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sexta-feira, 22 de maio de 2009

"O problema não é o que eles pensam, é o que votam"



Assim, de rodapé: com actual nomenclatura do congénere português impregnada de tanto circunstancialista e ultramontano, que sabe-se lá por que alforge se dão alguns pela denominação de socialistas, Zapatero vem a Coimbra ao comício rosa e arrisca meter-se numa eucaristia em redor da imagem peregrina de Sócrates. Talvez, nalgum momento, repare que este PS paroquiano não tem nada a ver com o seu PSOE progressista que se afirma e bem, clivado com a Direita espanhola neoliberal e conservadora. Este spot irreverente atesta a destemida agenda social do PSOE, em Espanha e na Europa, coisa que nunca se percebeu nos inquilinos do Rato.
recomendado aqui

segunda-feira, 10 de março de 2008

Isto sim é PS... mas OE!


Em Portugal, o 25 de Abril, encostou o espectro democrático, hipocritamente, do centro para a esquerda, quando não o devia. Sobrou este centrão híbrido, rosa-laranja, que não é nada e é tudo, que não se lhe descortinando grandes diferenças, engonha o país em questões menores sem um verdadeiro confronto político, para além das guerras de carácter e do insulto cínico. E sem uma agenda política, sem uma definição clara de um rumo, não há maneira de estancar a sangria de gente, das bases de apoio, ao longo dos zigue-zagues governativos. Sina, alías, de Governos portugueses seguídos, uns atrás dos outros.

Em Espanha não. Há uma clara Direita, e há uma clara Esquerda. E o PSOE é o que vejo de um partido socialista/social-democrata realmente: de esquerda, laico, moderno, humanista e batendo-se pelas questões fracturantes de Sociedade - dos direitos e liberdades civis - sem medo de as assumir, com a força de bases ideológicas congruentes com as pessoas que o compõe. Há ideais em Espanha. Aqui, vai havendo um circo de idiotas. Olé!

Imagem do Público.es

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Talvez interesse ao PP espanhol que a Igreja se manifeste contra o PSOE

Eu não sou espanhol mas Zapatero é daqueles que gosto, e pena é que o PS português não tenha o carácter ideológico do seu homólogo espanhol.
Neste sentido digo, por escrito, que a perversão com que se espalhou uma conversa do líder socialista espanhol em off, sobre estratégia de campanha, é de ficar perturbado com a mesquinhez da prensa. Sobretudo quando para aí virada a servir a barricada conservadora das obispas figuras do PP espanhol, tão dado a estratégias mais abençoadas. e sem vergonha nas Bentas (XVI)...