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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

porreiro, pá

agradeço a sugestão feita num comentário ao post abaixo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

bomba de carnaval

ao contrário dos anos anteriores, este ano a câmara municipal alia-se à actual direcção do agrupamento de escolas de cabeceiras de basto e organiza o corso carnavalesco escolar para a terça-feira gorda, dia de carnaval, em refojos de basto. tudo isto quando, no mesmo dia, em arco de baúlhe se realiza um cortejo de carnaval com 25 anos, organizado por uma associação que, só por acaso, está em litígio com o actual chefe do executivo camarário.

ao invés de uma atitude conciliadora, o presidente da câmara parece preferir esta agenda politiqueira e revanchista, em prejuízo do povo arcoense, que já ficou sem a sede de um agrupamento escolar e conta outras razões de sobra para desdenhar das sucessivas demonstrações vindas dos paços do concelho. dos arcoenses e simpatizantes, só se espera o maior repúdio possível face a este absurdo, com uma participação massiva no entrudo do arco e sem papas na língua, nem que seja preciso fazer da rua de arco de baúlhe outra praça tahrir.

adenda: foi corrigida a data no site da câmara municipal, onde se avisava do corso das escolas no dia de carnaval, para uma data abrangente de 4 a 8. com isto confirma-se o que já tinha sido estipulado pelo agrupamento, que o mesmo se realizaria na sexta-feira anterior.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nulidade

cavaco 01 © antónio pedro santos

O sacrossanto Cavaco Silva vai anunciar hoje a sua recandidatura. O mandato de "sua santidade" foi o pior de que tenho memória num presidente. As trapalhadas com o BPN e o seu querido afilhado Dias Loureiro, a crise dos mails e das escutas de São Bento a Belém, o discurso obtuso sobre o Estatuto dos Açores ou as considerações preconceituosas aquando da promulgação da Lei do Casamento Civil e do Divórcio a pedido, ou a persistente agenda do unanimismo do "centrão" em torno da preservação do feudo, dizem muito da bondade da personagem. (A isto se somam os péssimos mandatos como primeiro-ministro.) Cavaco Silva é, em suma, a demonstração de que a República não precisa de um presidente, muito menos de Cavaco.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

figurinhas de regime

fome1


Ricardo Gonçalves, o inimputável bobo das cortes e habitué por estas terras de baixo barroso, vem reclamar a abertura da cantina da Assembleia às horas de jantar, uma vez que o soldo de 3700 euros como deputado e os 60 euros/dia em ajudas de custo "para viagens, alojamento e comer fora", não lhe chegam a nada. Até seria uma apontamento de humor, se a situação do país não estivesse para graçolas.

Ainda que eu defenda a dignidade do exercício de deputado, esta mesma não se coaduna com estas figurinhas de regime. O senhor deputado Ricardo Gonçalves devia ter mais respeito pelo seu fiel eleitorado, muito dele que se desenrasca com menos do equivalente a 10 dias das suas ajudas de custo para "viagens, alojamento e comer fora".

Mas daí, nada de estranho, o "esfomeado" deputado é só uma metáfora barriguda do Estado Português, que se endivida para desinvestir nas suas responsabilidades republicanas, na saúde e na educação públicas, por exemplo, em prol da gordura dos cargos burocráticos e do clientelismo partidário.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

estado da arte

39283_10150258771940459_700020458_14939767_4606479_n © autor desconhecido

Tudo Normal

Depois do habitual ilusionismo, a realidade expectável: aumento do IVA, corte nos salários da função pública e António Barreto, um tipo que até se dizia de esquerda, afirmar que "direito à saúde, educação e habitação é incompatível com a crise" (ou talvez até nem tenha dito tanto isso). Em vésperas de celebrar 100 anos de República, este é o amargo de boca de quem prova da podridão do regime.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

lágrima de crocodilo

Passos Coelho ainda mal tinha confirmado a obtusa revisão constitucional, pariu-se do rato a testa larga de Francisco Assis, voz paladina e carpideira do estado social contra a tentativa de assalto aos serviços públicos de saúde e educação. Tudo bem, não fosse esta ministra da educação "socialista", prosseguir a reforma de aviário da rede escolar. Tudo bem, não fosse também o secretário de Ana Jorge, Manuel Pizarro, confirmar - ainda outro dia em aula que nos cedeu - a entrega progressiva da gestão e prestação de cuidados de saúde a privados, pagos à cabeça e segundo as possibilidades de cada um, pelo orçamento de estado. Ao fim e ao cabo, outrossim, o tal "estado-coiso" de Passos Coelho. Ide dar palha a burros.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010