Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa Local. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Imprensa Local. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Quando a verdade é uma consequência lógica

Assunto: cerimónia da tomada de posse dos novos Órgãos Autárquicos do Município; 
Autor: MM; 
Tese: 
Ser democrata é saber aceitar os resultados.
Ser democrata é saber comportar-se quando se ganha e/ou quando se perde.
Ser democrata é saber quando, onde e como intervir.
Ser democrata é saber respeitar os demais.
Ser democrata é saber respeitar a Lei, os regulamentos, as regras previamente definidas. 

Segundo MM (aqui), conhecido cronista, ser democrata é cumprir (ser verdade) todos os requisitos (proposições) atrás descritos. Assim, MM, classifica, claramente, como "não democrata" (ver a prova aqui) o "primeiro candidato eleito na lista mais votada". Engraçado.

sábado, 9 de junho de 2012

Caso "Nóbrega Moura"

Estupefacto, me confesso  

“Num outro dia, numa das lojas de uma das nossas vilas, alguém dizia que o Presidente da Câmara andava com uma pulseira electrónica. Pois bem, intrigado, não perdi tempo e fui de novo indagar. Encontrei o alvo desta “boataria” e fui directo ao assunto: «Então, presidente, diz-se por aí que anda de pulseira electrónica?». Estupefacto, com certeza, fez questão de me mostrar de imediato que não havia qualquer pulseira.” 

O excerto em epígrafe encontra-se num artigo de opinião (assinado pelo anónimo A.C.) na edição impressa do jornal “Ecos de Basto” datado de onze de abril de 2011. 

Em destaque nesta edição do jornal “O Basto” está um comunicado da sua entidade proprietária (a adbasto). Trata-se de uma tomada de posição pública, pensada e justa, de um conjunto de pessoas que renunciam, categoricamente, ao que consideram “uma acusação ridícula e infundada” a mais um cidadão cabeceirense relacionado com a adbasto. A contextualização sobre este assunto pode ser lida no comunicado atrás citado. No entanto, quero destacar o excerto que está em epígrafe. Confrontado com o rumor, o autor do artigo dirigiu-se ao alegado “alvo” do boato e, pela reação expressa quando interpelado, o “alvo” do boato ficou estupefacto. Tal reação acontece quando algo inesperado ou desconhecido, por exemplo, um vil “boato”, atinge emocionalmente o autor da reação. Consciente desta sequência de fatos, interrogo: quem será este alguém que, segundo o anónimo cronista, disse numa loja que o “Presidente da Câmara andava com uma pulseira electrónica”? Não será displicente ignorar este fato? Não terá sido uma oportunidade perdida para um cabal apuramento da “verdade” e para o consequente processo penalizador ao “alguém”? Todavia, os pressupostos são idênticos aos do “caso Nóbrega Moura”. Paralelamente, porque razão não foi acusado o jornal “Ecos de Basto” de instigar boatos, ao permitir que um artigo de opinião centrado em ridículos rumores fosse publicado e difundido? Publicar num jornal um rumor infundado e abjecto é promovê-lo, ou seja, cumpre o desejo de quem o criou multiplicando, assim, os efeitos negativos a quem se dirige. O jornal “O Basto” recusou-se a “tocar” neste assunto. Até este momento. 

 É também curioso que o jornal “Ecos de Basto” volta, meses depois, a promover este assunto, nomeadamente a sete de maio de 2012. Na edição em causa é colocado em destaque a “acusação” a Nóbrega Moura, sem o direito a ser ouvido, ao mesmo tempo que não é publicada nem uma linha sobre o aniversário da maior e da, tomo a liberdade de o afirmar, mais prestigiada associação cabeceirense - A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses. Porque razão é escondido este importante acontecimento e é dada uma nebulosa relevância ao “caso Nóbrega Moura”? A resposta certa poderá ser, para mim, inatingível mas arrisco a afiançar que os critérios da grelha noticiosa seguem obscuros desígnios partidários. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

