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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Referendo como cortina política dos hipócritas

Apenas os deputados do PSD votaram, hoje, favoravelmente à proposta de se realizar um referendo sobre a coadpoção e a adopção por casais homossexuais. Foi um momento deveras vergonhoso para o parlamento, para os deputados, para o PSD e para a democracia portuguesa. Este referendo carece de legitimidade política, democrática e legal (ver as razões aqui). Mas diz muito, mesmo muito, sobre aquele grupo de deputados que hoje aprovou a proposta para a realização de um referendo, sob disciplina de voto, com o mais ovídio dos comportamentos. Não se referenda direitos humanos. Imaginem só se no tempo do abolicionismo, em Portugal houvesse uma votação popular sob o direito dos escravos serem livres. Se fosse feito um plebiscito, talvez ainda hoje houvesse escravos. Isto significa que recuámos centenas de anos, com estes obscuros deputados do PSD, da JSD e os abstencionistas do CDS. Alarves seres, que por questões de demagogia política usam os direitos humanos para ofoscar a sua própria hipocrisia e tacticismo político de muito baixo nível. Infelizes vetustos, que usam a máscara da juventude.

Agora, um pequeno desabafo sob a questão de fundo: se uma criança pode ser adoptada por um homossexual porque raio não pode ser adoptada por um casal homossexual? Se um pai/mãe morre, a tutela legal de uma criança a seu cargo fica para o sobrevivente pai/mãe. Porque, então, não pode acontecer o mesmo para um casal homossexual? Finalizando, porque raio querem um referendo a algo que reside no campo do bom-senso e dos direitos humanos?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

copy-paste | Tão Simples

O que seria de nós sem os comentários esclarecidos nos sites da imprensa? O homicídio…não, homicídio tem uma carga demasiado negativa, o acto de justiça que se abateu sobre Carlos Castro é de uma transparência cristalina. A “vítima” era uma bichona, um velho nojento, praticamente um pedófilo, que se aproveitou da inocência depilada de um rapazinho (tão bonito que ele é, e gosta de mulheres, tinha resmas delas), uma ingénua criatura de Cantanhede (em Cantanhede não há paneleiros, ora essa), um anjinho de Deus que vendeu a alma ao Diabo em forma de um sexagenário gordo e feio. O porco seduziu a pobre criança cujo único pecado era ter um sonho e lá foi ela atrás do sonho agarrada às calças do maricas. Estava mesmo a pedi-las. Estão todos a pedi-las. Andam para aí a meter-se com rapazinhos exemplares que até praticam desporto e sorriem aos concidadãos e estão à espera do quê? E nem se sabe se não foi a “vítima” a provocar a situação ou até mesmo a pedir para que o jovem lhe fizesse aquelas coisas, porque homens daqueles são uns pervertidos. Quem nos garante que a “vítima” não tentou coagir o rapazinho, que não tentou obrigá-lo a fazer coisas que este não queria e que o rapazinho, ferido no seu orgulho heterossexual, apenas se defendeu, espancando o verdadeiro agressor durante uma hora, enfiando-lhe um saca-rolhas no olho e cortando-lhe os tomates? Seria muito diferente se em vez de um paneleiro velho, estivéssemos a falar de um septuagenário heterossexual que andasse com uma “dançarina” brasileira (puta, claro está, porque estas são muito sabidas e querem é subir na vida porque lá na terra delas passam fome). Já se sabe que estas atrevidas só andam atrás deles pelo dinheiro e que eles aproveitam (quem é que, podendo, não aproveitaria?) para ferrar o dente em carne fresca, e fazem eles muito bem, provando a macheza do garanhão lusitano que nem no leito de morte perde a tusa. É tudo tão simples: a culpa é sempre dos maricas e das putas.
bruno vieira amaral, in 'a douta ignorância

e assim se expõe, de uma cajadada, a triste mentalidade ultramontana deste portugalzinho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Armário de Cavaco

Em pleno dia mundial contra a homofobia, o JN e o Público dão relevo a um estudo feito pela Universidade do Minho, que faz um diagnóstico das atitudes da sociedade face aos homossexuais, transexuais, demais nomenclatura LGBT.

