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sábado, 17 de setembro de 2011

se maomé não vai à praia, a praia vem a maomé

a câmara de mondim procura parceiros para construir uma praia artificial coberta, para funcionar todo o ano e atrair turistas a um concelho que simplesmente não sabe aproveitar as outras riquezas que tem. num país com mais de 800 km de costa, com praias verdadeiras e pelo menos 120 dias de veraneio por ano, o projecto tem tanto de extravagante e piroso como de enjoativo. só admira que no advento da construção da barragem, nesta senda artificialista que anda a varrer a região, a edp ainda não se tenha oferecido como parceira e garantido desde logo uns tubarões e alforrecas de plástico.

adenda: do baú do blog, outra boa proposta para a  região, o basto-rei.

terça-feira, 2 de junho de 2009

E o Carvalhal pariu um Rato (que não o do Largo na c'roa)

carvalhal/baúlhe

A Câmara Municipal dedica um artigo e disponibiliza no seu site a planta do projecto de requalificação do Largo do Carvalhal. A iniciativa é de louvar porque - se bem me lembro - não tem precedentes, ainda que neste caso a obra já esteja em execução. Aliás, sempre fui da opinião do livre acesso dos cidadãos aos projectos públicos na facilidade da internet, para sua apreciação.

Ora, e da que tenho direito, confesso que: não me agrada a conversão de praticamente um terço(!) daquela área a lugares de estacionamento, que hão-de estar vazios na quase totalidade do ano; não me agrada o "parque de merendas" - coisa de inutilidade pelos 3 ou 4 sem uso devido já espalhados pela vila do Arco; não me agrada a falta de árvores.

Sinceramente, gostaria de ver ali um anfiteatro ao ar livre tão facilitado pelo declive do terreno, que possibilitasse eventos ao longo do ano. Enfim, é o que dão obras de remedeio, sem ouvir as pessoas e, por isso, com tão parca imaginação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Projectos de Basto: Ideias e Oportunidades Verdes

Já vem a caminho da futura "rotunda para Cabeceiras" - como lhe hão-de chamar -, a estrada da curva abaixo do Adolfo, o Ferreiro ou black smith da terra, que desviará o trânsito vindo dali e para ali, sem passar na downtown arcoense, de fracas vistas, com passeios mal amanhados, pouco tolerantes com peões de pernas ou em cadeira de rodas, e fachadas, algumas, de meter dó ao mais distraído dos arquitectos naive.

A estrada, ou rua nova, abre no entanto a Vila ao Rio Ouro, dá-lhe uma marginal por instantes, e desvenda dois espaços verdes com potência de serem espaços nobres do burgo, houvesse vontade pública e privada. Um deles, o frondoso olival [assinalado na imagem em contorno turquesa, ou não] que será "criminoso" algum dia ponderar abater por um punhado de apartamentos. O outro [contornado a laranja] é correspondente ao terreno envolvente à "estação de captação de àgua", que julgo público em grande parte, e que daria um belo parque ribeirinho, já com uma ponte pedonal, para servir Arco de Baúlhe, Faia, Santa Senhorinha e Pedraça, e que muito ganharia com a reconstrução da ponte do Vau (a vermelho), meia dúzia de metros acima.

Adenda pelo Carlos M.C. Leite:
Toda esta proposta tem que ser vista não como um acontecimento isolado(tipo ilha) mas como parte integrante da Vila do Arco de Baulhe, não se podendo dissociar da mesma.

Parece-me que a estrada, que ligará rotundas, pode ter uma bom papel estruturador do espaço que trespassa, adivinhando-se que o Plano de Urbanização para aquele espaço promete uma densificação da construção, que já vem desde a Avenida Capitão Elísio Azevedo, e fará que a área de descompressão dessa densificação agora esbarre no rio. O Arco começa a ganhar uma densidade que justifica, o arranjo de um espaço lúdico verde com alguma escala, e deste modo, e com o estender da construção até perto do vale do rio ouro, era bom que se aproveitasse a valência natural que este proporciona. Já no estado que está, aquela área é aprazível, imaginem-na com um bom arranjo paisagístico. Tudo isto coroaria e enriqueceria todo o conjunto edificado que irá aparecer, e o património que já atravessa o rio, é bom que se pense nestas ligações, sobretudo das pontes, pois não me parece que o rio consiga ter um papel determinante na imagem da Vila se notarmos que o mesmo funciona como barreira ao seu crescimento. Já falei que margem oposta à do Arco de Baulhe deve merecer uma atenção, uma vez que se apresenta com melhor insolação, e até porque se mostra á margem do Arco.

