Muita "tinta" tem corrido sobre o tema da "pertença ou não à Maçonaria". O poder da comunicação social em marcar a "agenda" é conhecido. Contudo, é um poder não impoluto, por si só, ou seja, por vezes pode ser usado para fins menos, digamos, pertinentes. É aquilo que penso que está a acontecer com todas estas notícias sobre o "assunto maçónico" a consumir "tempo de antena". A "cortina de fumo" pode estar a ser levantada para encobrir outros casos mediáticos e, curiosamente, o próprio caso que está no cerne do "assunto maçónico": a suja promiscuidade entre elementos da "secreta portuguesa" e empresas privadas. Porém, o debate sobre a "declaração de interesses", alimentado pelas notícias sobre o "assunto maçónico", tem emergido. Na minha opinião a "pertença" ou não a uma associação discreta ou secreta não deve ser alvo de uma declaração de interesses forçado. Sou a favor intransigentemente da livre associação de pessoas prevista na lei fundamental da nossa República. De facto, basta ver quem, no calor do mediatismo do assunto, começa a erguer entraves para o exercício de um dos direitos fundamentais da nosso estar social para algumas respostas surgirem. Liberdade, Igualdade e Fraternidade devem ser os princípios universais de qualquer sociedade. Quem poderá temer um conjunto de pessoas que defende e, por ventura, vive tais nobres princípios, senão os seus detractores?
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domingo, 15 de janeiro de 2012
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