É necessário um pouco mais de cultura democrática

Na edição de Fevereiro de 2012, o jornal "O Basto" avançou com uma notícia em que o actual edil de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, contratou a empresa do seu pai para lhe prestar consultadoria na gestão camarária. Caso existisse um pouco mais de cultura democrática (dos eleitores) e seriedade política (do atual edil celoricense) hoje estaríamos a noticiar a renúncia ao cargo por parte de Joaquim Mota e Silva. Claro, a exigência com os governantes e a qualidade destes, refletem o quão nova e impreparada está a nossa democracia. Acrescento, que, relativamente à edição de Fevereiro, em Celorico aconteceu o que no passado aconteceu em Cabeceiras: uma recolha impulsiva por um número limitado de pessoas de todos os jornais que noticiaram a notícia sobre o contrato familiar entre o actual e o ex-presidente da Câmara de Celorico de Basto. Uma atitude vergonhosa e pouco eficaz, pois a notícia continua a ser massivamente lida no nosso sítio da Internet. Não silenciarão a "voz" da informação.

Editorial de Março do jornal "O Basto"

domingo, 1 de abril de 2012

"vinte e quatro crónicas"

Na sua vigésima quarta crónica no espaço "Opinião Demarcada" do sítio jornalobasto.com, José Nobre destaca alguns pontos existenciais da linha editorial do jornal "O Basto". Com destacados cronistas, aquele espaço de informação, ensaio e ficção tem permitido leituras e interpretações intocáveis. Pergunta o José se os cronistas, com os seus textos, têm contribuído para alteração qualitativa da paisagem social. Uma pergunta interessante mas com uma resposta difícil. A dificuldade reside na complexidade do que pretendemos mudar. Alterar a paisagem social significa, antes de mais, transformar o indivíduo. Os resultados, ou seja as consequências do acto de ler as milhares de linhas enriquecidas com ideias, ideais, perspectivas e objectivos só se realizarão se o conhecimento aliado à vontade em actuar se erigirem do cosmos individual e tornaram-se constituintes do viver de quem lê.

Na minha opinião, a transformação acontece. Há quem esteja a consciencializar-se que há um ambiente de ideias em que a liberdade de opinião e de escrita é determinante e tornou-se num ponto de improvável retorno. O ambiente (imprensa local) transformou-se, para algo um pouco melhor. As centenas de crónicas inscritas no "O Basto" e as dezenas de milhares de leituras sustentam a minha afirmação.

Este espaço, um caleidoscópio de vidas e de visões, tem traçado um caminho único na imprensa de Basto. Este espaço de crónicas não rivaliza mas sobrepõem-se aos demais órgãos de comunicação social de Basto. É o único a conjugar aqueles nomes e personalidades. Condição única, que permitirá sempre a sua majestade em relação às opiniões enviesadas e monocórdicas que minam e dominam os nossos congéneres informativos. É um bonito tempo este. Dois anos de pluralidade e ainda há tanto por fazer.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

"Quando a sirene toca"

"Quando a sirene toca" serve de título ao novo programa de rádio presente na grelha da Rádio Voz de Basto e sua coordenação é da responsabilidade da Corporação de Bombeiros Cabeceirenses. Este programa trata a temática da Protecção Civil e tudo o que se relacione com os bombeiros cabeceirenses, excelentes assuntos, por ventura. Também há espaço para conselhos (de saúde e de protecção) e entrevistas. Em particular, nas duas edições que já leva o programa, gostei de ouvir as mensagens do presidente, Jorge Machado, do comandante, Duarte Ribeiro, e, principalmente, adorei ouvir as vozes de quem produz e coordena o programa. De facto, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses é um espaço de dinamismo e cidadania. Não é por acaso que, correntemente, é considerada a maior e mais importante associação do concelho de Cabeceiras de Basto. Tem um objectivo nobre, tem no seu corpo gente nova e motivada e é bem coordenada. Um exemplo no espaço associativo, sem dúvida.

