Muita "tinta" tem corrido sobre o tema da "pertença ou não à Maçonaria". O poder da comunicação social em marcar a "agenda" é conhecido. Contudo, é um poder não impoluto, por si só, ou seja, por vezes pode ser usado para fins menos, digamos, pertinentes. É aquilo que penso que está a acontecer com todas estas notícias sobre o "assunto maçónico" a consumir "tempo de antena". A "cortina de fumo" pode estar a ser levantada para encobrir outros casos mediáticos e, curiosamente, o próprio caso que está no cerne do "assunto maçónico": a suja promiscuidade entre elementos da "secreta portuguesa" e empresas privadas. Porém, o debate sobre a "declaração de interesses", alimentado pelas notícias sobre o "assunto maçónico", tem emergido. Na minha opinião a "pertença" ou não a uma associação discreta ou secreta não deve ser alvo de uma declaração de interesses forçado. Sou a favor intransigentemente da livre associação de pessoas prevista na lei fundamental da nossa República. De facto, basta ver quem, no calor do mediatismo do assunto, começa a erguer entraves para o exercício de um dos direitos fundamentais da nosso estar social para algumas respostas surgirem. Liberdade, Igualdade e Fraternidade devem ser os princípios universais de qualquer sociedade. Quem poderá temer um conjunto de pessoas que defende e, por ventura, vive tais nobres princípios, senão os seus detractores?
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domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
prelúdio dos dias que estão para vir
A deriva totalitária está aí, disfarçada de democracia,com a receita do medo e do braço armado do estado, prestes a silenciar, pela força e pela mentira, o direito dos cidadãos a lutarem por uma vida melhor. A entrevista à Antena 1 de Raquel Freire, que participou na marcha pela paz contra a NATO, obrigatória, mostra como os governos se têm vindo gradualmente a portar para com quem, sem culpa no cartório, se vê obrigado a pagar os caprichos de uma elite económica. Adeus Democracia, adeus Liberdade.
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sábado, 26 de junho de 2010
Sinais dos Tempos
Depois da violência gratuita no bairro alto, os cães-de-fila do Estado voltaram a atacar na zona do Parque das Nações. Pecado? Álcool a mais e estragos em carros estacionados (o responsável da autoridade nem sabe quantificar).
Os senhores agentes esperavam que durante um jogo de futebol se bebesse água das pedras. O jogo até terminou empatado e com 2 equipas qualificadas. Mas não seja por isso, toca a distribuir balas de borracha e cacetadas, a torto e a direito, a chamar equipas de intervenção rápida, não fosse meia dúzia de bêbedos - que nem se tinham de pé - incendiar um motim verde e amarelo, vermelho e verde por esse país em diante.
Enfim. Se esta polícia, garantia de direitos e liberdades cívicas, usa e abusa da legitimidade da violência do Estado, que é que poderemos nós esperar quando for tempo e lugar de contestar a escalada de austeridade que se avizinha? Sim, o que esperar do braço musculado do Estado, quando já se ouvem as vuvuzelas neoliberais de um governo PSD-CDS, ultra-absoluto? O que esperar de um Estado que, apesar dos recuos de circunstância, não tardará a chipar a plenitude das matrículas de carros e a registar todos os movimentos do seu cidadão, obrigado também ele, a carregar o Cartão chipado do regime?
Os senhores agentes esperavam que durante um jogo de futebol se bebesse água das pedras. O jogo até terminou empatado e com 2 equipas qualificadas. Mas não seja por isso, toca a distribuir balas de borracha e cacetadas, a torto e a direito, a chamar equipas de intervenção rápida, não fosse meia dúzia de bêbedos - que nem se tinham de pé - incendiar um motim verde e amarelo, vermelho e verde por esse país em diante.
Enfim. Se esta polícia, garantia de direitos e liberdades cívicas, usa e abusa da legitimidade da violência do Estado, que é que poderemos nós esperar quando for tempo e lugar de contestar a escalada de austeridade que se avizinha? Sim, o que esperar do braço musculado do Estado, quando já se ouvem as vuvuzelas neoliberais de um governo PSD-CDS, ultra-absoluto? O que esperar de um Estado que, apesar dos recuos de circunstância, não tardará a chipar a plenitude das matrículas de carros e a registar todos os movimentos do seu cidadão, obrigado também ele, a carregar o Cartão chipado do regime?
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domingo, 25 de abril de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
a "boa" educação
Ver as reportagens daquela gente toda com a prole, crianças e adolescentes, numa autêntica procissão de preconceitos, com o patrocínio confortável dos cabeças rapadas do PNR, e logo se descortinam as intenções democráticas dos promotores e a eminência moral da única educação e família que defendem.
