Pese o devido respeito pela Comissão de Festas, mas aquela barraca de farturas que se instala todos os anos em frente ao escadario do Mirante é de um abuso gritante. O comum cidadão deixa de poder usufruir de um espaço e de uma passagem que deveria até ter outro aproveitamento e iluminação durante as festas de vila. Fica à consideração das mentes mais ou menos preocupadas e das com menor e maior responsabilidade.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Abuso
Pese o devido respeito pela Comissão de Festas, mas aquela barraca de farturas que se instala todos os anos em frente ao escadario do Mirante é de um abuso gritante. O comum cidadão deixa de poder usufruir de um espaço e de uma passagem que deveria até ter outro aproveitamento e iluminação durante as festas de vila. Fica à consideração das mentes mais ou menos preocupadas e das com menor e maior responsabilidade.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Há coisas que não mudam
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Hmm, nhami :)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Criminoso... | 2
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Criminoso...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Portugal por fumado
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O Lugar da Vaia
O meu incómodo pelas vaias em cerimónias de Estado tem uma razão de contexto. Não creio que a celebrações com Figuras de Estado sejam lugares para vaias a um político, ou políticos, em particular ou às suas políticas, metidos que estão ali na formalidade simbólica do cargo. Entendo-o aí como uma vaia ao Regime em si. Mas se calhar é o que as pessoas querem, mas ainda não se aperceberam disso. Diga-se a título de exemplo: Ceausescu caiu depois de numa cerimónia de Estado do seu próprio regime. Ele era o regime. Os romenos assobiaram Ceausescu numa cerimónia de Estado e assobiaram o Regime. O comunismo caiu na Roménia. Mudou-se, a Roménia é agora um Estado democrático e um país integrado na U.E..A contestação ao Governo, entendo-a aquando da vaia à inauguração de medidas, obras, promessas ou despromessas eleitorais. Compreendo-as na greve, nos assobios ao encerramento de urgências, nas berradelas à reestruturação dos serviços públicos,nas vigílias pela Educação, pelo que os políticos eleitos fazem em desacordo com o que prometeram, por pura birra, por puro engano , por pura falta de informação. Não tenho de concordar com a legitimidade dos protestos, eu protestaria por muitos outros motivos e com grande parte do espectro dos partidos. Mas há sempre uma democrática e legítima, como mais saudável opção: votar noutros partidos, entrar num e mudá-lo por dentro, tentar lobbilizar por movimentos cívicos. Ou então, se o mal é sistémico, fazer cair esta República e esta democracia. Plantar outra que recomece, que nasça direito e não entorte.
Mas não. Por cá vai-se assobiando, a torto e a direito, em todas as circunstâncias: em casa, no café, a tomar banho, na ceia de Natal, no emprego, tanto que se pensa que a determinada altura até nos tornamos neuróticos. Nesse o momento assobio e a vaia perdem significado. Como a história do pastor e do lobo que não havia. Expia-se a energia toda, arrepende-se no exagero e no fim até se vota neles de novo, por pena às vezes, ou porque a mão até treme naltura de marcar cruz noutro.
Fica outro meu exemplo não gosto muito da bandeira portuguesa, nas cores e na confusão dos símbolos, acho-a parola, mas é a bandeira nacional, respeito-a e gosto dela como se fosse uma mãe feia, canto-lhe o hino quando é preciso. [Mas com calma, longe estou da mocidade portuguesa, por mim, antes ia, o Hino à Alegria]
E aqui fica resumida a minha opinião: a vaia tem o seu lugar legítimo e apropriado. Não se contesta a tacanhice da Igreja assobiando durante uma Eucaristia, é aliás contraproducente a não ser que se a queira mandar toda a estrutura abaixo ou quando assim for, mudar-lhe os paradigmas de funcionamento. Ora, em cerimónias de Estado, onde o primeiro-ministro é figura tão simbólica quanto a bandeira, naquela mariquice protocolar, o assobio é aí ao Regime e como funciona. E portanto lugar de descontentamento adequado e privilegiado para pedir mudança, mas num todo. Era o que queriam os supostos manifestantes em Braga, era o que queria o Pedro Morgado?
domingo, 13 de janeiro de 2008
Mais um Boletim de Saúde de fim-de-semana
Continua-se a fumar onde não se deve, em Cabeceiras de Basto. Não é por mais nada, mas irrita porque dá a sensação que basta fazer o download do dístico para contornar uma lei que por muito que pareça incómoda é para respeitar. É uma mostra de civilização, pelo menos.
