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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

papa ratzi

não vejo porque o governo espanhol tem de ignorar a vinda do papa a madrid, deve receber a figura como chefe de estado e não como líder religioso, seguindo as obrigações protocolares. quanto ao resto, concordo com os indignados da puerta del sol. o erário público espanhol, como o português, não devia pagar os espetáculos, mesmo que estes rendam largo como o festival que se tornaram as jornadas mundiais da juventude. devia ficar a organização a expensas de uma comissão de festas ou produtora de eventos da catolicidade. afinal de contas, ratzinger é somente uma lady gaga naquele ofício.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Leitura Recomendada

"No topo do ranking das escolas: o "meu" colégio Mira Rio ou o meu mergulho na opus dei" [Isabel Moreira, no Jugular]
Um texto precioso e pertinente nos dias que correm, em que se questiona a laicidade do estado, as "virtudes" do ensino de substrato religioso, a desimportância da escola pública e os rankings das escolas. Prescrevo a pais, professores, alunos e cidadãos em geral.

domingo, 5 de outubro de 2008

Serviço Católico de Televisão



Domingo, dia do Senhor na RTP, com eucaristia em directo na hora que antecede o Jornal da Tarde. Podem católicos, outras pessoas de fé, atirar-me pedras, mas com que fundamento tem a Televisão Pública de fazer o trabalho de uma instituição religiosa? Porque é que é gasto dinheiro e tempo de antena da televisão do Estado na promoção do cristianismo? Não terá a Igreja Católica emissão que chegue nos templos, nos altifalantes que espalha nas romarias, na Renascença ou na TVI? Não haveria outras e melhores maneiras de prestar serviço público?

Por aquela hora, a SIC transmite programas sobre vida selvagem. Com todo o respeito e até que me provem contrário, vejo como mais divinal e profícuo o que me diz David Attemborough, na locução de Eduardo Rêgo, que a lenga-lenga de um padre de braços ao alto que toda a gente esquece assim que sai adro fora.

Mas não será por acaso que as homilias aumentaram na realidade do vazio de consequência dos discursos políticos. Tragicamente, parece a única coisa que o Estado tem para oferecer.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Capela Casa Mortuária

A crítica no Corso de Carnaval arcoense vale porque já vai penosa a espera. Compreende-se: é coisa da Saúde Pública e da dignidade. Mas tem gralha a baforada.... Sendo o Estado laico, na pessoa da Câmara Municipal/Junta de Freguesia, quem vai construir o espaço para velório, este não pode ser uma capela, cristã, com cruzes em cima. É, quanto muito, uma Casa Mortuária: local neutro, quanto muito versátil, sem cruzes ou estrelas de David, crescentes ou minaretes permanentes. Só transformado por vontade da família e em respeito ao finado.

Porque senão contrariar-se-ia o princípio secular do Estado Português. E portanto, não se admite que o dinheiro dos contribuintes, muitos deles são doutras religiões ou de nenhuma, financie um local de culto religioso católico. O Estado não é confraria da Igreja.