Quanto maior a profundidade religiosa, no catolicismo em particular, pelo país e contexto, na incongruência do invocado amor cristão, maior a tendência para as posturas de ódio. Pela compostura da presidência e do Estado nos últimos dias, o laicismo metido na gaveta, o discurso de Cavaco Silva mais logo, sem grandes surpresas, há-de agradar ao seu anacrónico eleitorado e convidados. Sim, discurso. Ainda que não seja "prioridade do país", a simples promulgação de uma lei que não faz mal a ninguém nem à Constituição, tem honras de comunicação ao país.

Ou Cavaco surpreende, ou então teremos mais um exercício de falsa moral e falsa ciência, para não falar de enxovalho de muitos cidadãos portugueses, também eles contribuintes para circo montado e tempo de antena na recepção ao Papa, para justificar o veto de uma lei eminentemente civil. Por muitas alucinações colectivas que se celebrem de 13 de Maio a Outubro, não há fé possível num país que, face a adversidade e aos desafios da modernidade, só sabe andar para trás.


Adenda: confirmou-se o discurso de preconceito. Fez a birra, justificou-se perante o eleitorado (o dele) e do Cardeal Ratzinger, que sabe os nomes dos netinhos, mas lá promulgou a lei, a bem do país se focar em prioridades. Podia era ter-se poupado a estas distracções. Simpatizo com a República, mas é por estas encenações que dispensava um Presidente no regime.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

a mensagem subliminar

Burning-cross2

se tomarmos em conta a particularidade das "mensagens de natal" deste ano, com o tal espírito conveniente da época reduzido a um exercício radical e primário sobre concepções de família, onde só se lhe encaixa gente com certos critérios cristãos, o tom é de levar à pele a letra "dreaming of a white christmas"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O celibato, isso sim, é " fisiológico"

beneton

A Igreja quando se embrulha com argumentos científicos cai na própria esparrela. Agora é o iluminado bispo do Porto, que alega a "verdade fisiológica básica" do casamento entre homem e mulher, "sobretudo quando a natureza tem afirmações tão consolidadas como acontece, por exemplo, em relação à perpetuação da espécie humana". Sim, sim. Com certeza. Mas se na hierarquia da Igreja estão tão preocupados que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo vá frenar a taxa de natalidade, mais uma razão para porem a funcionar, como deve ser, o apêndice que a que a natureza, muito fisiologicamente, lhes pôs entre as pernas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

dos referendistas

no último prós e contras ficou evidente que os referendistas do casamento civil alargado a pessoas do mesmo sexo são (quase) todos contra a mudança da actual lei. porque de resto qualquer mente favorável sabe que direitos não se referendam, sobretudo quando não interferem com os direitos de mais ninguém. depois, é mais que evidente que no dia seguinte à legalização de casamentos entre homossexuais, ao contrário do que ribeiro e castro insinuava como um acossado, o estado não vai obrigá-lo a casar com bacelar gouveia, o piadolas man. aliás, os pombinhos mais agarrados à tradição - blá blá blá - podem continuar a festejar o seu conceito procriativo do casamento na redoma e pedestal do matrimónio religioso. é que ninguém se chateia com isso.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Silly Season Daily Dose: o sr. Olim

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Já que um leitor sugere, eu explico os adjectivos do meu post anterior (no Avenida Central), embora ache que a entrevista do senhor Olim fala por si:

Primeiro porque é ingénuo ao ponto de pensar que o sexo oral e anal é coisa apenas de homossexuais - e insiste nisso. Além de que chega a clamar pela perseguição legal de quem não quer expor a sua intimidade. Já agora, como é que ia saber de outra forma? Por análise serológica ou por tortura?

Depois minimiza o uso do preservativo, que obviamente não é totalmente eficaz. Isso é do senso comum. Mas, o senhor Olim devia saber que o risco de transmissão numa relação sexual também não é de 100%. Aliás, muito longe disso - e depende muito se é oral, vaginal ou anal, e de quem penetra ou é penetrado. Por exemplo: o risco de transmissão está estimado em 50 para cada 10.000 exposições, no caso de sexo anal receptivo. Os dados são de artigos do British Journal of Medicine.

Quem souber de Probabilidades, terá de multiplicar de ineficácia do preservativo (aproximadamente 0,1 <=> 10%) pelo risco de infecção numa relação sexual sem preservativo (no caso acima, 0,005 <=>0,5%), Isto é: p= 0,0005, ou seja 0,05%. O uso do preservativo diminui 10 vezes o risco. O senhor Olim é um enviesador nato.

O acto de dar sangue, como qualquer outro acto semelhante, tem de ser meramente regulado por triagem técnica laboratorial e não ir à intimidade das pessoas. A atitude só por si, afasta-as do contributo.

