Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

simbólico


Bem ou mal, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto optou por cortar pela raiz o "Arco" de cedros que se evidenciava no Jardim Público de Arco de Baúlhe. É sempre mais fácil e barato que aparar e cuidar daquilo. Para lá da higiene das vistas, o acto não deixa de simbólico do desprezo a que tem sido deitada a segunda vila, pela crescente política centralista municipal (sim, é relembrar a história dos agrupamentos  escolares e afins), coisa que não é nada mais que o abandono total e completo pelo espaço comum arcoense. Negligência essa que tem também passado pelo descuro do ordenamento urbanístico e pela preservação do património, como são muitos e trágicos os exemplos na Rua e na Avenida.

Sinceramente, trocava a estapafúrdia piscina ao ar livre, que se aprontam a fazer no lugar do Souto, para atirar água de cloro aos olhos de pobres de espírito em ano de eleições, em esforço e atenção proporcionais aos que tem sido dados na gestão do espaço público de Refojos. Já agora, e antes dos arcoenses levarem rótulo de "pobres e mal agradecidos", reforço que aqueles cidadãos não querem nem mais nem menos atenção que os outros. Que se cumpra aqui a mesma igualdade que a Câmara de Celorico de Basto, por exemplo, tem agraciado às vilas daquele concelho. É só ir lá espreitar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

alameda da incógnita

a estrada inaugurada entre as tojeirinhas e o caneiro dá o mote para a ligação dali ao chamado "nó viário" por uma alameda, como está previsto no plano de urbanização aprovado em 2007. agora, com a revisão em cima da mesa e o repto lançado pelo presidente da câmara para o surgimento de bolsas de construção naquela zona, resta saber se haverá lugar para cumprir o mínimo esperado ou se essa ansiada alameda se dilui na habitual lógica do lucro dos empreiteiros.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

o nome das ruas

os 3 da toponimia


a notícia é antiga mas a falta de discussão há muito me enerva. a câmara municipal de cabeceiras de basto montou uma outra comissão cheia da gente do costume para dar nomes às ruas das vilas deste concelho, arreados que foram homens com conhecimento, como o estimado professor alexandre vaz. só mais um pecado original num processo que devia envolver o maior número possível de pessoas e documentos pela importância destes assuntos na preservação da memória colectiva e na identidade específica destas populações.

se nas matérias das outras vilas não me vejo na legitimidade de mexericar, já correndo a lista da toponímia proposta para arco de baúlhe, depressa a náusea dá lugar ao vómito. fica à vossa consideração: rua do bairro da cerca nova 1,2,3 até 7; alameda (quê?) do carvalhal, rua e travessa das gaiteiras; mais umas quantas ruas e travessas de quantos lugares e lugarejos há. foi este o modo escolhido. não se vê uma única referência a acontecimentos históricos e a personalidades locais e nacionais, excepção seja à  rua da viscondessa do peso da régua, que tão daimosa foi com o município, quando na propriedade dela foram arreigar obra.


de resto, onde está uma rua da liberdade? não há direito? uma praceta ou rua de camilo castelo branco, que tantas referências fez a arco de baúlhe na sua novela de "eusébio macário"? onde está uma rua do zé do telhado, cujo bando se juntou várias vezes na casa da ramada, na quintã? e a rua bento elísio de azevedo, daqui natural e deputado na assembleia constituinte de 1975? e um jardim ou uma praça júlio henriques, talvez em frente à "casa do povo" onde nasceu o mais ilustre cientista arcoense, que tem uma monumental alameda em coimbra? onde está uma referência a alfredo machado, presidente de junta nos anos 60 e responsável por uma das primeiras revoluções urbanísticas no arco (1,2 e 3)? onde está uma travessa do pintor abel croca? porque não rua padre manuel gonçalves, arquitecto da famosa (goste-se ou não) igreja do barco nas caxinas, em vez de rua do alambique?

não me alargando em mais comentários e propostas, isto é o que dá quando se tem como referência no arco apenas e só o presidente da junta.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A desflorestação urbana wannabe