Podem ouvir o referido programa no sítio dos Bombeiros Cabeceirenses: aqui.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Mal pelos Leitores | Nem os Bombeiros “apagam” o jornalismo lacaio

Há jornais e jornais.
Uns publicam notícias (informação) escritas por jornalistas que fazem da sua profissão um magistério.
Outros despacham encomendas alinhavadas por panfletários obsequiosos a quem lhes garante o orçamento familiar.
Ora, também há jornalismo e jornalismo. O jornalismo com rigor e ética e o jornalismo lacaio.
Vem isto a propósito de um pretensa notícia, postada na edição de Natal de um Jornal (ou pasquim?) cá do burgo, referente à tradicional Ceia de Natal dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.
Sublinho “pretensa notícia”, na medida em que, desde o título (desadequado e caricato) até à última das suas 83 linhas, o texto em questão mais não faz senão transcrever, qual relato épico, parte dos discursos do Presidente da Câmara e do Presidente da Assembleia, gentilmente convidados para a ocasião pela direcção daquela Associação Humanitária.
Duvido do interesse público (ou do interesse do público) nas palavras ali debitadas por Joaquim Barreto e China Pereira, curiosamente, autarcas que se aprestam para trocar de cadeiras em 2013.
Ao invés, creio não estar longe da verdade se adiantar que os leitores do jornal (?) e os associados dos Bombeiros consideram mais pertinente a informação do ambiente e do espírito vivido à volta daquela jornada de convívio natalício que juntou, à mesma mesa, dirigentes, elementos do Comando e voluntários da Corporação, bem como conhecerem o conteúdo dos discursos proferidos (e pelos vistos censurados), na circunstância, pelo Presidente da Direcção, Jorge Machado (por sinal, na lista de excedentários da política) e pelo Comandante, Duarte Ribeiro – afinal de contas, os dois rostos mais vísiveis da admirável obra desta prestigiada Instituição concelhia.
Infelizmente, ainda há quem insista em confundir os seus interesses político-partidários com a actividade e o funcionamento das Instituições locais, e não faltam os idiotas úteis, sempre solícitos e veneradores, para alimentar o ego insaciável do “Querido Líder”.
Ouso, porém, deixar aqui uma sugestão aos dirigentes dos Bombeiros: nas próximas confraternizações da Associação Humanitária reservem o direito de admissão. As notícias acerca desses eventos poderão não ser publicadas, mas evitar-se-ia sermos confrontados com tamanho descaramento.

Um Bombeiro devidamente identificado (e indignado).

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Agenda da Omissão

stalin3

Tal como se esperava, na última edição do jornal oficioso do regime, não há qualquer referência ao encerramento do Agrupamento de Escolas de Arco de Baúlhe (ou à feira medieval). Coisa que até conta com uma petição de protesto online a caminho das 700 pessoas.

Surpreendentemente, nem uma nota regozijo por ver tudo concentrado na vila - ó vila linda e florida do progresso e da prosperidade -, por parte da agustina da raposeira, mais dada registos avulsos sobre merendinhas em terras de nossa senhora. Muito se acrescenta. Aliás, está tudo bem, tudo óptimo no paraíso dos carneirinhos. Há festinhas de janeiro a janeiro.

Bom sinal era que para estes lados do concelho, digo a sul, Arco e terras em redor, houvesse a coragem de se anular assinaturas e boicotar o pasquim de desinformação da colectividade escandalosamente mais favorecida pelo erário público, e devolver pela via da REBAT (Residat e residouro) a porcaria que lhe chega pelo correio.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sinais

O Ecos de Basto, ainda que faça primeira página das actividades Carnavalescas no concelho, não fez qualquer referência ao Corso de Carnaval de Arco de Baúlhe. E não foi por falta de repórteres no terreno.

terça-feira, 2 de março de 2010

jornalobasto.com

A página do Jornal O Basto, ainda que em fase de acabamentos, já está disponível para uma consulta. É o resultado de um trabalho hercúleo do Marco Gomes, também responsável pela edição digital de um jornal que, apesar das polémicas, tem contribuído para a diversidade de informação e opinião na Região de Basto. Ficam assim disponíveis, para a toda a comunidade virtual, os conteúdos da versão impressa e com caixa de comentários. Em destaque, está a grelha de cronistas, na qual me incluo, e que já conta com a surpresa agradável de 3 mondinenses, alargando assim a eira da intervenção cívica do quinzenário.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Mal Maior ao Vivo e em Onda Média

Na próxima 6ª feira, dia 18 de Abril, na Escola EB2-3 de Arco de Baúlhe, pelas 21h30, decorre uma conferência organizada pela ADBasto, intitulada: "Cabeceiras de Basto - Que futuro?"

