Os liberais de mercado, os que se dizem liberais, não são mais nem menos presos que os outros, porque não concebem uma sociedade e uma economia construída de outra forma que não por base no dinheiro. Chegam a ser intelectualmente desonestos consigo. O actual sistema monetário, como a religião, entra sistematicamente em crise, que quando resolvida ou atenuada, resulta em cada vez maiores clivagens e desigualdades entre as pessoas. Qualquer ideia que se têm como inquestionável, por muito conforto que dê, é sem darmos por isso, a maior prisão que temos.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
FEDer
A crise económica passou para o domínio dos afectos: é agora uma crise de confiança. Mas a única coisa que suporta esta "confiança", ou "desconfiança", ou simplesmente a irresponsabilidade moral (moralismos bacocos à parte), é a garantia que o dinheiro vem de uma fonte inesgotável, o único recurso aliás inesgotável numa economia que tem por base a falácia da escassez dos mesmos. Tudo quando uma verdadeira economia, que servisse a Humanidade, deveria tender para a eficiência e sustentabilidade. E nos últimos anos não acontece, pelo contrário, perpetua-se o logro de que o petróleo (por exemplo) é escasso e vende-se a ideia ano para ano e cada vez mais caro. Por favor, alguém que faça um shift UP a esta economia produtora de lixo.
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domingo, 5 de outubro de 2008
A minha escolha
Quem como eu, se viu forçado a saber o que à economia diz respeito, de como o dinheiro de repente se tornou a maior fonte de escravatura e miséria no Mundo, não vê em Obama nem em McCain nem em Palin ou Biden, Barroso ou Cavaco, Sarkozy ou Jintao, Sócrates ou Ferreira Leite, Louçã ou Portas, mudança nem uma réstia que seja dela. A cambalhota que aí vêm vai tornar o mundo bom para as elites coorporativistas e o Estado um mero polícia de tudo o resto. Ironia de tanta leitura, vi-me de repente Republicano e apoiante de Ron Paul. Infelizmente, as primárias americanas já eram.
Já agora está aí (sem legendas ainda) o Zeitgeist Addendum, a segunda parte do tal documentário que me mudou a perspectiva de olhar a realidade e me custou umas noites valentes de sono.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Obamócrates
Cada um no seu tamanho. Obama deve pensar que José é um muito provável primeiro nome do filósofo grego, como quase toda a gente no Mediterrâneo, e longe de imaginar da existência de um pelo outro, os dois são grandes beneficiados com a crise - em votos claro. Tirando o tom de pele, do que pareceu, Obama roçou-se hoje como mais um vendido ao populismo. Vale que há republicanos que, como alguns democratas, fazem mais pela liberdade das pessoas que os dois "bem intencionados "candidatos à Casa Branca.
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terça-feira, 17 de junho de 2008
Lança na Fogueira: Mercado e Grupos de Risco
O Pedro diz, a propósito da recente polémica blogosférica, que:
"A tese da importância dos "grupos de risco" na transmissão do VIH é um enorme equívoco que que assenta numa visão conservadora e higienista da sociedade. A tentativa de amontoar as pessoas em "grupos de risco" baseia-se na crença de que, em ciências sociais, é útil segregar as pessoas (não necessariamente no sentido pejorativo) de acordo com características físicas ou psicológicas, independemente dos seus méritos e comportamentos. Esta atitude é avessa aos princípios liberais, encerrando enormes perversidades, a maior de todas assenta na indução de conclusões erradas que instilam o preconceito e multiplicam a ingorância."
João Miranda responde, na perspectiva de um liberal de mercado, que:"É óbvio que é útil segregar (se tal for entendido como segmentação) uma população quando se pretende fazer uma dada intervenção. Se eu tenho um milhão de euros para fazer uma campanha contra a SIDA, interessa-me segmentar a população para saber em quem esse milhão de euros pode ser melhor aplicado. Se eu não fizer a segmentação tenho que fazer uma campanha generalista dirigida a toda a gente, incluindo a quem tem baixa probabilidade de ter comportamentos de risco."
Pois eu digo, na minha humilde condição, de que o único grupo de risco na transmissão VIH-SIDA, como nas trocas e baldrocas, é o da ignorância. E enquanto tivermos pessoas ignorantes e des(in)formadas, muito pelo esforço das conclusões da Dra. Patrícia Lança, estas estão sempre susceptíveis a erros, quer na prevenção de maleitas, quer na capacidade de aguçar as suas exigências perante o mercado. E por aí a ignorância até que é, como sempre foi, a maior ameaça de amputação à Mão Invisível.
Pois eu digo, na minha humilde condição, de que o único grupo de risco na transmissão VIH-SIDA, como nas trocas e baldrocas, é o da ignorância. E enquanto tivermos pessoas ignorantes e des(in)formadas, muito pelo esforço das conclusões da Dra. Patrícia Lança, estas estão sempre susceptíveis a erros, quer na prevenção de maleitas, quer na capacidade de aguçar as suas exigências perante o mercado. E por aí a ignorância até que é, como sempre foi, a maior ameaça de amputação à Mão Invisível.
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