Da janela do meu quarto os horizontes alargaram-se. Não que me tenha agradado a ideia de todo. Fiquei sem as árvores que me amparavam o sono com a chuva e me afastavam da realidade de estar numa aldeia a viver num apartamento - opções circunstanciais dos progenitores, as quais não contesto. O abate absurdo, de que não arranjei motivo, foi-me justificado com a intenção de "construir umas casas". Perguntei-me apenas por quem é tolo o suficiente para querer construir num terreno que fica à sombra de um prédio, praticamente 80% das horas da luz do dia? Num terreno onde quanto muito, se tolerava um jardim, público ou privado, ou uma horta comunitária? Ficaram a olhar. Nada que surpreenda. Com um Plano de Urbanização que, sem um plano de pormenor, vale o que vale, e a mentalidade que grassa, os erros são para se repetir, um atrás do outro.
Da janela do meu quarto, afinal, os horizontes alargam-se, mas apenas por enquanto. As vistas, essas, são curtas, e os sons das máquinas o toque a rebate para se fazer as malas.

sábado, 5 de junho de 2010

Bem Haja

Ferro de Engomar de Arco de Baúlhe

aos proprietários, por não terem cedido à tentação de demolir e optarem por recuperar (ainda em fase de acabamentos) este emblemático edifício de Arco de Baúlhe, carinhosamente apelidado de "Ferro de Engomar".

segunda-feira, 29 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

oportuno

Coincidência ou não, o texto de Mamede Mendes na última edição do Jornal O Basto, sobre a inundação da Praça da República na década de 40, chama atenção para o facto de situações como a trágica borrasca da Madeira poderem repetir-se na vila de Refojos de Basto.

Será que, a construção das últimas décadas ao longo das margens da ribeira de Penoutas, a urbanização da Quinta do Mosteiro em antigos lameiros e, sobretudo, esta última intervenção na ligação directa da Rua Jerónimo Pacheco (direcção de Outeiro) à estrada que contorna a Praça da República, podem agravar as consequências uma situação meteorológica excepcional?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcas de Baúlhe | Serração José Guilherme de Sousa & F.

serração arco de baúlhe

Quem descer a Rua da Recheira nota que a velha serração que acordava o burgo pelas 8 e enchia os olhos de serrim a transeuntes, está a ser desmantelada. No lugar, sem novidade nenhuma, hão-de fazer-se apartamentos e lojas. Desconheço o projecto entrado na câmara para licenciamento, mas seria uma pena se não preservasse algumas das paredes que fizeram a história da indústria da madeira em Arco de Baúlhe.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Habitual Fado de São Torcato

Quelho Novo.Arco de Baúlhe

O quelho novo, recentemente rompido entre o Lugar do Caneiro e as Tojeirinhas, já faz as delícias de muitos automobilistas e motociclistas. Os dedos da mão não chegam agora para contar os que se atrevem a fazer a variante ao confuso nó viário da Vila, levantar o pó e os hertz dos pneus sobre o cascalho.

De resto, não se avistando trabalhos de cilindragem, de preparação de valetas e muramento, resta acrescentar que a asfaltagem não é será para muito breve. Os piquetes aliás, que pareceram desaparecidos ou cigarras durante 3 anos e 6 meses, estão agora entretidos a iniciar trabalhos em tudo quanto é logradouro pelo Arco ou outra freguesia qualquer. Nada estranha a tradição no processo: primeiro rompe-se para molhar o bico, especialmente no um contexto de sufrágio, e depois logo se vê. Terminar? Provavelmente no prazo de mais 3 anos e 6 meses. Com calma, então. Se fosse de outro modo, teríamos estrada a abater para dentro e para os lados como um pão-de-ló húmido - lá estou eu a ensaiar sobre o que não é da minha especialidade.

A verdade, é que para mal dos pecados, os moradores do prédio que flanqueia a desembocadura desta pista TT - nas quais se inclui a minha pessoa, demais família e vizinhos - já mal podem estender uma peça de roupa que não se crive de terra, e as varandas não dão descanso a baldes e esfregonas. O "futuro" e suas as bordas podiam ser construídos com maior respeito pelas pessoas do presente.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Paço Travado

obrar

Afinal já há explicação para o estranho fenómeno que há semanas atrás fez cair desgraçadamente eucaliptos sobre sobreiros. A razão é mais um "belo" edifício em vias de ser obrado. Para que se conste: "de luxo" e "c/ elevador". É o progresso...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Diferenças

Nevão em Arco de Baúlhe 2009 *19#2



A Câmara Municipal de Mondim de Basto viu recentemente aprovada a candidatura para a Regeneração Urbana do Núcleo Histórico e da Vila de Mondim de Basto.