Serão oradores participantes nesta iniciativa comigo, o Marco Gomes, do Blog “Remisso” e Paulo Pinto, docente daquela escola e colunista do Jornal “O Basto”.

A sessão é aberta, obviamente e também pode ser ouvida on-line no site da Rádio Voz de Basto.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Estes Bloguistas Incendiários II

"Saiba o P.L. que habituado a atentados ao património já eu estou há largos anos. E de resto, sobre a sugestão de visitar o interior do mosteiro, agradeço-a, mas vem demasiado tarde. Aliás, se a vila de Cabeceiras não fosse tão bela e enquadrada num privilegiado cenário natural, eu nem me preocuparia. O Minho é pródigo em caos urbanístico, já Miguel Torga comungava da mesma opinião e sublinhava que Trás-os-Montes ainda não padecia desta "modernidade" a martelo. Mas do alto da Senhora da Orada, ou do parque eólico de Fafe, sente-se o pulsar cabeceirense desenhado a tijolo-burro. "

Obrigatório: O Desencantamento em Betão II, pelo Francisco Rodrigues (Mesa da Ciência - Braga)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Eu Bloguista Libert(in)ário me confesso


Não se assustem os leitores com a foto (mais um desvario), que com este senhor partilho a futura profissão e a pose fotográfica, e o meu socialismo é menos dependente do Estado, libertário ou liberal, sem armas em punho. Prefiro disparar palavras, escritas aqui e noutros blogues. E portanto, quando em jornais locais falam nestas coisas e porque é demais evidente, não me importo de dar a cara e enfiar o carapuço. (Não digo o termo usual, não vá ter o rodilho de fonia consequências maiores que estes últimos escritos imprimidos). Há, no entanto, um terrível equívoco nestas faladuras da prensa porque não sei a que se refere, por exemplo, o A.C. (que ainda não sei quem é, nem ninguém certamente) no que diz respeito a dor de cotovelo. Eu pelo menos de cotovelo, de momento, não ando dorido. Talvez dor de cabeça com gente que não percebe nada destes espaços e fica paranóico com os devaneios das pessoas. Pior ainda quando, no alto da sua anciã sapiência, a medrar as liberdades de expressão recheadas de propósitos demoníacos, [estes dois colunistas] apontam a juventude de salazares em potência.

Ora aí enlameiam-se logo: esta técnica do medo, a coisa desconhecida, e sobretudo à gente de tenra idade em política e cidadania, é por si uma gaffe pois faz lembrar as molduras do Estado Novo. É má educação política e também um erro de provisão de valores, porque o Portugal de futuro far-se-á de gente livre, e que se sente assim, e não de gente acanhada e de vista encurtada como mulas, em carreiros como gado, que embora apeneirada sob ícones da revolução de Abril, faz lembrar a mocidade portuguesa nos maneirismos e condutas. Registados, aliás, na amostra quando de algum modo - e é ler-lhes os textos - sorvem para si conquistas que foram do país democrático na generalidade, integrado na U.E, como sendo a melhoria das condições salubres e de vida das pessoas e afins, ou mesmo da Internet (um outro feito do regime e que parece exclusivo do concelho...). Dá a impressão, outrossim, que Cabeceiras de Basto, nesse aspecto, é um oásis num Portugal atrasado, de gente a arreganhar a poia para um buraco, e a largar restantes formas de fezes na rua em tudo quanto é vila, cidade e lugarejo. O que, mesmo na compulsiva autoflagelação à nossa mediocridade, sabemos que não é verdade.


