«a decisão que levou o nosso município [de Mondim] a integrar esta Comunidade [do Ave] tem sobretudo fundamentos de natureza técnica, assentes num exercício de asserto de dados estatísticos, convenientes à gestão do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a Norte. Mas esta decisão tecnocrata, oportuna e cuidadosamente construída na Comissão de Coordenação da Região Norte, traduz bem o estado dos relacionamentos pessoais e institucionais que hoje se verificam entre autarcas e autarquias de Basto. No caso de Mondim de Basto, as relações são privilegiadas com Cabeceiras de Basto, de desencontro com Celorico de Basto e praticamente inexistentes com Ribeira de Pena.» [José António Nobre]
A (re)definição dos mapas administrativos em Portugal foi sempre feita à revelia das realidades locais, servindo a tecnocracia vigente, os delírios de burocracia e a forma fria com que assim se vão adaptando flops à estatística e distribuição de investimento à portuguesa. Não será por acaso que, no bailado do puzzle, qual cubo de Rubic, a Região de Basto nunca o foi para além do nome e nunca teve lugar como o sólido pólo de desenvolvimento e de influência em si mesmo.
Mas se antigamente era tudo inerente à distância administrativa e emocional das decisões de gabinete em Lisboa, actualmente os laços estabelecem-se de acordo com as simpatias entre os autarcas locais, como se negociassem a vida, a história e o espaço vital dos seus cidadãos quais hortas próprias entre compadres. Só assim se entende que Mondim de Basto, em pleno vale do Tâmega, seja anexado à "Comunidade Intermunicipal do Ave". Só assim se percebe, que pela birra, se apartem Celorico e Ribeira de Pena dos outros dois concelhos de Basto. (Caro Carlos Leite, mais vale começares a Pensar Tâmega]
Uma coisa é certa: mais facilmente se abrirão via larga e comboios entre Cabeceiras e Mondim do que se cumprirão mais 20 anos de promessas no vale do Tâmega. É onde chega a prepotência e os delírios de grandeza.
Mas se antigamente era tudo inerente à distância administrativa e emocional das decisões de gabinete em Lisboa, actualmente os laços estabelecem-se de acordo com as simpatias entre os autarcas locais, como se negociassem a vida, a história e o espaço vital dos seus cidadãos quais hortas próprias entre compadres. Só assim se entende que Mondim de Basto, em pleno vale do Tâmega, seja anexado à "Comunidade Intermunicipal do Ave". Só assim se percebe, que pela birra, se apartem Celorico e Ribeira de Pena dos outros dois concelhos de Basto. (Caro Carlos Leite, mais vale começares a Pensar Tâmega]
Uma coisa é certa: mais facilmente se abrirão via larga e comboios entre Cabeceiras e Mondim do que se cumprirão mais 20 anos de promessas no vale do Tâmega. É onde chega a prepotência e os delírios de grandeza.