E o mais irónico é que a dita é muito bem respeitada em Arco de Baúlhe, nos espaços que lhe conheço, e contra os habituais preconceitos de desordem que apontam aos habitantes vila. De resto é dar uma volta, e não chegam os dedos dos pés e das mãos para enumerar sítios onde se pode muito bem fumar no anzol dos outros. Triste mas é o que temos. Mais justificado por aqui um Roteiro do Não fumador...
domingo, 6 de janeiro de 2008
Fumaceiras de Basto
Engano! Em Cabeceiras de Basto há bares e cafés da socialite, com dístico azul à entrada, onde descaradamente se fuma contra qualquer obrigação ou requisito da lei anti-tabaco, como seja ventilação e espaço fisicamente isolado para fumadores. E isto só pode ter 2 explicações: ou há autoridades compradas na vista grossa (e não me refiro à banda de Rui Reininho), ou estes estabelecimentos protegem-se no off-shore da ilegalidade da construção onde estão instalados. [Não vejo outras, quem souber que me explique...]
E desculpem-me os incomodados com o que eu digo. Não se trata de fundamentalismo ou mania de ser inconveniente, é uma questão de civismo denunciar o que é também uma evidente concorrência desleal com outras casas comerciais, cumpridoras da lei e devidamente regulamentadas.
sábado, 13 de outubro de 2007
Serviço Público ao pormenor
O anseio demontrado no Blog, teve resposta, directa ou não, pelo Ecos de Basto. Também eles se queixam do estado lastimável da Rotunda do Nó de Basto e explicam, muito interessadamente, porque é que ainda está assim, num raro apontamento do "Mais e Menos" fora da Vila de Refojos. Palmas para o esclarecimento. clap, clap, clap...quinta-feira, 13 de setembro de 2007
AE(des)NOR(te)
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Cabeceiras: Encanto Desnaturado II
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Quem sair no Nó de Basto, o tal que dá acesso a Cabeceiras de Basto e à restante região do mesmo nome, depara-se desde logo com uma bela rotunda cheia de mato e silveiredo. Um verdadeiro cartaz de boas-vindas para quem chega, com um cheirinho da tal beleza natural do concelho.
Enfim... Nas outras rotundas da urbe em convulsão, brotam bandeiras à Europa, jardins cuidados e monumentos aos combatentes e aos tiques. A tal entrada priveligiada do concelho, onde já jaz a placa que anuncia o rompimento da Variante, em 450 dias e 15.000.000 de euros, é enfeitada de urze e viveiros de ratazanas. Imagino só se a mesma fosse mais acima no mapa, ali perto das torres do mosteiro. Como seria ela desenhada e mantida por lá. Mas não: arcoenses, vilanunenses, Pedracenses, Faienses e afins vêm-se todos os dias rodeados do entulho da negligência pública, da sua condição de enteados. E do pasquim local, que todos os 15 dias elege o "Mais e o Menos", parece que tudo fica restrito à Vila-Sede: qual cidade a erguer-se em nome de uma utopia maior, como uma Estalinegrado. Esquece, a tal redacção, que há mais duas vilas no concelho e que nem por isso os seus contribuientes e eleitores, que contam tanto como os outros, sentem que alguém se interessa, nos Paços do Concelho, por estes pequenos - mas grandes! - pormenores...