Em vez de catalogar os indivíduos pela orientação sexual, devia esforçar-se em sensibilizar a sociedade para a responsabilidade e o altruísmo da dádiva e minimizar os riscos tecnicamente, porque não é do direito do Estado, muito menos do sr. Olim, saber com quem me deito. Isto é uma questão de liberdade também.

De resto, há todo um conjunto de doenças que se prendem com comportamentos de risco e que podem ser transmitidas pelo sangue. E numa deriva silly, se me permitem, já agora: e as doenças priónicas como a de Creutzfeldt Jacob (variante humana da BSE)? Será de excluir gente que come mioleira de vaca?

Silly Estado

Alguém me diga porque é que um homem com manifestados tiques discriminatórios e fascizóides, e com uma óbvia ingenuidade moral e científica está ainda a fazer à frente do Instituto Nacional do Sangue? Só se for pelo sentido de humor, a entrevista tem realmente alguns momentos hilariantes.

domingo, 14 de junho de 2009

Ana Zanatti no Público

ana zanatti
© Pedro Palma

«...em Portugal carecemos de espírito iniciador, pioneiro, que exige ousadia, convicção, coragem e sentido de responsabilidade. uma grande cultura de medos. Medo de arriscar, medo do julgamento dos outros, medo do ridículo, medo de assumir responsabilidades, medo das pessoas diferentes. (...) Qualquer manifestação de singularidade, de originalidade é considerada superior e rejeitada. Logo surgem a calúnia, os rumores, as estratégias de exclusão»

«Os casais ocidentais constroem hoje relações assentes num sentimento e procuram a felicidade e o prazer. São uniões voluntárias entre duas liberdades. Não há qualquer diferença entre os sentimentos dos homossexuais e dos heterossexuais. As leis discriminatórias são desumanas e obsoletas.»

«os jovens que falaram aos pais da sua homossexualidade, só 17 por cento foram bem aceites. E 60 por cento dos que são não se assumem perante a família. As tentativas ou ideia de suicídio são três vezes superiores nestes jovens e as depressões e baixos níveis de auto-estima são mais elevados devido à discriminação e preconceitos. Nas escolas o panorama é dramático.»

«Na aparência muita coisa mudou mas o estigma continua enquanto as mentalidades mais retrógradas se perpetuarem de geração em geração. As leis aqui têm um papel fundamental porque o que a lei reconhece é mais rapidamente assumido pelo senso comum, conservador e medroso por natureza.»

«Há dois ou três anos, o cardeal Ratzinger, actual Papa, afirmou: "A homossexualidade é um mal moral que deve ser tratado em vez de ser aceite. Os homossexuais não fazem parte dos planos de Deus." A estas pessoas eu citaria São Tomás de Aquino, que nos dá numa frase um conceito ético muito mais interessante e humanista: "O pecado não está em desobedecer à autoridade irracional e sim em violar a felicidade humana. [em entrevista, de leitura obrigatória, no Público]

sábado, 30 de maio de 2009

Modernices



O vídeo, com versão legendada em português do Brasil, ilustra o texto que Daniel Oliveira dedica ao Movimento pela Igualdade, que é apresentado este Domingo, no Cinema São Jorge, por mor influenciar a sociedade e a agenda política em prol do alargamento do Casamento Civil a pessoas do mesmo sexo. Dos subscritores, para além de mim - coitadinho, entre 800-, encontra-se muita da fina nata intelectual e cívica portuguesa. De entre os nomes*, uma outra ilustre arcoense de nascença: Anabela Mota Ribeiro.

