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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Obama nas Alturas II


Já tinha feito uma catrefada de testes e para adepto do social liberalismo em amadurecimento - é seguir onde me situo na ponta do lápis no compasso - o meu candidato é Barack Obama, e ainda por cima com Kucinich fora da corrida. Vá. torço-me por ele. E talvez o mundo mude finalmente. Estou farto de sacos plásticos pelo chão e terroristas da moral.

domingo, 18 de novembro de 2007

A água de Lisboa constipa

Escrevo a altas horas da manhã. Podia andar na borga ou coisas como tais. Garrafas e botelhões pelo Bairro Alto. [Existam ou não termos do género, importados de Espanha, entre o Martim Moniz e a Bica, o Saldanha e o Chiado.] O Campo de Santana vê-se com o Sousa Martins em cima e umas quantas lápides ou placas, de calcário e mármore, dispostas como resmas de folhas grossas e pesadas, em redor do médico, milagreiro e santo. Mas nem beato nem canonizado. Os outros médicos, estudados e finos, filhos de boa gente, fazem pouco e ganham muito. Em trabalho físico - nada, tísicos de esforço mental. Isso não vale como trabalho. E ficamos sem saber o quê... Assim nos quer o Ministro, muitos e a granel. E não tem lógica nada do que restou para trás, nem o que vem p'ra frente. São 4 da manhã, ou mais, e esta gente não se decide. Antes se debatesse o sexo dos anjos nas reuniões gerais de estudantes amarelos. Dos peidos, diriam já muitos. Mentira de porco : já dormíamos todos.

domingo, 11 de novembro de 2007

Ironias de um Novembro'arder

Fica a roupa mais entranhada de fumo por se caminhar lá fora do que se me alapar dentro de um café e antros de tabaco.

domingo, 28 de outubro de 2007

3 dúvidas mais ou menos esotéricas

Qual a necessidade de beatificar alguém que já era Santo Padre?

Porque é que na Última Ceia de Cristo, todos comeram do mesmo lado da mesa?

Porque é que o gajo gordo do Lost permanece gordo depois de tantos meses na ilha?

domingo, 5 de agosto de 2007

domingo, 29 de julho de 2007

Cabeceiras: Encanto Desnaturado

Num destes dias conversava animado, com alguma inconformação pelo meio, com um amigo e entretanto vários sobre o que se tem feito do meu concelho. Vai-se gabando a beleza natural e hospitaleira. Dos cheiros de erva fresca e terra em estado puro. Dos verões quentes como tudo e a chuva a pentear a serrania, a lavar o musgo das casas de pedra. Dos casarões fidalgos e dos seus brasões indecifrados. De toda aquela ingénua e natural beleza que encanta pela réstia pura das tradições e dos traços de personalidade destas gentes.

No entanto escasseia como espécie em vias de extinção. Tudo isto, no entulho obcessivo do desenvolvimento cinzento. Basta descer aquela avenida, de Sá Carneiro (salvo o erro), que atravessa as traseiras do mosteiro e ver como se enclausura o monumento à força do crescimento desenfreado. Dos edifícios, dos muitos que se extendem até à Freita a crescer como numa estuda de morangos encardidos, conhecem-lhe os preços exorbitantes, mas da qualidade muito pouco. Tudo à custa do esvaio das aldeias em redor. É o custo pela melhoria das condições de vida(?), pelas escolas e pelos bares, pelo comércio e indústria - tolhidos!, pela proximidade ao emprego e às suas agências.

Não tarda nada, e a toda a força para coroar o regime, está a vila tornada cidade, com tudo esquisso em derredor, em desfavor de uma evolução sociocultural e económica coerente e sustentada, em equilíbrio com todo o concelho. É esta desnaturação galopante que, associado aos vícios provincianos e aos poderes públicos demasiado metidos no quotidiano das pessoas e os partidários demasiado metidos nas picardias entre si, torna o futuro do concelho uma desencantada incerteza.