Os 7 Horrores de Cabeceiras de Basto
Ora, aqui vai como prendinha literária para o fim-de semana:
1: Variante (futura) sobre Santa Senhorinha vulgo Variante às EENN210/205
É o exemplo máximo da capacidade de influência do Presidente da Cãmara de Cabeceiras junto do Poder Central. Obra de milhões rapidamente aprovada - ao contrário da via do Tâmega prometida desde o apogeu do cavaquismo - que terá, julgo eu, reduzido impacto positivo no desenvolvimento do concelho a norte e quase nenhum a sul, onde vai esfrangalhar tudo, diga-se... Não contestando a urgência da melhoria do acesso das zonas mais setenterionais do município à Auto-estrada, verdade é que isto resolve o problema como uma bazuca a matar melgas. Tornar-se-á, portanto, neste enorme mamarracho de betão e asfalto horrível, uma via fechada com 2 ou 3 saídas, suspensa em partes, por um enorme viaduto com mais de 1 Km, sobre alguma da paisagem preservada no verde das lavouras de terras baixas. Enfim, o pouco de bucólico que ainda ia descansando a vista por aqui. Será, tristemente, uma nódoa no horizonte, muito difícil de lavar.2: Praia Fluvial do Caneiro
Já foi um centro de agitação turística, cultura e de lazer para as gentes de Arco de Baúlhe, Pedraça, e arredores. Agora, é uma represa de pestilentos nadas. Com os empreendimentos de extremo mau gosto, a passividade das autoridades perante as decargas suínas, o lixo atirado por caseiros ingénuos e a extinção dos guarda-rios, a praia fluvial tornou-se... praia pluvial. O cheiro da água - aliás - empesta a milhas e todos os anos, para ter como atirá-la à cara de muita gente, insiste-se em encher-se-lhe as bordas com areia saibrosa, boa para raspar os calos dos pés. E que tal plantar um ervado que se segurasse, não? É que sempre que chove mais um bocado de Inverno, com as comportas por abrir, lá se penteia a areia para a piscina montada e, em cima, lá fica a pedregulheza à mostra. Qualquer dia os açudes ficam tão pleninhos de tanta areia que praticamente só um bébé de 18 meses é que não tem lá pé...3: Urbanizações da Quinta do Mosteiro
Surgiram como bizonte pronto a descarnar pela esfomeada matilha de empreiteiros em Cabeceiras. Novelas e dinheiros a rodos de um lado para o outro, barras de tribunal e impropérios, abriu-se o ventre da Quinta com uma enorme avenida e uns tantos arruamentos a afluir-lhe. Pelo meio, e no lamaçal, ergueram-se alguns edifícios públicos, equipamentos e placas de coisas p'ra mais tarde. Em redor e encostados uns em cima dos outros, foi a vez da construção dos apartamentos e lojas, atabalhoados sem alvará e licença, ou fiscalização, à boa-vontade e sem garantia nenhuma. O Centro de Saúde, por exemplo, tem as salas de consulta sem sigílo nenhum, com as janelas traseiras a dar para um enorme prédio. Esse mesmo que, para não incomodar com barulho os hipocondriacos que vão "apanhar soro", teve de erguer um muro sobre a única saída emergência do bar onde muitos vão tomar o soro nosso de cada fim-de-semana à noite. De resto, e só para encher olho, a vila cresce à vista de todos. Cedo será cidade a torto e a direito. O Mosteiro, maravilha máxima com as torres e os claustros, vai morrendo no panorama, enclausurado por uma feia muralha de betão.4: Prédio do Retiro do Arco de Baúlhe