Já Arco de Baúlhe padece da falta de uma estratégia camarária de salvaguarda e recuperação dos valores patrimoniais do seu - pequeno mas valioso - Centro Histórico, que podia ter evitado males maiores.

terça-feira, 2 de junho de 2009

E o Carvalhal pariu um Rato (que não o do Largo na c'roa)

carvalhal/baúlhe

A Câmara Municipal dedica um artigo e disponibiliza no seu site a planta do projecto de requalificação do Largo do Carvalhal. A iniciativa é de louvar porque - se bem me lembro - não tem precedentes, ainda que neste caso a obra já esteja em execução. Aliás, sempre fui da opinião do livre acesso dos cidadãos aos projectos públicos na facilidade da internet, para sua apreciação.

Ora, e da que tenho direito, confesso que: não me agrada a conversão de praticamente um terço(!) daquela área a lugares de estacionamento, que hão-de estar vazios na quase totalidade do ano; não me agrada o "parque de merendas" - coisa de inutilidade pelos 3 ou 4 sem uso devido já espalhados pela vila do Arco; não me agrada a falta de árvores.

Sinceramente, gostaria de ver ali um anfiteatro ao ar livre tão facilitado pelo declive do terreno, que possibilitasse eventos ao longo do ano. Enfim, é o que dão obras de remedeio, sem ouvir as pessoas e, por isso, com tão parca imaginação.

domingo, 22 de março de 2009

Urbanismo Escatológico

Urbanismos em Arco de Baúlhe

Não bastasse a irresponsabilidade de alguns proprietários de prédios rústicos, irremediavelmente modificados ou em ruínas pela velha Rua de Arco de Baúlhe, a câmara municipal, nos seus agentes de urbanismo e projectistas inspirados, pregam machadadas atrás de machadas de mau gosto no derradeiro e mais importante ex-libris arquitectónico da malfadada vila. Agora, além das caixas brancas dos contadores de água a pintar de parolo as fachadas de pedra, em total desrespeito pela traça, os mais recentes arranjos pariram uns toscos armários encardidos aqui e ali, à deriva... Atentados como estes chegam a ser angustiantes. Para poias destas que se fodam as inaugurações de requalificação com tanta pompa e ministros.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Projectos de Basto: Ideias e Oportunidades Verdes

Já vem a caminho da futura "rotunda para Cabeceiras" - como lhe hão-de chamar -, a estrada da curva abaixo do Adolfo, o Ferreiro ou black smith da terra, que desviará o trânsito vindo dali e para ali, sem passar na downtown arcoense, de fracas vistas, com passeios mal amanhados, pouco tolerantes com peões de pernas ou em cadeira de rodas, e fachadas, algumas, de meter dó ao mais distraído dos arquitectos naive.

A estrada, ou rua nova, abre no entanto a Vila ao Rio Ouro, dá-lhe uma marginal por instantes, e desvenda dois espaços verdes com potência de serem espaços nobres do burgo, houvesse vontade pública e privada. Um deles, o frondoso olival [assinalado na imagem em contorno turquesa, ou não] que será "criminoso" algum dia ponderar abater por um punhado de apartamentos. O outro [contornado a laranja] é correspondente ao terreno envolvente à "estação de captação de àgua", que julgo público em grande parte, e que daria um belo parque ribeirinho, já com uma ponte pedonal, para servir Arco de Baúlhe, Faia, Santa Senhorinha e Pedraça, e que muito ganharia com a reconstrução da ponte do Vau (a vermelho), meia dúzia de metros acima.

Adenda pelo Carlos M.C. Leite:
Toda esta proposta tem que ser vista não como um acontecimento isolado(tipo ilha) mas como parte integrante da Vila do Arco de Baulhe, não se podendo dissociar da mesma.

