Mostrar mensagens com a etiqueta Medicina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Medicina. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

a corrida louca

todos os anos, igual. há uma corrida absurda e condicionada aos cursos de saúde e de medicina em especial, e que só tem a ver com a mentalidade de deslumbramento da sociedade portuguesa, que empurra para ali e só para ali os seus melhores, frustrando os que ficam de fora. a verdade é que sem gente competente, cheia de génio e entusiasmo nas outras áreas que não as da saúde, não há economia que sustente uma vida e trabalho digno aos profissionais médicos.

terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

pinto machado

pinto machado

um grande português e um imenso ser humano. tive a sorte dos puderam privar com ele. o professor joaquim pinto machado faleceu hoje, mas continuará a viver na escola de medicina e nos médicos que idealizou.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Republicanos e Médicos

republicanos e médicos "Alguns congressistas [Congresso dos Médicos Municipais] acompanhados pelo Dr. Augusto de Vasconcelos”, Ilustração Portuguesa, n.º 262, 1911, p. 24. Hemeroteca Municipal de Lisboa.

A República implantou-se também com o esforço de muitos médicos, elite científica do país de então, animados por uma ideia de regeneração. Entre eles Miguel Bombarda, assassinado a 3 de Outubro de 1910, por um doente do Hospital de Rilhafoles (hoje com o seu nome), ou mesmo Eusébio Leão, que leu o texto da proclamação da República, na varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Muitos outros ministros foram médicos. O bom espírito republicano consagrou o direito à assistência médica e esboçou os primeiros serviços públicos de saúde. (Recomendo a exposição "Corpo: Estado, Medicina e Sociedade na I República" na Praça do Comércio ou em galeria virtual) É esse um dos importante legados de um regime implantado, em ruptura com o impasse miserabilista e piolheiro de uma monarquia em decadência. Tudo o resto são pecados velhos, os quais não alargo em exercícios. Deixo isso para académicos. Fica a homenagem pela minha preferência por este modelo de regime. O outro é coisa de formigas e abelhas. Viva a República.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

má palha no ninho

dulac_princess_pea_p500© Dulac

«64,8% dos estudantes minhotos apresentam má qualidade do sono, e 38% avaliam a sua qualidade de sono como má ou muito má.»

«a qualidade do sono está associada ao consumo de tabaco e de bebidas com cafeína, bem como ao grau de satisfação com as classificações académicas e à adaptação às exigências do curso.»

«a baixa satisfação com a rede de apoio social e a baixa satisfação com a vida são preditoras de má qualidade do sono»

As conclusões, publicadas no Público (passo a redundância, ide lá ler), são retiradas da tese de mestrado da minha muito querida amiga e colega Elisa Lopes.

sábado, 1 de agosto de 2009

Stresse Crónico Afecta Tomada de Decisão - U. Minho


O artigo elaborado no Instituto de Ciências da Vida e Saúde, da Universidade do Minho, é o primeiro totalmente feito por autores portugueses a ser publicado na Science. Entre eles, o Pedro do Avenida Central. As conclusões, conforme o Professor Nuno Sousa diz nesta reportagem, têm consequências na vida diária das pessoas, e podem revelar muito da ideia errada da eficiência do trabalho feito sob as sevícias físicas ou psicológicas: a tal ""mão-de-ferro" que muita gente gosta de gabar a alguns Big Bosses.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Boletim Clínico: Gripe Suína ou Gripe Mexicana

Transcrevo para informação dos conterrâneos e afins que visitam esta minha página, o que o Pedro, colega de mais andança, diz no Avenida Central:

«A Organização Mundial de Saúde decidiu aumentar o nível de alerta pandémico da Gripe da fase 3 para fase 4 o que significa que «existem pequenos surtos com transmissão pessoa-a-pessoa limitada» e de forma localizada. Na prática, os objectivos actuais passam por «conter o novo vírus em focos limitados ou retardar a sua disseminação de forma a ganhar tempo para implementar medidas de preparação/prevenção, incluindo o desenvolvimento de vacinas».

A chamada Gripe Suína ou Gripe Mexicana é uma variante do vulgar vírus da Gripe e as medidas de protecção recomendadas passam por minimizar os contactos com pessoas com sintomas de gripe, bem como evitar a frequência prolongada em locais fechados como Igrejas ou Centros Comerciais. De igual modo, apenas deverá recorrer aos Serviços de Saúde de Urgência se a sua situação clínica não for adiável nem resolúvel através de consulta no Médico de Família.

Em Portugal, ainda não foi registado nenhum caso de Gripe Suína e as autoridades estão a monitorizar a evolução da situação internacional, bem como a despistar eventuais focos de infecção nos viajantes que chegam das áreas de risco. Em caso de dúvida, contacte o seu Médico ou a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), de forma a encontrar a melhor informação clínica que permita um diagnóstico adequado da sua situação.

Informação Adicional: Microsite da Gripe da DGS; Organização Mundial de Saúde. »

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Soluções à Portuguesa: Medicina a Granel


O Governo anuncia a abertura de mais uma faculdade de Medicina - esta agora - no Algarve. A medida é meramente eleitoralista, tendo em perspectiva 2009, baseada numa falsa suposição da "falta de clínicos", que tão medo mete às pessoas. O país até que tem como é sabido, 3.4 médicos/1000 habitantes, acima da média da União Europeia, e o problema não está ad initio mas nos colégios de especialidade que, mais poderosos que a Ordem, limitam-se a abrir poucas vagas de modo a ter uma relação oferta e procura no mercado muito favorável. Coisa que acontece com a tão falada Oftalmologia, por exemplo. De resto, é ver como se estorvam nos hospitais os restantes, sobretudo de manhã.