Mas adiante, sirva como esclarecimento: o pressuposto da finalidade de um blog, como tentam apontar as ditas personagens, é então por aí muito mal diagnosticado. Um blogue, como é o meu, o do Marco e outros que tais, que tanto gosto de ler e referenciar, é um espaço de exercício pessoal, opinativo, livre, impulsivo muitas vezes, e que lhe dá esse sabor que arrasta multidões de gente (vá, nem tanto). Enfim, possíveis porque são de e da Democracia e, como ela, moldáveis, adaptáveis aos tempos e às novas verdades. Mais: quem me vem lendo desde há mais de 2 anos, sabe perfeitamente que não me custa recuar numa opinião se melhores argumentos aparecerem e até, de certo modo, podem notar algumas incongruências típicas de espasmos de alma, de quem vem aprendendo com a vida, estados de espírito mais ou menos elevados, e que resultam em muitas imbecilidades(?) publicadas, com mais ou menos sentido de responsabilidade e de humor. Mas é da minha conta e risco, e uma vida sem isso não tem grande piada.

Neste sentido, o O Mal Maior é agora mais do que era seu propósito no início: uma expressão do meu eu, como cidadão, futuro médico, pessoa, português, cidadão do mundo, de Cabeceiras, do Arco, da Faia, de Braga, do Minho, de Eindhoven ou Utrecht, de sítios onde nunca fui. Dão conta aliás, que o engrunho [ao blog], jabardo nele, escrevo coisas que não interessa nem no acto de dar palha à burra, meto imagens, fotos, desenhos, caras, minhas e de outros. É, albezes, diário de coisas pessoais (e talvez nem o devia ser), e do que delas podem os que me lêem tirar, porque me decidi expor e partilhar no altruismo de me enriquecer com os outros e os outros comigo.


Mais, o blog não tem nenhum objectivo de abalar governos democraticamente eleitos, da minha freguesia a S. Bento, e dos quais desbraguei bandeiras ao alto com muita vontade . Tão pouco de os deitar abaixo- e nem tenho força para isso, há gente demasiado pesada e difícil de mover do sítio - mas antes de os fazer funcionar olhando o burburinho em redor. E portanto nunca fiz por demolir as coisas que fizeram de Cabeceiras de Basto, concelho agora apontado no mapa por muito boas razões e outras más. Entre elas lamentáveis erros gestão partidária local, aquando de excursões compulsivas a santuários que não ficaram bem a um partido laico, quanto muito ecuménico, para lá de outras vertentes de política dura e ortodoxa, e quando o mesmo tinha - e tem! - todas as condições de se modernizar nas linhas e atitudes, dado o restante cenário partidário absolutamente desolador.

E incomoda, como admira, que os arautos de uma força política que fez das linhas orientadoras do seu governo democratizar o acesso às tecnologias de informação, de repente se esperneiem, abominando tudo o que, em espírito livre, delas se vai produzindo.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Estes Bloguistas Incendiários...







"Perguntem a alguns “blooguistas”, retratistas e repórteres cá do burgo qual a intenção ou os motivos subjacentes à foto difusamente divulgada, tirada por detrás das vigas de um prédio em construção na Av. Sá Carneiro, a mais de 100 metros de distância, para obter a imagem mais desfocada, mais desfigurada, do que é para nós a maior jóia cá da terra, o Mosteiro e as suas torres. Seria bem mais fácil e útil, conhecê-las por dentro, subir pelas escadas até ao zimbório e contemplar o encanto da paisagem e a beleza e a grandeza desta terra em franco desenvolvimento.Há uma fábula bem conhecida “o menino velho e o burro”, que nos deixa um ensinamento que deveríamos assimilar desde crianças, não deveremos ver as coisas apenas pelo lado mais simples ou conveniente. Quantas vezes bastaria dar um passo ao lado (à direita ou à esquerda, não importa), para ter outra visão da realidade e alcançar horizontes que a “objectiva” só por si, não capta, caso “o fotógrafo” assim não o queira.A estes, e aos seus mais apaniguados seguidores, deixo uma sugestão, para um exercício muito simples: Coloquem-se, agachados, por trás das costas de um “Judas” qualquer, e vejam se lhe conseguem ver a cara…"


