
© J. Lago
Encerrou hoje o que restava da Linha do Tâmega. Não vão circular mais comboios entre a Livração e Amarante. Por mor da política paradoxal do governo na ferrovia, fecha-se ainda a do Corgo. O processo cobre-se ainda da arrogância da falta de aviso prévio - o Governo "socialista" imita, aqui em versão mais sofisticada, os piores tiques do cavaquismo. Chega a ser salazarista porque ignora, como sempre ignorou, os interesses e a dignidade das pessoas, fria e desumanamente como o Estado Novo afundou Vilarinho das Furnas.
Tenho cada vez mais vergonha destes políticos de serventia, quais caixeiros-viajantes do status quo económico, de si próprios e da sua nomenclatura. Ainda hoje, o primeiro-ministro foi no seu tom de televenda incentivar à compra de automóveis em prol da indústria em falência: fez o elogio do automóvel, certamente menos democrático, menos cómodo e muito menos seguro que o transporte ferroviário. Estas coisas não acontecem por acaso no mesmo dia.
No próximo fim-de-semana, se não caio em erro, é inaugurado mais um broto do delírio rodoviário: a escusada variante de 20 milhões de euros a Arco de Baúlhe, com o seu caprichoso e absurdo viaduto, para o gáudio e o colarinho, os vivas ao discurso acicatado e o viagra que mantém de pé a santidade local, em adiantado estado de putrefacção de regime. Quando não nos damos conta do poder que legamos no voto, temos país que merecemos.
Tenho cada vez mais vergonha destes políticos de serventia, quais caixeiros-viajantes do status quo económico, de si próprios e da sua nomenclatura. Ainda hoje, o primeiro-ministro foi no seu tom de televenda incentivar à compra de automóveis em prol da indústria em falência: fez o elogio do automóvel, certamente menos democrático, menos cómodo e muito menos seguro que o transporte ferroviário. Estas coisas não acontecem por acaso no mesmo dia.
No próximo fim-de-semana, se não caio em erro, é inaugurado mais um broto do delírio rodoviário: a escusada variante de 20 milhões de euros a Arco de Baúlhe, com o seu caprichoso e absurdo viaduto, para o gáudio e o colarinho, os vivas ao discurso acicatado e o viagra que mantém de pé a santidade local, em adiantado estado de putrefacção de regime. Quando não nos damos conta do poder que legamos no voto, temos país que merecemos.
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