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quinta-feira, 4 de junho de 2009

E depois do adeus?

escola da serra

Na febre experimentalista do ensino, a recente perspectiva pariu a junção de praticamente todos os patamares num espaço quase contíguo. Não que a mim me caiba aferir das conveniências, algumas das quais, que bem que servem o sector da construção civil, de quão dependente ficou a economia assim como esta do keinesismo permanente do Estado. O Centro Escolar de Arco de Baúlhe algures anexado à actual EB -2/3 na mesma freguesia, há-de ser uma das consequências dessa política. Mas se os alunos do ensino básico primário ganham melhores condições físicas para a aprendizagem, a vila queda-se com um edifício enorme e vazio numa zona priveligiada do centro, ainda sem nenhuma ideia de que uso se lhe poderá dar. Uma pousada, porque não?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Positivo

Campo de Morgado


O 6º Lugar conseguido pelo Desportivo de Arco de Baúlhe na II Divisão da A.F. de Braga (série D), um pouco longe de estar à altura da história da colectividade, é um óptimo resultado para um clube que só começou a jogar em sede própria, a meio da época. De verdade, o DAB ficou a meros dois pontos de ocupar isolado o 3º lugar da competição. Mas, mesmo sem o prémio da subida para o patamar devido, o da 1ª Divisão Distrital, este renascer das cinzas foi dos melhores bálsamos para o ego arcoense, dos últimos anos. O Desportivo faz falta a Arco de Baúlhe, como um dos símbolos e marcas agregadoras da Vila e arredores.

Ainda continuo a achar que, com alguma ambição e desenho, o campo de jogos serviria melhor a população se estivesse próximo do núcleo urbano. A coisa, no entanto, não me impede de dar os sinceros parabéns às pessoas da comissão de apoio à direcção e atletas, aos quais me juntaria de bom grado para drenar pneu, fosse eu ter algum talento nas pernas, bem mais do que tenho entre elas.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Eu até que nem queria ser arcoista

...mas vivo no Arco e tem de ser.


Mas vamos lá a isto, como se eu morasse na Praça da República: faz-se uma variante à autoestrada, para lhe tirar o protagonismo, e asfixia-se o crescimento da vila arcoense no embargo de um plano urbanização parado. Dá-se-lhes uns equipamentos, espalhados no meio das ervas a crescer, para agradecer o apoio democrático de sempre e as folgadas vitórias. Grita-se aqui D’el-rei que não se faz nada por lá porque entretanto as pessoas estão demasiado cansadas pela colagem a estes e aqueles. À bovinidade instalada, alimenta-se-lhe a pequeneza. Põe-se os poucos arcoenses às turras porque dali só se descortinam libertinos birrentos e acusa-se a intransigência com o mal-agradecimento. Qualquer dia, até desaparecem no meio de pavilhões industriais, lixo e silveiredo.

Pode ser que sim. Mas o Arco liberal não se dá com o autoritarismo de esquerda ou de direita, nem com a abominação autista das instituições públicas. A vilazita, de agricultores e taberneiros, crescida em redor de uma rua de pensões, à custa de forasteiros, circos ambulantes, prostituição, artistas naive, burros de carga e camiões viveu sempre na sua loucura, suportada pela iniciativa individual e dos mecenas. Isto porque, dos lados do "mosteiro" das famílias conservadoras salazaristas e cristãs, nunca conheceu grandes apoios e sinceros elogios, nem tão pouco compreensão. Poucos conhecerão a história por de trás de uma Escola Profissional de Fermil que deveria estar em Arco de Baúlhe ou do baixar-de-calças aquando do encerramento da linha do Tâmega...

Mesmo assim, se abriram aqui pioneiros bares e discotecas, se fizeram bailes e grupos de teatro, cresceram bandas e se expressaram artistas. Ok, são agora uns preguiçosos orgulhosos. Talvez. Mas o espírito por cá vai, como que adormecido, afirmando a diferença. Virado mais ao resto da região de Basto - de Agunchos, Cerva e Atei (concelho extinto de que já foi parte) a Mondim Celorico e Canedo - com os quais os arcoenses sempre se deram bem e que sempre foi estranho aos do restante concelho, mais vidrados no Barroso e Gerês. .

Verdade é que Arco de Baúlhe continua a ser o grande torniquete da Região de Basto. Algo que deveria motivar muito mais, as gentes destes lados e que deveria ser tido mais em conta pelas forças políticas com vocação de Poder, que queiram realmente promover o progresso em todo o potencial do concelho. Infelizmente, dos caquéticos e teimosos quadros dirigentes partidários, já pouco se pode esperar...