terça-feira, 3 de abril de 2012

ética da sustentabilidade

com tanta falta de criança em portugal, mais que ético, é pragmático que se facilite a possibilidade de também os casais homossexuais darem à luz mais contribuintes.

11 comentários:

Anónimo disse...

Isto só pode ser uma piada de 1º Abril atrasada....

Marco Gomes disse...

Nada disto, é mesmo uma necessidade. Se os valores constitucionais não são cumpridos então que usem as necessidades económicas para acabar com a alarvidade da orientação sexual ser factor de discriminação.

Anónimo disse...

Casarem entre eles, v+a que não vá é vida deles. Agora adoção??? Estamos a falar de um ser humano que não tem, voto na matério e não pode escolher! isso nunca!!! Não estamos a falar de discriminação. Se dois homossexuais conseguirem gerar um filho entre eles ninguem os deve impedir de o registar como filho, se não o conseguem por alguma razão o será!

Marco Gomes disse...

Em princípio ninguém consegue escolher os seus pais. O que as crianças necessitam é de amor, carinho e capacidade (dos pais) em dar a melhor vida possível aos seus filhos. O sexo dos pais é praticamente irrelevante. Não vejo qual seja o problema de dois homossexuais poderem adoptar quando a lei actual permite a adopção por homossexuais (mas solteiros). Já é tempo de darmos um salto e passar por cima deste tipo de preconceitos.

Anónimo disse...

Pois mas o preconceito dos outros não se controla, e o dos membros de uma cultura muito menos. Uma coisa são duas pessoas adultas assumirem a homossexualidade e oficializá-la eventualmente através do matrimónio (caso seja legalizá-lo) responsabilizando-se por esse acto e pelo escrutínio e julgamento da sociedade, sujeitando-se à aprovação ou ao preconceito. Outra coisa é submeteres uma criança a esse escrutínio e eventual preconceito, sendo a mesma imatura, vulnerável e incapaz de tomar ou compreender esse tipo de decisão numa sociedade que não está claramente preparada para isso. Não sou homofóbico, mas defendo que se dê um passo de cada vez. Crianças são crianças

Marco Gomes disse...

O mesmo processo aconteceu outrora com os filhos de casais divorciados ou de pais incógnitos. O que aconteceu para estes deixarem de estar na mira dos "moralismos" da sociedade? Deram-lhes as mesmas oportunidades e condições perante as leis e os Homens. A sociedade "aceitou-os". Penso o mesmo sobre os filhos de casais homossexuais. Porque eles existem (há milhares de crianças com pais homossexuais) e são estes os exemplos que combatem o preconceito. Repare, é uma questão de justiça e de igualdade em função do bem superior da criança.

Anónimo disse...

O teu argumento é interessante mas não consigo concordar na plenitude. Não acho tenham sido esses exemplos que mudaram a forma de pensar.

Acho que a socieade sempre aceitou as crianças na sua inocência, o que não aceitava era o comportamento egoísta dos pais que se separavam e o seu pecado no seio de uma cultura do catolicismo. As crianças filhas de pais separados viviam mais sob o rótulo de coitadinhas, do que própriamente sofrendo o preconceito sob a forma de chacota.

Hoje vivemos menos presos aos desígnios religiosos e penso que a homossexualidade, embora sujeita ao preconceito, é já aceite mesmo por pessoas que se consideram católicas. Porém, penso que na questão do divorcio, ele foi gradualmente sendo aceite por nos termos desprendido da ideia do pecado, e relativamente às crianças, porque o malefício provocado às mesmas mantendo os seus pais unidos pelo casamento era maior do que estando divorciados.


É natural as crianças quererem que o pai e a mãe estejam juntos, mas pode tornar-se altamente traumático para a mesma viver num lar onde não existe uma relação harmoniosa entre os conjugues e onde inclusivamente está presente a violência e a discusão tão comuns nos períodos pré-divorcio. Penso que esta consciência fez com que os filhos de pais divorciados se desprendesse desses rótulos.

Penso que fazes uma comparação difícil porque as partes teem pesos diferentes. E é como digo, um passo e cada vez, não significando que para isso seja necessário meio século, se é que me faço entender.

Marco Gomes disse...

A actual lei permite a adopção por parte de um homossexual solteiro mas não permite a adopção por parte de um casal homossexual. A mesma proibição está na procriação assistida. Honestamente, isto é uma contradição gritante e estúpida. Só acontece em Portugal, o único país que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e restringe a adopção (e outras coisas) a estes casais. Uma singularidade tonta e anacrónica e, como têm dito muita gente, inconstitucional. Não há argumento lógico e racional que suporte isto. Acrescento, ainda, que isto é algo premente e não deve demorar o tempo que está a demorar. Porque, de facto, o passo ainda não foi completamente dado, está suspenso à espera de pousar.

Anónimo disse...

Que nunca aconteça!

Anónimo disse...

Uma criança precisa de um Pai e de uma Mãe,,,,, e apesar de haver casos de filhos q vivem só com a mãe ou com o pai, ou com casais de mm sexo; por princípio, não concordo com a lei da adoção, mto menos com a lei (possível) lei de barrigas de aluguer,,,,

Paulo Pinto disse...

Respeitando embora os argumentos contrários, concordo com o Marco. Para a criança, o que mais interessa é o afecto, a satisfação das suas necessidades, uma boa educação, e isso tudo não depende da orientação sexual dos pais.
Por outro lado, não esqueçamos que crianças à espera de adopção são muitas, que as regras são apertadas (e não o serão menos se os adoptantes forem homossexuais), e que se trata de órfãos, crianças abandonadas, filhas de toxicodependentes, vítimas de abusos, etc. Que mal há em entregar uma criança com esse passado a dois homens ou a duas mulheres que lhe dêem carinho e segurança?
E, é claro, os homossexuais solteiros (ou os casados mas não assumidos) já podem adoptar. É certo que este assunto choca algumas consciências, mas, se formos ao fundo da questão, vemos que para além do preconceito pouca substância resta para opor à adopção por casais homossexuais, especialmente agora que o casamento deles foi autorizado por lei.