O caso do “frondoso olival” talvez, e mais uma vez como forma de descomprimir e de tornar mais salubre aquele núcleo de construção, era plausível de se manter, mas apenas se não puser, em causa a “boa aposta arquitectónica” que se espera para aquele espaço.

É bom que sejamos sensíveis, a este tipo de património vegetal, que alem de dar ao local alguma identidade, pode contribuir para o seu bom funcionamento. Os olivais na minha opinião são jardins de excelência, e este é real, com história e não precisaríamos de fazer um jardim como um cenário construído, à imagem do que mal se construiu no Lugar da Serra tornando aquele espaço algo ridículo. Hoje cada vez mais as pessoas identificam-se com o real, com as memórias com as identidades, que propriamente com as paisagens fictícias, vulgarmente chamadas de paisagens de silicone, por isso espero algum respeito pelo existente de forma a que todo o conjunto ganhe. É preciso ceder para ganhar… e o lugar só nos dá algo se sentir que nós lhe demos também.

A receita para tudo é: sensibilidade e bom senso.

domingo, 28 de setembro de 2008

Projectos de Basto: Casa Mortuária de Arco de Baúlhe




Situada junto do cruzeiro, no Lugar das Perdizes. As fotos são da maqueta do projecto, de autoria do arquitecto Miguel Sousa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Projectos de Basto: Futuro Parque de Campismo em Arco de Baúlhe?


Os rumores circulam com os investidores belgas que tanto têm passeado Rua de Arco de Baúlhe, acima e abaixo. A confirmarem-se, será uma óptima notícia: um terreno algures na zona entre ao Lugar da Trofa (Rua 5 de Outubro) e a Ponte Velha, terá sido adquirido por flamengos para a construção de um parque de campismo, especialmente vocacionado para turistas do Norte da Europa. Arco de Baúlhe pode assim ganhar uma dinâmica cultural e comercial interessante. A velha Rua torna-se de novo alvo para reflexão séria da sua vocação turística, nomeadamente em hotelaria e espaços de restauração e diversão.

terça-feira, 18 de março de 2008

O Elogio do Verde


O horizonte também é verde em Cabeceiras de Basto - apesar de viadutos, urbanizações e aglomerados feitos de fora para dentro, e não que se os condene, são os tais males necessários porventura. Mas não admira, o norte do Concelho é montanhoso, cheio de bosques e aldeias de pedra metidas em socalcos, alguns prados e fauna que se extende com a flora, Barroso e Gerês adiante. A riqueza paisagística é o maior tesouro que tem, aliás, toda a Região de Basto. E com ela toda uma potencial economia em recursos que devem ser bem aproveitados. A iniciativa TERRA+VERDE é, neste sentido, mais uma que se soma nas boas políticas ambientais da edilidade tendo em vista desenvolvimento sustentável neste domínio no concelho. Exemplo, mais um, exportável.

Uma floresta dinâmica - com os seus principais agentes envolvidos e em sintonia, com a colaboração da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - é uma provisão de futuro e uma salvaguarda ao desleixe que anos de desordenamento, falta de regulação e total estupro, na loucura dos fundos europeus, e com a introdução de espécies não-autóctones (eucaliptos, autrálias e mimosas a reboque), desbotaram a floresta portuguesa e a fizeram vulnerável a incêndios e tragédias humanas. Por outro lado, a aposta neste sector cria emprego, fixa pessoas nas aldeias de montanha, previne a desertificação e preserva tradições, costumes e produtos locais igualmente atractivos em termos turísticos e com isto, mais alternativas na empregabilidade.

A cooperativa criada facilita também a instalação da Central de Biomassa de Vila Nune, na recolha e gestão dos resíduos florestais. O equipamento é uma outra pequena grande vitória neste mundinho a ferver, de neve rareada e em que é urgente a diminuição da dependência de combustíveis fósseis.

