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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Houve sempre quem desconstruísse a mentira, por mais hegemónicos que fossem os argumentos desta


Aproveitando a celebração do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, figura grada da política portuguesa e muito denegrida pelos "vencedores" da história, deixo aqui as palavras sábias e premonitórias de Carlos Carvalhas, um outro histórico comunista português.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Boa Vista Social Club

boavistailha
© Myriamba

É conhecido o gosto que o chefe do executivo camarário cabeceirense tem no consenso alargado. Vai daí que em prol de sessões sossegadas, na assembleia e em reuniões de Câmara, se esforce qual economic hitman em concentrar os pontos de vista em redor do seu. O desprezo e o chauvinismo intelectual são a bomba atómica usada em último caso, ainda que muitas vezes. Das outras, mal se esboça uma nesga ao atrevido, faz pacificamente a "operação de charme junto do adversário" como, a exemplo, nos convites de representação política - nada contra! - para visitas oficiais a lugares de geminação, alguns que não lembram ao Diabo ou talvez só a Isaltino Morais. Da última excursão está o resultado à boa vista: um deputado municipal que não se recandidata e um vereador, de repente, o candidato de recurso do maior partido de oposição...

terça-feira, 25 de março de 2008

Brecha na Muralha


Neste mundo em permanente olimpíada, ganha quem vai à frente, sempre, ou por cima, sempre. E se se lamenta o estupro que fazem aos princípios fundadores dos jogos Olímpicos, vale dizer que é o que se faz com tudo o que cria e movimenta massas, com boas e piores intenções de início. É da democracia absoluta do gosto. Do que se vende com ela, e do poder que dá.

E enquanto se pode comprar, é ditadura chinesa que mantém os preços baixos e a calmaria para fumar a prepotência da democracia. E depois? No Tibete se não manda Mao, manda o Buddha reencarnado. É Teocracia e, por isso, tão pouco ocidental, tão pouco secular e tão pouco democrática, mas pronto, para nós será daquela que não incomoda... Somos aliás todos uns apaixonados budistas. Menos o Jerónimo claro, e o PCPortuguês, que se faz entender do que têm como liberdade: a burocracia dos comités e o estaminé de milhões a produzir barato, por meia dúzia de injecções e meia-dúzia de salsichas. Livres como os números em grande, que "um morto é tragédia, 1 milhão é estatística". Aglomerados que valem por todos como formigas, desde lá de cima, na vista de patrões disfarçados de camaradas.

De qualquer modo a real politik não ia deixar a China com elefantes brancos, nem uma nação de 1 quinto de humanidade dependurada. Nem nós sem ver a Vanessa com o Ouro. Ui, era a total crispação e lá se definiriam eixos e barricadas a estoirar tudo. Não! A paz tem de continuar como queijo bolorento a quem se raspa o verde do fungo até se quedar pouco. Mas como no queijo, no mundo dá a volta à bola. De que valem os moralismos ocidentais, por exemplo, quando a política proteccionista da U.E. faz miséria em África e arrasta torrentes de agricultores africanos, gente nova sem futuro por lá, a galgar o mediterrâneo em câmaras-de-ar? Por este andar, boicotava-se tudo quanto é sítio. E de embargos estamos falados, de Cuba ao Iraque de Hussein.

Uma coisa é certa: os jogos olímpicos vão deixar a China em pelot com tanto jornalista - já disse o presidente do COI - e cabe à imprensa internacional, a livre está claro, aproveitar o Dragão de perna alçada e ordenhar-lhe os podres. É a brecha na Grande Muralha que se pode aproveitar, e a informação é a mais eficaz arma na transformação das consciências e dos regimes ...

sábado, 19 de maio de 2007

A Cefalização do Governo e o Coma da Militância

A renovação, ou a intervenção micro-cirúrgica, feita no Governo de Sócrates apenas contribui para o eucalipto. Sem António Costa, Sócrates é a estátua na rotunda e Pedro Silva Pereira, o pombo que lhe arrula ao ombro... Sem oposição que atice o Partido Socialista - em Lisboa ou em Cabeceiras - e com figuras aparentemente maiores que elas próprias a acumular as suas funções e as que deviam ser dos outros, sobra uma militância ensonada, sem debate e sem mobilização. Perde-se a força motriz de transformação social.
Que o diga, Pedro Nuno Santos - o Secretário-geral da JS - que bem tenta mexer na máquina por uma questão em que estamos deveras atrasados. Aliás, diga-se, que a não consagração do direito do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo vai contra a Constituição Portuguesa - os deputados andam, na sua maioria, a violá-la por negligência.
De resto é vê-los, aos deputados do PS, amorfos que nem se dignam em atestar que se parecem com tudo menos com deputados do Partido Socialista. Sim, talvez com os do PPD /PSD, esses amuados por um líder mais pequeno que o palanque - e não é piada sobre alturas (não tenho com que me gabar) é mesmo da pequenez política. Mas nesta questão nem o PCP e os Verdes escapam. Dos do PP, nem vale a pena falar...
Mas adiante. É um Governo, bom ou mau, como o País, de uma só cabeça grande, demasiado grande, demasiado só.