Uma coisa é certa: destes opinadores escondidos sob iniciais se não se lhes descortina o nome que fará a cara... Enfim, estranho hábito cabeceirense - este sim - que parece arrastado desde a Velha Senhora.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O Mal Maior no Papel

Bem, é com algum regozijo que vejo parte dos meus escritos, bons ou menos bons ou nem por isso, transcritos para os jornais, locais ou regionais que sejam. Foi n'O Basto - jornal que tem muito bem feito isso, embora seleccionando os que lhe interessam na sua linha editorial assumida, e não contesto - e foi hoje na crónica semanal de Paulo Saraiva Gonçalves no Notícias de Guimarães, e que publica também no seu blogue: Coluna com Vista Sobre a Cidade.

Instrumentos malévolos estes, os blogues, bastiões de expressão livre. Só é engraçado como um Governo ou um primeiro-ministro tãaao salazarista, se tenha distraído e promovido a massificação da Internet sem prever que a pudessem usar para estes abusos de liberdade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Do pseudoJornalismo de Basto Bosta

Já vai tarde a reflexão e em Quaresma, tempo de contenção na carne, mas tão pouco vou fazendo caso. O pseudojornalismo que se faz em Cabeceiras de Basto - já o disse, ainda que a quente - é do piorio, na base do ódio e roça a escatologia escrita: notícias como artigos de opinião, arautos a inimigos externos, exaltação a coisas que não são mais que as devidas em democracia.

O Ecos de Basto - que me perdoem os redactores metidos dentro, alguns deles do meu trato - pecou por insistir no jogo do insulto, ainda que mascarado por rodeios de língua, bem exemplificado pela pseudonotícia com uma manchete claramente ressabiada: "Miguel Teixeira Retrata-se." A mesma é vergonhosa, indigna e dá um panorama da mesquinhice do que se vai fazendo em papel imprimido. Uma total baixeza e que não abona a redacção do jornal da ADIB, mesmo depois de absolvida pelo tribunal de Guimarães. E ainda que do outro lado se alimente a guerra entrincheirada, no tiro e no contra-tiro, em catapultas de calúnia enfeitada. Jornais destes não servem a Democracia, nem aqui nem em lado nenhum. Mais valia se assumirem politicamente de uma vez por todas, como o Jornal O Benfica, Acção Socialista, O Avante ou O Povo Livre.

Com tanta boa gente formadinha por aí, em jornalismo e ciência da comunicação, esperava-se um verdadeira imprensa por estas bandas: Imparcial, de investigação, com manchetes sóbrias, colunistas devidamente assumidos, em contraditório; não esta bebedeira. E há gente ida, que agora se nota a falta que faz. Sem a responsabilidade e a circunspecção devida, tão pouco se pode esperar melhores dias da desenvoltura destas questões da imprensa.

Vai só um aparte, como adenda a isto, que me esgadunha por dentro, para lá de quaisquer processos de expulsão em partidos, que tão pouco sei e muito menos me meti por dentro, por muito que tenha escrito (bem ou mal) do que me cheirava dele: há esta noção que o unanimismo é a trave mestra na estabilidade dos partidos, e tudo se faz - e então calar será uma das coisas - para manter um consenso garantido, mais fácil de gerir por fora. Estamos errados, julgo. Não fosse a oposição ser pior que não haver nenhuma em Cabeceiras, e mais se esvaíam, por entre as frinchas dos dedos, muitos dos potenciais apoiantes. É que as figuras dissonantes também unem os partidos, atraem pessoas para a causa, tornam-no dinâmico e em discussão, vivo e atraente, sexy! (e até Vitalino Canas diz o mesmo...) Porque para lá das ideias gerais partilhadas, dão uma outra esperança à situação. E este país, como esta região, que enfarda os seus melhores e mais jovens valores para fora, bem precisa de um bocadinho desse verde.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Uma Região com Cabeceiras... Tronco e Membros