A questão dos médicos de família vai pelo mesmo caminho, só este ano se aumentaram as vagas para 25% do total e na perspectiva das Unidades de Saúde Familiar, onde podem auferir melhores salários em troca de um dedicação mais efectiva e cumprimento de objectivos.

Seria esse o caminho. Mas não. Cria-se mais uma faculdade, e esta só traz enormes questões sobre a qualidade dos médicos formados no País. Cada vez mais a granel. Os Hospitais de Braga e Guimarães, que servem o Curso da Universidade do Minho, não tendo todas as valências que terá um Hospital Central no Porto, Coimbra ou Lisboa, e mesmo abrangendo uma área de mais de 1 milhão de utentes, fazem um esforço enorme na formação dos residentes de medicina. Isto porque ganha, sobretudo na relação de médico (formador)/médico(formando) que andará, em anos clínicos, numa média de 1 para 3. Mas até esse binómio está prestes a quebrar-se porque aumentam as vagas de ano para ano e não há ainda o Hospital Universitário que lhe dê vazão.

De resto, o Sector Público paga mal (prefere pagar o mesmo valor por 3 médicos a “meio termo” que por 2 a tempo inteiro) e está mal definido na concorrência com o sector privado. Além disso o Estado tem de garantir a formação de um clínico, com custos superiores a 10.000euros/ano, na licenciatura, e ainda a especialização, criando atritos nos serviços, com a pouca disponibilidade dos médicos para o ensino, dado que em nada são remunerados por isso.

O Sector Privado não, limita-se a integrar o bolo na montra assim que cozido e enfeitado. Alguém que me responda: porque é que não se responsabilizam os Hospitais Privados no financiamento e a formação clínica dos médicos, daqui por uns anos, para o desemprego? Onde é que se vão encaixar os que se foram formar a Espanha e à República Checa? Isto, ninguém quer saber.

domingo, 20 de abril de 2008

Neurónios do Minho

A não perder, a reportagem da Notícias Magazine de hoje, com Joana Palha, docente da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (ECS-UM) e investigadora no Instituto de Ciências da Vida e Saúde (ICVS), duas instituições ligadas embrionariamente, acerca dos estudos da sua equipa sobre a etiologia (as causas) da Esquizofrenia, doença que afecta quase 1% da população.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Um Alerta para a Doença Mental


Cá vai um vídeo de campanha da Associação Encontrar-se, dedicada a alertar pela doença mental/psiquiátrica e tirar-lhe o estigma, que para além de afastar as pessoas da procura do tratamento possível, contribui para um drama social imenso e muitas vezes ignorada pela gente. [Na Sáude, mais interessada nos SAP's e nos ministros).]

Destas doenças salientam-se na campanha: Depressão, a Perturbação de Pânico e a Esquizofrenia, para quem não a acha de grande importância, diga-se que atinge 1 em cada 100 portugueses.

No site até se pode encontrar a primeira canção: "Pertencer" dos Xutos e Pontapés+ OIOAI; das outras que surgirão de um conjunto de duetos imprevistos de boas bandas e artistas a solo, Unidos Para Ajudar - UPA.

O sofrimento mental e o seu teor incapacitante exige o apontamento. À vossa atenção. ;)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

[campanha: propostas]


Vota LISTA E

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

[pré-campanha]

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Paradoxo de Província em versão amarela

Faço-o com a sensação de quebrado o sigilo entre pares. Debatia-se no Campo de Santana. 4 horas, ou menos, dormidas e 3 dias gastos em não sei o quê, que parecia nada. Horas altas madrugada, manhã e tarde, dentro nesta incubadora de bastonários. Ninho de vespas para alguns: Correia de Campos um deles certamente. Mas aqui, em surpresa geral, no atordoamento do sono, o paradoxo do país: há lista única ao orgão de gestão da ANEM, é a da continuidade, recandidata a presidente perante o aplauso geral, pelo mandato extraordinariamente competente e inovador. Lisboa aplaude mas reclama, na voz de uma das faculdades médicas e à rebelia da outra. Abstem-se na votação porque não tem alunos representados pela capital. De repente, o provincianismo de Elevador da Bica. E aqui dentro, um retrato desfazado de um raro inverso queirosiano: o resto é Portugal e Lisboa a paisagem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

[Pré-Campanha]



quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Doutores em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

A interrupção voluntária de gravidez pode causar distúrbios na consciência profissional de alguns médicos, como me causa a mim que alguns vejam crime na pílula contraceptiva ou a fufice e a paneleirice tratável com choques eléctricos. Mas não pode a interpretação de um código de deontologia profissional ser usada como arauto de moral vaticana, ou de perseguição religiosa, em situações previstas e regulamentadas na lei. É o mesmo que impor a procriação compulsiva em posição de frente e com a luz apagada.

E que boa imagem de coerência, termos por aí médicos "sem deontologia e ética" e com carteira profissional. Parafraseando José Eduardo Pinto da Costa, e habituados que estamos todos, "o nosso pai é Hipócrates e a nossa mãe... a hipocrisia". Mais madrasta, diria eu.

sábado, 12 de maio de 2007

Os Primeiros Amarelos da Universidade do Minho

Quase que o descrevo de um incómodo retrosternal, um borbulhar emocionante, este sentimento de náusea, de alegria arrepiada, de saber que, hoje, os primeiros médicos da U.M. são coroados de insígnias. A partir de agora, espero, o exercício de Medicina e o conceito de médico não volta a ser como o de antes. Uma lufada de um amarelo fresco. Boa Sorte e Parabéns, Colegas! Vemo-nos por aí, na partilha de saberes e no amor aos outros.