A escola do Alto da Fontinha (Porto) esteve cinco anos abandonada (pelo poder público detentor do espaço) degradando-se. Um conjunto de pessoas articuladas com a população local ocupou o espaço há cerca de um ano fundando o projecto Es.Col.A (espaço autogestionado do Alto da Fontinha). Através deste projeto, os seus proponentes e a população local, executaram obras de restauração do espaço e implementaram um conjunto de atividades bastante rico e diverso (desde o apoio ao estudo, aulas de música, aulas de capoeira, criação de uma biblioteca, etc.). Assim, onde não existia qualquer atividade dinamizadora criou-se um espaço comum ao bairro gerido pelo grupo que ocupou a escola e a população local. De referir, que tudo isto é de "borla" para a Câmara e para o Estado. Recuperou-se uma escola que estava há cinco anos abandonada e enriqueceu-se o bairro com apoio escolar e dinamismo cultural melhorando, efetivamente, as condições de vida e de vivência daquelas pessoas.
A Câmara Municipal do Porto em vez de agradecer o facto de estarem, gratuitamente, a recuperar um espaço público (dotado ao abandono) e estarem a dinamizá-lo (aulas e atitvidades culturais) pretende despejar os ocupantes e as pessoas do bairro daquele espaço. Se, de facto, à luz da letra da lei, o espaço está ocupado ilegalmente não é de somenos que apenas agora, após a ocupação, a câmara se preocupe em reaver um espaço que de uma forma "inconsequente" abandonou-o.