Outros objectivos no futuro - lunáticos ou utópicos, de certo, dirão alguns - passarão pela agilização dos processos de instalação das energias renováveis diversificadas (eólica, painéis solares...) dentro dos limites concelhios assim como promoção da eficiência energética, através de fundos ou incentivos fiscais.

Vejamos, de outro modo: um plano director municipal que, se revisto, privilegie a construção em áreas de boa exposição solar, viradas a sul, e se possível, com pareceres e sugestões técnicas ou mesmo reformulado com base num estudo encomendado/protocolado às Universidades próximas. Um PDM, ou orientações municipais, que regulamente os materiais a utilizar na edificação: reciclados, de fontes auto-renováveis, que beneficiem a economia local e o ambiente; assim como as próprias configurações dos edifícios, utilizando o IMI (com mais ou menos anos de isenção, por exemplo) ou outros procedimentos fiscais para penalizar ou premiar o imobiliário verde.
***

Já agora que falamos em Planos de Urbanização: é uma pena que o PUVAB (Plano de Urbanização de Arco de Baúlhe) - talvez seja tarde de mais apontar - não englobe a Freguesia de Pedraça, que nesta zona é a que tem melhor exposição solar e, mesmo sob administração de outra Junta, tem grandes afinidades com Arco de Baúlhe (assim como outras freguesias). É aliás, uma espécie de Gaia virada ao Porto, se bem que no inverso dos pontos cardeais.

Fotos do Pedro Oliveira [o Espanha, :) ], assim como esta.


sexta-feira, 9 de novembro de 2007

E porque não um Parque Ecológico e Arqueológico do Crasto?

Era mais correcto chamar-lhe Castro, dada a cerâmica e vestígios por lá encontrados, sugerindo ocupação na idade do ferro, e a fortificação talvez. Levou condimento com o dialecto da terra. Verdade é que já havia quem morasse pelas terras de Baúlhe milhares de anos antes dos romanos lhe tomarem as vias como suas. Sobra agora disso um monte redondo, rodeado de água por grande parte do círculo, como castelo natural erguido sobre os rápidos do Rio Ouro.

Ora, ali era um lugar bom para um parque público, florestal e lúdico. Com trilhos para jogging e lugares de descanso para respirar. Juntava-se-lhe um investimento em plantar árvores de várias espécies: carvalhos, ciprestes e sobreiros, outras de folha mais ou menos caduca. Ainda umas mostras arqueológicas organizadas e catalogadas ao ar livre- o que se pudesse encontrar por lá - e uma ponte virada a Pedraça, pedonal e pregada no Lugar de Carrapata. Lindo de se ver e de se passear, a servir estas 2 freguesias, e outras em redor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A Reconstrução dos Sonhos (III): os prós e os contras.

Vai tardada porque a vontade de ver acabada a obra o exige. É da necessidade e que por aqui, e no contexto, pouco aguça o engenho. Fora o non sense do que disse até agora. É bom ver tomar nova forma o edifício destruído pelo incêndio de há um par de anos. Outrora Casa do Povo de Arco de Baúlhe e antes mesmo, residência do académico Júlio Henriques, florescente lente de botânica e natural dali, e o primeiro darwinista assumido no Portugal do Séc. XIX. Aliás, há uma estátua e uma alameda erguida ao homem em Coimbra... Por cá, resta-nos a fachada da casa e o retrato aos trambolhões, sempre que a ARCA muda de instalações.

Mas vamos ao que interessa, em pontos positivos e negativos:

