"Na sua perspectiva[de Manuela Ferreira Leite], o casamento entre homossexuais atacaria o bom nome da instituição. Nem vale a pena discutir a sua actual má reputação, obtida sem a contribuição dos homossexuais. As suas palavras lembram séculos bem mais antigos. MFL entende que os gays e lésbicas, à semelhança dos escravos, não são cidadãos como os outros. São novos portugueses de segunda. Fica a sugestão: em vez de «outra coisa qualquer», chame a esse casamento «contubérnio», designação que os arautos dos bons costumes deram ao matrimónio entre escravos.
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MFL pode reclamar a procriação para desculpar actos políticos, como fez ao usar a sua condição de mãe de mãe, de avó, para legitimar o seu silêncio durante a greve dos patrões dos camionistas. Pode fazê-lo, embora não se coadune com a imagem de anti-populismo que pretende. Já não pode é desconhecer que nem a família implica procriação nem a procriação implica família, por mais filhos, netos e bisnetos que a própria tenha. MFL pode invocar a sua própria procriação para justificar decisões políticas, embora seja lamentável. Não pode é justificar preconceitos pessoais e violar direitos fundamentais, invocando a procriação alheia e afirmando que aqueles que pretende impedir de procriar não procriam..."
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MFL pode reclamar a procriação para desculpar actos políticos, como fez ao usar a sua condição de mãe de mãe, de avó, para legitimar o seu silêncio durante a greve dos patrões dos camionistas. Pode fazê-lo, embora não se coadune com a imagem de anti-populismo que pretende. Já não pode é desconhecer que nem a família implica procriação nem a procriação implica família, por mais filhos, netos e bisnetos que a própria tenha. MFL pode invocar a sua própria procriação para justificar decisões políticas, embora seja lamentável. Não pode é justificar preconceitos pessoais e violar direitos fundamentais, invocando a procriação alheia e afirmando que aqueles que pretende impedir de procriar não procriam..."