Ao contrário do que subentende-se do comentário o Vítor, a possibilidade de haver eleições "primárias" ou "diretas" não deriva de uma opção pessoal de Joaquim Barreto. É uma consequência lógica da recente alteração dos estatutos do partido socialista. Isto é, e em particular, a mudança substancial das regras eletivas derivou a necessidade de eleger em quase toda a escala partidária (das concelhias às federações) novos elementos dirigentes num processo congruente com as novas regras estatuárias. Assim, como é facilmente verificável, as federações socialistas estão a convocar eleições em todas as suas secções. Não há um "emendo de mão" ou a tomada de consciência sobre opções passadas. Há, sim, um zeloso cumprimento do que fora acordado na última reunião da Comissão Política nacional do Partido Socialista.
Consequentemente, Joaquim Barreto marcou para o dia 16 de junho do corrente ano as eleições para a Comissão Política da seção do PS de Cabeceiras de Basto. Este evento tem uma importância relevante para o novo processo de escolha de um candidato socialista às eleições autárquicas de 2013. Com a nova revisão estatuária do PS, os putativos candidatos terão que reunir três condições para se sujeitaram a um processo de eleição direta: 1) apoio de 10% dos militantes; 2) apoio de 10% dos autarcas eleitos pelo partido e 3) o apoio de um terço da comissão política em vigor à data. Tendo em conta o que se passou na escolha do actual candidato às próximas eleições autárquicas (China Pereira) o momento da clarificação virá a seguir.
De facto, existe um conjunto de militantes do PS que não se revêem na actual "linha dura" do partido. Rejeitam o actual séquito partidário e municipal (qual centralismo democrático), constituído por Joaquim Barreto, Francisco Pereira e afiliados. As suas preocupações centram-se nos dias que correm (onde as jogadas políticas dominam e a superior interesse público está secundarizado) e estão temerosos nos dias que se seguirão às eleições de 2013. Em suma, são estes os "silenciosos" e potenciais apoiantes de uma candidatura de Jorge Machado. Acreditam na capacidade e na verticalidade dele para liderar um projeto político diferente e arrojado, um conjunto de medidas que aproveite os investimentos feitos, que liberte a sociedade do "centralismo municipal", que revigore a democracia local e coloque ordem nos assuntos camarários mais prementes (recursos humanos e orçamento). Porém, é necessário haver uma centelha, ou seja, que haja o rompimento político aberto com a actual "linha dura", para que o caminho seja iluminado. O que implicará, como é evidente, que Jorge Machado aceite encabeçar o movimento. Caso contrário, e independentemente de qualquer resultado eleitoral, o Partido Socialista continuará afundar-se qualitativa e quantitativamente. Portanto, a parte "silenciosa" tem, agora, uma oportunidade única para emergir.
4 comentários:
Parabéns pelo exclarecimento! Acrescento que, e segundo António Galamba, "Queremos reforçar a transparência nas eleições internas do partido.A par desta alteração, o PS vai apertar as regras de fiscalização em processos de votação interna e de adesão ao partido. Os cadernos eleitorais terão de fechar um mês antes de cada eleição interna e só podem votar os militantes que tenham as quotas pagas um mês antes de cada ato eleitoral e quem pretende filiar-se no PS terá de ficar inscrito no local em que está recenseado, com exceção aos casos em que esse cidadão é titular de cargo político em outra zona do território nacional.
Portanto, militantes cabeceirenses, tratem de ficar espertos ou no momento de ir às urnas ficam impossibilitados de exercer o direito de voto pois desta vez não haverá "urgências de última hora" entre outras coisas!!!!
Força Dr. Jorge Machado. Este é o momento para se afirmar com um novo projeto renovador para o Partido Socialista de Cabeceiras e partir daí para as eleições autárquicas. Não digo que as pessoas que têm estado não sejam válidas e não seja necessária a sua contribuição. Mas o PS precisa de se renovar e libertar das amarras dos interesses que se instalaram no círculo do poder. Só alguém com prestígio na sociedade civil e que a população reconhece, o poderá fazer. Dr. Jorge Machado: este é o momento. Ou avança, ou então lamentar-se-á sempre, porque não o fez agora, no futuro. Há momentos em política, para nos afirmarmos, se efetivamente acreditamos que a nossa ação pode mudar a realidade para melhor. Este é o momento para agir.
Força JORGE MANCHADO!!!!
Esta alteração estaduais do ps desencadearam uma revolução nas secções concelhias. No caso de Cabeceiras após uma vitória eleitoral do China feita pelos suspeitos do costume, o ps volta a eleições para eleger o candidato do ps as autárquicas de 2013 mas desta vez com o cenário diferente das anteriores pois estas surgem de uma convocatória atempada a todos os militantes, ato que não foi cumprida nas anteriores. Assim o jorge surge como um potencial candidato pelo ps cujo os militantes vão decidir situação que já começa a mexer onde os suspeitos do costume já andam no terreno com medo de perder os seus ordenados chorudos no futuro.
Eu deixo aqui o meu apreço e voto de confiança numa vitoria do jorge e dos cabeceirenses.
Enviar um comentário