) não exige clarificação e, China Pereira, é eleito a 16 de novembro de 2012, em plesbícito interno, o candidato oficial.

 - Em julho de 2012 o mesmo jornal levantava o véu e pontificava a candidatura de Jorge Machado à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. Jorge Machado não confirma nem desmente a notícia. O PS de Cabeceiras de Basto (em particular a brigada inquisitorial) exige uma clarificação e a Jorge Machado é-lhe retirada a confiança política. 

Conclusão: para a cúpula administrativa do PS de Cabeceiras de Basto não desmentir nem confirmar notícias do jornal "O Basto" é um ato de traição, algo contrário aos valores daquele partido. Porém, China Pereira continua no partido e é o candidato oficialíssimo.

Domingo, 24 de Março de 2013

os vampiros

videoclip de Inês Freitas e Miguel Mendes que foi escolhido pelos Muse para a sua "Animals", é uma metáfora negra e pertinente da situação do país e de outros tantos submetidos à extorsão.

Quarta-feira, 20 de Março de 2013

clarividência

O Tribunal Cível de Lisboa declarou o impedimento de Fernando Seara se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa, não só pelo no facto de na lei de limitação de mandatos estar escrito “presidente de Câmara” e não “presidente da Câmara”, mas sobretudo por causa do princípio constitucional (artigo 118.º) que prevê a renovação do poder político.
A decisão do Tribunal Cível de Lisboa esclarece e reafirma o real objectivo de uma lei sobre a limitação de mandatos: assegurar a renovação e evitar a carreira vitalícia de "profissionais da política". Fica a salvo o bom senso que devia ser natural na cabeça de muitos destes fulanos. Mais, só resta confirmar-se o igual impedimento dos presidentes de junta "fora de prazo" em integrarem as listas para a Assembleia de Freguesia, em qualquer posição. Que aborrecimento.

auto da arca do inferno

É triste e grave quando uma Câmara Municipal, a cobro de uma questiúncula técnica, insiste numa guerra absurda com uma associação do concelho. Isto é o contrário da sensatez  expectável por parte do poder público, que deveria fazer uso dos meios que lhe são dotados pela Lei e pelos contribuintes para gerir com igualdade e respeito a sua relação com as instituições, em prol do bem de toda a comunidade.

Até podíamos supor que o município teria a sua razão neste caso dos técnicos camarários na vistoria ao Lar da ARCA, mas ao invés de tomar uma atitude serena e conciliadora, a Câmara de Cabeceiras de Basto optou por fazer uso dos seus órgãos de comunicação para alimentar "autos-de-fé".

Posto isto, é bom que na reflexão sobre o quotidiano das nossas vidas, a gente se vá lembrando que uma Câmara é bem mais que as pessoas que a encabeçam e, sobretudo, é bom que todos se lembrem, na altura certa e não só de vez em quando, de quantos aparentemente se julgam acima e ao largo da responsabilidade que o exercício do poder público e democrático exige. 

Terça-feira, 12 de Março de 2013

o conclave segundo jonet

à hora do jantar e em casa de muitas famílias, habemus papa de cerelac

Quinta-feira, 7 de Março de 2013

a carreia política segundo o retalho

passar de autarca modelo a continente bonjour

Quarta-feira, 6 de Março de 2013

hasta mañana, compañero


O mundo disse ontem adeus a uma das figuras mais fortes da cena política mundial dos últimos 10 anos. Hugo Chávez era um venezuelano patriota, controverso e carismático que conseguiu, graças à escalada do preço do petróleo e fonte de receita fundamental daquela economia, levar escolas e saúde a uma grande faixa populacional que até então se via privada do básico. Pode questionar-se o modo, mas a verdade é que Chávez fez a sua reforma "bolivariana e socialista" pela via democrática, apoiada em eleições e referendos, sem que houvesse um observador internacional que lhe apontasse dedo.

Entretanto, a Venezuela afirmou-se geo-politicamente e muito do despertar dos povos sul-americanos, face a anos de domínio e manipulação pelos Estados Unidos, se deve a líderes como Chávez, a par de Lula da Silva ou Evo Morales. [o documentário acima contextualiza a aparição destes actores na política da América do Sul] Com o desaparecimento do Comandante, nasce o mito, mas pode morrer também o processo de transformação da Venezuela, agora de caras com tão grande vazio. São as vicissitudes de um projecto demasiado pessoal, que acaba por encadear o discernimento sobre a nossa mortalidade e como arriscamos à orfandade tantos que sonharam connosco. Talvez seja tarde para Nicolás Maduro, talvez seja um novo alvorecer para o velho status quo na cara nova de Capriles.

Sexta-feira, 1 de Março de 2013

incontinente

A marca de hipermercados do Belmiro abriu loja em Cabeceiras e foi natural a horda de zombies das compras a afluir ao comício de abertura. Apesar dos riscos de tamanho elefante para o comércio local, é preferível tê-lo por perto do que a vinte e tal quilómetros, gerando emprego e fluxo de curiosos noutro concelho. Para os comerciantes tradicionais, os estragos já estavam feitos com o circuito de hipers de Fafe, é só mais um desafio para se diferenciarem e acrescentarem valor acrescentado ao que vendem. Pena é que, no esforço de preparação para a entrada de um gigante do retalho em Cabeceiras, a Câmara Municipal tenha sido mãe para uns e madastra para outros. Convém guardar na memória as verbas do ProCom e UrbCom que passaram ao lado de uma Vila com vida comercial activa, como era, e ainda vai sendo, Arco de Baúlhe.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

entrudo d.o.c.



Já levamos semanas de tempo quaresmal, mas não é demais lembrar e louvar a coragem e o esforço da Associação Recreativa e Cultural de Arco de Baúlhe (A.R.C.A.), em manter viva a tradição de escárnio e maldizer do Corso Carnavalesco daquela vila, apesar das tentativas de sabotagem por parte de alguns dos visados, penosamente a reboque de afrouxadas orientações de governo. O que vai valendo são as largas centenas de espectadores que, todos os anos, vão dando força a quem leva o Carnaval a sério e tornando insignificante quem o leva sempre a mal.