segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Segundo o nosso ilustre governo, não há alternativas à austeridade mas a realidade desmente-o

A Bélgica continua a escapar à fúria dos "Mercados" e à obtusa política dos governantes europeus. A razão, simplificada e sem grandes elocuções, resume-se à não aplicação das medidas (contraproducentes) de austeridade tão em voga em sociedades e em países onde a impera a ditadura (não tão encapotada) do sistema financeiro. Tudo isto deve-se a uma estabilidade governativa, o consequente de uma instabilidade política. Isso mesmo, a Bélgica está em gestão corrente há praticamente dois anos e está a escapar aos holofotes dos agiotas, porque não aplica os programas de austeridades impostas pelos agiotas e especuladores. Uma confusão? Sim, mas é um reflexo do tempo em que vivemos. Paralelamente, a Islândia fez o que teve que ser feito. Deixou os bancos falirem, não pagou (num primeiro momento) e renegociou uma dívida com juros e prazos intoleráveis, aplicou medidas justas, incentivou a participação popular, mudou a sua democracia e culpou quem deveria ser culpado. Hoje, a Islândia "quase-default", recupera magistralmente. Está a crescer economica e socialmente. As projecções encerram em si mesmas uma realidade inquestionável: a Islândia irá crescer economicamente em 2012 três vez mais do que a União Europeia. Penso que estes exemplos deverão "esclarecer" algumas mentes que, ora por um partidarismo/ideologia cego(a) ora por falta de informação,  continuam a afirmar que o empréstimo da 'troika' foi uma ajuda preciosa,  que vivemos "acima das nossas possibilidades", que o "Estado social actual é insustentável", "não há alternativas" e outras estúpidas barbaridades.

2 comentários:

Anónimo disse...

Fogo!!! até que enfim, alguem a concordar comigo...estava a ver que não!!

Anónimo disse...

se não fosse a austeridade, ficavam com pouco dinheiro para retribuir os contributos que recebem dos poderosos para as respetctivas campanhas. então toca a manter certas e caras mordomias e o "preto" que pague.