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it's the end of the world as we know it

Se há coisa que salta da catástrofe da Madeira é a mudança do paradigma da informação, trazida com as novas tecnologias: a internet e os telemóveis. Andava ainda a comunicação tradicional enredada em fait divers e novelas políticas, e nas redes sociais (Blogs, Twitter, Facebook) já corriam relatos, avisos, fotografias e vídeos da situação. É este o advento da utopia da democracia da informação, do jornalismo do cidadão, livre, imediato, sem floreados, com resposta e contra-resposta. E neste admirável mundo novo, qualquer enleio sobre controlo de uma rádio, televisão e jornal é tão inconsequente como anedótico.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Um Outro PS
O PS progressista e liberal - o verdadeiro - que tanto faz confusão a socialistas rurais empacotados e de aparelho, vai ter um deputado gay assumido: Miguel Vale de Almeida. A questão da igualdade do acesso ao casamento, adopção e reprodução medicamente assistida, independentemente da orientação sexual, vai descer à Assembleia da República com um interlocutor que faltava. Parabéns ao PS... de Lisboa.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
[copy-paste] A Vez do Vermelho
Saldanha Sanches chamou a atenção hoje, algures no Frente a Frente com Paula Teixeira da Cruz na SIC Notícias, para o alerta lançado pelo Sindicato das Carreiras de Investigação e Fiscalização do SEF. Segundo o seu Porta-voz, a regulação da actividade nas casas de alterne, com a legalização e regulamentação da indústria do sexo, gerariam receitas fiscais ao Estado capazes de pagar investimentos púbicos - perdão...- públicos como a nova auto-estrada entre Amarante e Bragança. (a cidade nordestina não se livra das insinuações)
Por outro lado, e é sabido, a legalização permitiria muito maior controle sobre as máfias e o tráfico de seres humanos, optimizando a acção da polícia e até mesmo de organizações governamentais e ONG's que dão apoio também na prostituição de rua. A ilegalidade é geralmente a parede contra a qual se colocam muitas das mulheres obrigadas a uma actividade pela espada de quem as trouxe, com outras promessas, para Portugal. O proibicionismo raramente resulta e a mudança desse paradigma na política do consumo de droga fez do nosso país exemplo a ser seguido pelos E. U. A..
Por outro lado, e é sabido, a legalização permitiria muito maior controle sobre as máfias e o tráfico de seres humanos, optimizando a acção da polícia e até mesmo de organizações governamentais e ONG's que dão apoio também na prostituição de rua. A ilegalidade é geralmente a parede contra a qual se colocam muitas das mulheres obrigadas a uma actividade pela espada de quem as trouxe, com outras promessas, para Portugal. O proibicionismo raramente resulta e a mudança desse paradigma na política do consumo de droga fez do nosso país exemplo a ser seguido pelos E. U. A..
comentários se os tiverdes aqui
sexta-feira, 8 de maio de 2009
[Este sábado] Acontece no Canavial

© StePagna
Marcha Global da Marijuana (Activismo)
[Amanhã, 9 de Maio, 15h00, início no Arco da Porta Nova - Braga]
Ora aí está, mesmo com a gripe A a desaconselhar aglomerados de gente, a oportunidade de arejar as ideias contra essa coisa de proibir o crescimento de plantas por decreto.
Também aqui
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Rosa Choque
"Esta a semana a SIC fez história na ficção nacional ao mostrar pela primeira vez em Prime Time um beijo lésbico. O beijo teve direito a chamadas de capa nos jornais, a reportagens em programas da estação que não se coibiu de publicitar a cena durante todo o dia. Não querendo ser crente de que vá mudar a mentalidade tacanha de muitos espectadores, a verdade é que irá pelo menos ajudar a que se fale e se discuta mas também que se diga muita asneira…" (ler mais)
Liliana Lemos, "2008 Cor de Rosa" no Utopias e Garatujas"]
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Admirável Mundo Novo
O medo, esse medo mediatizado, irracional, torna imperativo que os carros sejam chipados. O Governo, pela nossa segurança, saberá, em diante, por onde andamos e que caminho tomamos. Só falta que o mesmo medo, a mesma deturpação, este estado de alienação face aos nossos direitos fundamentais, face à liberdade individual, chipe cada um de nós em nome de uma falsa sensação de segurança, em troca - sabe-se lá- de que futuro. Não nos espera, por este caminho, outro que não o de uma vida comandada por GPS.
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domingo, 25 de maio de 2008
Filósofos cheios de Razão III
"Num relance, compreendi que se tramava a Companhia das Esmeraldas da Birmânia, medonha empresa em que cintilavam milhões, e para que os dois confederados da bolsa e da alcova, desde o começo do ano, pediam o nome, a influência, o dinheiro de Jacinto. Ele resistira, no enfado dos negócios, desconfiado daquelas esmeraldas soterradas num vale da Ásia. E agora o conde de Trèves assegurava ao meu pobre Príncipe que no Prospecto já preparado, demonstrando a grandeza do negócio, perpassava um fulgor das Mil e Uma Noites. Mas sobretudo aquela escavação de esmeraldas convidava o espírito culto pela sua acção civilizadora. Era uma corrente de ideias ocidentais, invadindo, educando a Birmânia. Ele aceitara a direcção por patriotismo...