Parece-me que a estrada, que ligará rotundas, pode ter uma bom papel estruturador do espaço que trespassa, adivinhando-se que o Plano de Urbanização para aquele espaço promete uma densificação da construção, que já vem desde a Avenida Capitão Elísio Azevedo, e fará que a área de descompressão dessa densificação agora esbarre no rio. O Arco começa a ganhar uma densidade que justifica, o arranjo de um espaço lúdico verde com alguma escala, e deste modo, e com o estender da construção até perto do vale do rio ouro, era bom que se aproveitasse a valência natural que este proporciona. Já no estado que está, aquela área é aprazível, imaginem-na com um bom arranjo paisagístico. Tudo isto coroaria e enriqueceria todo o conjunto edificado que irá aparecer, e o património que já atravessa o rio, é bom que se pense nestas ligações, sobretudo das pontes, pois não me parece que o rio consiga ter um papel determinante na imagem da Vila se notarmos que o mesmo funciona como barreira ao seu crescimento. Já falei que margem oposta à do Arco de Baulhe deve merecer uma atenção, uma vez que se apresenta com melhor insolação, e até porque se mostra á margem do Arco.

O caso do “frondoso olival” talvez, e mais uma vez como forma de descomprimir e de tornar mais salubre aquele núcleo de construção, era plausível de se manter, mas apenas se não puser, em causa a “boa aposta arquitectónica” que se espera para aquele espaço.

É bom que sejamos sensíveis, a este tipo de património vegetal, que alem de dar ao local alguma identidade, pode contribuir para o seu bom funcionamento. Os olivais na minha opinião são jardins de excelência, e este é real, com história e não precisaríamos de fazer um jardim como um cenário construído, à imagem do que mal se construiu no Lugar da Serra tornando aquele espaço algo ridículo. Hoje cada vez mais as pessoas identificam-se com o real, com as memórias com as identidades, que propriamente com as paisagens fictícias, vulgarmente chamadas de paisagens de silicone, por isso espero algum respeito pelo existente de forma a que todo o conjunto ganhe. É preciso ceder para ganhar… e o lugar só nos dá algo se sentir que nós lhe demos também.

A receita para tudo é: sensibilidade e bom senso.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Interesse Municipal

Pode não ser visível a muitos, nem agradar de momento no enquadramento da paisagem urbanística de Arco de Baúlhe, mas a indústria da madeira faz parte da cultura e da história da vila. E tanto assim é, que uma serra vermelha medeia a heráldica da freguesia, por cima da ponte.

Com a implementação do plano de urbanização de Arco de Baúlhe, muito provavelmente, estas infraestruturas vão mudar-se para as novas zonas industriais, mas o âmago desta terra não se desliga delas. Seria de todo interesse que o Estado, na figura da Câmara Municipal, ou a Sociedade Civil fizessem por preservar uma das actuais serrações locais, com um arranjo arquitectónico, transformando-a num espaço público verde ou um pequeno museu ao ar-livre com a pesada maquinaria antiga em exposição. De qualquer modo, este sector da vida económica de Arco de Baúlhe bem que podia ser inspiração de uma escultura para ornamentar a rotunda do antigo nó-viário, tão central e tão sem dignidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Desorientações


Chaves, com uma velha ponte romana sobre o Tâmega, virou o seu crescimento ao rio. Arco de Baúlhe, com uma velha ponte de pedra, sobre o rio Ouro e ladeada pelo Tãmega, vira o seu crescimento ao eucaliptal da Portucel na Raza...

sábado, 21 de junho de 2008

Exemplo para Vilas de maior tamanho





Hoje o Sol puxou-me estrada adiante até lugares que dão de fronte com a Senhora da Graça. Umas curvas e contra-curvas e, por ali, Vila Nune surge limpa e de canteiros arranjados. Desci, e passei sobre os carris da linha do Tâmega, sem olhar, pois só medram ervas e cabras medidas entre as bitolas. Os comboios passam apenas na memória.

De resto, ficam aqui estas fotos da bela Capela Mortuária de Vila Nune, construída como cripta da Igreja Matriz, e com pormenores muito bonitos. O esforço foi da paróquia e da comissão de baldios. Espera-se que o traço de bom gosto do arquitecto Miguel Sousa (autor do projecto - se não for que me corrija) se estenda até à mais que provável urbanização dos terrenos em redor da Igreja Matriz de Arco de Baúlhe, da propriedade do seu pai, Avelino Sousa também presidente de Junta de Vila Nune.

[Agora, que reparo, e dadas as semelhanças na morfologia dos terrenos, interrogo-me por que não houve solução idêntica para a capela mortuária da paróquia arcoense. Será das más vontades, com certeza. Bem, ficaremos então por uma casa mortuária, com mais suor mas bem mais ecuménica]