*Alexandra Lencastre, Alexandre Quintanilha, Ana Bola, Ana Catarina Mendes, Ana Drago, Ana Gomes, Ana Marques, Ana Salazar, Ana Sara Brito, Ana Vicente, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, Anália Torres, André Freire, António Avelãs, António Costa, António Marinho Pinto, António Pinto Ribeiro, Astrid Werdnig, Bárbara Bulhosa, Bernardo Sassetti, Boaventura de Sousa Santos, Bruno Nogueira, Carlos Fiolhais, Carlos Poiares, Catarina Furtado, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Dalila Carmo, Dalila Rodrigues, Daniel Oliveira, Daniel Sampaio, Daniela Ruah, David Fonseca, Delfim Sardo, Desidério Murcho, Diana Andringa, Diogo Infante, Duarte Cordeiro, Edite Estrela, Edgar Taborda Lopes, Eduarda Abbondanza, Eduardo Dâmaso, Eduardo Pitta, Eurico Reis, Fátima Bonifácio, Fátima Lopes, Fernanda Fragateiro, Fernanda Lapa, Fernando Alvim, Fernando Rosas, Fernando Pinto do Amaral, Francisco George, Francisco Teixeira da Mota, Gabriela Moita, Gonçalo M Tavares, Graça Morais, Guta Moura Guedes, Helena Pinto, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Heloísa Santos, Henrique de Barros, Herman José, Inês Castelo-Branco, Inês de Medeiros, Inês Pedrosa, Irene Pimentel, Isabel do Carmo, Isabel Mayer Moreira, Jamila Madeira, João Gil, João Luís Carrilho da Graça, João Salaviza, José Diogo Quintela, José João Zoio, José Luís Peixoto, José Manuel Pureza, José Maria Vieira Mendes, José Mário Branco, José Saramago, José Wallenstein, Julião Sarmento, Júlio Machado Vaz, Lena Aires, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Lígia Amâncio, Lili Caneças, Luís Capoulas Santos, Luís Eloy, Luís Fazenda, Luís Filipe Costa, Luís Miguel Viana, Luís Osório, Mafalda Ivo Cruz, Manuel Graça Dias, Manuel Hermida, Marco Delgado, Margarida Gaspar de Matos, Margarida Vila-Nova, Maria João Luís, Maria João Seixas, Maria Isabel Barreno, Maria Rueff, Maria Velho da Costa, Marta Crawford, Marta Rebelo, Merche Romero, Miguel Lobo Antunes, Miguel Portas, Miguel Sousa Tavares, Miguel Vale de Almeida, Nuno Artur Silva, Nuno Costa Santos, Nuno Galopim, Nuno Lopes, Nuno Markl, Odete Santos, Patrícia Vasconcelos, Paula Lobo Antunes, Paula Neves, Paulo Baldaia, Paulo Pena, Paulo Pires, Paulo Trezentos, Pedro Calapez, Pedro Marques Lopes, Pedro Nuno Santos, Pêpê Rapazote, Piet Hein Bakker, Ricardo Araújo Pereira, Ricardo Pais, Richard Zimler, Rosa Mota, Rui Cardoso Martins, Rui Pena Pires, Rui Reininho, Rui Rangel, Rui Tavares, Rui Zink, Sérgio Godinho, Sérgio Trefaut, Solange F., Sofia Aparício, Soraia Chaves, Teresa Beleza, Teresa Guilherme, Vasco Rato, Vera Mantero, Vital Moreira, Wanda Stuart, Xana e Zé Pedro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Não foi no Irão

Jacobo Piñeiro

Um homem com sérios equívocos em relação a homossexuais, queixa-se num tribunal de jurados populares, do medo que têm de ser violado por um casal. O tribunal, de jurados populares, decide então sentenciar o mesmo casal homossexual com uma pena de morte por 57 facadas, espoliação de bens e destruição da casa pelo fogo- tarefa a ser levada a cabo pelo queixoso. Visto de outro modo, foi mais ou menos isto.

Mais aqui, aqui e aqui.

Gostava muito que histórias destas fizessem reflectir cidadãos com dúvidas e certos actores políticos , alguns com visibilidade nacional, sobre as causas de que realmente devem ser adeptos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Padres e Partidos

Com a tal "crise" que devia antes importunar a suposta boa-fé da Igreja, os assuntos de cama encontram sempre espaço para mais um padre pregar moralidades sobre política, o sentido de voto, a sociedade e as suas chagas. Como se as chagas que se abrem - sejam elas pelo racismo, o nacionalismo ou a discriminação sexual - não fossem em grande parte embebidas pela mesma ignorância que tanto serve o pensamento e o poder pétreo de certas verdades instaladas.

mais aqui

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Rosa Choque

"Esta a semana a SIC fez história na ficção nacional ao mostrar pela primeira vez em Prime Time um beijo lésbico. O beijo teve direito a chamadas de capa nos jornais, a reportagens em programas da estação que não se coibiu de publicitar a cena durante todo o dia. Não querendo ser crente de que vá mudar a mentalidade tacanha de muitos espectadores, a verdade é que irá pelo menos ajudar a que se fale e se discuta mas também que se diga muita asneira…" (ler mais)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Contra-Natura


...à inspiração a alguns deputados.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E agora digam-me lá, que trabalho parlamentar feito por 230 não pode ser feito por 23 apenas?