Há uma coisa que gabo n'O Basto, por muita politiquice que alimente nos artigos virados a Cabeceiras, nas disputas de escolas e a bagunça associada. É a forma como tem dado visibilidade às candidaturas dos candidatos alternativos às câmaras municipais de concelhos tão emperrados como Mondim de Basto e Celorico. Dá-me alguma alegria, diga-se. Porque por lá, além de se arrastarem as personagens e os partidos há decadas, falta-lhes uma dinâmica empreendedora que lhes tire dos lugares do fundo no poder de compra e lhes dê tamanho numa região de Basto cada vez mais de Cabeceiras que do resto.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

"Mândria Imprimida"








Numa terra onde arautos da imprensa instalada se mascaram no insulto fácil e anónimo não se pode ficar sossegado com os "hábitos de leitura" que incutem nas pessoas.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Quem precisa de psicólogos quando há endireitas mentais aos magotes por aí?

Comentava eu num post sobre: Contaminação da Imprensa Local (recomendado), no Remisso:

Uma excelente análise(do Marco Gomes). O grande mal da imprensa local é que é feita sem responsabilidade e em total amadorismo. Os pseudojornalistas são, na verdade, opinidores. A solução seria fazer nascer um projecto que congregasse os cada vez mais cabeceirenses formados nas áreas dos media e jornalismo associados a colunas de opinião que abrangessem o espectro político e social do concelho. Na resposta e contra-resposta. E não a pasquimzismo que se vê, feito de alinhados e dissidentes... Agora, também não podes exigir um orgão destes e dizer que não vai resultar de seguida... Cortas logo o mal, ou o bem, pela raíz.

E Manuel diz:
O nosso amigo Vítor por vezes acha-se um intelectual acima da média e mete tudo no mesmo saco apelidando os jornais locais de Pasquins. Mas se ele fosse um excelente jornalista, ou opinion maker, provavelmente estaria a fazer opinião para o expresso ou talvez para o Semanário Sol. É tempo Marco Gomes de exigirmos alguma humildade aos nossos caros comentadores. Não nos julguemos acima de ninguém, intelectuais ou virgens puras da liberdade de opinião e de expressão e acima de tudo procuremos melhorar a nossa expressão escrita, pois na vida como na expressão da cidadania, temos sempre alguma coisa a aprender. E o Vítor ainda tem muito a aprender seguramente. Tem que ser menos radical e aprender a respeitar as ideias e o trabalho dos outros. Abraço

Seguramente que o senhor Manuel tem muito para me ensinar. A primeira lição poderia passar por identificar-se com mais do que um nome de tão fartura quanto Maria neste País...

E sim, não sou jornalista nem opinion maker, mas para blogueiro merdoso, nas minhas luas, ainda vou remexendo nas tripas de muita gente, pelos vistos. Não escrevo para o Sol mas vou-me partilhando na Rádio. "Por vezes, intelectual acima da média..." Bem, foi o senhor Manuel que disse. Das outras vezes, certamente que sou "lunático". Mas nesta questão só por desonestidade intelectual (ora cá está) é que não se aceita análise à vista e tão partilhada por todos. O engraçado é que, lido o post, o Marco Gomes faz uma análise bem mais invasiva que a minha mas eu é que sou o demónio em bytes...


E diga-se, sem novidade nenhuma, que este fenómeno de pseudojornalismo orientado não é exclusivo, nem novo em Cabeceiras de Basto. Já vem do tempo dos saudosos (? - sim é ironia...) Fórum Cabeceirense e outros que não me lembra o nome. Há por todo o lado, em Braga inclusivé - terra tão moderna... E por isso, Senhor Manuel:

Não acha que se pode adjectivar de pasquim jornais feitos por gente sem formação na área, amadores, e com uma clara mensagem política, para o arremesso, em muitos dos títulos e cabeçalhos das suas “notícias”?

Haja decoro e, sobretudo, falta de lata...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Cabeceiras de Basto High!!!

Está tudo In, nada de menos portanto, na edição desta quinzena dos Ecos.

E tendo morrido Manuel Bento há mais de um ano e continua-se por lá a chorar a morte do columbófilo...