É simbolo máximo do mau-gosto urbanístico dos anos 80. Azulejos de casa de banho por fora, zinco das janelas às portilholas e os inacabados paineis laterais a expor a derme de tijolo e argamassa. Mesmo assim, foi n'altura centro da actividade alternativa, a rouçar o marginal, com os seus cafés, de cima a baixo, a servir como apiadeiro antes das idas à discoteca, ali num edifício vizinho de um lado, e ao Pub (Moonlight Bar) do outro. Nos anos 90, foi a vez da fábrica de cuecas e da decadência progressiva dos cafés, das seringas e limões a pontapés - a lembrar o Trainspotting - mesmo em frente ao Jardim-Escola da então recém-tornada vila. Desde então é lugar de apartamentos de passagem, arrendamentos provisórios... Por baixo, e no terreno que o circunda, é cemitério e pousio de sucata, troncos de madeira, caterpilars e mecânicos - o pior postal possível para quem vem de Refojos, Cabeceiras ou o que seja, e chega a Arco de Baúlhe. Vergonhoso, mesmo para quem não é de cá...5: Edifício Turismo
É o monumento exemplificativo do desvio polémico e parolo da tentativa de requalificação dos espaços públicos. Digo tentativa, porque tanto a Praça da República quanto o Largo da Serra, em Arco de Baúlhe, têm sido alvo de... sucessivas tentativas de requalificação, ao longo dos últimos mandatos, se bem que o segundo ainda está na fase do sucessivo remendo. Mas voltando ao edifício Turismo: verdade que dotou a praça de um posto de informação turística, loja e uma esplanada, dando-lhe mais alguma vida; mas retirou-lhe a luminosidade e pintou-lhe o pitoresco dos edifícios de um branco cimento que mesmo que não sendo tão arrojado (e que até podia ser) ficou muito mal enquadrado. Por outro lado, escondeu-lhe a fonte sobre a ponte, moveu-a, e tal como ao Basto, tirou-lhe a postalidade. O guerreiro monge, com a cabeça de músico de presépio, viu-se então como nunca no tempo dos mouros: encostado à parede.
O problema não é de agora, mas se tiveram muita importância no passado alimentando a enorme indústria e comércio de mobília e carpintaria, e com isso muitas famílias, as serrações em Arco de Baúlhe tão pouco para museu ficaram. Com o tempo, foram - e bem!- deslocalizadas para zonas mais isoladas nos limites da freguesia, deixando o centro urbano livre do rosnar da sirene de ponto, às 8h da manhã e horas de almoço, do barulho ensurdecedor das máquinas de serrar e do serrim que deixava lacrimejados os olhos de quaisquer transeuntes que, pela rua abaixo, desciam da capela ao "Oliveira das Fazendas" ou ao Padeiro. Agora, são um outro incómdo para a vista. Ocupam espaços-verdes potenciais ou, porque é o caminho quase obrigatório infelizmente, zonas de habitação e comerciais de futuro. São também o exemplo de como a propriedade e o dinheiro de alguma gente é visto por esta com uma perspectiva tacanha, avarenta e perguiçosa. Isto, quando muito podiam contribuir para o desenvolvimento sustentado e o embelezamento da vila onde vivem e fazem negócio, rentabilizando-o e por consequência, tirando proveito disso mesmo...7: Chalés dos Emigrantes ( não tem foto para não ferir ninguém)
Confesso que desempatei por voto de qualidade (ou falta dela) com outros tantos horrores em votação. Só que, não desprezando ou minimizando o esforço sobrehumano dos que daqui partiram para melhor vida por esses quelhos acima, os chalés dos Emigrantes foram, a par com o fomento das Canções ao Agosto, um dos piores monumentos que estes poderiam erguer a si mesmos... Desfiguraram aldeias características, despejaram-nas de pedra e madeira, e encheram-nas de tintas beige e roxas, telha preta e telhados altos, sótãos e quartos quentes de Verão, com carpete e asma. Além disso, promoveram a massificação do azulejo de casa de banho nas paredes exteriores, o uso de varandas de zinco e os jardins com chafarizes e muros coroados de leões, águias, dragões e pilinhas... Por muito que o kitsch esteja na moda, com os fatos de treino à 70's e o bigodezinho alternativo, os chalés continuam completamente out! Mas sejam bem-vindos de novo, cousins! Au revoir e até ao ano prochaine!