- De resto é um negócio de jóias, de arte, de progresso, que deve ser feito, num mundo superior, entre amigos...
E do outro lado o terrível Efraim, passando a mão curta e gorda sobre a bela barba, mais frisada e negra que a de um Rei Assírio, afiançava o triunfo da empresa pelas grossas forças que nela entravam, os Nagayers, os Bolsans, os Saccart...
Jacinto franzia o nariz, enervado:
- Mas, ao menos, estão feitos os estudos? Já se provou que há esmeraldas?
Tanta ingenuidade exasperou Efraim:
- Esmeraldas! Está claro que há esmeraldas!... Há sempre esmeraldas desde que haja accionistas!"
- De resto é um negócio de jóias, de arte, de progresso, que deve ser feito, num mundo superior, entre amigos...
E do outro lado o terrível Efraim, passando a mão curta e gorda sobre a bela barba, mais frisada e negra que a de um Rei Assírio, afiançava o triunfo da empresa pelas grossas forças que nela entravam, os Nagayers, os Bolsans, os Saccart...
Jacinto franzia o nariz, enervado:
- Mas, ao menos, estão feitos os estudos? Já se provou que há esmeraldas?
Tanta ingenuidade exasperou Efraim:
- Esmeraldas! Está claro que há esmeraldas!... Há sempre esmeraldas desde que haja accionistas!"
Eça de Queirós, A Cidade e as Serras (texto com supressões) e roubado daqui.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Filósofos cheios de Razão
"(...)Quando, perante a iminência do fecho de um hospital ou centro de saúde, as pessoas se revoltam, tal significa que as populações sentem o valor da saúde. Pergunto: e se, de súbito, as gentes do concelho de Cabeceiras de Basto soubessem que, por razões de mercearia orçamental, a sua Biblioteca teria de fechar?
A minha utopia (humanista) é esta: no futuro, perante essa possibilidade, haveria uma manifestação esmagadora e no “Jornal de Notícias”, na primeira página, ver-se-ia um cartaz veemente: “A Biblioteca é do Povo!(...)” [ler tudo]
Um texto lindo e inspirador, de Joaquim Jorge Carvalho, lido na cerimónia da atribuição do nome de Dr. António Teixeira de Carvalho à Biblioteca Municipal em Arco de Baúlhe. Todo ele altamente recomendado e tão disponível no Ecos de Basto on-line, com 2 belos poemas a ornamentá-lo como candelabros.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
O meu 25 é de Abril
Para lá da discussão ideológica em torno da data em que se assegurou o regime democrático que temos - ou o que podemos ter - é o 25 de Abril, e não o de Novembro, o mais belo e legítimo, nas canções e nas imagens, porque foi o dia em que Portugal fez a excisão do cancro que manteve a Nação moribunda no século XX.
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
Ficou o sonho
Martin Luther King, Jr foi assassinado há 40 anos.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
Solução de Mercado
Por mim, abriam-se as fronteiras todas e vendiam-se os regimes no mundo como num hipermercado. Liberdade de escolha para se viver em repúblicas, monarquias, teocracias, estados comunistas, democráticos, fascistas, capitalistas, liberais, ambientalistas, islâmicos, laicos, anarquistas, niilistas. Ordenadinhos ali e à mão. Cada um escolhia o seu jugo e deixava de haver gente insatisfeita por esse mundo, a rapar cabelo ou a acorrentar-se em portões de embaixadas. Na concorrência até se apurava o produto e saía o consumidor beneficiado. Prefiro regimes políticos expostos na prateleira que escondidos no armazém.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Devaneios Vermelhos
as liberdades como as prisões tem varias formas
e estas pseudodemocracias livres do ocidente têm o dinheiro (nas dívidas, empréstimos e hipotecas) como maior prisão.
(...)
as crises...
tudo tem uma lógica por detrás:
a televisão, as falsidades e a publicidade tudo que alimente os alaridos da economia
[lá está…]
se reparares há uma tendência natural em concentrar tudo
sempre que há uma crise (também sempre especulativa) nos mercados, o que se vê são fusões: empresas e bancos que comem outros, uma cadeia alimentar, compram-nas a preço de saldo
[pois é…]
isto diminui a concorrência e favorece os monopólios
[por acaso já não jogo monopólio há bastante…]
depois eles impõe os preços que querem
quem se lixa são os mais pobres, cada vez mais escravos das dívidas e empréstimos
e se berrares: a igreja e aos arautos da moral dizem que és malcriado e vais para o Inferno arder!
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