
Isto fará confusão a quem lê, mas é quase isso mesmo, uma confusão. Pela blogosfera em diante falam-me de um país de autoritarismo, onde ninguém pode ser nem dizer, mesmo sem razão, o que lhe vier à mona. Neste país há bosta de cavalo a forrar o chão, é dos cavaleiros do apocalipse, falsos profetas vestidos de ministros e bestas do tamanho de aeroportos. E um gremlin em bicos de pés, a insinuar na oposição. Não há liberdade e nem se pode saír à rua, por outras questões além do calor. Há o medo medonho dos superiores e dos inquéritos que nos desnudam nas poucas vergonhas, os atrevimentos em dar à língua. Há
um partido dito de esquerda, encostado à direita e sentado ao centro, que obriga doentes terminais a trabalhar até se apagarem - santa paciência!!! Há o dinheiro da Europa deitado ao mar e às searas, as florestas de eucaliptos e os koalas na televisão. Há um Cavaco em retrato, em cada casa como um santo antoninho, com microcâmaras nos olhos e microfones nos dentes a vigiar-nos os pecados domésticos. É o país do medo onde dominam todos e não manda ninguém. Onde a Opus Dei vive casada com a Opus Gay, e com o filho liberal do coito interrompido e em missionário, adoptado sob o mesmo tecto. Onde os combóios e os aviões servem de arremesso e de catapulta de conspirações e magnatas dos interesses. É um rectângulo de cúmulo, onde todos vivem o fim do mundo porque o regime é de extrema-esquerda e é de extrema direita, como se governasse uma besta, não de 7, mas de duas cabeças - de Cunhal e Salazar.
Alguém me arrange um Cocktail de 25 de Abril/1 de Maior com uma rodela de 25 de Novembro, sff...