Positivos:
  • Uma Sala de Espectáculos, ainda que com 80 lugares, digna para teatro (com muita tradição por aqui) e conferências, palestras e o que for preciso;
  • Diversos espaços para associações locais, com salas para reuniões, arquivos e arrumos, trabalhos, exposições cursos e workshops que se façam por cá.
  • Um Gabinete Presidencial digno para o presidente da Junta, a entretanto mais alta figura política da vilazinha, com janela e varanda virada à velha Rua e largo em frente, apesar dos dois monos na esquina da 5 de Outubro (na gíria local, Rua das Caganatas);
  • A instalação de serviços ao cidadão, da Câmara ou da Junta, num local central e previlegiado.
Negativos:
  • A construção de um campo de jogos no espaço traseiro, de onde foi tirada a foto, com balneário e afins, num local onde na minha opinião devia ser previlegiado um jardim de relvado para actividades ao ar livre, concertos e simples ócio, de estender uma toalha ou uma manta virada ao céu. O futebol de 5 devia estar noutro lugar que não aquele. O jardim até seria uma homenagem ao botânico, dono da casa em anos de 1800 e tais.
  • A cedência de um espaço previlegiado, em baixo, ao Desportivo de Arco de Baúlhe, a mais morta instituição da vila, sem pés nem cabeça e completamente desfazada, como todas as outras no concelho, das realidades desportivas e das exigências actuais. Ficavam-se pelo novo Campo de Morgade(?). Não precisavam daquele espaço ali que com certeza vão abandalhar com entulho de caneleiras e botas, roupa a secar e aquele nauseante cheiro a bálsamo.
  • A não previsão de um espaço tipo-bar ou café concerto nesse local, que mantivesse o edifício vivo todos os serões, para dinamização e promoção de tertúlias e discussões, ou um simples convívio para a nata cultural e intelectual da vila. Há muitas formas de promover a fixação das pessoas nas suas terras, e muitas delas passam pelas alternativas culturais que se lhe dão. Não pode ser só rancho e sardinha assada.
Enfim, coisas do atraso para lá do entusiasmo com o novo equipamento. Está na hora do bom gosto.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Projectos de Basto: Palácio da Justiça de Cabeceiras de Basto


É destes edifícios que precisam as novas paisagens urbanas, mesmo estas encravadas num coração rural. Modernos e com um toque de beleza arquitectónica, inovadora e apaziguadora do caos e barulho, do mau gosto que a rodeia. Fora o cumprimento da sua função, muito dependente de todo o funcionalismo e eficiência do código civil e seus zeladores, que traga uma nova face a uma terra de quezílias por lavouras, mal marcadas e sobretudo por falta de respeito pelo bem de todos: o que se vê aos olhos e se sente nas pernas e braços. Pena é que fique o palácio também rodeado da muralha de betão que por lá se ergue.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Projectos de Basto e Cavez para além do Coiso: Variante à EN206

Continuando nesta senda e agora que as máquinas desbravam urzes e entranhas ao vaus desde a rotunda da Auto-Estrada a Lameiros para a Variante, vale a a seguinte reflexão: vistas as coisas, e os expositores na Agro-Basto, com os planos de Urbanização das 3 vilas do Concelho de Cabeceiras de Basto é obvia a conclusão que Cavez é a mais prejudicada nos acessos à Auto-Estrada. Mais isolada que nunca, a vila do Padre Barroso, cresce devagar com tanta curva e contra curva, distante que está da dinamia económica. E a paisagem, por muito bonita que seja, torna-se penosa e pesarosa em comparação com as outras.

Daí que seria tempo de ponderar a remodelação da EN2o6 ou, quem sabe, a construção de uma variante à mesma com ligação mais larga a Refojos e a Arco de Baúlhe para acesso ao Nó de Basto. Especificando as opções:

1) uma variante com ligação desde Cavez (centro) à futura Rotunda junto do Parque industrial de Lameiros, pela zona norte da Freguesia de Cavez - Boadela - Águas Santas - Outeirinho - Lameiros. Daí teria ligação à Auto-Estrada pela Variante às EENN 205 e 210 em construção.

2) uma remodelação da EN206 desde a Recta de Cavez(Ribeiro do Arco) com nova ponte sobre a Parada da Ribeira com ligação à Circular Urbana de Arco de Baúlhe (que se espera larga), na zona de Cerca Nova. Ligando depois a Refojos e ao Nó da Auto-estrada pela mesma.

Pode não ser para agora,mas "é preciso ver, ver...".

domingo, 30 de setembro de 2007

Projectos de Basto: Centro de Emprego de Basto em A. Baúlhe
















Um post à boleia do que faz Pedro Morgado no seu Avenida Central.
Bem: quanto à Obra, gosto do traço e como se encaixa e não encaixa. Moderno, inovador, novo na paisagem como tem de ser, sem ser parolo e invasivo como muita porcaria de blocos de apartamentos que se fazem por aí. 5*