121 ovelhas, uma ou outra negra (salvo seja), a abanar em uníssono, "sins" e "nãos" a bem das sondagens e dos comprometimentos, a bem do cajado pastoral de Sócrates - Guru sabe-se lá de que mensagem ou pior, de que caminho. Um Partido que não vê pelo menos prioridade no cumprimento de um dos artigos mais importante da Constituição Portuguesa (como se isso fosse coisa de programa eleitoral) nunca nos pode garantir que esta se cumpra.

Talvez esse comportamento do PS no Parlamento explique muito do seu senso de pluralidade nalgum do seu poder local. E por aí não admire também que se afaste dele a sua nata pensadora, se desmoralizem os seus melhores valores e, ironicamente, com um dos partidos fundadores da democracia e da liberdade, morra também a réstia de participação democrática neste País.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Deixai vir a mim os cachorrinhos


"Por isso, com todo o respeito pelas pessoas nascidas com esse defeito e, até, pelas que ali foram cair, não podemos concordar com a equiparação dessa união ao casamento legal. Seria até caso para exclamar a conhecida frase de um pensador: – "Quanto mais conheço os homens, mais amo os cães"

Pe. Carlindo Vieira, em crónica no Diário do Minho

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

José Malhoa, o Nazi-Camarinha


A comissão de festas tem acertado na muche, com os artistas que cá traz. No ano passado foi um enconador engomado; este ano foi um brejeiro militante, cheio de mau-gosto, no que dizia e no que pôs em palco, que de tanta merda em exposição não admirou que estivesse na assistência a vareja do Reinaldo Teles.

José Malhoa, cujo nome infelizmente se confunde com um génio da pintura, é a prova pimba da mentalidade velhaca que por aí medra. Se antes se descosia em canções de amor, "24 rosas numa jarra", "amores de verão" e outras tantas lamechices, ultimamente é um desfile de canções iguais na música e que na letra varia entre o "aperta" e o "encosta", "o dei-lhe duas" e "as mulheres que quiser". Bendito comprimido azul.



Mas o ensaio pior ficou quando se dirijiu ao público, pedindo que o acompanhassem num dos seus líricos refrões, depois dos "homens" e das "mulheres", os "maricas". Na provocação, atrapalhou-se o povo calado. "Arcos de Baúlhe está limpo" concluiu. Afinal Malhoa é, nas impressões e nos métodos, mais um com a integridade mental do Ahmadinejad e de um nazi de reles patente.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

O Coito e os Coitados

As forças do coito de frente, procriativo e forrado de pecado invadem agora a blogosfera e a mundosfera (que devem julgar quadrada ou plana) da sua cruzada de moralidade. Isto porque o coito anal, oral e manual que seja, é diabólico e anti-natura. O prazer, por quantos buracos há e entre buracos, pelo simples facto de existir é o ninho de doenças e a causa da infecundidade que alastra na Europa e a arrasta para a senescência...

O prazer, consentido e partilhado, pelo uso dos apêndices sexuais aliados ao maior orgão sexual de todos - o cérebro - é antes de mais, sinal de saúde. É como quem utiliza os rins para crivar o sangue das suas impurezas, refrescando-o, reabilitando a mente do veneno da amónia (metabolizada a ureia no fígado) e dos radicais livres. Libertam-se as almas das amarras, as mentes e as vontades do lodo dos problemas e das chatices. Vive-se e trabalha-se melhor, convive-se, animam-se-nos os dias e as hostes. Há lugar para um civismo construtivo. Para a paz. Os 60's que o digam.
Falta de sexo ou não saber fazê-lo, não tirar proveito dele, dá lugar a um acúmulo de raivas e de intolerâncias. Não se toleram as vidas dos outros, o prazer dos outros. Inveja-se a felicidade e o amor dos outros. É como se todos quebrassem as leis, porque se vive com os tomates doridos, o cú ou a boca por preencher e as vaginas betonadas de paredes frígidas. E tantos sorrisos nas bentas das pessoas com boa vida sexual incomoda como iPods na mão de surdos, quando não se os têm. Tanta frustração e crispação com as partes de baixo, aliados da irracionalidade do fundamentalismo religioso, dá origem a posts como este, este e este, e a atitudes como esta, esta, esta e esta. Como se o (bom) "Inferno" a se que condenam os outros, fosse da conta deles.