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quarta-feira, 18 de julho de 2007

A Enorme Cadela Leiteira

A confusão instala-se pois é por demais evidente o desmantelamento do sistema político-partidário português. Do show-off e da militância à serventia. Os partidos engrandecem e tornam-se agências de emprego, engordam e atabalhoam o Estado, as câmaras tornam-se os maiores empregadores dos concelhos, inventam-se postos e cravam-se tetas. Tudo mama de tudo que é de todos. Perde-se eficiência. Ganham-se gabinetes atrás uns dos outros, mais burocracia, mais burrocracia. Misturam-se competências e incompetências. Inventam-se empresas públicas, penosas, para aumentar as tetas. Tetas e mais tetas, umas atrás das outras, umas melhores que outras. Trocam-se os boys de teta sempre que a cabeça da cadela muda para laranja ou para rosa - sempre os mesmos, sempre iguais. Paga o país, com uma serventia pública maior que aquilo que parece, a emperrar a vida dos cidadãos normais, e dos tetosos também. Mais impostos. Move-se a cadela chupada até ao tutano, enorme mas magra, sêca e caquética. Ninguém vota. Porque parece que não vale a pena.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Juntas de Maldade

Os recentes casos de recusa de aposentação antecipada a doentes oncológicos, com grandes incapacidades, são o exemplo cruel de uma máquina pública cheia de incompetentes de cima a baixo, oleada por raros casos de sentido de Estado e de serviço ao País, mas envenenada por esta mentalidade de posto nomeado políticamente, como desígnio divino do laissez-faire. Esse funcionalismo público da cunha, caracterizado por uma perguiça imperturbável e totalmente insensível à vida das pessoas.