É trágico o encerramento da Estação dos Correios de Arco de Baúlhe. A coisa é mais que certa e muito dificilmente contornável depois da empresa assumir este caminho em mais de uma centena de estações, tendo em vista a privatização. O povo arcoense e das freguesias em redor tem não só o direito mas o dever de contestar o fim dos serviços dos CTT, como todas as outras freguesias que se aprontam a ficar sem estes. No caso arconse, é praticamente inevitável que a minimização dos estragos se fique pela concessão do serviço postal, apenas e só, à Junta ou à Câmara Municipal. Mas é bom que se saiba que a situação de ter um Posto não é de todo igual a ter uma Estação de Correios e que aqui, como em Cavês, tende para a morte lenta.
Antes isto que nada? Talvez. Agora é bom também que se lembrem as pessoas que esta é só mais uma estocada na importância socioeconómica em Arco de Baúlhe, entre outras nos últimos anos: dissolução do Agrupamento de Escolas do Arco, a transferência da Sede do Centro de Emprego das Terras de Basto para Amarante, a "emunibastização" da Casa do Povo, a centralidade falaciosa daquela coisa dos "Grupo de Apoio às Escolas" (que é dele?), para não acrescentar a uma gestão negligente do espaços públicos na zona comercial da vila.
Nessas alturas e assuntos, não se viu nenhum elemento da Junta ou da Câmara Municipal a espernear pela garantia dos serviços e afins, sem que não se sentissem obrigados. Tal qual como se irá ver hoje com uma previsível sessão inflamada no auditório, onde por entre as ruínas e males menores, inimigos externos e apelos à indignação generalizada, hão-de sair 2 ou 3 "heróis", ou se calhar apenas 1. Enfim, outro filme repetido, daqueles que só dão em determinadas épocas como "O Música no Coração" pelo Natal ou os "10 Mandamentos" pela Páscoa. Só toma parte deste "canto do cisne" quem quer. Aos outros, cabe o dever de descer os demais à realidade.